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Google Docs ganha modo “sem páginas”

O Google Docs agora tem uma opção “sem páginas”, que troca a metáfora de páginas de papel físicas, tipo a do Microsoft Word, por uma tela em branco infinita.

Para ativá-la, clique no menu Arquivo, depois em Configuração da página e selecione a opção Sem páginas. Via Google (em inglês).

Essa novidade parece uma resposta a novos produtos de edição de texto, como o Notion, que rompem por completo com a metáfora de folhas de papel. A Microsoft também tem explorado esse caminho, mas com uma estratégia diferente: em vez de mexer no Word, lançou um produto novo, o Loop.

Agora você pode ver, em detalhes, as avaliações que motoristas da Uber fizeram de você

A Uber lançou nesta quarta (16) uma atualização em seu app para permitir que os usuários passageiros vejam detalhes da sua nota no aplicativo. Na nova Central de Privacidade, é possível ver os volumes totais de avaliações — quantos motoristas te deram cinco, quatro, três, duas ou uma estrelas.

As avaliações não são atualizadas em tempo real, a fim de previnir que o usuário possa associar avaliações aos motoristas.

A Uber diz que o recurso está disponível no mundo inteiro, a todos os usuários. A Central de Privacidade fica nas configurações do aplicativo. (Aqui, ainda não apareceu.) Via Uber (em inglês).

Design anti-vício

Dois prints do Apollo, lado a lado. O da esquerda mostra as configurações, com a opção “Infinite Scrolling” desmarcada e destacada. O da direita, uma tela do feed, no final de uma página, com o link “Load Page 2” destacado.
Imagem: Manual do Usuário.

Sempre bato na tecla de que o design dos aplicativos e sistemas que usamos tem um peso grande no nosso comportamento durante o uso desses apps e sistemas. Costuma ser em sentido negativo, mas, ainda que mais raros, existem bons exemplos de design anti-vício e pró-usuário.

Vide esta opção do Apollo, um (ótimo) cliente extraoficial do Reddit para iOS. Nas configurações do app, é possível desativar a rolagem infinita (Infinite Scrolling; o app não está traduzido).

Ao fazer isso, o feed do Reddit, que quem usa sabe ser um poço de matar tempo, fica paginado. Para mim, tem sido muito útil. Em vez de ficar muito tempo ali, encerro as sessões ao bater no final da primeira ou segunda página.

A maneira mais fácil de começar e manter um diário digital

Manter um diário é tipo comer salada e praticar exercícios físicos: todo mundo sabe que faz bem, mas poucos praticam. A gente já falou disso em um podcast, mas hoje quero dar uma dica prática para quem já tentou e não conseguiu e para quem nunca se dispôs a manter um diário.

(Você pode escrever em um diário analógico também, papel e caneta e tal, e tudo bem. Funciona da mesma forma.)

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Apple quer cobrar 27% de aplicativos que oferecem compras por fora

A Holanda virou uma espécie de ensaio do que poderá ser a abertura da App Store para sistemas de pagamentos de terceiros em compras dentro de aplicativos. (O país obrigou a Apple a permitir que aplicativos de namoro cobrem de seus clientes pelos meios de pagamento que quiserem em seus apps para iOS.)

A Apple aquiesceu, mas, num novo documento publicado na quinta (3), informou que cobrará uma taxa de 27% desses pagamentos.

A título comparativo, um pagamento convencional, pelo sistema de pagamento da Apple, custa 30% ao desenvolvedor, ou 15% em alguns cenários de exceção — a partir do segundo ano de assinaturas, por exemplo. A reação dos desenvolvedores, como era de se imaginar, foi péssima. Via 9to5Mac (2) (em inglês).

LibreOffice 7.3 foca em interoperabilidade

O LibreOffice 7.3 continua o trabalho da Document Foundation de aperfeiçoar a compatibilidade da suíte com os formatos do Microsoft Office e facilitar a migração de usuários. Desta vez, temos melhorias no monitoramento de alterações em textos e tabelas, no desempenho ao abrir arquivos *.docx e *.xlsx/*.xlsm grandes e/ou complexos e em filtros de exportação. Via Document Foundation (em inglês).

