Como uma rede de políticos articulou ataques virtuais contra professores em Santa Catarina

por Mariama Correia

O professor de História Carlos Eduardo Bartel tem mais de 20 anos dedicados ao ensino. Há cerca de um mês, ele virou alvo de uma campanha de difamação e assédio nas redes por defender melhorias na educação. As mensagens de ódio foram impulsionadas no Instagram e no Facebook por perfis bolsonaristas que se articulam com políticos locais e com uma rede de ataques ao ensino público no Brasil, conforme apurou a Agência Pública.

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Assinatura do Manual do Usuário fica mais barata

A inflação está em dois dígitos, cada ida ao mercado ou ao posto de combustíveis é um susto. Não está fácil para ninguém. Em meio às incertezas da economia, trago uma boa notícia: a assinatura do Manual do Usuário ficou mais barata.

O desconto é reflexo da nova abordagem que estou dando à assinatura: passo a promovê-la como uma assinatura anual, com pagamento via Pix.

O apoio ao Manual agora parte de R$ 99 por ano (Plano I), uma redução de 8,3% em relação ao valor mensal praticado anteriormente.

Como fazer? Fácil: envie um Pix para pix@manualdousuario.net e mande um alô por e-mail, no mesmo endereço.

Além desse de R$ 99, existem outros planos que dão direito a mais benefícios e, de qualquer forma, você é livre para definir o valor que quiser — os valores informados ali são os mínimos para usufruir de cada faixa de benefícios.

Àqueles que preferirem pagar a assinatura em regime mensal, as campanhas no Catarse e no PicPay continuam ativas.

Se você já assina o site em um plano mensal e quiser trocá-lo para o anual por Pix, basta cancelar a assinatura no Catarse ou PicPay e fazer um Pix de acordo com o plano desejado.

A nova página de assinaturas traz todos os detalhes (valores mínimos, benefícios, passo a passo para assinar) e uma nova seção de perguntas e respostas. Ela também conta com um botão de bate-papo em tempo real, no canto inferior direito, para tirar dúvidas — eu mesmo estou do outro lado, pronto para conversar contigo.

O Manual do Usuário tem, hoje, 288 assinantes, sendo 25% deles na modalidade anual por Pix.

As assinaturas são uma fonte vital de receita para o projeto. No primeiro semestre de 2022, elas responderam por 37,7% de todo o faturamento do Manual.

A Oppo, da China, está desembarcando no Brasil. É a quarta maior fabricante de celulares do mundo, de acordo com a consultoria IDC, atrás de Samsung, Apple e Xiaomi.

Para a estreia por aqui, a Oppo escolheu o celular Reno7, um modelo intermediário com suporte a redes 4G. Ainda não foram divulgados outros detalhes, como preço e data de lançamento.

A Oppo chega ao Brasil num momento de baixa, com projeções indicando uma retração de 12,7% nas vendas de celulares em relação a 2021. Via Valor Econômico.

A organização do Codecon fez um mapeamento dos profissionais de tecnologia brasileiros. Os números são baseados em 1.293 entrevistas, feitas via formulário online, respondidas por desenvolvedores do Brasil inteiro.

Há muitos dados interessantes e surpreendentes ali, como a quantidade de celetistas (51,9%) e salários (média nacional de R$ 7.489,50).

Outros revelam que a pecha de pouco diverso do setor de tecnologia não é à toa: 86% dos respondentes são homens, 85,8% se dizem heterossexuais e 61,6%, brancos.

Todos os resultados podem ser vistos no link ao lado. Via Codecon.

Como bloquear a reprodução automática de vídeos (autoplay) em sites

Toda segunda, às 8h da manhã, publico aqui e na newsletter uma dica útil, fácil e rápida de fazer. Para receber as próximas no seu e-mail, inscreva-se na newsletter — é grátis.


Uma das maiores chateações na web são os vídeos que começam a tocar automaticamente (autoplay). É algo tão chato que, nos últimos anos, os principais navegadores adotaram políticas que proíbem o autoplay de vídeos com som. Melhor, mas ainda não é o ideal.

Na dica desta semana, você aprenderá a bloquear por completo a reprodução automática de vídeos. Como sempre, a configuração depende do seu navegador e se você quiser uma experiência de navegação melhor e ainda usa o Chrome, talvez devesse reconsiderar essa decisão.

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O novo leiaute do Manual do Usuário

Fiquei aterrorizado com a história deste cara: o redesenho do seu site, de três páginas, levou oito meses e consumiu US$ 46 mil. Felizmente, o do Manual do Usuário levou bem menos tempo (duas semanas) e só custou algumas horas do meu tempo.

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50 anos do “Patinho feio”, podcast com Eduf e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Apesar da conclusão contrariar o argumento, este artigo do Tecnoblog assinado por Josué de Oliveira condena a pirataria fazendo uso de uma série de terrorismos e imprecisões legais.

“É difícil convencer as pessoas sobre os impactos negativos da pirataria”, escreve o autor. Acho eu que é mais difícil convencer dos supostos prejuízos. As estimativas de perda de receita da indústria, por exemplo, partem da premissa (equivocada) de que quem consumiu um filme ou uma música pirata compraria o original se não tivesse outra opção.

