Porção superior de uma janela do Vivaldi, com duas linhas de abas em exibição.
Imagem: Vivaldi/Divulgação.

O Vivaldi, navegador baseado no Chromium e voltado a usuários avançados, tem a capacidade de exibir duas linhas de abas ao mesmo tempo. A segunda linha não é uma continuação da primeira. Em vez disso, ela aparece quando o usuário agrupou abas previamente e deseja vê-las e gerenciá-las com mais comodidade. (Este vídeo demonstra o recurso, chamado “Tab Stacks”.) A propósito, o Vivaldi tem uma tonelada de opções relacionadas a abas. Veja-as aqui.

O novo Tweetbot 6 para iOS, lançado nesta terça (26), atualiza o melhor aplicativo para acessar o Twitter à nova API do Twitter e implementa com um novo modelo de negócio, agora baseado em assinatura. É o destino de todos os aplicativos, embora aqui me pareça um bom negócio: no plano anual, o Tweetbot 6 sai por ~R$ 2/mês, uma pechincha em troca do Twitter com a timeline cronológica e livre de “tuítes que fulano curtiu” e anúncios.

Duas coisas: 1) o contraste do tema padrão do Tweetbot 6 é baixíssimo (felizmente, existem outros melhores nas configurações; e 2) não há previsão para a Tapbots atualizar o Tweetbot para macOS.

Dia desses, sites especializados anteciparam uma nova leva de recursos do Signal, como papéis de parede nas conversas e um campo para inserir uma mensagem de status. A graduação para a versão final foi rápida — pelo menos no iOS, todas elas já estão disponíveis na versão 5.3 do app. (No Android, a Play Store ainda mostra a versão 5.2.3 como a mais recente.) O Signal está aproveitando o momento e lançando recursos em um ritmo inédito. Via App Store.

Descobri há pouco o Hush, um novo bloqueador de conteúdo para Safari (iOS e macOS, na App Store) criado pelo programador sueco Joel Arvidsson. Foi uma instalação instantânea aqui. O Hush promete eliminar chateações comuns na web dos anos 2020, como aqueles pedidos para aceitar cookies e popups de notificações. “Navegue pela web como deveria ser”, diz a chamada do app.

O Hush usa o sistema de bloqueio de conteúdo da Apple, logo, é exclusivo para Safari. E por usar esse sistema, é bastante correto em termos de privacidade — ele não precisa analisar os sites acessados para entrar em ação e não emprega nenhum código que coleta dados. Aos desconfiados, o código é aberto. E, por incrível que pareça, o Hush é gratuito. (Se gostar, doe uns trocados ao Joel pelo ótimo trabalho.) Via Daring Fireball (em inglês).

A Block Party é uma startup que cria soluções para combater assédio e ondas de ataques na internet. O primeiro produto deles é um filtro para o Twitter. Depois de ativado e configurado, ele pesca todas as respostas que se encaixem nos filtros e as coloca em uma tela de triagem, onde o usuário pode bloquear o perfil que as enviou, mantê-lo mudo ou, caso tenha sido um falso-negativo, liberá-lo. Um toque legal é que essa triagem pode ser compartilhada com um terceiro (amigo, cônjuge, assistente).

A startup foi criada por Tracy Chou, uma mulher, ela própria vítima de ondas de ataque no Twitter. “Alguns fundadores dizer ser apaixonados por aquilo em que eles trabalham. Para mim, uma palavra melhor talvez seja desespero,” diz ela. “Abusos online viraram minha vida de ponta cabeça tantas vezes e mudou completamente a maneira que eu vivo. Apesar do seu terrível alcance, parece que ninguém está realmente tentando resolver esse problema.”

O acesso depende de uma lista de espera que é processada manualmente ou pode ser comprado por US$ 8. A dificuldade, diz a Block Party, é uma medida anti-troll. Outra saída é receber um convite de alguém que já esteja usando o serviço.

O que muda na nova política de privacidade do WhatsApp

No dia 8 de fevereiro 15 de maio, começa a valer a nova política de privacidade do WhatsApp. O pedido de aceite, que os usuários já começaram a ver ao abrir o aplicativo (imagem acima), diz que “após essa data, você deverá aceitar as atualizações para continuar usando o WhatsApp.” O ultimato tem causado rebuliço. O que muda, exatamente? Chegou a hora de abandonar o WhatsApp? Tento responder essas e outras perguntas nesta análise1.

Se preferir, veja em vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=VR3asQo4wgE

(mais…)

Saiu o Filmlog 2 (iOS), um aplicativo para registrar filmes vistos e que se quer ver. É um app independente, desenvolvido por uma pessoa só (Simon Braun), cujo apelo está na privacidade e discrição — ao contrário de outros apps do tipo, o Filmlog não é uma rede social; serve apenas para você manter um controle de filmes vistos e a ver. E está traduzido para o português.

A nova versão teve seu visual repaginado e agora é freemium, ou seja, grátis, mas com alguns recursos desbloqueáveis mediante pagamento. Para acessar a versão completa (Plus), basta um pagamento único de R$ 22,90. Via Filmlog.

