A Human Rights Watch (HRW) analisou 164 produtos das chamadas “edtechs”, startups/empresas de educação com foco em tecnologia, adotados por 49 países (entre eles, o Brasil) para proporcionar educação à distância a crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19. Desse total, 146 (89%) apresentaram práticas que colocam em risco ou infringem os direitos dos menores de idade.

No Brasil, nove edtechs foram avaliadas. Oito violavam a privacidade das crianças e um a colocava em risco. Da Folha de S.Paulo:

São eles: Estude em Casa, da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais; Centro de Mídias da Educação de São Paulo, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo; Descomplica, Dragon Learn, Escola Mais, Explicaê, Manga High, Stoodi e Revista Enem — este último sendo o único que apenas coloca em risco os dados dos estudantes.

Via Human Rights Watch, Folha de S.Paulo.

A Broadcom fechou a compra da VMware por US$ 69,1 bilhões, um dos maiores negócios do setor de tecnologia da história. Segundo fontes próximas à negociação, o acordo foi costurado em duas semanas com tratativas diretas entre Hock Tan, CEO da Broadcom, e Michael Dell, chairman e dono de 40% das ações e do controle da VMware. (Acordos dessa monta costumam envolver bancos e consultorias e a se arrastarem por meses.)

Tan é conhecido como um grande negociador. Criou a atual Broadcom através de muitas aquisições, ainda que tenha perdido a maior aposta — uma tentativa malfadada de comprar a Qualcomm por US$ 117 bilhões em 2017.

A compra da VMware, especializada em virtualização e computação na nuvem, é vista pela indústria como uma tentativa de diversificar os negócios da Broadcom, hoje concentrados no fornecimento de chips para outras empresas. Via Reuters, Folha de S.Paulo.

Os(As) donos(as) dos modelos Kindle (2ª geração) internacional, Kindle DX internacional, Kindle Keyboard, Kindle (4ª geração) e Kindle (5ª geração) vão perder o acesso à loja de e-books da Amazon em agosto, impossibilitando a navegação, compra ou aluguel de e-books pelo próprio Kindle. A Amazon está avisando quem tem um desses modelos por e-mail.

Ainda será possível comprar no site da Amazon e enviar o e-book ao Kindle defasado.

A Amazon não informou o motivo da baixa. Especula-se que seja devido à falta de suporte a novos protocolos de criptografia na web, necessários para transações sensíveis como as que envolvem pagamentos, e à dificuldade ou mesmo impossibilidade de atualizá-los. O modelo mais novo dos afetados, o Kindle (5ª geração), foi lançado em setembro de 2012.

No nosso grupo do Telegram (para assinantes), pelo menos um leitor relatou que seu Kindle DX já não acessa mais a internet, que nele funcionava via conexão 3G. Via Good e-Reader (em inglês).

Atualização (14h20): A primeira versão desta nota informava que os Kindles antigos perderiam acesso à internet. Na realidade, eles só perderão o acesso à loja de e-books da Amazon.

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro (em inglês), por Aaron Gordon na Vice:

Desde que foram fundadas em 2009 e 2012, Uber e Lyft levantaram mais de US$ 30 bilhões de dólares em financiamento privado, de acordo com o Crunchbase. Mesmo com essa montanha de dinheiro, nenhuma das duas empresas conseguiu apresentar lucro real e consistente, apenas lucros “ajustados” que excluem um punhado de despesas reais que elas têm, como impostos e pagamentos de juros. E isso quando os cenários econômico e trabalhista mais amplos tornavam mais fácil a lucratividade com [o negócio de] táxis do que hoje.

5 aparelhos para deixar sua TV antiga mais inteligente

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Comprar uma TV nova para ter acessos aos streamings e benefícios smart às vezes não é uma opção, principalmente se já temos um aparelho televisor funcionando em casa. Atualmente existem diversas maneiras de continuar com sua ótima TV e ter acesso à tecnologias mais inteligentes. Por isso, trouxemos opções de aparelhos para ajudar você nessa missão em parceria com o Promobit.

No Promobit você encontra tudo o que precisa com preços mais baratos, uma comunidade engajada para ajudar você a descobrir um smartphone em promoção que vale mesmo a pena e diversos cupons de desconto para economizar e acertar na compra.

