Não tenho rádio em casa, mas gosto de ouvir rádio. Para isso, uso aplicativos que tocam transmissões via internet, um recurso que ao menos as rádios mais populares oferecem há bastante tempo.

O primeiro app que usei para isso foi o TuneIn. Funciona, porém a interface é bastante carregada, com anúncios, podcasts e outras coisas que não me importam muito. Hoje, uso e recomendo outros apps para cada plataforma:

  • No Android, a melhor pedida é o Transistor (F-Droid, Play Store). É um aplicativo bem cru, mas que cumpre bem a sua função e que, por ser cru, acaba sendo leve e direto por tabela. Tem o código-fonte aberto e é gratuito.
  • No iOS, descobri dia desses e tenho usado o Radio Turner (App Store). Ainda é um tanto carregado, com várias listas de estações sem qualquer segmentação por localidade, mas permite acrescentar suas próprias rádios e funciona bem. É gratuito com anúncios, e tem duas compras in-app: para remover anúncios R$ 22,90) e para estender o recurso de gravação (R$ 4,90).

Tem algum outro que você use e goste? Fala para mim nos comentários.

Todo ano o Google e os usuários de Android escolhem os melhores apps e jogos da plataforma. Em 2021, o Google escolheu o app de meditação Balance e o jogo Pokémon UNITE como os melhores. Já entre os usuários de Android, os escolhidos foram o app da Paramount+ (??) e o jogo Free Fire MAX. No Brasil, os jogos foram os mesmos, mas o app do Disney+ levou o prêmio do Google e dos usuários. Ano do streaming, aparentemente. Nos links ao lado há mais apps e jogos vencedores de categorias específicas. Via Google (em inglês), Play Store.

De volta ao Android (agora sem Google)

Abri os arquivos do Manual do Usuário para recuperar algumas datas. O último celular Android que testei com meu número pessoal foi um Galaxy S5 New Edition, em janeiro de 2016. O último Android em que dei uma olhada foi um Moto G7 Play, em maio de 2019. Faz uma semana que, após quase seis anos usando apenas iPhone no dia a dia, voltei a usar um Android, mas não qualquer Android: é um sem o Google, ou “degoogled”.

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O DuckDuckGo anunciou, ainda em testes, um sistema de proteção contra rastreamento em apps no Android. O recurso lembra ou foi inspirado pela Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) da Apple, mas o funcionamento é diferente: o app cria uma VPN local e por ela filtra os rastreadores. É o mesmo sistema de outros bloqueadores consolidados para Android, como Blokada e AdAway.

É preciso inscrever-se em uma lista de espera para usufruir do recurso do DuckDuckGo em seu app: entre nas configurações, depois em Privacy e, no campo App Tracking Protection, toque em Join the Private Waitlist. Via DuckDuckGo (em inglês).

O corretor ortográfico do teclado do iPhone que transforma “e” em “é” é um problema comum e amplamente difundido, mas precisamos falar do Android que transforma qualquer “ok” em “OK” e te faz mandar, quase sempre sem querer, uma energia total passivo-agressiva aos interlocutores.

Galaxy S9 com o /e/OS na tela inicial. Ao fundo, uma colcha colorida desfocada.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

O pessoal da e Foundation, da França, gentilmente emprestou um celular com o /e/OS instalado para eu testar até o fim do ano. O /e/OS é uma versão do Android “degoogled” ou “degooglado”, ou seja, sem software nem serviços do Google.

Faz uns seis anos que não uso o Android, e uns bons anos que não uso o sistema, então será um experimento… curioso. E com a sua ajuda, ainda mais! Meu principal objetivo é descobrir se dá para usar numa boa um celular que não tenha vínculos com o Google ou com a Apple. Você pode ajudar de duas formas: 1) tirando dúvidas e fazendo questionamentos, e; 2) me ajudando — afinal, tem um bocado de coisas que não sei. Os comentários estão aí para isso.

O Google anunciou mudanças nas taxas cobradas na Play Store. A mordida nas assinaturas digitais, que era de 30% no primeiro ano e 15% no segundo em diante, agora será de 15% desde o primeiro dia. Para aplicativos do programa Play Media Experience (serviços de streaming, basicamente), a taxa caiu de 15% para 10%. Apple, sua vez. Via Google (em inglês).

Numa segunda-feira em que não se falou de outra coisa que não a queda do Facebook, a Microsoft antecipou em um dia o lançamento do Windows 11 e o Google colocou na praça a versão final AOSP do Android 12 — e só ela; a atualização para os celulares da linha Pixel virá “nas próximas semanas”. Via Microsoft (em inglês) e Android Developers Blog (em inglês).

