4 maneiras de burlar paywalls de sites de jornais

Indiquei na newsletter de sábado uma boa matéria com dicas de conservação para reutilizar máscaras PFF2. Alguns leitores reclamaram que não conseguiram ler porque bateram no paywall do jornal O Globo. Ops! E aí teve o caso bizarro da Folha de S.Paulo, que deu um serviço de como doar para ajudar as vítimas das enchentes em Petrópolis (RJ), mas escondeu o texto atrás de um paywall. Oi?

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A maneira mais fácil de começar e manter um diário digital

Manter um diário é tipo comer salada e praticar exercícios físicos: todo mundo sabe que faz bem, mas poucos praticam. A gente já falou disso em um podcast, mas hoje quero dar uma dica prática para quem já tentou e não conseguiu e para quem nunca se dispôs a manter um diário.

(Você pode escrever em um diário analógico também, papel e caneta e tal, e tudo bem. Funciona da mesma forma.)

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É tipo o AirDrop da Apple, mas funciona com qualquer dispositivo (e de graça)

Uma das coisas mais legais do alardeado ecossistema da Apple atende pelo nome de AirDrop: sem burocracia e sem fios, é possível compartilhar um punhado de coisas entre dois dispositivos da marca. E só. Uma “falha” gigantesca do AirDrop é que ele está limitado aos aparelhos da Apple.

O Snapdrop, um projeto de código aberto e baseado na web, replica os principais recursos do AirDrop e, o que é melhor, funciona com qualquer combinação de aparelhos. Quer mandar um arquivo de um iPhone para um PC Windows? Dá. De um PC Linux para um iPhone? Tranquilo. Do Chrome OS para um iPad? Vamos nessa.

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Você não precisa mais destas extensões de privacidade

Por mais que os navegadores que não são de empresas de publicidade (*cof* Chrome *cof*) estejam aperfeiçoando suas ferramentas nativas de proteção à privacidade, eles ainda não dispensam o uso de uma ou outra extensão com esse foco. Mas tem algumas, ainda muito populares, que já podem ser descartadas. As da Electronic Frontier Foundation (EFF), por exemplo, se tornaram dispensáveis.

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Backup e sincronia de arquivos sem nuvens comerciais, só com software livre

Admitamos desde já: somos preguiçosos. Quando algo funciona, ainda que não da maneira ideal, a tendência é deixar estar, seguir a vida. Essa era a minha postura em relação a backups remotos. Por muito tempo usei nuvens comerciais, os iCloud, Dropbox, Google Drive e OneDrive da vida, como único backup do tipo.

Resolvi mudar isso no final de 2021, motivado por aquela cisma com a Apple. Meu objetivo era substituir o iCloud, que usava para sincronizar arquivos entre celular e computador, e que por conveniência e inércia acabava sendo o meu único backup remoto.

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Existe R$ 8 bilhões em contas de pessoas físicas e de empresas esquecidos em contas correntes e poupanças nos bancos brasileiros. O Banco Central criou uma ferramenta online para que você verifique se tem saldo a receber e, se sim, o receba via Pix. Para fazer a consulta, é preciso ter um cadastro no gov.br ou no Registrato do BC. Neste momento (8h50), o site inteiro do BC está lento ou inacessível. Via Folha de S.Paulo.

Assine o Paramount+ sem gastar um centavo

O mercado está inundado de serviços de streaming. São tantos que assinar todos se tornou inviável à maioria de nós. Agora, se um pago sair “de graça”… por que não?

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Twitter sem BBB ou Termo/Wordle? É possível

Nesta segunda (17) começa o Big Brother Brasil 22, reality show da Globo que, nos últimos anos, tem dominado as redes sociais no período em que é exibido. Ótimo para quem curte, nem tanto se não é o seu tipo de entretenimento. A boa notícia é que, pelo menos no Twitter, é possível silenciar palavras e, assim, escapar da avalanche de posts sobre o BBB.

A dica vale para qualquer assunto, aliás. Se os posts matinais com resultados do Termo ou do Wordle têm te incomodado, por exemplo, é possível silenciá-los também. Não aguenta mais ler posts da celebridade do momento? É só silenciar seu nome.

Vejamos como fazer isso. O passo a passo abaixo foi feito com base no Twitter web, mas também funciona nos aplicativos oficiais para Android e iOS.