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Quem não tem Pi-Hole, vai com AdGuard ou NextDNS

O Pi-Hole é um sistema robusto, gratuito e completo para proteger seus dispositivos (celulares, computadores, tablets, TVs etc.) contra rastreadores e publicidade invasiva. O problema é que ele demanda um computador inteiro à parte, que precisa ficar ligado o tempo todo, para funcionar.

Se você não tem um ou não quer lidar com a complexidade do Pi-Hole, soluções como AdGuard e NextDNS são alternativas excelentes e mais fáceis de usar.

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“Google Earth” dos dinossauros e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Elon Musk no Brasil

No dia 20 de maio, sem alarde, apesar dos rumores e questionamentos feitos ao Ministério das Comunicações, Elon Musk desembarcou no Brasil.

Na agenda estava um acordo com o governo federal para conectar escolas da Amazônia usando a Starlink, rede de satélites de órbita baixa que polui o céu noturno e leva internet a lugares remotos.

Na prática, porém, o evento serviu para o governo bajular o homem mais rico do mundo e alardear sua noção um tanto torta e perigosa de “liberdade de expressão”.

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A System76 consegue um lugar inesperado para o Pop!_OS

por Cesar Cardoso

A System76 é uma OEM e uma desenvolvedora de distro Linux; isto a coloca em um espaço único no mundo dos OEMs Linux, só compartilhado pela Purism. A diferença é que, enquanto a Purism se preocupa com um ecossistema em torno do PureOS, a System76 se preocupa em ser uma OEM que desenvolve o Pop!_OS.

A HP não é assim uma Dell, mas tem também uma experiência com notebooks Linux, que o digam os ZBook que volta e meia aparecem com Ubuntu.

Por isso foi uma surpresa quando Carl Richell, fundador da System76, apareceu com isto no Twitter.

E assim ficamos sabendo do HP Dev One: um notebook da HP, AMD “puro-sangue” (Ryzen com Radeon), rodando Pop!_OS e feito em colaboração com a System76.

A HP entra mais fortemente no campo dos notebooks Linux e a System76 ganha um caso de uso externo do Pop!_OS. Fica bom para ambas as partes.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Amazon informou à Receita Federal que youtuber ganhou ~3.800% a mais em seu programa de associados

A doutora em física teórica de partículas e youtuber Gabriela Bailas tomou um susto quando recebeu o informe de rendimentos da Amazon, enviado aos parceiros do programa de associados da empresa.

Em 2021, contou Gabriela no Twitter, ela faturou menos de R$ 2 mil na plataforma da Amazon. Só o que no informe cedido pela empresa — e comunicado à Receita Federal —, consta que ela faturou R$ 77.819,11, uma diferença de quase 3.800%.

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Sei que tem muitas conversas e propostas legislativas sobre desinformação ocorrendo por aí neste momento. Então, vamos investir muito no Brasil.

— Sundar Pichai, CEO do Google.

O Estadão foi um dos 11 veículos que entrevistaram Sundar por videochamada. A frase é genérica, mas fica a esperança de que o Google esteja mais atento às tentativas de manipulação eleitoral em suas plataformas, como o YouTube. Via Estadão.

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Post livre #318

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Na segunda (23), Evan Spiegel, CEO da Snap, dona do Snapchat, comunicou funcionários e investidores de que a empresa não conseguirá bater as metas (criadas por ela mesma) de geração de receita e EBITDA no segundo trimestre.

A notícia caiu como uma bomba no preço da ação, que despencou 43,1% naquele pregão e continua caindo até agora. No acumulado de 2022, a desvalorização já é de 69,7% até esta quinta (25).

O comunicado de Evan ainda trouxe outras más notícias: a Snap vai diminuir o ritmo de contratações até o fim do ano e tentar cortar custos.

A queda do valor dos papéis respingou em outras empresas do setor. Na segunda, nomes como Pinterest (-23,6%), Meta (-7,6%), Twitter (-5,6%) e Alphabet (-5%) também perderam valor, com os investidores receosos de que elas compartilham dos mesmos desafios da Snap. Via CNBC (2) (em inglês).