A Motorola fez um lançamento importante nesta quinta (25). No lugar de iterações rápidas da linha Moto G, com versões distintas de uma mesma geração diferenciadas por “sobrenomes” (Power, Play etc.), agora a fabricante lançará Moto G de baciada, emulando a estratégia (bem sucedida, diga-se) da Samsung com a linha Galaxy A. Até o nome, com um número de dois algarismos, segue a mesma lógica: Moto G10 (R$ 1,7 mil), Moto G30 (R$ 1,9 mil) e Moto G100 (R$ 4 mil).

O Moto G100 é o modelo “intermediário premium” do trio. Ele conta com a plataforma Ready For, que transforma o celular em desktop ao ser ligado a um monitor ou TV e acessórios (teclado e mouse). É outro recurso inspirado pelo Dex, da Samsung, que apesar de útil no papel, não parece ser muito popular na prática.

O recurso mais… peculiar do Moto G100, presente também no Moto G30, é uma “assinatura olfativa”, um cheirinho específico no celular e acessórios, criado em parceria com a Firmenich, empresa líder no setor. É algo que marcas de vestuário, como a Farm, já fazem há muito tempo, e, no caso da Motorola, por ora tem status de “projeto piloto”. Sei lá, acho que prefiro meu celular sem cheiro mesmo.

Os novos celulares saem de fábrica com o Android 11 e contemplam dois idiomas indígenas, Kaingang e Nheengatu. Diz a Motorola que é um passo para oferecer uma “experiência móvel mais inclusiva” e que essa novidade é crucial para a preservação desses idiomas nativos. Os três aparelhos já estão à venda no Brasil. Via Motorola.

Em conferência com acionistas em Seul, o co-CEO da Samsung, DJ Koh, sinalizou que a empresa não lançará um novo Galaxy Note em 2021. Embora a empresa esteja sofrendo com a escassez de chips — um problema multisetorial, que afeta de celulares à fabricação de automóveis —, essa não seria a única explicação para a ausência de novo Galaxy Note este ano. Segundo Koh, o objetivo é “simplificar a linha de produtos”, mesmo não se falando (ainda?) em eliminar de vez a linha Note. A princípio, ela deverá voltar em 2022.

Lembrando que o Galaxy S21 Ultra, lançado em janeiro deste ano, trouxe suporte à S Pen, o até então grande diferencial da linha Galaxy Note. Via Bloomberg (em inglês, com paywall), Android Authority (em inglês).

A loja de apps para Android de um mundo ideal existe

Um dos grandes diferenciais do Android em relação ao iOS que ainda resistem à convergência dos dois sistemas, que a cada nova versão ficam cada vez mais parecidos, é o suporte a lojas de aplicativos alternativas. Se no iOS você só pode baixar apps da App Store, no Android é possível instalar lojas alternativas. Não é simples habilitá-las e a hegemonia da Play Store, a oficial do Google que já vem pré-instalada, deixa pouco espaço para rivais, mas a possibilidade existe e viabiliza o surgimento de pequenas pérolas, como o F-Droid.

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A “celularia” que trouxe a Blu de volta ao Brasil

A rede de franquias paraense Casa do Celular anunciou no início de fevereiro um acordo de exclusividade com a fabricante norte-americana Blu para distribuir seus celulares no Brasil.

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A HMD Global lançou, nesta quarta (10), o Nokia 110 no Brasil. O aparelho básico da marca é fabricado localmente e tem o preço sugerido de R$ 169. E sendo uma releitura do célebre Nokia 3310, claro que vem com o jogo da cobrinha. Mas atenção: o Nokia 110 com o sistema Nokia Series 30+, e não o KaiOS, como alguns sites publicaram. Na prática, isso significa que o celular não é compatível com apps populares, como o WhatsApp. Outros pontos negativos é que o Nokia 110 só funciona em redes 2G e chega ao Brasil apenas na cor preta. Via HMD Global.

A Samsung anunciou a linha Galaxy S21 no Brasil nesta terça (9). Os três celulares vêm sem o carregador de parede na caixa, mas quem comprar qualquer um deles na pré-venda (entre 10/2 e 7/3) e se cadastrar no site Samsung Para Você entre 5/3 e 4/4, terá 30 dias para solicitar o acessório sem custo adicional. (Fones de ouvido também sumiram e, esses, só comprando à parte mesmo.) Outro mimo da pré-venda é uma Galaxy SmartTag grátis e um voucher para comprar mais produtos Samsung. Preços e valores dos vouchers.