Gentilmente, Simon disponibilizou cinco códigos promocionais para os leitores do Manual do Usuário (saiba como ativá-los). Leva quem for mais rápido:

  • YW3NXHHHF3N3
  • 9KYL4XX63R9M
  • A773WJLAPYLW
  • LAPTHXYREYR9
  • 4LP3PYJWYYL4

Ainda dá tempo de mais uma lista de melhores do ano? A do KaiOS, sistema para celulares simples, saiu dia desses e é muito curiosa. O app mais baixado do KaiOS em 2020 foi o Xender, um app que permite transferir arquivos, como músicas e fotos, entre celulares — incluindo aparelhos Android. Em segundo, o UC Browser, navegador web do Alibaba, e fechando o pódio o Ringtones Free, um app de ringtones. Em 2020. Blog do KaiOS via Pinguins Móveis.

Use o Signal

Elon Musk

Não é o garoto-propaganda dos sonhos para fomentar o uso do Signal, mas toda ajuda é bem-vinda. O tuíte de Musk (que ontem se tornou a pessoa mais rica do mundo) e a mudança na política de privacidade do WhatsApp causaram um aumento súbito de novas contas no Signal, a ponto de atrasar o envio dos códigos de verificação em algumas operadoras. Via @signalapp/Twitter (em inglês).

O Facebook atualizou a política de privacidade do WhatsApp nesta segunda (4). A partir de 8 de fevereiro, data limite para que os usuários aceitem a nova redação, dados do WhatsApp poderão ser usados em outras propriedades do Facebook. Ao contrário das outras alterações, que davam a opção de negar esse tipo de compartilhamento aos usuários, esta obriga quem quiser continuar usando o WhatsApp a aceitar o compartilhamento de dados. Aqui já apareceu a tela pedindo o aceite. Por ora, há um “X” para ignorá-la. A partir de 8 de fevereiro, não mais. Chegou a hora de pular do barco? WhatsApp via XDA-Developers (em inglês).

Alguém com mais capacidade fez uma análise ampla dos “rótulos nutricionais” dos apps mais populares da App Store. (Estou fascinado por este assunto.) Hugo Tunius usou um pouco de magia (leia-se: engenharia reversa) na API da App Store e conseguiu extrair dados estruturados das listas de apps mais populares, pagos e gratuitos, da versão britânica da loja.

Seus achados (em inglês) confirmam algumas suspeitas, como a de que apps gratuitos coletam mais dados pessoais que os pagos, mas não deixam de ser interessantes. Chama a atenção, por exemplo, que os apps do Facebook são os que mais coletam dados: as 12 primeiras posições são ocupadas por eles, todos coletando 128 (!) tipos de dados de 160 possíveis. O LinkedIn, da Microsoft, está em 13º, com 91 tipos de dados coletados. Só faltaram dados de jogos, área que Tunius ignorou na análise — talvez a única com potencial para superar o Facebook nesse aspecto.

Em tempo: o Google, que parou de atualizar seus apps para iOS no dia 7 de dezembro, coincidentemente véspera da obrigatoriedade dos rótulos nutricionais, prometeu que os atualizará esta semana. Via TechCrunch (em inglês).

O aplicativo Unclack (macOS, grátis) é ótimo para quem faz muitas videochamadas. Ele fica em segundo plano e automaticamente emudece o microfone do computador quando o usuário começa a digitar no teclado, evitando chamar a atenção ou passar por distraído/mal educado(a).

Um dos poucos acertos do Facebook no que diz respeito à privacidade foi ter implementado a criptografia de ponta a ponta como padrão e obrigatória no WhatsApp em 2016. O recurso é útil, mas não é uma panaceia a despeito do que a empresa diz em seus comunicados e ao responder críticas.

Os “rótulos nutricionais” para apps que a Apple implementou em suas lojas em dezembro evidenciam isso. Dos de mensagens mais populares, o WhatsApp é o que mais coleta meta dados — que revelam muito sem quebrar a criptografia, e que o Facebook usa para direcionar anúncios e refinar recomendações automáticas em outras propriedades, como a rede social Facebook e o Instagram.

Acesse a página do WhatsApp na App Store, role até o subtítulo “Privacidade do app” e toque no link “Ver detalhes”, à direita. Em contrapartida, veja quais dados e para quê iMessage (da própria Apple), Telegram e Signal (o melhor deles) coletam. A diferença é chocante. Via Forbes (em inglês).

A versão paga do Nova Launcher, um dos melhores launchers para Android, está em promoção, de R$ 15 por R$ 0,99 (o menor valor que o Google permite para um app pago).

Apenas três aplicativos estão na tela inicial de +30% dos celulares brasileiros — os três do Facebook. Este dado vem da edição 2020 da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, realizada com 2.003 participantes no final de novembro. Os resultados refletem 2020: Uber caiu bastante (5 pontos percentuais), TikTok foi o que mais cresceu, Telegram também ganhou posições e Among Us apareceu no radar de popularidade (entre 2 e 4% dos celulares).

Chama a atenção a presença do Snaptube, primeiro app não distribuído pela Play Store que entra no radar da pesquisa. Não à toa: ao longo do ano, a Shenzhen DYWX Tech Co., empresa dona do aplicativo, despejou dinheiro em posts patrocinados de sites de tecnologia. O Snaptube baixa vídeos do YouTube. Via Mobile Time.