A Xiaomi anunciou oficialmente o Mi 11, primeiro celular do mundo com o novo chip Snapdragon 888, e detalhou a remoção do carregador de parede da caixa do aparelho. Segundo um porta-voz da empresa, a remoção só vale para a China. Lá, o Mi 11 será vendido em duas versões, uma sem o carregador, e outra em um pacote com o de de 55 W, ambas pelo mesmo preço de cerca de US$ 650. Via Android Authority (em inglês).
Celulares
Lei Jun, CEO da Xiaomi, confirmou em uma rede social chinesa que o Mi 11, que será apresentado oficialmente nesta segunda (28), virá sem o carregador de parede na caixa, seguindo o exemplo da Apple. A alegação é a mesma: pelo meio ambiente.
Em outubro, no perfil oficial da Xiaomi: “Não se preocupe, não deixamos nada de fora da caixa do Mi 10T Pro”, com um vídeo da caixa do celular que, ao ser aberta, revelava um carregador de parede.
Sobre o assunto, do arquivo do Manual: Celulares sem carregador na caixa: bom para as fabricantes, bom para nós? (2/7/2020); Pelo meio ambiente (15/10/2020).

Notificações são ótimas quando bem usadas. Com elas, podemos monitorar muitos lugares ao mesmo tempo, agindo sob demanda. Pena que o “bem usadas” seja raro e, na ânsia de gerar engajamento, a maioria dos aplicativos abuse do recurso, deteriorando a sua utilidade.
Senti isso quando baixei o aplicativo do Zoom (o comparador de preços, não o de videochamadas) para ser avisado, por notificações, dos alertas de preços que havia configurado. Recebia mais notificações de conteúdo produzido pelo Zoom do que de alertas de preços. Nada contra o conteúdo do Zoom, mas não foi para isso que baixei o app.
Alguns aplicativos oferecem configurações granulares de notificações. Em vez da opção binária embutida no sistema (mostra notificações ou não), eles permitem selecionar quais tipos de notificações deve enviar ao usuário. Idealmente, aplicativos só mandariam notificações estritamente necessárias, mas num cenário não ideal, a configuração granular, como os exemplos acima mostram, é a melhor saída.
O preço dos produtos Xiaomi no Brasil é alto demais para seu desempenho. Traremos produtos melhores com preços melhores. Nosso objetivo no Brasil é desafiar a Motorola como fizemos em outros mercados. Já ultrapassamos a Motorola e LG em muitos mercados e em outros já ultrapassamos a Samsung.
— Crystal Gong, diretora de marketing da Realme Brasil
A fala acima foi dada a uma matéria que escrevi no LABS News sobre a ascensão das marcas chinesas de celulares na América Latina. Leia-a na íntegra aqui.

A documentação do Galaxy S21 submetida à Anatel revela que o celular, que deve ser anunciado em janeiro, virá sem carregador de parede e fones de ouvido na caixa, a exemplo dos iPhones. Desta vez, pelo menos, apenas uma página local da Samsung, a do Caribe, tirou sarro da situação. Anteriormente, comerciais globais da Samsung caçoaram do entalhe do iPhone X e do fim do conector de fones de ouvido de 3,5 mm, apenas para, meses depois, seguir a tendência e repetir ela mesma as decisões antes criticadas da Apple. Via Tecnoblog.
A LG anunciou que terceirizará o desenvolvimento de celulares de entrada e intermediários. É uma tentativa de cortar custos para fazer frente às marcas chinesas e, ao mesmo tempo, focar os esforços em aparelhos topos de linha, que tendem a ser mais lucrativos. A divisão de celulares da LG teve prejuízo operacional nos últimos 22 trimestres. Em outras palavras, está há cinco anos e meio perdendo dinheiro. Via Reuters.
O teste cego de câmeras do Marques Brownlee é sempre uma surpresa. Neste ano, mais uma vez, um celular insuspeito ganhou a disputa em cima de nomes mais populares (e mais caros), como Galaxy Note 20 Ultra e iPhone 12 Pro Max (este, caiu na primeira rodada).
A partir de um certo patamar, as diferenças na qualidade das fotos feitas por celulares passam a ser puramente subjetivas. E há que se levar em conta, ainda, que a maneira mais comum de compartilhá-las, via redes sociais e aplicativos como WhatsApp, interfere severamente no que as outras pessoas veem, graças à compressão que fazem para tornar os arquivos menores e as transferências, mais rápidas. Via MKBHD/YouTube.
De longe, o iPhone mais caro já vendido no Brasil
Reza a lenda que a calmaria precede a tormenta. Essa declaração se encaixa bem com o que aconteceu com o preço do iPhone no Brasil: após uma atípica queda em 2019, o iPhone 12 chega ao país este ano custando muito caro.
A Apple divulgou, nesta sexta (6), os preços sugeridos da linha iPhone 12 no Brasil:
- iPhone 12 Mini (64 GB): R$ 7 mil.
- iPhone 12 (64 GB): R$ 8 mil.
- iPhone 12 Pro (128 GB): R$ 10 mil.
- iPhone 12 Pro Max (128 GB): R$ 11 mil.
Os preços acima são das versões “de entrada”, com menos memória. Os modelos simples ainda contam com versões de 128 e 256 GB, e os Pro, de 256 e 512 GB. O iPhone 12 Pro Max de 512 GB custa R$ 14 mil. Comprando qualquer um deles à vista, a Apple concede 10% de desconto. Via MacMagazine.