  • Galaxy S21 (128 GB): R$ 5.999 (voucher de R$ 1 mil);
  • Galaxy S21+ (128 GB): R$ 6.999 (voucher de R$ 1,5 mil);
  • Galaxy S21+ (256 GB): R$ 7.399 (voucher de R$ 1,5 mil);
  • Galaxy S21 Ultra (256 GB): R$ 9.499 (voucher de R$ 2 mil); e
  • Galaxy S21 Ultra (512 GB): R$ 10.499 (voucher de R$ 2 mil).

Aparentemente, o dólar pesou e em vez de cair o preço, como aconteceu nos Estados Unidos, o modelo mais barato encareceu em relação ao Galaxy S20 (R$ 500).

A Galaxy SmartTag também poderá ser comprada separadamente, por R$ 199. A Samsung também anunciou os fones de ouvido sem fios Galaxy Buds Pro por R$ 1.399.

Todos os produtos começam a ser vendidos em 5 de março; quem comprar na pré-venda, porém, poderá retirá-los antes, no dia 1º de março, para evitar aglomerações nas lojas. Via Samsung, Uol Tilt.

A empresa [LG] está considerando todas as medidas possíveis, incluindo venda, retirada e redução do negócio de smartphones.

— Representante da LG

Kwon Bong-seok, CEO da LG, enviou um comunicado aos funcionários avisando que a divisão de celulares da companhia, que acumula mais de cinco anos e ~US$ 4,5 bilhões em prejuízos, pode deixar de existir em 2021. O motivo, segundo nota de um representante da empresa enviada a um jornal coreano, seria a competição acirrada no mercado global de celulares. Via The Korea Herald (em inglês).

Dilema comum de quem vai às compras em busca de um celular novo: pego um intermediário deste ano ou um topo de linha do ano passado? A Qualcomm, que fornece os chips da maioria dos celulares à venda, vai tentar resolver o impasse com o novo Snapdragon 870 5G, anunciado nesta terça (19). Na prática, é o Snapdragon 865 Plus de 2020 rebatizado e com uma ou outra melhoria — e, possivelmente, um preço mais em conta. Via Android Police (em inglês), @pinguinsmoveis/Telegram.

Estamos fazendo o rádio no celular. Para cada telefone fabricado no Brasil, vem o rádio de graça sem precisar instalar pelo Wi-Fi ou plano de dados.

— Fabio Faria, ministro das Comunicações.

A declaração do ministro foi dada em um evento em Natal (RN). Como lembra o Telesíntese, o sonho (dos radiodifusores) de transformar todo celular em um radinho FM não é novo — há um projeto de lei de 2017 parado na Câmara, por exemplo.

Seria legal ter esse recurso — eu ouço rádio todo dia pelo celular usando um aplicativo que transmite rádios FM do mundo inteiro via internet —, mas é inegável que tal demanda soa a um anacronismo em um mercado tão globalizado e que tem outras prioridades, como o de celulares. (Já imaginou a Apple anunciando o iPhone 13 com rádio FM? Nem eu.) Via Telesíntese.

Lado a lado, de costas, Galaxy S21 Ultra (preto), Galaxy S21 Plus (lilás e dourado) e Galaxy S21 (rosa).
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung antecipou em um mês o anúncio do Galaxy S de 2021 e, nesta quinta (14), mostrou os Galaxy S21, S21 Plus e S21 Ultra em um evento online. No geral, são leves atualizações dos modelos lançados ano passado. Do que vi, destaco:

  • O novo desenho do calombo das câmeras, que escorre da borda de metal, tem um efeito legal e pelas fotos e vídeos parece menos feio que os calombos da linha S20.
  • O Galaxy S21, modelo de entrada, usa plástico na parte de trás. Os demais, vidro.
  • O Galaxy S21 Ultra tem curiosas duas lentes teleobjetivas, uma com zoom de 3x e outra de 10x. É o primeiro celular da linha S que suporta a S Pen, ainda que ela seja vendida separadamente e precise de uma capinha para ser levada junto ao celular. E só está disponível em duas cores: preto ou branco.
  • Todos os três usam chips atualizados: Snapdragon 888 nos Estados Unidos, e Exynos 2100, alardeado pela Samsung por ser o primeiro da empresa feito em processo de 5 nanômetros, no resto do mundo. Os Galaxy S21 e S21 Plus têm 8 GB de RAM, enquanto o S21 Ultra começa em 12 GB e a versão de 512 GB de armazenamento traz 16 GB de RAM. Haja RAM!
  • Todos os três têm telas de alta definição e taxa de atualização dinâmica, que varia automaticamente de 48 a 120 Hz. Não precisa mais escolher um ou outro.
  • Todos os aparelhos vêm sem carregador de parede e sem fones de ouvido na caixa — pelo meio ambiente! A Samsung Brasil disse ao Interfaces que ainda não sabe se as caixas vendidas no Brasil virão magrinhas aqui também, mas muito me surpreenderá se aparecem recheadas.
  • A Samsung também anunciou os Galaxy Buds Pro (fones de ouvido sem fios) e as Galaxy SmartTag em duas versões — a Plus é mais precisa e tem um esquema de realidade aumentada para ajudar o usuário a encontrar a bugiganga perdida.

