Divida gastos (com privacidade!) usando o Splid

Então você decidiu fazer uma viagem com amigos ou morar junto com a pessoa amada ou com uma galera — ou com a pessoa amada e uma galera. Vocês terão gastos conjuntos que terão que ser divididos. Anotar tudo no caderninho ou confiar na memória são ótimas maneiras de se estressar e perder as amizades ou o relacionamento — ou as amizades e o relacionamento. Existem ótimos aplicativos para evitar esse triste desfecho.

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O Android 12L, ou 12.1, está entre nós

por Cesar Cardoso

E assim de surpresa, tal e qual o próprio anúncio, o Android 12L, ops, 12.1 saiu para os Pixels; para os tablets e dobráveis, fica para mais ao longo do ano, segundo Samsung, Lenovo e Microsoft (!) — tudo que tem de novo está aqui.

Junto com o 12.1, a promessa de que agora vai para os tablets Android e que os desenvolvedores deveriam se preocupar em fazer apps para tablets Android (seja num tablet “puro”, seja num dobrável, seja num Chrome OS). Como ninguém acredita mais em promessas do Google envolvendo tablets… o Google poderia fazer com que seus próprios apps funcionassem direito em tablets, até para dar o exemplo.


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A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).

O Vanced, um aplicativo para Android que permite acessar vídeos do YouTube sem anúncios e com outros recursos inexistentes ou exclusivos da versão paga do app oficial, encerrou suas atividades.

Na mensagem publicada no Twitter, a equipe do Vanced não especifica o motivo. Especula-se que tenha sido por pressão dos advogados do Google/YouTube.

Em outra mensagem, o perfil diz que a atual e última versão do Vanced continua funcionando muito bem, e continuará “até ficar datada em mais ou menos dois anos”.

O perfil ainda indica uma alternativa: o YouTube Premium (pago; R$ 20,90 no Brasil). É uma opção. Outra é o New Pipe. Via @YTVanced/Twitter (2) (3) (em inglês.)

Google promete mais privacidade no Android

O Google apresentou uma proposta para aumentar a privacidade dos usuários de Android, algo parecido com o recurso que a Apple trouxe no iOS 14.5 e que tem feito o Facebook/Meta deixar de ganhar bilhões de dólares.

A iniciativa plurianual do Google, porém, espera ser menos agressiva contra empresas de publicidade — afinal, o próprio Google é uma.

Especificamente, o Google anunciou que levará a Privacy Sandbox, um conjunto de soluções criado para o Chrome, ao Android. Isso se traduzirá em “soluções que limitam o compartilhamento de dados do usuário com terceiros e que operem sem identificadores cruzados, como o ID de publicidade”.

A janela para a implementação deverá ser de pelo menos dois anos, para não causar rupturas em modelos de negócio que dependem das soluções em uso atualmente. É o mesmo processo (lento) que o Google adotou para aposentar os cookies de terceiros no Chrome — todos os navegadores já abandonaram a prática, mas o Chrome ainda terá isso pelo menos até 2023.

No anúncio da novidade, o executivo Anthony Chavez chamou as soluções de “outras plataformas” (leia-se a Transparência no Rastreamento em Apps da Apple) de “ineficiente”, mas a proposta do Google não caiu muito bem entre especialistas.

Um deles, ouvido pelo New York Times, disse que o Google só fez isso para não ficar atrás da Apple, e classificou as medidas como “um gesto fraco” e demorado.

O site especializado Ars Techcnica disse que a solução apresentada erra o alvo, é “desdentada” e provavelmente será ainda menos efetiva que o Privacy Sandbox do Chrome, já muito criticado por especialistas — é nesse bojo que propostas controversas e tidas como perigosas, como o (descontinuado) FLoC e os Tópicos, estão. Via Google, New York Times, Ars Technica (todos em inglês).