HalloApp ganha posts em áudio

Até agora, o HalloApp (Hallo o quê?) vinha replicando recursos popularizados pelos rivais mais famosos. Não mais: seu novo recurso, os posts em áudio, tem um quê de novidade. Ele lembra as mensagens de áudio do WhatsApp (que o HalloApp também tem), mas os posts são publicados no feed.

(A bem da verdade, o Twitter fez uns testes um tempo atrás com posts de áudio no iOS. Não parece ter feito muito sucesso.)

“É um recurso que não vemos em outros aplicativos de redes sociais ou plataformas de mensagens”, explica o co-fundador Neeraj Arora, “e o motivo é porque a voz é uma expressão íntima, algo que normalmente só nos sentimos à vontade de compartilhar com nossos amigos mais próximos e familiares.” Via HalloApp (em inglês).

Telegram ganha novas reações ? e editor fácil de figurinhas animadas ?

Na primeira atualização de 2022 do aplicativo, ele ganhou novas reações: ?, ?, ?, ? e ?. Para vê-las, o administrador do canal ou grupo precisa ativá-las. (Implementei uma delas no canal do Manual.) As animações das reações foram suavizadas (mas basta segurar o dedo sobre uma para fazer estardalhaço) e agora há indicadores nas conversas quando elas são usadas em mensagens suas.

Outro destaque é o editor fácil de figurinhas animadas, que permite criá-las a partir de qualquer vídeo. Mais detalhes aqui. Via Telegram.

1Password recebe investimento de US$ 620 milhões para focar em clientes corporativos

O 1Password anunciou nesta quarta (19) uma rodada de investimento série C de US$ 620 milhões, avaliando a empresa em US$ 6,8 bilhões. Parte da base de usuários, porém, está preocupada com o novo direcionamento da empresa, que até pouco tempo atrás nunca havia recebido investimento externo e, mesmo assim, sempre fora lucrativa. Via 1Password (em inglês).

Com os novos investimentos, o 1Password parece estar mudando o foco para clientes corporativos com o objetivo de tornar-se um unicórnio e/ou abrir capital em algum momento futuro. (Esta página do “futuro” do 1Password dá uma boa ideia.)

Duas decisões controversas nos últimos meses abalaram a reputação até então imaculada do 1Password, ao menos entre clientes individuais:

  1. Trocar a base do aplicativo para macOS, plataforma onde o 1Password surgiu, de código nativo para Electron — a mesma usada nas versões para Linux e Windows.
  2. Ocultar e desincentivar a compra única e o uso de cofres no formato de arquivos acessíveis localmente em favor do modelo de assinatura baseado em nuvem.

Note que o 1Password sempre foi um negócio lucrativo, mas a julgar pelo comunicado assinado pelo CEO Jeff Shiner, isso não é mais suficiente:

É verdade que parece peculiar para uma empresa consistentemente lucrativa aceitar financiamento externo. Mas, assim como da última vez [US$ 100 milhões em julho de 2021], estas parcerias nos permitem desenvolver e dimensionar soluções de segurança centradas no ser humano para todos.

O caminho que o 1Password pretende seguir lembra o do Dropbox, que nasceu como um aplicativo simples, rápido e eficiente para pessoas comuns sincronizarem arquivos entre múltiplos dispositivos, e hoje oferece uma série de serviços, com um aplicativo pesado e invasivo (também feito em Electron), com foco em clientes corporativos.

Os insatisfeitos com o novo rumo do 1Password têm migrado para soluções de código aberto — Bitwarden e KeePassXC.

O que eu uso (2022)

Foto frontal de uma mesa de trabalho, com o monitor ligado mostrando o Firefox aberto no Manual do Usuário. Embaixo, um mousepad grande com mouse, teclado e apoio para o pulso. Ao fundo, uma carteira. À direita, MacBook Pro parcialmente visível.

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.

Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.

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Em 2021, brasileiro passou 5,4h por dia grudado em apps de celular — um recorde mundial

A App Annie, consultoria especializada no mercado de aplicativos, divulgou um relatório que apontou o Brasil como o país que mais usa apps do mundo. Em 2021, passamos em média 5,4 horas por dia grudados na tela do celular. O número é 12,5% maior que a média global do período (4,8h) e representa um salto de 31,7% em relação à nossa média em 2019 (4,1h), salto que provavelmente se explica pela pandemia — dos 17 países que lideram o ranking, apenas em dois o tempo gasto em apps diminuiu de 2020 para 2021 (Argentina e China).

