⚠️ Vamos à segunda instância contra a Folha de S.Paulo — e você pode me ajudar nesta luta

Quem não tem Pi-Hole, vai com AdGuard ou NextDNS

O Pi-Hole é um sistema robusto, gratuito e completo para proteger seus dispositivos (celulares, computadores, tablets, TVs etc.) contra rastreadores e publicidade invasiva. O problema é que ele demanda um computador inteiro à parte, que precisa ficar ligado o tempo todo, para funcionar.

Se você não tem um ou não quer lidar com a complexidade do Pi-Hole, soluções como AdGuard e NextDNS são alternativas excelentes e mais fáceis de usar.

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Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Print do ungoogled-chromium, com o Manual do Usuário aberto, e o menu de “perfil” do navegador aberto também.

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

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A Apple mexeu na configuração padrão do Safari no macOS 12.4. Estava perdendo alguns cabelos tentando entender por que ele não abria uma série de sites — notadamente, a versão clássica do Reddit — até descobrir isso.

A “culpada” é uma configuração do próprio Safari. Em Privacidade, o item Ocultar endereço IP de rastreadores vem ativado por padrão no macOS 12.4. Bastou desmarcá-lo para que os sites voltassem a abrir normalmente.

O mesmo ocorre no Mail, onde a opção se chama Ocultar Endereço IP. Por padrão, não carrego imagens/elementos externos ao abrir uma mensagem. Com essa opção ativada, quando clico no botão para carregá-los, nada acontece. Basta desmarcá-la para que o Mail volte a se comportar normalmente.

As duas opções do Safari e do Mail são versões restritas aos respectivos aplicativos da Retransmissão Privada, ainda em beta, que, segundo a Apple, “oculta seu endereço IP e a atividade de navegação no Safari, além de proteger seu tráfego não criptografado na internet. Assim, ninguém pode ver quem você é e que sites visita, nem mesmo a Apple”.

É uma espécie de Tor nativo, embutido no sistema, condicionado ao iCloud+, a versão paga do serviço de nuvem da Apple. Saiba mais aqui.

Na tela de ativação global do recurso, na área ID Apple, dentro das preferências do macOS, a Apple avisa que “alguns sites podem apresentar problemas, como mostrar conteúdo de região incorreta ou exigir passos adicionais para início de sessão”.

Como deixar o YouTube menos viciante

Sites e aplicativos como o YouTube são projetados para nos manter o maior tempo possível neles. O que está em jogo ali é a nossa atenção, então é do jogo que o Google, a empresa dona do YouTube, empregue todos os artifícios possíveis para nos prender o maior tempo possível ali dentro — vendo vídeos e, claro, anúncios.

(Apenas a título de exemplo, em fevereiro de 2017 o YouTube comemorou a marca de 1 bilhão de horas gastas assistindo a vídeos por dia. A meta fora estipulada em 2014 e alcançada graças ao uso pesado de vídeos recomendados, incluindo extremistas e mentirosos.)

Apesar disso, o YouTube é basicamente o repositório de vídeos na internet. É possível usá-lo sem se deixar levar pelo canto da sereia, digo, do algoritmo? É sim! Essa é a dica da semana no Manual.

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Uma das poucas coisas enervantes no uso do Safari, navegador da Apple, é o comportamento padrão e impossível de alterar que ele tem ao lidar com links da App Store. Em vez de abrir a versão web, o Safari abre o aplicativo da App Store.

Descobri um pequeno aplicativo que quebra esse comportamento. Chama-se Stop The Mac App Store, é gratuito, funciona no Big Sur e no Monterey e foi criado por Jeff Johnson, da (ótima) extensão StopTheMadness. (Se você está no macOS Mojave ou Catalina, o StopTheNews tem essa funcionalidade.)

Jeff explica que se trata de um “aplicativo falso”, no sentido de que sua única função é enganar o Safari ao associar-se a links que, de outra forma, ficam associados à App Store.

Depois de instalado, não precisa fazer nada. Ele é carregado junto ao Safari. A partir daí, sempre que você clicar em um link da App Store, em vez de abrir o aplicativo da loja, o Safari exibirá um pop-up (não tem como remover isso, segundo o desenvolvedor). Clique em Cancelar e pronto, você continua no Safari, visita a versão web da App Store e o aplicativo dela continua ali, fechadinho. Via Jeff Johnson (em inglês).

Lista de instâncias brasileiras do Mastodon

A venda do Twitter ao bilionário Elon Musk provocou um êxodo de usuários preocupados com o futuro da rede para o Mastodon, uma alternativa descentralizada e de código aberto.

