A versão final do Sublime Text 4 (macOS, Ubuntu e Windows) foi lançada. Trata-se de um editor de texto/código com foco em velocidade — e, de fato, fiquei surpreso com sua agilidade em comparação ao Atom, que costumo usar para fuçar no código do Manual do Usuário. As maiores novidades são a nova interface, suporte ao Apple M1 e Linux ARM64, uso da GPU para renderizar a interface e alguns novos recursos de manipulação de código. Via Sublime Text (em inglês).

Esta versão do Sublime Text traz uma mudança importante em seu licenciamento. Agora, a aquisição do aplicativo dá direito a uma janela de três anos de atualizações, sejam elas pequenas ou grandes (tipo um “Sublime Text 5”). Após esse período, o usuário perde direito às atualizações, mas mantém a última versão por tempo indeterminado. Segundo a empresa, esses termos permitem a ela “entregar atualizações mais frequentes e empolgantes assim que elas estiverem prontas”, dispensando-os de terem que esperar uma grande versão para entregá-las.

A licença do Sublime Text 4 custa US$ 80 (por tempo limitado; preço normal é US$ 99), mas, até onde sei, é possível usá-la gratuitamente em troca prompts periódicos para comprar a licença — como o WinRAR.

Print do 1Password para Linux no ambiente Gnome.
Imagem: 1Password/Divulgação.

Não é todo dia que um app popular comercial chega ao Linux. Nesta terça (18), foi a vez do gerenciador de senhas 1Password — segundo os desenvolvedores, uma versão para Linux era o pedido mais frequente dos usuários. E parece que a demora valeu a pena: é perceptível a atenção aos detalhes, da opção por criar um app nativo às integrações com ambientes e recursos do Linux. Via 1Password (em inglês).

Finalmente saiu o Clubhouse para Android. É um beta (“acesso antecipado”) e carece de vários recursos presentes na versão do iOS. Ah, e ainda precisa de convite para entrar.

Três prints do novo HERE WeGo: 1) Novo logo e tela de abertura; 2) Visão geral do mapa de Curitiba; e 3) Detalhes de um ponto de interesse, o MASP em São Paulo.
Imagens: Here WeGo/Reprodução.

Sem alarde (sério, nem um postzinho em blog), a HERE deu uma bela repaginada no HERE WeGo, seu app de mapas e direções para celulares. Além do novo logo, a interface do app agora tem cores mais leves e, no geral, um visual mais moderno.

A grande vantagem do HERE WeGo para outros apps do gênero é que ele permite baixar mapas e pontos de interesse para ser usado sem conexão à internet. Gratuito, para Android e iOS.

A Microsoft liberou, nesta segunda (17), a versão doméstica do Teams. Agora você pode conversar com a família e amigos usando o aplicativo originalmente concebido para uso no trabalho. Via Microsoft (em inglês).

O TweetShelf é uma alternativa aos órfãos do Nuzzel, que parou de funcionar no último dia 6. Ambos os apps coletam links compartilhados por quem você segue nas redes sociais e listam eles numa interface bonita, com menos foco nos tuítes, mais nos links em si. A principal diferença é que o TweetShelf só conversa com o Twitter — o Nuzzel se comunicava com o Facebook também. Por outro lado, achei a interface do TweetShelf mais simples e direta.

O TweetShelf é gratuito, com uma versão “Premium” disponível por ~R$ 30 (compra única). Além da web, tem apps para Android e iOS. Dica do leitor Robson Sobral.

Alguns leitores me indicaram o Mighty, um novo navegador que promete ser um “Chrome mais rápido” e que “usa 10 vezes menos memória” que o Chrome (ou 10%, certo?).

Como? Fazendo streaming da web. É um pouco difícil de entender porque a ideia parece errada, mas é isso mesmo: um navegador que se conecta a outro navegador em servidores potentes (na nuvem), que são bem mais rápidos que o seu computador, como se fosse uma Netflix, só que para acessar o Facebook ou seu extrato bancário. Se pareceu-lhe uma ideia estúpida, calma que piora: é pago. O preço ainda não está definido, mas o formulário para solicitar acesso ao serviço fala em até US$ 50 por mês.

Coisas como esse Mighty só viram realidade porque a web foi desfigurada e, hoje, acessar o Facebook ou qualquer site “moderno”, eufemismo para sites pesados, exige computadores super potentes. Eu poderia apostar uns trocados que existem maneiras melhores de atacar esse problema do que fazendo streaming de navegador.

Uma das coisas mais legais do macOS é o Quick Look (ou Visualização Rápida em português): no Finder, ao apertar a tecla Barra de espaço com um arquivo selecionado, ele é exibido rapidamente em um pop-up com algumas opções acessíveis na borda da janela. Serve para imagens, áudios, PDF e outros tipos de arquivos.