O levantamento da App Annie traz outros dados curiosos e números enormes para 2021 (dados globais):

  • Baixamos 230 bilhões de aplicativos;
  • Gastamos US$ 170 bilhões com eles;
  • Dispensamos 3,8 trilhões de horas somadas.

Há ainda dados e insights separados por categorias — e o Brasil se destaca em várias delas, como finanças e games. Via App Annie (em inglês).

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo 

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:

Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.

No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.

É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?

Agora eu só uso reações no Telegram

Enquanto o mundo contava os minutos para a virada de ano, o Telegram liberou a 12ª e última grande atualização de 2021, que trouxe como destaque elas: as reações. Em um ano cheio de novidades, as reações talvez tenham sido a mais legal.

O Telegram explica que as reações servem para “compartilhar sentimentos e feedback — sem a necessidade de escrever novas mensagens”. Desde que o recurso foi disponibilizado, passei a usá-lo todo dia e o ativei no canal do Manual e no grupo de apoiadores. As reações, de fato, cumprem bem essa função.

Aquelas mensagens curtas de concordância — “ok”, “blz”, “tá bom” — e de reações — “amei”, “que horrível” — podem ser substituídas pelos emojis. Já estava acostumado às reações no Signal, onde existem desde fevereiro de 2020, então não chegou a ser uma novidade, no sentido estrito do termo. Mas foi uma bem-vinda. Algumas estatísticas iniciais do Telegram evidenciam a popularidade das reações, a saber:

  • São 11 reações possíveis.
  • Em sete dias (30/12–5/1), +33 mil canais ganharam reações e +25 milhões de reações foram deixadas por leitores.
  • Canal com mais reações é o do blogueiro Nekoglai (@nekogla1). Algumas de suas postagens têm +60 mil reações.

Ao contrário do Signal, que permite escolher qualquer emoji como reação, no Telegram eles são limitados a 11, todos animados. Cabe aos administradores de canais e grupos ativarem o recurso e escolherem quais podem ser usados.

O joinha (?) tem um apelo extra por ser ativável com dois toques rápidos na mensagem, mas o usuário pode alterar a sua reação rápida nas configurações do app.

E o WhatsApp? Desde agosto o Facebook/Meta vem testando reações no WhatsApp. (A ironia é que o Facebook foi quem popularizou as reações ao lançá-las na rede social homônima, em 2016.) A julgar pelo sucesso que fazem no Telegram, deve ser questão de tempo até as reações estarem em todos os lugares. Via @DicasTelegram/Telegram.

Ajuste o brilho de monitores externos pelo teclado no macOS com estes aplicativos

Quem usa notebooks da Apple ligados a monitores externos deve ter percebido que controles de brilho e de volume do teclado não funcionam nesse cenário. É o tipo de coisa que deveria funcionar, mas não é o caso — pelo menos até você instalar um desses aplicativos.

Um deles é o Lunar. É cheio de comandos e funcionalidades que vão além dos controles de brilho e volume, mas boa parte delas fica atrás de um pagamento/assinatura, de US$ 20,30 (~R$ 115), que dá direito a um ano de atualizações. E talvez nem sejam tão necessárias. Felizmente, existe uma versão “lite”, que só o faz o básico, por um preço mais em conta (R$ 16,90 na App Store).

Outra opção, a que tenho usado, é o aplicativo de código aberto (e gratuito) MonitorControl. Ao contrário do Lunar, o MonitorControl praticamente não tem interface — só uma janela de configurações e um discreto ícone na menubar que combina com os nativos do macOS.

Qualquer que seja o app escolhido, é bom voltar a ter esse controle pelo teclado no monitor externo, especialmente naqueles que carecem do sensor de luminosidade e consequente ajuste automático do brilho (a maioria).

É hora de dizer adeus. O mundo não precisa mais do Popcorn Time.

— Equipe do Popcorn Time.

O Popcorn Time, aplicativo de streaming pirata lançado em 2015 e grande rival da Netflix na época, foi encerrado nesta quarta (5). Não por culpa da Justiça nem dos aplicativos pagos. Segundo a equipe do Popcorn Time, outros serviços de pirataria caíram nas graças dos usuários. Quem ouviu o Guia Prático de fim de ano conheceu um deles ?. Via Torrent Freak (em inglês).