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K-9 Mail se transformará no Thunderbird para Android

Há algumas semanas, o projeto Thunderbird anunciou planos de desenvolver um aplicativo para Android. Nesta segunda (13), saiu o anúncio de que o Thunderbird para Android será, na realidade, o venerável K-9 Mail, resultado da fusão dos dois projetos.

Àqueles que não o conhecem, o K-9 Mail é um app de e-mail para Android de código aberto — e único, depois do melancólico fim do FairEmail.

O K-9 Mail e seu desenvolvedor, Christian “cketti” Ketterer, agora fazem parte da família Thunderbird e trabalharão juntos para transformar o K-9 Mail em Thunderbird para Android, com paridade de recursos, sincronia e identidade visual alinhada à do Thunderbird para computadores. Via Thunderbird (2) (em inglês).

Preservando o Android original

por Cesar Cardoso

Foto de cima de um celular HTC EXCA300, similar a um Blackberry antigo, com o Android “Sooner” rodando, aberto no buscador do Google.
Foto: @OldPhonePreserv/Twitter.

Os mais antigos neste mundinho de smartphones vão lembrar da primeira aparição do Android, em um protótipo que parecia um clone dos Blackberries que dominavam o mercado de smartphones dos EUA (ou dos Nokia E, já que Blackberries não eram tão populares fora dos EUA), com uma interface de usuário que parecia um Blackberry. O protótipo era feito pela HTC (era a época que a HTC dominava o mercado de smartphones pra quem não queria Symbian ou Blackberry) e tinha o nome de “Sooner”.

O Android Police fez um hands-on com “Sooner” em 2020, e tirou prints e tudo da versão do Android no aparelho (htc-29386.0.9.0.0, 29 de agosto de 2007). Outros acharam uma boa ideia extrair a ROM e preservar.

A ROM está disponível para baixar no Internet Archive; provavelmente, até pela natureza técnica do mercado de smartphones (smartphones são bem mais “fechados” que os computadores, afinal), não vai ter muito interesse para o leitor médio desta newsletter, ou do utilizador médio de smartphones, ou da maioria das pessoas. No entanto, se você se preocupa com a preservação de artefatos culturais — e sistemas operacionais são artefatos culturais — é um dia de alegria; você pode baixar a ROM de Sooner e ver como o Android começou a ser Android.


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Murena oferece celulares e serviços na nuvem livres do Google

A /e/ Foundation lança nesta terça (31) seu braço/marca comercial, Murena. A nova marca concentra a comercialização de celulares (modelos comerciais com o /e/OS pré-instalado e um original, o novo Murena One) e os serviços em nuvem, chamados Murena Cloud, baseado no NextCloud.

Idealizado por Gaël Duval em 2017, o objetivo da Murena é oferecer uma alternativa ao Google. O /e/OS é baseado no Android AOSP e vem livre de conexões diretas com o Google. É um sistema legal — testei um Galaxy S9+ com o /e/OS em dezembro. Infelizmente, a Murena ainda não atua no Brasil. Via Murena (2)  (em inglês).

Cansado do Google, desenvolvedor do FairEmail encerra projeto

O desenvolvedor Marcel Bokhorst encerrou seu aplicativo para Android, o cliente de e-mail FairEmail, após acusar o Google de “sinalizá-lo falsamente como ‘spyware’”.

O FairEmail foi removido da Play Store e da F-Droid, não será mais atualizado e Marcel não prestará mais suporte aos usuários. “O Google venceu”, disse ele em um fórum de discussões ao anunciar sua decisão.

Em mensagens anteriores, Marcel reclama de decisões arbitrárias do Google na revisão de atualizações do FairEmail. O último problema foi a acusação de spyware. “De acordo com o Google, o FairEmail é um spyware porque envia a lista de contatos [do usuário].”

Nesta quarta (18), Marcel submeteu uma atualização do FairEmail removendo o recurso supostamente problemático. “Pode ser um choque, mas se não conseguir resolver isso com o Google, será o fim do projeto. Tentei dialogar com o Google várias vezes, mas eles não oferecem quaisquer detalhes do que o aplicativo está supostamente fazendo errado.”

Quatro horas depois, o desenvolvedor recebeu uma resposta padrão e escreveu: “Removi todos os meus aplicativos da Play Store e não darei mais suporte ou manutenção a eles. O Google venceu. Boa sorte.”

Os links, de fato, não funcionam mais. No site oficial do FairEmail, uma mensagem em vermelho diz: “Todos os meus projetos foram encerrados depois que o Google falsamente sinalizou o FairEmail como spyware sem uma oportunidade razoável de apelação. Não haverá mais desenvolvimento nem suporte.”

Além das rusgas com o Google, Marcel parece estar exaurido. Ele menciona, em uma das mensagens, que sua namorada está doente. Em outra, reclama (e classifica como “problema central”) o excesso de pedidos de ajuda dos usuários e os reviews negativos que seus aplicativos recebem, sem que o Google dê a chance de respondê-los.

Também se coloca como um problema, dizendo-se “um desenvolvedor velho e resmungão, que talvez devesse se aposentar”.

O FairEmail é (era?) uma referência em aplicativos de código aberto, padrões em algumas ROMs alternativas do Android, como o /e/OS.

O que chamou a atenção no Google I/O 2022

por Cesar Cardoso

Em software:

Em hardware:


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Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

Mão branca segurando um celular com a tela apagada, refletindo algumas luzes, em um ambiente escuro.

