Diga não ao streaming, ouça MP3…?

Spotify , Apple Music , até Amazon Music . Todos esses serviços de streaming de músicas ficaram mais caros no último ano.

Não que a mensalidade seja uma fortuna, mas a cada aumento, por óbvio, o serviço pesa mais no bolso.

Existe alternativa? Peguei-me pensando nisso, dia desses.

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Sem rupturas entre China e EUA

por Shūmiàn 书面

Dando sequência às visitas de autoridades estadunidenses a Pequim, esta foi a vez de Gina Raimondo, a secretária de Comércio dos EUA. Ela se encontrou com o primeiro-ministro Li Qiang na terça (29) e o vice He Lifang.

Entre os destaques dos encontros está a afirmação de Raimondo de que seu país não quer romper com a China, porém acrescentou que preocupa Washington a forma como empresas estrangeiras são recebidas em solo chinês, passando por questões de segurança. Ela afirmou ainda que os empresários estadunidenses se queixam de que a China é um país “ininvestível”.

Apesar de durante a visita a secretária ter tratado as relações comerciais dos dois países em tom mais amistoso, há menos de um mês a administração Biden anunciou restrições de investimentos no país asiático em áreas estratégicas.

Por falar em questões estratégicas, o mandarim parece ter deixado de ser visto como uma língua prioritária para estudantes estadunidenses, como mostra a The Economist. A língua oficial da segunda maior economia global chegou a ser apontada por líderes como algo que deveria ser estudado, caso do ex-presidente Barack Obama.

Quem tem uma conta gratuita no Manual do Usuário (crie a sua) ganhou duas novas áreas no site: uma que lista todos os comentários feitos e outra com todas as conversas publicadas no Órbita. Elas estão no novíssimo menu principal, que foi consolidado e simplificado.

Print do menu do site do Manual do Usuário mostrando as novas áreas (“Meus posts” e “Meus comentários”).

Agradecimentos à Clarissa Mendes, que desenhou e programou o novo menu, e ao Renan Altendorf, que desenvolveu as páginas de comentários e posts. Todo o código das novidades é aberto e já está nos nossos repositórios (Órbita, tema Dez)

Hackers apagam dados de ~76 mil celulares infectados por “app espião”

Hackers que não se identificaram disseram ao site TechCrunch terem invadido os sistemas da empresa por trás do aplicativo WebDetetive e apagado os dados de ~76 mil celulares Android comprometidos — a maioria deles, brasileiros.

O WebDetetive é (ou era) um “stalkerware”, também conhecido por “spouseware” ou “app espião”: um software que, ao ser instalado no celular da vítima, passa a enviar a um servidor remoto (e ao perseguidor que instalou o app) dados que vão de fotos e mensagens a gravações do microfone e a localização exata do celular.

A reportagem do TechCrunch conseguiu confirmar, com a ajuda do coletivo DDoSecrets, a veracidade da invasão a partir de arquivos vazados pelos hackers, mas não se eles de fato apagaram os dados coletados sem autorização dos celulares das vítimas do WebDetetive. Esses dados, obviamente, não constam no conjunto de dados vazados.

O foco no Brasil da desenvolvedora do WebDetetive, sediada na Espanha, não é por acaso.

Uma pesquisa da Kaspersky, do início de 2022, descobriu que aplicativos espiões são a forma mais comum de perseguição digital no país. Para piorar, é um risco oculto à maioria: 70% dos respondentes disse desconhecer a existência de apps do tipo.

Apps espiões também têm a capacidade de se esconderem dentro do celular, o que dificulta sua detenção pela vítima. Seu uso está diretamente ligado a abusos que, em alguns casos, podem levar ao feminicídio.

A Kaspersky tem um bom material sobre o assunto.

Como baixar vídeos do YouTube pelo Terminal (linha de comando)

Seja por hábito ou por uma necessidade pontual, todo mundo já quis baixar um vídeo do YouTube.

Existem inúmeros sites estranhos infestados de anúncios que prometem executar o trabalho, e aplicativos limitados que só liberam todo o potencial mediante pagamento.

E existe a linha de comando, que nos dá aplicativos super capazes que não custam um centavo sequer. Nesta dica rápida, mostrarei como baixar vídeos usando apenas um comando.

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Com grande orgulho e satisfação soube que, mais uma vez, o site não está entre os finalistas do Prêmio iBest. Continuarei trabalhando para manter o projeto fora da grande final.

PC de madeira, barquinho com Raspberry Pi e outros links legais


Um barquinho autônomo com um Raspberry Pi Zero W como “cérebro” tentará cruzar o Atlântico (em inglês).

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DSA: As novas exigências que a UE impôs à big tech

Em abril, a Comissão Europeia apontou 19 “plataformas online muito grandes” que, dali a quatro meses, teriam que cumprir todas as exigências regulatórias do Digital Services Act (DSA) , uma das duas leis da União Europeia criadas para regular a big tech.