O incêndio de uma subestação em Macapá causou um apagão em todo o estado do Amapá que já dura mais de dois dias. A população correu para estabelecimentos comerciais que contam com geradores, como shoppings, postos de combustíveis e o aeroporto. Em várias fotos (todas impressionantes), vê-se vários celulares pendurados em tomadas. Via G1.
A Realme é uma fabricante chinesa de celulares derivada da Oppo, uma das marcas do conglomerado BBK. (É difícil acompanhar a profusão de marcas chinesas na área.) Alguns modelos já passaram na Anatel e no LinkedIn há vagas abertas para o Brasil. Segundo o Valor, a Realme deve estrear por aqui no primeiro semestre de 2021. Apesar dos fã-clubes e da força global (Ásia e Europa), até agora nenhuma marca chinesa conseguiu desvendar o segredo do mercado brasileiro e abalar o domínio que Samsung e Motorola mantêm aqui há anos. Não é por falta de tentativa. Via Valor.
A Samsung colocou o Galaxy Z Fold 2 5G, segunda geração do seu celular com tela dobrável que vira um tablet quando desdobrado, em pré-venda no Brasil. Custa R$ 14 mil. Além do celular, o comprador leva de brindes um par de Galaxy Buds (R$ 1,3 mil no varejo) e um relógio Galaxy Watch 3 (R$ 3 mil), acesso a suporte personalizado 24/7 e uma troca gratuita de tela (tem que pagar uma franquia de R$ 800; o reparo em “avaria na tela” do Z Fold original, fora da garantia, tem preço de tabela de R$ 4.866). O lançamento é no dia 13 de novembro. Via Samsung.
Como as multibilionárias empresas de tecnologia usam seu poder para influenciar jornalistas, blogueiros e youtubers
Em 2005, críticos culturais de revistas e jornais brasileiros receberam um iPod Shuffle da assessoria de imprensa da Maria Rita contendo as faixas do segundo álbum da cantora. A história acabou saindo em uma nota não assinada da revista Veja. Virou um escândalo. Luís Antônio Giron, da revista Época, sentiu-se na obrigação de se defender da acusação, implícita na revista concorrente, de que o mimo de R$ 5901 o teria corrompido e a seus colegas. O escândalo do mensalão no governo Lula havia estourado poucos meses antes, daí que o caso do iPod acabou batizado e conhecido no meio como o “mensalinho da Maria Rita”.
Em 2020, iPod é pouco perto das benesses que empresas de tecnologia multibilionárias oferecem a jornalistas, blogueiros e youtubers, gerando relações de poder que, em última análise, comprometem a confiança na cobertura que a imprensa faz dessas mesmas empresas.
Por quase dois meses, o Manual do Usuário conversou com 11 jornalistas (de veículos tradicionais e independentes) e youtubers, no Brasil e nos Estados Unidos, para entender como empresas como Samsung, Apple e Asus usam seu poderio econômico para tentar ganhar a boa vontade da imprensa.
A Xiaomi mostrou na Weibo, uma rede social chinesa, um carregador de celulares sem fio de 80W, capaz de recarregar uma bateria de 4.000 mAh em 19 minutos. Ele deve ser lançado ano que vem, com algum topo de linha da marca. Há dúvidas sobre a longevidade de baterias recarregadas com tanta potência, mas não deixa de ser impressionante. Via Android Central (em inglês).

O iPhone 12 Mini fica entre os antigos iPhone 5/5S/SE e 6/6S/7/8/SE (2ª geração). Fica a torcida para que as fabricantes Android sigam o exemplo e voltem a lançar celulares que — nas palavras da própria Apple — cabem na palma da mão. Via MacRumors.