O Mastodon se parece com o Twitter, mas é diferente em alguns aspectos principais. Talvez o mais importante dele seja a descentralização. Em vez de um lugar central para se cadastrar, como ocorre no Twitter, no Mastodon existem instâncias, ou servidores diversos, que são independentes, mas que podem se comunicar entre si.

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Como assinar documentos digitalmente de graça, sem certificado digital

Assinaturas digitais de pessoas físicas nunca decolaram no Brasil devido ao custo. Para usá-las, era preciso comprar um certificado digital, que não é barato — em média, R$ 150 por ano.

Um decreto do governo federal de 2020, o 10.543, mudou essa realidade. Ele prevê, em seu artigo 6º, que contas Gov.br podem ser usadas para assinar documentos digitalmente. O Manual do Usuário testou e… não é que dá certo?

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A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação da facção PCC na onda de furtos e roubos de celulares para desfalcar contas bancárias via Pix.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça (12) detalhou o golpe com base no depoimento de um homem de 22 anos ligado ao esquema:

O homem preso na semana passada contou, segundo a polícia, que insere o chip do celular furtado ou roubado em um segundo aparelho para “quebrar” senhas e então acessar o telefone da vítima.

A partir daí, um segundo “especialista” entra em ação, para “quebrar” senhas bancárias e acessar as contas. “Ainda estamos investigando como fazem isso”, afirma o delegado.

Na sequência vem o “tripeiro”, como é conhecido o responsável pelo gerenciamento dos “conteiros” — pessoas que negociam o uso de seus dados bancários em troca de um percentual do lucro — ou então de contas abertas com documentação falsa. É ele quem coordena saques e transferências.

Compreender o golpe ajuda a levantar defesas mais eficazes.

Com base nesse relato, presume-se que uma das melhores é definir um PIN (senha) para o chip/SIM card. Dessa forma, toda vez que o celular for reiniciado ou o chip/SIM card for inserido em outro aparelho, será necessário inserir o PIN, uma senha numérica de quatro dígitos, para ativá-lo.

A Apple explica como configurar o PIN no iPhone — segundo a reportagem, o modelo de celular mais visado. No Android, procure a opção “Configurar bloqueio do SIM” nas configurações do sistema.

Esta página traz os códigos PIN padrões das operadoras brasileiras.

De volta à Folha:

Tudo, de acordo com o delegado, é muito rápido, para evitar que bancos tenham tempo de bloquear as contas das vítimas. “Tem que ser, no máximo, no mesmo dia”, explica. Por isso, ele ressalta, quem teve o celular levado deve registrar logo o caso, além de avisar o banco.

Vale lembrar que, no caso do iPhone, o acesso ao Buscar, que permite localizar e bloquear ou excluir o conteúdo do celular remotamente, dispensa o segundo fator de autenticação. Se perder o celular, faça isso o mais rápido possível, comunique a operadora, os bancos, troque senhas e registro um boletim de ocorrência. Via Folha de S.Paulo.

Atualização (11h45): Acrescentada orientação de como configurar o PIN do SIM card em celulares Android.

Como saber em qual streaming tal filme ou série está passando

Minha mãe sempre diz que tudo que é demais, faz mal. Vale para tudo. Veja o streaming: é muito legal termos mais filmes e séries à disposição do que somos capazes de consumir, mas tal abundância gera novos problemas que não tínhamos antes.

Um recorrente aqui é saber em qual das dezenas de serviços de streaming tal filme ou série está passando.

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Encontre anexos gigantes no seu e-mail para economizar espaço — e dinheiro

Se ainda não aconteceu com você, um dia acontecerá: acabar o espaço do seu e-mail. As empresas que oferecem e-mails gratuitos cobram por mais espaço e embora pagar seja uma opção super válida, existem alguns paliativos que podem adiar em alguns meses ou até anos esse novo gasto na sua vida. O melhor deles é a exclusão de anexos gigantes.

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Divida gastos (com privacidade!) usando o Splid

Um celular com o aplicativo Splid (do iOS) exibindo despesas de uma viagem à Nova York.

Então você decidiu fazer uma viagem com amigos ou morar junto com a pessoa amada ou com uma galera — ou com a pessoa amada e uma galera. Vocês terão gastos conjuntos que terão que ser divididos. Anotar tudo no caderninho ou confiar na memória são ótimas maneiras de se estressar e perder as amizades ou o relacionamento — ou as amizades e o relacionamento. Existem ótimos aplicativos para evitar esse triste desfecho.

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Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.

O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.

O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.

O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.

Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.

Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.