O prazo de carência terminou na sexta (25), o que significa que essas plataformas precisam estar com tudo pronto.

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Markdown e edição nos comentários e liberação do código-fonte do tema para WordPress

Duas novidades legais para quem comenta no Manual do Usuário:

  • O campo de comentário agora suporta Markdown, uma sintaxe de formatação para texto puro. Use com responsabilidade!
  • Agora é possível editar comentários recém-publicados. Ao enviar um, aparece um contador de dois minutos e um link de edição. Clique/toque nele para corrigir erros, acrescentar ou remover alguma informação ou excluir o comentário. Este recurso é exclusivo para leitores cadastrados — o cadastro é gratuito.

Outra novidade, há muito pendente, é a liberação do tema para WordPress usado aqui no site.

Intitulado Dez (em alusão ao aniversário de dez anos do Manual, em outubro próximo), o código foi disponibilizado em nosso projeto no Codeberg.

Além de poder ser usado em outros sites WordPress, a liberação do código abre ele para contribuições externas. Viu algo que pode ser melhorado? Submeta o código. (Eu que fiz o tema, logo é bem provável que haja bastante coisa que pode ser melhorada 😄)

Cooperação científica entre China e EUA em risco

por Shūmiàn 书面

Não é novidade o aumento das tensões tendo impacto no campo científico (tanto na pesquisa quanto no ensino).

Agora, um dos mais antigos acordos bilaterais entre os dois — firmado há 44 anos — está na corda bamba, como explica este texto do Axios: o U.S.-China Science and Technology Agreement (STA), assinado em 1979. Ele está em fase de renovação, mas está ameaçado por uma série de questões geopolíticas, pânico de espionagem e xenofobia.

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, recebeu uma carta da comissão da Câmara do país — principalmente por pressão do Partido Republicano — recomendando a não renovação do acordo. Mas como explica este artigo (e o fio) de Karen Hao para o Wall Street Journal, a situação é mais complexa para os estadunidenses, que possuem uma dependência de pesquisa chinesa em diversas áreas importantes — ao contrário do que muita gente acha.

De fato, os papers científicos sino-estadunidenses sempre impactam a literatura e o fim dessa colaboração é ruim para todo mundo.

Mesmo assim, continuam as visitas oficiais de autoridades dos EUA à China. Essa semana é a vez da secretária de comércio Gina Raimondo, que chega a Pequim no domingo (27) e fica por quatro dias, onde manterá encontros com autoridades e empresários e para discutir restrições recentes de investimentos.

Legado digital

Gosto muito de descobrir, destacar e apoiar quem faz coisas pequenas, quase artesanais, em/com software. Desenvolvedores, estúdios, gente talentosa que opta por um caminho mais humano, menos corporativo; que se concentra em fazer coisas legais e a viver delas.

Quase sempre, essas pessoas têm histórias inspiradoras. Às vezes, essas histórias têm um triste final precoce.

Quarta passada (16), Kris Nóva, escritora, engenheira líder no GitHub, fundadora da Fundação Nivenly e da instância Hachyderm (Mastodon), morreu em um acidente de alpinismo.

No início de agosto, Bram Moolenaar, 62 anos, criador do editor vim, apresentou um quadro médico de rápida evolução e faleceu.

Em março, Alex Hay, 36, desenvolvedor de aplicativos para iOS, como o Toolbox Pro, faleceu vítima de um câncer.

Às vezes, toda a interação que temos com o trabalho de gente como Kris, Bram e Alex é restrita à tela. Não sabemos quem está por trás, em que condições, lidando com quais dificuldades.

Eventos trágicos do tipo nos levam a refletir, a confrontar a mortalidade. A nos colocarmos nos lugares de quem se foi e dos que ficaram.

Quase todo mundo tem uma rede social, muitos têm projetos digitais. Se acontecesse algo comigo, como quem lê o Manual ficaria sabendo? O que aconteceria com o site? Eu realmente não sei.

Uma hipótese para o consumo excessivo de bateria no iPhone

A capacidade de bateria ideal que um celular deve ter é sempre um pouco além da que ele tem. A gente se acostuma, cria estratégias para lidar com a autonomia média e no fim dá um jeito, exceto quando há algo errado.

Consumidores que compraram celulares da linha iPhone 14, lançados há menos de um ano, têm reclamado da rápida degradação da bateria.

Aconteceu também com meu singelo iPhone SE. De uma hora para outra, o consumo de energia enlouqueceu e em um intervalo de dois ou três meses, a “saúde” da bateria despencou para 93%.

No meu caso, era evidente que havia algo errado. O celular esquentava por nada e o consumo de energia era absurdo. Um dia, fiz um teste e deixei ele longe da tomada durante a noite, após recarregar a bateria até 100%. Na manhã seguinte, estava em 20%.

Acionei o atendimento da Apple. Após um teste remoto, os atendentes me disseram que não havia nada errado com o celular ou a bateria. Depois, incrédulo e um pouco frustrado, segui uma das orientações dadas por eles: desativar as notificações e as atualizações em segundo plano dos aplicativos de mensagens.