Três Galaxy S22 Ultra, de costas, nas cores preto, branco e cobre, de costas e enfileirados contra uma parede clara.
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung apresentou a linha Galaxy S22 nesta quarta (9) e, de certo modo, ressuscitou o finado Galaxy Note na versão mais cara: o Galaxy S22 Ultra traz a canetinha S Pen embutida e lembra muito os antigos Galaxy Note. Os outros dois modelos, Galaxy S22 e S22+, são atualizações incrementais (leia-se: mesmo visual do ano passado), mas agora o S22 usa vidro em vez de plástico na traseira.

A Samsung aproveitou o evento para mostrar sua nova linha de tablets, aquela com um entalhe na tela. São três modelos, o Galaxy Tab S8 Ultra com um telão de 14,6″.

Outro anúncio, o último, é a ampliação da política de atualizações do Android, que agora alcança quatro anos/versões e cinco de atualizações de segurança. Vale para a linha anterior (S21), aliás. Via Samsung (2) (3) (4).

Sites estrangeiros já publicaram versões resumidas, com menos de 10 minutos, do evento de ~2h30min da Samsung. Veja nos canais do The VergeEngadget.

Datas de lançamento e preços para o mercado brasileiro serão anunciados na próxima terça-feira (15), em um evento local.

O Google vai levar os tablets Android a sério pra valer?

por Cesar Cardoso

Desde o Ice Cream Sandwich, o Google não se importa muito com os tablets Android. Desde o fim do Nexus 7, o Google não se importa mesmo com os tablets Android e que o futuro seriam os tablets Chrome OS. No entanto, existem sinais, fortes sinais de que alguma coisa mudou dentro do Google em relação a tablets Android.

Não apenas pelo Entertainment Space, para os tablets usados como receptores de streaming, e o Kids Zone, para os tablets infantis, não apenas pelo Android 12L vindo aí — embora o 12L tenha como foco principal os dobráveis, muitos dos desafios dos dobráveis são exatamente os mesmos dos tablets —, mas também, e principalmente, por gente chegando.

Em algum momento do ano passado, beta 2 do Android 12L para o Lenovo P12 Pro.


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“O /e/OS é o único sistema operacional que não envia dados para o Google”: Uma conversa com Gaël Duval, da e Foundation

Em janeiro, Aaron Gordon, redator da Vice, reclamou que seu celular, um Pixel 3 do Google, não teria mais atualizações da fabricante e, por isso, precisaria ser descartado. “O Google está me forçando a jogar fora um celular em perfeito estado”, escreveu.

O francês Gaël Duval repercutiu prontamente o artigo de Aaron. “A boa notícia agora: você pode instalar o /e/OS no seu celular”, escreveu em seu perfil no Twitter. “Com estes benefícios: 1) sustentabilidade; 2) você não envia mais dados ao Google.” Para finalizar, usou as hashtags #mydataisMYdata (meus dados são MEUS dados) e #privacy (privacidade).

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O dia que a EFF elogiou uma ação do Google

por Cesar Cardoso

Não é zueira, não, é sério: 14 de janeiro de 2022, o dia que a Electronic Frontier Foundation (EFF) elogiou uma ação do Google. Motivo? O Android 12 permite desligar completamente o acesso a redes 2G.

A EFF tem feito campanha pelo desligamento das veneráveis redes GSM porque é um padrão de 1991, e em 1991 ninguém estava preocupado com coisas como torres falsas pra roubar informações dos usuários ou atacantes colocando sniffers na rede pra capturar informação de incautos (ou, sei lá, alvos).

Além disso, como notou o Xataka, ao desligar o suporte a 2G, ganha-se um pouco de bateria, já que o telefone não tentará se conectar a estas redes — e, dependendo do país, você poupa o telefone de procurar por redes que não existem.

O problema, como se sabe, é que nada que não dependa do Play Services é fácil no mundo Android. Se você tem um Pixel, tudo bem, mas se tem de outro OEM depende do OEM achar uma boa ideia colocar o botão de desligamento e, claro, em países onde as operadoras ainda vendem telefones bloqueados, a operadora tem que querer colocar o botão.

Bom, eu acho que… er… já não tem lá os padrões LTE pra M2M e IoT? Então, vamos usá-los e dar um enterro digno ao GSM clássico.