O maior problema do texto, porém, é a caracterização estreita que ele tenta fazer da pirataria — um tema delicado, complexo, cheio de nuances.

O artigo do Tecnoblog coloca no mesmo balaio a venda de DVDs piratas na rua, a venda de produtos físicos falsificados em lojas virtuais e a pirataria digital, em grande parte feita por hobbistas e consumida por pessoas comuns, sem intuito de lucro (o que configuraria o tal crime previsto no nosso Código Penal). Também nivela a produção das grandes empresas à das pequenas, como se as circunstâncias e consequências fossem as mesmas nos dois cenários.

Esse artigo replica o discurso da grande indústria, aquela que, a despeito dos bilhões de “prejuízo” causados pela pirataria, nunca deixou de lucrar. Ele toma uma posição sem assumi-la de fato. É, em resumo, um desserviço ao debate, aos consumidores e aos próprios leitores do Tecnoblog.

Do nosso arquivo:

por Cesar Cardoso

O Steam Deck é, antes de tudo, um computador; um computador feito para jogos, rodando um Linux consumer-friendly e em um formato de console, mas é um computador, com Modo Desktop e tudo. Já o Tailscale é uma das queridinhas do momento, reinventando a venerável VPN corporativa (mas nada impede de você usar na sua rede doméstica) usando o modelo Zero trust networking e o protocolo WireGuard. Parece simples juntar os dois, já que o Steam Deck é um computador que roda Linux.

Parece. Mas não foi simples instalar o Tailscale no SteamOS, e ainda bem que não foi.

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As redes sociais comerciais querem o seu dinheiro

A BMW está cobrando US$ 18 por mês para desbloquear o aquecimento de assentos em seus carros. O recurso não tem qualquer custo operacional extra pós-fabricação e é apenas um dentre vários que a montadora alemã passou a cobrar à parte, em “microtransações”.

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Golpe do trabalho de meio período já causou prejuízo de pelo menos R$ 200 mil

Mantenho uma listinha com possíveis pautas para o Manual do Usuário. É normal, para o ritmo do site, que algumas fiquem ali por semanas, maturando, até entrarem em produção, outro processo longe de ser imediato — em geral leva alguns dias; às vezes, semanas.

Para o relato em que “caí” no golpe do emprego de meio período que prometia pagar até R$ 5 mil por dia, o intervalo entre a ideia e publicação foi de algumas horas.

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A Mojang, estúdio da Microsoft responsável por Minecraft, publicou uma enfática negativa ao uso de NFTs e de blockchains dentro do universo do jogo.

Segundo o comunicado, que é assinado por toda a equipe do estúdio, “NFTs criam modelos de escassez e exclusão que conflitam com as nossas diretrizes e o espírito de Minecraft”, em especial com o objetivo de manter uma comunidade onde todos tenham acesso ao mesmo conteúdo.

Transcrevo abaixo um trecho especialmente feliz do comunicado:

Cada um desses usos de NFTs e outras tecnologias de blockchain cria propriedades digitais baseadas em escassez e exclusão, o que não se alinha com os valores de Minecraft de inclusão criativa e de jogar juntos. NFTs não são inclusivas para toda a nossa comunidade e criam um cenário dos que têm e dos que não têm. A mentalidade de especulação e investimento em torno dos NFTs afasta o foco do jogo e incentiva o lucro, o que nos parece inconsistente com o prazer e o sucesso de longo prazo dos nossos jogadores.

Também nos preocupa o fato de que alguns NFTs de terceiros possam não ser confiáveis e acabar causando prejuízo aos jogadores que os compram. Algumas implementações de NFTs de terceiros também dependem inteiramente da tecnologia blockchain e podem exigir um gerenciador de ativos que pode desaparecer sem aviso prévio. Também houve casos em que NFTs foram vendidos a preços artificialmente ou fraudulentamente inflados. Reconhecemos que criações dentro do nosso jogo têm valor intrínseco e nos esforçamos para oferecer um mercado onde esse valor possa ser reconhecido.

Com destaque, a Mojang finaliza dizendo que “tecnologias de blockchain são proibidas de serem integradas às aplicações cliente e servidor de Minecraft e que não podem ser usadas para criar NFTs associados a qualquer conteúdo dentro do jogo, incluindo mundos, ‘skins’, itens ou outras modificações”. Via Minecraft (em inglês).

O homem de negócios Elon Musk vendeu 75% das reservas em bitcoin da Tesla entre março e junho, totalizando US$ 936 milhões. A revelação consta no balanço financeiro do segundo trimestre da Tesla, divulgado nesta quarta (20). Comprar na alta e vender na baixa: é isso o que os grandes traders fazem?

Coincidência ou não, o movimento interrompeu a tímida recuperação do bitcoin, cujo valor vem se deteriorando desde novembro de 2021, quando a máxima chegou próximo a US$ 69 mil. Nas últimas 24 horas, a criptomoeda desvaloriza ~4,4% e é negociada a US$ 22,6 mil, de acordo com o CoinMarketCap. Via Watchers News, Tesla (ambos em inglês).

Post livre #326

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