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

(mais…)

Os ícones dos aplicativos no Android 13 estão esquisitos

O Android 13, oficializado pelo Google nesta quarta (10), será uma versão contida, sem grandes novidades, provavelmente para aparar as arestas que ficaram da anterior.

Entre essas poucas novidades está o suporte a aplicativos de terceiros nos ícones padronizados, uma opção que faz com que todos os ícones sigam o esquema de cores da interface “Material You”. Assim:

Foto de um celular com Android 13, usando um tela salmão, com todos os 12 ícones da tela inicial em formato redondo e com as mesmas cores de fundo e no contorno dos desenhos internos.
Imagem: Google/Divulgação.

Beleza é algo subjetivo, e não é no que gostaria de focar aqui. O que me chama a atenção é a usabilidade, ou falta dela. Ícones assim, idênticos, não são mais “difíceis de usar”?

A gente já havia perdido o contorno/formato dos ícones graças à influência do iOS.

No macOS da Apple, que sempre teve ícones em formatos variados, a versão Big Sur, de 2020, impôs (ou passou a recomendar) que eles adotassem o mesmo formato quadrado com bordas arredondadas do iOS.

Gosto é subjetivo, repito, mas compare um antes (Catalina) e depois (Monterey):

Duas fileiras de ícones na Dock do macOS, a de cima do Catalina, com ícones de formatos variados, a de baixo do Monterey, com todos os ícones quadrados.
Imagem: Apple/Divulgação.

Talvez o Google tenha ido longe demais?

LineageOS 19, baseado no Android 12, é lançado

O LineageOS 19, uma ROM alternativa do Android que leva novas versões do sistema a aparelhos diversos, incluindo aqueles já abandonados pelas fabricantes, chegou. Esta versão é baseada no Android 12, lançado em outubro pelo Google.

Como de praxe, o LineageOS traz a última versão do Android com alguns extras e diferenciais criados pela comunidade. Desta vez, porém, há uma má notícia: uma alteração no kernel do Android 12 tornou bem difícil adaptar o LineageOS 19 para aparelhos antigos. A lista de compatíveis, pois, diminui um pouco. Via LineageOS (em inglês).

Google não permitirá mais aplicativos que gravam ligações no Android

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Google lança aplicativo para iOS que facilita migração do iPhone para o Android

Sem alarde, o Google lançou um aplicativo para iOS que facilita a migração de dados de usuários que estão do iPhone para um Android. O aplicativo, que é gratuito, foi batizado Mudar para o Android.

A estratégia é similar à que a Apple emprega desde 2015 com o aplicativo para Android Migrar para iOS. Via TechCrunch (em inglês).

A nova OnePlus

por Cesar Cardoso

A chegada da OnePlus no mundo Android foi um grande surto coletivo, com o “never settle” e todo o hype de Carl Pei e Pete Lau. Carl Pei saiu (e levou a hype machine pra Nothing), a BBK uniu a Oppo e a OnePlus debaixo da asa de Pete Lau e, bom, a OnePlus queridinha do mundo nerd Android morreu, faleceu, foi de base.

Agora é uma marca querendo ser mainstream, talvez mais próxima de ser uma segunda marca global da BBK Electronics (a primeira está se encaminhando para ser a Realme) e aproveitar o espaço que surgiu a partir da saída da LG do mercado móvel; um sinal disso é que, em 2022, a expansão da marca promete ser agressiva fora de EUA/Europa Ocidental/Índia/China:

Gráfico em círculo mostrando os mercados de expansão da OnePlus.
Notaram ali “América do Sul”? Eu já tirei o cavalinho da chuva, não acredito que em 2022 a OP apareça além de Chile, Peru e Colômbia. Imagem: OnePlus/Divulgação.

Na prática dos telefones, depois de sair na China em janeiro, o OnePlus 10 Pro saiu para o resto do mundo esta semana; este topo da linha da nova OnePlus divide opiniões como a própria nova OnePlus, bastando ler as análises de Engadget e de The Verge.


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Divida gastos (com privacidade!) usando o Splid

Um celular com o aplicativo Splid (do iOS) exibindo despesas de uma viagem à Nova York.

Então você decidiu fazer uma viagem com amigos ou morar junto com a pessoa amada ou com uma galera — ou com a pessoa amada e uma galera. Vocês terão gastos conjuntos que terão que ser divididos. Anotar tudo no caderninho ou confiar na memória são ótimas maneiras de se estressar e perder as amizades ou o relacionamento — ou as amizades e o relacionamento. Existem ótimos aplicativos para evitar esse triste desfecho.

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O Android 12L, ou 12.1, está entre nós

por Cesar Cardoso

E assim de surpresa, tal e qual o próprio anúncio, o Android 12L, ops, 12.1 saiu para os Pixels; para os tablets e dobráveis, fica para mais ao longo do ano, segundo Samsung, Lenovo e Microsoft (!) — tudo que tem de novo está aqui.

Junto com o 12.1, a promessa de que agora vai para os tablets Android e que os desenvolvedores deveriam se preocupar em fazer apps para tablets Android (seja num tablet “puro”, seja num dobrável, seja num Chrome OS). Como ninguém acredita mais em promessas do Google envolvendo tablets… o Google poderia fazer com que seus próprios apps funcionassem direito em tablets, até para dar o exemplo.


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Apple TV+ do Android TV e Google TV perdem recurso de compra e aluguel de vídeos

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).