A essa altura, como medida desesperada, já havia feito uma limpa em muitos apps e deixado — dos de mensagens — somente Signal e WhatsApp. Desativei tudo de ambos. Nesse momento, também desativei as atualizações push (em tempo real) do e-mail. Quem precisa disso no celular? Eu, não.

E… veja, eu suspeitaria se alguém me contasse essa história, mas acredite em mim: resolveu. Tanto que, dias atrás, reativei as notificações e atualização em segundo plano do Signal, e o celular continuou fresco, ágil e sem desperdiçar energia. Parece um celular novo.

O que me leva a apontar dedos ao WhatsApp. Talvez? Só sei que saí de um sufoco. Caso você esteja passando pelo mesmo perrengue, e puder se dar o luxo de desativar as notificações do WhatsApp, vale a pena fazer um teste.

Relatório de transparência (junho–julho de 2023) dos comentários do Manual do Usuário

O relatório de transparência referente ao bimestre junho–julho de 2023, do Comitê de Supervisão do Manual do Usuário, pode ser baixado aqui (PDF).

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Em junho e julho de 2023, interferi em apenas sete comentários/casos nas conversas que rolaram no site. Isso representa 0,16% do total de 4.133 comentários aprovados no período.

Embora não consiga lembrar de casos específicos, sinto que fui mais tolerante com abordagens e declarações de que discordo pessoalmente. Traçar essa linha, que separa o intolerável do que dá margem ao debate, é o principal desafio na moderação de um espaço como o Manual.

A regra #2, invocada tantas vezes que chamou a atenção do Comitê de Supervisão, preconiza a boa convivência entre quem pensa diferente.

Mais uma vez, agradeço à Cíntia, ao Emanuel e à Michele por terem topado essa iniciativa e pelo trabalho que vêm fazendo no Comitê.

Mais “escolhas algorítmicas”, mais filtros

O YouTube parou de mostrar vídeos recomendados na página inicial para quem desativa o histórico de visualizações. Na Europa, o TikTok oferecerá uma opção de feed sem personalização algorítmica.

Por pressão regulatória, as big techs começam a nos dar alternativas à recomendação automática de conteúdo. É uma ótima oportunidade de combater a falácia da superioridades dos algoritmos opacos apenas porque passamos mais tempo nessas versões, como se rolar a tela sem ver o tempo passar — ou seja, o vício — fosse sinônimo de preferência ou mesmo algo saudável e/ou desejável.

O Bluesky, apesar dos alertas que sua estrutura corporativa e o envolvimento do ex-CEO do Twitter geram, traz à mesa uma ideia interessante, a da “escolha algorítmica”.

Quem está no Bluesky tem um mercado de feeds à disposição, criados e distribuídos pelos próprios usuários. Os feeds personalizados modulam a organização e apresentação do conteúdo com que o usuário se depara. Tomara que vire tendência.

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Não acho que o problema dos feeds cronológicos seja a ordem dos posts, como alegam as empresas. Pelo contrário: a ordem cronológica é uma vantagem. Ela facilita a orientação.

O feed cronológico tem um problema, que é o excesso de conteúdo. A troca pelo de recomendações algorítmicas, hoje padrão em todas as redes sociais comerciais, resolveu esse problema, sim. Só que não era a única forma de resolvê-lo. Talvez não fosse nem a melhor.

Quando o TikTok levou a recomendação algorítmica ao extremo, mostrando conteúdo de gente que o usuário não segue, livre da amarra das conexões, dos “amigos”, ficou evidente que o intuito do algoritmo não era (apenas) organizar o que importa ao usuário final. Antes disso, é fazer as pessoas passarem mais tempo consumindo conteúdo e anúncios.

Um caminho alternativo para o problema do excesso de conteúdo é o dos filtros.

Nessa proposta, a diferença entre filtros e a “escolha algorítmica” do Bluesky é que o primeiro estaria sob o controle absoluto do usuário, incluindo as fontes do conteúdo, seria transparente e fácil de manipular.

“Posts de quem posta menos de uma vez por dia”; “posts de pessoas, sem empresas” (e vice-versa); “posts de perfis com menos de 10 mil seguidores” (sem influenciadores); “apenas posts originais, sem compartilhamentos/RTs” são alguns exemplos úteis.

Quando as pessoas manifestam que preferem feeds cronológicos, suspeito que o que elas querem dizer é que gostariam de receber o conteúdo de todas (ou da maioria) das fontes/contas/perfis que escolheram acompanhar.

O algoritmo opaco jamais entrega todo o conteúdo. É sempre um recorte que mantém a ilusão de que o melhor ainda está por vir, atrás de só mais um “arrastar e soltar para atualizar”, só mais um, só mais um…

Efeitos especiais de “Oppenheimer” em casa e outros links legais

Um perfil no Instagram (argh) que mostra uma nuvem engraçadinha por dia (🥹). Dica da Patricia.

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