A pandemia afetou bastante as vendas do Galaxy S20. A consultoria Counterpoint Research estima que a linha Galaxy S21 as recuperará, ainda que a antecipação do seu lançamento somada ao atraso no do iPhone 12, que está vendendo feito pãozinho quente, possa colocar pressão na Samsung. Um fator que ajudará a Samsung a vender mais este ano é o preço inicial do Galaxy S21, de US$ 799, ou US$ 200 mais barato que o Galaxy S20.

Ainda não há preços nem data de lançamento no Brasil, mas os interessados podem fazer um “pré-registro” no site da Samsung. Via Samsung (2) (3), Counterpoint Research (em inglês).

Ainda dá tempo de mais uma lista de melhores do ano? A do KaiOS, sistema para celulares simples, saiu dia desses e é muito curiosa. O app mais baixado do KaiOS em 2020 foi o Xender, um app que permite transferir arquivos, como músicas e fotos, entre celulares — incluindo aparelhos Android. Em segundo, o UC Browser, navegador web do Alibaba, e fechando o pódio o Ringtones Free, um app de ringtones. Em 2020. Blog do KaiOS via Pinguins Móveis.

Cumprindo a promessa, a Realme começou oficialmente a vender seus produtos no Brasil nesta quinta (7). São dois celulares, Realme 7 (R$ 2,5 mil) e Realme 7 Pro (R$ 3 mil), o relógio inteligente Realme Watch S (R$ 899) e os fones de ouvido sem fios Realme Buds Q (R$ 279). Por ora, os produtos estão sendo vendidos exclusivamente na Americanas e Submarino, com descontos especiais de lançamento e cashback. Via Uol.

Ainda pensando em análises de produtos depois daquela boa notícia do The Guardian, outro critério que acho que deveria mudar é o da recomendação ou não de compra que geralmente aparece na conclusão das análises. Em vez de uma resposta genérica, seria melhor fazê-la à luz de um valor médio que represente a renda do leitor indeciso.

Por exemplo, ao analisar o iPhone 12 (R$ 8 mil), a pergunta derradeira do repórter não deveria ser “vale a pena comprá-lo?”, mas sim “eu, com meu salário de R$ 2.699,58 (piso para 5h no estado de São Paulo, fora a capital), compraria este celular de R$ 8 mil, equivalente a quase três meses de trabalho?” Ou então usar outro critério mais abrangente, como a renda média do brasileiro (R$ 2.398, segundo o último dado do IBGE). É fácil dizer que um celular de R$ 8 mil é bom (estranho seria se não fosse), mas a quem essa informação é útil? Para quem estamos reportando?

O Mi 11, último celular topo de linha da Xiaomi, saiu em duas versões na China: uma sem o carregador de parede na caixa (como o iPhone) e outra em um “kit”, com um carregador GaN de 55 W, ambos pelo mesmo preço. No primeiro dia à venda, 350 mil unidades do Mi 11 foram compradas. Dessas, segundo a própria Xiaomi, apenas 20 mil, ou 5,7% do total, foram da versão sem o carregador, chamada de “Edição Verde”.

Segundo o Gizmochina, a paridade de preços entre as versões é por tempo limitado. Depois disso, o kit com o carregador ficará ~US$ 15 mais caro. Via Xiaomi/Weibo (em chinês), Gizmochina e GSMArena (em inglês).

Gráfico de ativações de novos celulares no Natal dos Estados Unidos.
Gráfico: Flurry/Reprodução.

Nove dos dez celulares mais ativados no Natal norte-americano de 2020 foram iPhones, segundo a consultoria Flurry. Além de evidenciar diferenças de poder aquisitivo entre os EUA e outros países, um detalhe indica que talvez não haja espaço mesmo para celulares pequenos no mercado atual: o iPhone 12 Mini não aparece no ranking — o único da linha iPhone 12 ausente. Outros modelos menores para os padrões atuais, iPhone SE e iPhone 8, estão lá (6º e 9º lugares; SE foi o líder em crescimento), mas aí o custo explica mais que o tamanho físico. (Quanto ao LG K30, único Android/não-Apple da lista, nem sei o que dizer.) Via Flurry (em inglês).