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Os smartphones dos entregadores

Os smartphones dos entregadores, por Bruno Romani e Tiago Queiroz no Estadão:

Esqueça o iPhone ou o Galaxy S: sob essa perspectiva, o negócio bilionário das plataformas de delivery está escorado num mar de modelos básicos, e quase nunca novos, de Motorola e Samsung — é um retrato mais fiel também do mercado brasileiro de smartphones. Isso significa que a bateria seca mais rápido, o GPS não entende direito a localização e os aplicativos engasgam. Tudo isso, claro, interfere diretamente no trabalho.

[…]

Ainda que fosse mais barato, o smartphone da Apple [iPhone] não seria muito útil no trabalho. Os trabalhadores lembram que os apps para entregadores do iFood e da Rappi só funcionam com Android, sistema operacional do Google. O iFood largou o iPhone em dezembro de 2020. Assim, apenas o Uber Eats é compatível com o celular da Apple.

Em 2022, o Google focará suas energias em integrar o Android a outros sistemas e dispositivos conectados, algo parecido com a integração vertical que a Apple oferece em seu ecossistema há anos. Além de avançar as integrações entre Android e Chrome/ChromeOS e outros sistemas próprios, pela primeira vez o Google estenderá isso a plataformas rivais. A empresa fechou parcerias com Intel, Acer e HP para expandir tais integrações ao Windows. É uma enxurrada de promessas. Veja todas, com GIFs animados exemplificativos, no link ao lado. Via Google (em inglês).

Dos arquivos: Mergulhado no ecossistema Apple: As vantagens de se usar iPhone e Mac juntos (mar/2016).

O Google revelou que o Android Go, versão do sistema destinada a celulares mais simples, é usado por 200 milhões de pessoas. Em 2022, a empresa lançará o Android Go 12 com algumas melhorias exclusivas em relação ao Android convencional. A maior delas é velocidade, com a promessa de que os apps abrirão até 30% mais rápido que no Android Go 11. É uma novidade bem-vinda: quando testei o sistema, no final de 2018, a lentidão generalizada foi o destaque negativo. Via Google (em inglês).

A Adobe lançou o Adobe Creative Cloud Express, serviço baseado em templates para a criação rápida e facilitada de artes visuais — em outras palavras, seu rival do Canva. Tem versão web e apps para Android e iOS, versão grátis e uma paga, de R$ 43/mês, com acesso a fotos, fontes e muito material da Adobe. Via TechCrunch (em inglês).

Uma das medidas anti-perseguição (“stalking”) das AirTags, da Apple, é emitir um apito caso uma delas te acompanhe por muito tempo. Boa ideia, mas só funciona com iPhones. Para resolver o problema, a Apple lançou nesta segunda (13) um aplicativo para Android que leva o mesmo comportamento ao sistema do Google. Ideia não tão boa, como explica alguém no Twitter:

Ótimo, agora a Apple só precisa convencer todos os usuários de Android a instalar um aplicativo da Apple para se protegerem de usos maliciosos do hardware da Apple que eles não compraram. Fico imaginando quais os planos da Apple para pessoas que não tem têm celulares.

Via Cnet (em inglês), @imaguid/Twitter (em inglês).

A complexidade de softwares modernos às vezes gera situações esdrúxulas e/ou perigosas. Nos Estados Unidos, o dono de um celular Pixel, do Google, não consegue ligar para o 911 (o equivalente ao 190 deles). Após o primeiro toque, o discador trava e fica rodando em segundo plano, sem funcionar. O caso foi relatado no Reddit.

Nove dias depois da postagem original, alguém do Google confirmou a falha, decorrente de uma “interação não intencional entre o aplicativo do Microsoft Teams e o sistema operacional Android” em um cenário bem específico — app instalado, mas sem o usuário logar. As duas empresas, Google e Microsoft, estão trabalhando com prioridade máxima numa solução e o Android ganhará uma atualização mais ampla em 4 de janeiro.

Todo software está sujeito a falhas, mas imagina o sufoco de se deparar com esta. E por que um app interferiria no telefone do sistema? Via r/GooglePixel (em inglês).