Perfis oficiais do governo brasileiro em redes sociais criaram “contas provisórias” a serem usadas durante o período eleitoral, que começa no próximo sábado, “devido a restrições impostas pela legislação eleitoral e pela jurisprudência da Justiça Eleitoral”. A mudança vale para Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.

Nelas “serão publicados apenas conteúdos inequivocamente de acordo com a legislação eleitoral, eliminando qualquer possibilidade de interpretações prejudiciais ao Governo e ao Presidente da República”.

À parte o amadorismo e o cheiro forte de coisa errada, estou tendo dificuldade para entender esse movimento.

A interpretação mais óbvia é a de que o governo federal normalmente faz uso da máquina pública para promover a pessoa do presidente Jair Bolsonaro (PL) e que pretende dar uma segurada nas eleições. É uma violação constatável, pois explícita, mas que extrapola a lei eleitoral. É isso, uma admissão de culpa? Via @govbr/Twitter.

Relatório da Receita Federal revelou que Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”, preso em agosto de 2021 por uma série de golpes que movimentaram +R$ 16 bilhões (com “b” mesmo), lavou R$ 228 milhões atrás das grades usando sua advogada, Eliane Medeiros de Lima, como laranja.

A notícia, intrigante por si só, fica ainda mais complexa: em abril, Glaidson se filiou ao Democracia Cristã e anunciou no início de junho que é pré-candidato a deputado federal.

O Brasil não é para amadores. Via Folha de S.Paulo.

A Anatel abriu uma consulta pública com a proposta de definir “requisitos técnicos para avaliação da conformidade de interface de carregamento por fio com padrão USB tipo C em telefones móveis celulares”.

Em outras palavras, a agência brasileira quer que todo celular vendido no Brasil use o padrão USB-C para recarga. No cenário atual, isso significa forçar a Apple a adotá-lo — é a única que usa outro formato, o Lightning.

A consulta pública 45/2022 ficará aberta até 26 de agosto. Ela chega após a União Europeia decidir a favor da mudança e dos Estados Unidos sinalizarem um movimento parecido. Na prática, talvez nem precisasse… Via Anatel.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou as empresas 99 e Uber para que prestes esclarecimentos a respeito do suposto alto volume de cancelamentos de corridas por parte dos motoristas.

A motivação da Senacon, segundo o G1, é a repercussão na imprensa. O problema existe, é fato, mas as empresas já têm políticas para isso — até meio draconianas, dependendo a quem se pergunte.

As empresas têm até quinta-feira (30) para responderem. Via G1.

As plataformas mais usadas na hora de fazer compras via internet nas favelas brasileiras Mercado Livre (49%) e Shopee (37%).

Esse dado é da Pesquisa Persona Favela, desenvolvida pelo Outdoor Social Inteligência. Do total de entrevistados, 38% disseram fazer compras via internet.

A pesquisa mapeou os hábitos de consumo via internet nas favelas brasileiras. Foram 462 moradores das 15 maiores comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. Via Mercado&Consumo.

A quarta fase da Operação 404, deflagrada nesta terça (21) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e as polícias civis de 11 estados, entrou para os anais da história: nela foi feita a primeira busca e apreensão no metaverso do Brasil.

Alessandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), disse que mapas e eventos eram criados no metaverso como forma de promover as plataformas piratas e atrair usuários.

Infelizmente, as notícias da Agência Brasil e de outros veículos não detalham esse mandado. Em que metaverso ele foi cumprido? Algum avatar foi preso? E o dono do avatar? Qual a responsabilidade da plataforma onde o crime ocorreu?

O repórter Lucas Negrisoli, do jornal mineiro O Tempo, disse no Twitter que há dias tenta obter mais detalhes junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Só que está difícil: “Ninguém soube explicar, até agora, o que diabos é um mandado cumprido no metaverso. Assessoria da pasta chegou a me mandar — literalmente — a definição de metaverso da Wikipédia”, desabafou.

Na sexta (24), Lucas bateu um papo com um dos coordenadores de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça que deixou a coisa toda ainda mais confusa

O repórter segue “tentando entender”. Nós também, Lucas. Via Agência Brasil, G1, @lucasnegrisoli/Twitter (2).

A Anatel apreendeu 5,7 mil produtos irregulares nos armazéns da Amazon em Betim (MG) e Cajamar (SP), numa operação de três dias (21–23). Os produtos — carregadores de celulares, baterias portáteis e fones de ouvido sem fio — não eram homologados pela Anatel. Somados, tinham um valor de mercado de R$ 500 mil.

Em nota à Folha de S.Paulo, a Amazon informou que “está apurando as informações em cooperação com as autoridades e, conforme necessário, tomará providências no interesse dos consumidores”.

O tom é muito diferente da nota que a Amazon enviou ao Manual do Usuário em março de 2019, quando denunciei o lucrativo negócio de youtubers que recomendam celulares chineses não homologados/do mercado cinza:

As vendas desses dispositivos na Amazon.com.br são feitas pelo sistema de marketplace. Para questões mais específicas, sugerimos contatar diretamente o(s) vendedor(es) do produto.

Via Folha de S.Paulo.

Karma, OP, subs: Entendendo o Reddit

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Neste podcast, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem o Tet para falar do Reddit, a rede social que vem ganhando espaço no Brasil com uma lógica um pouco diferente — lembra mais as comunidades do finado Orkut que o Twitter ou o Facebook. O que significam esses termos? Como usufruir do Reddit da melhor maneira? O que tem de bom e de ruim ali? Essa história de pulverizar a moderação, funciona? Ouça e descubra.