Um aplicativo gratuito e de código aberto, o QuickLook, traz esse recurso ao Windows. Ele parece bem alinhado à identidade visual do Windows 10, é compatível com vários formatos de arquivos e seu desenvolvimento está ativo.

O QuickLook pode ser baixado na Loja do Windows, mas talvez seja uma boa baixá-lo direto do repositório oficial — a versão da Loja não funciona nas janelas de abrir e salvar arquivos, provavelmente por alguma restrição da Microsoft.

O chip M1 da Apple e o macOS Big Sur obrigaram desenvolvedores a atualizarem seus apps. Além do suporte ao novo chip e de alterarem o ícone ao novo padrão, alguns têm aproveitado a ocasião para fazerem grandes lançamentos.

Neste domingo (28), saiu a versão final do NetNewsWire 6, um ótimo agregador de feeds RSS. Tem suporte ao M1 e tem ícone novo, mas muito mais: interface atualizada para o Big Sur, app rodando em “sandbox”, sincronização completa via iCloud, sincronização com mais serviços de RSS e suporte especial ao Twitter e Reddit, entre outras. O app tem o código aberto e é gratuito.

Faz algumas semanas, a Macpaw fez o mesmo com o CleanMyMac X, trazendo um novo módulo que remove a porção desnecessária (M1 ou Intel) de apps universais e uma bem-vinda simplificação da interface. O app é pago, a partir de ~R$ 175/ano.

Não é todo dia que o Audacity, ótimo editor de áudio de código aberto, ganha uma grande atualização. O Audacity 3.0, liberado nesta quarta (17), traz como destaque a nova maneira de salvar projetos: em vez de um punhado de arquivos soltos dentro de uma pasta, como era até a versão anterior, agora todos eles ficam salvos dentro de um *.aup3, diminuindo as chances do usuário apagar algo que não devia e acelerando a abertura e fechamento dos projetos. (A título de curiosidade, a versão 2.0 foi lançada em março de 2012, há nove anos.) Via Audacity (em inglês).

Você ainda usa Instagram (eu larguei)? O Barinsta é uma boa alternativa de código aberto para Android. Transcrevo a descrição do projeto:

Se você não publica posts ou stories no Instagram, mas ainda tem que usá-lo para manter contato com pessoas e conteúdos, agora existe uma alternativa: o Barinsta é um belo aplicativo para usar o Instagram, removendo a maioria das chateações [do app oficial] (anúncios, sugestões, abas inúteis) e te dando mais controle sobre os seus dados.

É possível usá-lo até sem conta/fazer login, embora assim a experiência fique mais limitada. Além de não permitir postagens, outra limitação sinalizada pelos desenvolvedores é a impossibilidade de se criar “threads” nas mensagens diretas.

O Barinsta é gratuito e está disponível na loja de apps F-Droid (não conhece? Leia isto).

Aplicativos alternativos não costumam ser bem vistos pelo Instagram, então use o Barinsta por sua conta e risco. Os desenvolvedores pedem apenas para que ele não seja usado com VPNs, porque o Instagram vê variações no IP como ação de robôs. Tudo indica ser um app seguro (caso contrário não o divulgaria aqui), mas vale sempre o aviso: use-o por sua conta e risco.

O app Watomatic (Android, gratuito e de código aberto) ajuda a tornar a saída do WhatsApp menos dolorosa. Com ele, é possível configurar uma mensagem automática que é enviada toda vez que alguém manda uma mensagem para você pelo WhatsApp — vale para grupos também. O Watomatic age a partir das notificações; para ele funcionar, o WhatsApp precisa estar instalado e com permissão de exibir notificações no Android. Segundo o criador do app, ele está quase todo traduzido para o português. Dica de um leitor anônimo.

A loja de apps para Android de um mundo ideal existe

Um dos grandes diferenciais do Android em relação ao iOS que ainda resistem à convergência dos dois sistemas, que a cada nova versão ficam cada vez mais parecidos, é o suporte a lojas de aplicativos alternativas. Se no iOS você só pode baixar apps da App Store, no Android é possível instalar lojas alternativas. Não é simples habilitá-las e a hegemonia da Play Store, a oficial do Google que já vem pré-instalada, deixa pouco espaço para rivais, mas a possibilidade existe e viabiliza o surgimento de pequenas pérolas, como o F-Droid.

(mais…)

Os aplicativos rivais do WhatsApp continuam aproveitando o momento. O Telegram 7.4, liberado nesta quinta (28), permite importar o histórico de conversas de outros apps — incluindo, obviamente, do WhatsApp. Via Telegram.

Da série pequenas ideias, grande utilidade, o WhatsApp passará a exigir autenticação biométrica para liberar o uso do app em computadores (aplicativo e versão web). Via G1.