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Ajuste o brilho de monitores externos pelo teclado no macOS com estes aplicativos

Quem usa notebooks da Apple ligados a monitores externos deve ter percebido que controles de brilho e de volume do teclado não funcionam nesse cenário. É o tipo de coisa que deveria funcionar, mas não é o caso — pelo menos até você instalar um desses aplicativos.

Um deles é o Lunar. É cheio de comandos e funcionalidades que vão além dos controles de brilho e volume, mas boa parte delas fica atrás de um pagamento/assinatura, de US$ 20,30 (~R$ 115), que dá direito a um ano de atualizações. E talvez nem sejam tão necessárias. Felizmente, existe uma versão “lite”, que só o faz o básico, por um preço mais em conta (R$ 16,90 na App Store).

Outra opção, a que tenho usado, é o aplicativo de código aberto (e gratuito) MonitorControl. Ao contrário do Lunar, o MonitorControl praticamente não tem interface — só uma janela de configurações e um discreto ícone na menubar que combina com os nativos do macOS.

Qualquer que seja o app escolhido, é bom voltar a ter esse controle pelo teclado no monitor externo, especialmente naqueles que carecem do sensor de luminosidade e consequente ajuste automático do brilho (a maioria).

Não tenho rádio em casa, mas gosto de ouvir rádio. Para isso, uso aplicativos que tocam transmissões via internet, um recurso que ao menos as rádios mais populares oferecem há bastante tempo.

O primeiro app que usei para isso foi o TuneIn. Funciona, porém a interface é bastante carregada, com anúncios, podcasts e outras coisas que não me importam muito. Hoje, uso e recomendo outros apps para cada plataforma:

  • No Android, a melhor pedida é o Transistor (F-Droid, Play Store). É um aplicativo bem cru, mas que cumpre bem a sua função e que, por ser cru, acaba sendo leve e direto por tabela. Tem o código-fonte aberto e é gratuito.
  • No iOS, descobri dia desses e tenho usado o Radio Turner (App Store). Ainda é um tanto carregado, com várias listas de estações sem qualquer segmentação por localidade, mas permite acrescentar suas próprias rádios e funciona bem. É gratuito com anúncios, e tem duas compras in-app: para remover anúncios R$ 22,90) e para estender o recurso de gravação (R$ 4,90).

Tem algum outro que você use e goste? Fala para mim nos comentários.

A extensão Vinegar, para iOS e macOS e criada por Zhenyi Tan, substitui o tocador de vídeos do YouTube — no próprio site do YouTube e em outras páginas, onde eles estiverem incorporados — por um leve, usando a tag <video> do HTML. Custa R$ 10,90 na App Store. Via Zhenyi Tan and a dinosaur (em inglês).

Para quem não usa os sistemas da Apple ou outro navegador, a extensão Privacy Redirect (Chrome e derivados, Firefox) faz algo similar: se assim configurada, ela troca o tocador de vídeos do YouTube incorporado em outros sites pelo do Invidious. A estabilidade depende da instância adotada, mas funciona bem. E para links diretos ao YouTube, como o nome sugere, a extensão redireciona o usuário a uma instância do Invidious.

Foto em close de um teclado mecânico com “switches” marrons, sem as teclas, com muita sujeita entre eles.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

O cenário acima é resultado de dois anos de uso diário de um teclado, com limpezas regulares apenas nas teclas, passando um paninho úmido na superfície e nos vãos entre elas. Hoje resolvi remover todas as teclas para uma limpeza profunda. Nunca me alimento sobre o teclado e sou um tanto diligente com a higiene, por isso me surpreendi com a nojeira. Típico seres humanos.

Algumas dicas:

  • Tire uma foto do teclado ou encontre uma na internet. A gente acha que conhece de cabo a rabo a disposição das teclas; ainda que seja o caso, um referencial é sempre útil.
  • O teclado da foto é mecânico, ou seja, tem “switches”, ou mecanismos individuais. A maioria em uso é do tipo membrana. Em qualquer caso, as teclas devem sair facilmente. Tome cuidado com as maiores, como barra de espaço, Enter e Shift: elas provavelmente têm ganchos de metal para estabilização e, dependendo do modelo, são frágeis. Entenda o mecanismo antes de forçar qualquer coisa.
  • Use uma escova de dentes (não a que você usa para escovar seus dentes, por tudo que é mais sagrado) para limpar detritos e poeira. Fiz movimentos suaves entre os “switches” (os botões marrons em formato de cruz) e, de vez em quando, dei leves batidas com o teclado virado de cabeça para baixo.
  • Para a limpeza das teclas, peguei um pano de algodão levemente umedecido e limpei uma a uma, as quatro laterais e a superfície. Limpei todas antes de começar a recolocá-las — dessa forma, as primeiras já estavam secas quando comecei a recolocação.