(mais…)

Plataformas de internet estão destruindo a democracia, diz Nobel da Paz

Plataformas de internet estão destruindo a democracia, diz Nobel da Paz, por Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo:

Líderes que usam as redes sociais como armas — como Narendra Modi, na Índia, Viktor Orban na Hungria, que também faz aparelhamento da mídia tradicional, e Rodrigo Duterte — todos foram reeleitos ou conseguiram eleger o sucessor. O que isso significa? O que funciona contra essas operações de informação?

Maria Ressa: Neste exato momento, estamos impotentes. No longo prazo, é preciso educação. No médio prazo, é legislação. E, no curto prazo, é preciso ação coletiva. Precisa ser uma abordagem de toda a sociedade para tentar redefinir o que significa engajamento cívico hoje. Foi o que tentamos fazer para nossas eleições em maio. É o que Brasil vai precisar fazer para as eleições de vocês.

É preciso perguntar se as pessoas realmente querem viver num mundo onde se pode manipular todas as pessoas ou onde a democracia é destruída e não vivemos numa realidade compartilhada. Estamos em 2022 e a situação está piorando. Eu estou apostando minha liberdade nisso, na ideia de que podemos fazer alguma coisa.

A Fast Shop se juntou às lojas Americanas e Renner no grupo de varejistas brasileiras vítimas de ataques hackers.

Mensagens publicadas pelos hackers no perfil oficial da Fast Shop no Twitter, na madrugada desta quinta (23), diziam que os sistemas da empresa estavam comprometidos e que eles estavam dispostos a negociar.

A Fast Shop suspendeu temporariamente site e aplicativos, e, no começo da tarde, confirmou o ataque via perfil no Twitter e disse que todos os sistemas já estavam restabelecidos, que as lojas físicas não deixaram de operar e que seus arquivos estavam em segurança. Via Neofeed, @FastShop/Twitter.

Em reunião extraordinária na terça (21), o Conselho Diretor da Anatel revogou a gratuidade para ligações de até três segundos. A medida é mais uma para inibir o uso e o crescimento do telemarketing abusivo, principalmente das ligações feitas por robôs.

Na mesma reunião, a agência baixou a “Guilhotina Regulatória” e revogou 44 resoluções, ou 16% das 280 que estavam vigentes, a fim de simplificar e atualizar o arcabouço regulatório do setor. Via Anatel.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou, nesta terça (21), a edição 2021 da pesquisa TIC Domicílios, um raio-x de como o brasileiro usa a internet.

O destaque desta edição é o salto no acesso à internet em áreas rurais. Em 2019, 53% dos indivíduos nesses locais tinham acesso à internet; em 2021, o percentual saltou para 73%. O mesmo crescimento — de 20 pontos percentuais entre 2019 e 2021 – foi detectado na presença de internet nos domicílios rurais, subindo de 51% para 71%.

Ao todo, 81% da população brasileira (~148 milhões de pessoas) acessou a internet nos últimos três meses.

A edição 2021 incluiu 23.950 domicílios e 21.011 indivíduos de 10 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre outubro de 2021 e março de 2022.

Veja aqui uma apresentação (PDF) com gráficos dos destaques da pequisa. E nesta página, acesso a microdados e outros materiais de apoio a pesquisadores, imprensa e curiosos em geral. Via NIC.br.

O Ebanx, fintech de Curitiba (PR), demitiu 20%, ou 340 funcionários, nesta terça (21), segundo comunicado à imprensa. Trata-se, segundo a empresa, de “uma revisão em sua operação, reforçando o foco no que sempre foi seu ‘core business’: pagamentos internacionais”.

O corte atingiu em cheio o LABS News, iniciativa editorial do Ebanx que cobria o ecossistema de startups e negócios digitais com foco na América Latina. A publicação foi encerrada abruptamente.

Durante quase dois anos, o Manual do Usuário manteve uma frutífera parceria com o LABS News.

Uma pena o LABS News acabar assim. Acima de tudo, era uma ótima publicação.

Agradeço a confiança e a parceria ao longo desse período, em especial à Fabiane Menezes e à Carolina Pompeo. Força nesse momento, contem com a gente para o que precisarem. Via @layoffs-brasil/LinkedIn, @labs_news/Twitter.

Atualização (16h55): Acrescentada a justificativa do Ebanx para o corte e a confirmação oficial do número de funcionários dispensados.

A Bitz, carteira digital do Bradesco, foi o aplicativo de bancos digitais/fintechs mais baixado do Brasil em maio, com 3,4 milhões de downloads, de acordo com levantamento do Bank of America (BofA).

Ao Neofeed, Curt Zimmermann, CEO da Bitz, disse que “Sem dúvida, as pessoas abrem conta devido aos estímulos. Cada vez que tem o estímulo, aumenta o número de downloads”.

No momento, a Bitz dá R$ 15 no cadastro, um bônus para indicações e, segundo o site oficial, cashback em todas as compras (sem especificar quanto). Fica a dúvida de até que ponto isso se sustenta. Via Neofeed.

Em novembro de 2021, o Nubank comprou a fintech Olivia, que tinha uma inteligência artificial que ajudava os usuários a conhecer seus hábitos de consumo e a economizar. Agora, o neobanco avisou que o aplicativo e a marca Olivia serão encerrados no próximo dia 15 de julho.

O comunicado oficial ensina a exportar os dados da Olivia num arquivo *.csv. Do lado do Nubank, os dados dos usuários armazenados pela Olivia serão, em grande parte, excluídos — “apenas cerca de 5% dos dados de transações na base da Olivia devem ser anonimizados para estudos internos”.

Sem dar prazos, o Nubank diz que aos poucos o aprendizado obtido com a Olivia será integrado ao seu aplicativos. Via Nubank.

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