Três prints do WhatsApp mostrando como funcionará a transferência do histórico entre plataformas.
Imagem: Facebook/Divulgação.

Não foram apenas celulares e acessórios que a Samsung anunciou no evento desta quarta (11). O Facebook aproveitou o ensejo para revelar um recurso há muito esperado por usuários do WhatsApp: a transferência do histórico entre plataformas (Android e iOS). A princípio, o recurso estará disponível para celulares Samsung com Android 10 ou superior, mas no futuro será estendido a outras marcas e ao iPhone. Para quem o histórico do WhatsApp tornava refém de uma ou outra plataforma, boa notícia. Via Engadget (em inglês).

A Microsoft anunciou oficialmente o Windows 11 nesta quinta (24). A nova versão do sistema chega ainda em 2021 e trará as seguintes novidades:

  • Novo visual, com a barra de tarefas (incluindo o menu Iniciar) centralizada.
  • Novo menu Iniciar, sem tijolos (“live tiles”).
  • Loja do Windows reformulada, e agora com suporte nativo a aplicativos Android em parceria com a Amazon Appstore.
  • Layouts pré-configurados para múltiplas janelas (layout Snap).
  • Teams integrado ao sistema.
  • Novo painel de widgets.
  • Para jogos (Xbox), Auto HDR e nova experiência do Game Pass.

A Microsoft já oferece um aplicativo para verificar a compatibilidade de computadores com o Windows 11.

Por último, mas não menos importante, o Windows 11 será uma atualização gratuita para computadores que já rodam o Windows 10 e continuarão compatíveis com a nova versão. Esta será a primeira versão do Windows disponível apenas em 64 bits (apps 32 bits continuarão funcionando nela, porém).

A Huawei anunciou nesta quarta (2) o HarmonyOS, seu novo sistema operacional para celulares, tablets e outros dispositivos conectados. Gestado desde 2016, o projeto ganhou uma importância maior depois que a empresa foi proibida de fazer negócios com parceiros norte-americanos em maio de 2019. A medida unilateral do governo dos Estados Unidos impede até hoje que a Huawei use o Android do Google, o que freou o movimento de expansão global da marca. Via Bloomberg (em inglês, com paywall).

Veja os destaques da apresentação da Huawei (em inglês).

O HarmonyOS chega primeiro no tablet Mate Pad Pro e no relógio inteligente Watch 3, ambos anunciados junto ao sistema. Cerca de 100 dispositivos já lançados serão atualizados para o HarmonyOS. A previsão da Huawei é de que o sistema esteja em 200 milhões de aparelhos até o final de 2022.

O visual do HarmonyOS é bastante familiar — lembra o Android, mas com elementos visuais do iOS. Embora a Huawei afirme que se trata de um sistema totalmente novo, análises independentes apontam que o HarmonyOS é baseado no Android. Via Ars Technica (em inglês).

O TrackerControl (TC) instala bloqueia e dedura rastreadores em celulares Android. O aplicativo instala uma VPN local (ou seja, todo o processamento é feito no próprio aparelho) e usa por padrão a lista de rastreadores Disconnect para fazer os bloqueios. O que não consta nela pode ser visualizado e bloqueado manualmente, pelo próprio usuário. Gratuito, na F-Droid — a versão disponível na Play Store tem “menos recursos”. Dica do Luis Sass.

Google e o “greenwashing” da privacidade

Depois de passar em branco em 2020 por causa da pandemia, o Google retomou seu grande evento anual para desenvolvedores, o Google I/O, nesta semana. (Um resumo de 16 minutos.) Na abertura, a empresa apresentou uma nova identidade visual para seus produtos, o Android 12 e, curiosamente, recursos de privacidade. Sim, o Google.

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Finalmente saiu o Clubhouse para Android. É um beta (“acesso antecipado”) e carece de vários recursos presentes na versão do iOS. Ah, e ainda precisa de convite para entrar.

O Android 12 trará a maior reformulação visual dos últimos anos ao sistema do Google. Anunciado nesta terça (18), durante a sessão de abertura do Google I/O, o sistema traz uma nova linguagem visual, chamada Material You, uma “nova maneira radical de pensar o design”. A empresa diz que, nessa linguagem, a forma não segue apenas a função, mas também a sensação. Na prática, elementos visuais se adaptam à tela e as cores, ao papel de parede — um processo chamado de “extração de cores”. Parece bonito.

O Android 12 e o Material You chega primeiro aos celulares Pixel, no “outono” (lá; aqui, na primavera). Via Material.io (em inglês), Google (em inglês).