Ao fim, coloquei um lembrete na agenda para daqui a seis meses para repetir a limpeza.

Este site apaga seus posts antigos no Twitter de graça, mas só se você não curte fascistas

Quando o Cardigan encerrou suas atividades, deixei de apagar automaticamente posts antigos no meu perfil pessoal no Twitter. Foi uma decisão pragmática: somente alguém lacônico e extremamente organizado conseguiria apagar seus próprios posts de uma rede social em intervalos regulares. O Cardigan fazia isso, tão bem que eu havia pago uns trocados pelo serviço. Após um tempão sem ter meu perfil limpo automaticamente, encontrei um ótimo substituo, o Semiphemeral.

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Quando a tela do notebook da designer Therry Lee queimou, ela recorreu a um técnico para consertá-la. Ele arrumou a tela, mas abusou da confiança e boa-fé dela para acessar fotos e vídeos pessoais de Therry.

No fio em que compartilha essa história de terror, Therry explica como descobriu o acesso indevido e dá algumas dicas gerais. O ponto crítico da situação é este aqui: “Ele me pediu a senha do notebook (13h01) para instalar drivers necessários da tela, eu dei (sim, eu dei, eu confiei, eu acreditei como qualquer um).”

Nunca, jamais, em hipótese alguma forneça a senha do seu computador ou celular a terceiros. Quando tiver que levar o computador à assistência, certifique-se de que o disco esteja criptografado. Caso a assistência exija acesso ao computador (para instalar algo ou rodar testes), faça backup, formate-o e entregue ele seu os seus dados.

Nem sempre isso é possível ou fácil. Em um notebook com a tela quebrada, como no caso da Therry, seria necessário um monitor (ou TV) e um cabo HDMI para conectá-lo e fazer esse ajuste. O que não invalida a recomendação de nunca, jamais, em hipótese alguma fornecer a senha do computador ou celular para quem quer que seja. Via @therrylee/Twitter.

Atualização (4/6/2022): A versão original desta nota orientava o(a) leitor(a) a criar outro usuário administrador no computador para entregá-lo à assistência técnica. Conforme apontado nos comentários, essa orientação pode não ser suficiente, a depender do nível técnico da assistência e de outras configurações do computador, para impedir o acesso não autorizado aos arquivos. A orientação foi alterada para uma mais rígida e segura.

Três prints de um iPhone, mostrando o passo a passo para acessar e configurar os sons de fundo via Central de Controle no iOS 15.

Costumo aguardar algumas semanas para atualizar meus dispositivos para novas grandes versões (já falei isso, né?), porém abri uma exceção ao iOS 15 por conta de um recurso que não foi sequer mencionado na apresentação do sistema (acho?) e que só entrou no meu radar nesta semana, após o lançamento da versão final: os sons de fundo.

Os sons de fundo ficam em Ajustes, Acessibilidade, Áudio/Visual, mas a melhor maneira de acessá-los é acrescentando um atalho à Central de Controle — como na imagem acima.

Como o próprio nome diz, são… sons de fundo, barulhinhos constantes que ajudam a te isolar do mundo externo. O iOS 15 oferece seis: ruído equilibrado, ruído brilhante, ruído escuro, oceano, chuva e riacho. Não há quaisquer opções disponíveis fora o volume.

Muitos anos atrás, fiz uma peregrinação nas lojas de aplicativos atrás de apps do tipo. Pode parecer bobeira (talvez seja), mas são raros os realmente bons para esse fim. Um problema comum e chato: como esses barulhos costumam ser um arquivo de áudio curto repetido indefinidamente, em muitos casos a lacuna entre o fim e o reinício dele fica bem perceptível. Se o objetivo é concentrar-se, rupturas mínimas como essa saltam aos olhos — ou melhor, aos ouvidos.

Os sons de fundo da Apple parecem ser de ótima qualidade! (Mais uma categoria de apps que foi “sherlockada”?) Eles só ficam devendo em personalização. Se para você isso é importante, minha recomendação — derivada daquela peregrinação de anos atrás — é o Noisli (Android, iOS). Custa uns trocados (entre R$ 8 e 11, dependendo da plataforma), mas vale cada centavo: a qualidade dos sons é altíssima, a variedade é grande e é possível combiná-los com volumes independentes para cada tipo de som.