O grupo de rádios públicas norte-americanas que comprou o Pocket Casts em 2018 colocou o aplicativo à venda. O balanço anual da NPR, uma das rádios detentoras do app, sugere que o Pocket Casts encerrou 2020 com um prejuízo de US$ 2 milhões. A competição em podcasts cresceu muito nos últimos dois anos, com a entrada de Spotify e Google no setor. Parece mais um caso de um ótimo app sem um modelo de negócio sustentável. Via Current (em inglês).
Curiosidade: o Pocket Casts é o aplicativo mais popular entre os ouvintes do Guia Prático e Tecnocracia. No ano passado, 33,7% de todas as audições dos dois programas foram por ele.
Um post de 12 de janeiro publicado pelo perfil oficial do Ministério da Saúde foi rotulado e ocultado pelo Twitter por conter informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. O post estimulava pacientes da doença a solicitarem aos médicos o famigerado “tratamento precoce”.
Então, é isso: estamos por conta própria e com o governo federal jogando contra, a favor do coronavírus e da morte. Cuide de si e dos seus, cobre a vacina e segure as pontas até lá. Via @obrunofonseca/Twitter.
O Twitter rotulou um post do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), publicado nesta sexta (15), por violar as regras sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. No post, que ainda pode ser visto, um vídeo de Alexandre Garcia e um link para um site estranho, ambos defendendo o “tratamento precoce” que, informa o próprio Twitter, não tem eficácia cientificamente comprovada.
Alexandre Garcia, bom lembrar, negacionista de marca maior e colunista da Gazeta do Povo, entre outros jornais e rádios Brasil afora.
No Facebook, o mesmo post segue no ar sem qualquer aviso, com 72 mil curtidas e 25 mil compartilhamentos.
O WhatsApp adiou o prazo para aceitar a sua nova e controversa política de privacidade, de 8 de fevereiro para 15 de maio. A empresa diz que, nesse período, fará “um trabalho intenso para esclarecer todas as informações incorretas sobre como a privacidade e a segurança funcionam no WhatsApp.” Via WhatsApp.
Para saber o que muda, de fato, na nova política de privacidade, leia a minha análise.
Hoje o Signal ficou fora do ar e tive que usar o WhatsApp. Horrível quando isso acontece.
Falando sério, durante toda a tarde desta sexta (15) o Signal enfrentou problemas técnicos. No meu celular, ele morreu — o indicador de envio de mensagens fica girando e girando… e só. Às 13h33, o perfil do Signal no Twitter informou que o aplicativo passava por dificuldades técnicas e que, mesmo acrescentando novos servidores e expandindo a capacidade do serviço sem parar ao longo da semana, a carga de novos usuários de hoje excedeu mesmo “as previsões mais otimistas.” Logo o serviço deve ser estabilizado. Via @signalapp/Twitter.
A Samsung antecipou em um mês o anúncio do Galaxy S de 2021 e, nesta quinta (14), mostrou os Galaxy S21, S21 Plus e S21 Ultra em um evento online. No geral, são leves atualizações dos modelos lançados ano passado. Do que vi, destaco:
O novo desenho do calombo das câmeras, que escorre da borda de metal, tem um efeito legal e pelas fotos e vídeos parece menos feio que os calombos da linha S20.
O Galaxy S21, modelo de entrada, usa plástico na parte de trás. Os demais, vidro.
O Galaxy S21 Ultra tem curiosas duas lentes teleobjetivas, uma com zoom de 3x e outra de 10x. É o primeiro celular da linha S que suporta a S Pen, ainda que ela seja vendida separadamente e precise de uma capinha para ser levada junto ao celular. E só está disponível em duas cores: preto ou branco.
Todos os três usam chips atualizados: Snapdragon 888 nos Estados Unidos, e Exynos 2100, alardeado pela Samsung por ser o primeiro da empresa feito em processo de 5 nanômetros, no resto do mundo. Os Galaxy S21 e S21 Plus têm 8 GB de RAM, enquanto o S21 Ultra começa em 12 GB e a versão de 512 GB de armazenamento traz 16 GB de RAM. Haja RAM!
Todos os três têm telas de alta definição e taxa de atualização dinâmica, que varia automaticamente de 48 a 120 Hz. Não precisa mais escolher um ou outro.
Todos os aparelhos vêm sem carregador de parede e sem fones de ouvido na caixa — pelo meio ambiente! A Samsung Brasil disse ao Interfaces que ainda não sabe se as caixas vendidas no Brasil virão magrinhas aqui também, mas muito me surpreenderá se aparecem recheadas.
A Samsung também anunciou os Galaxy Buds Pro (fones de ouvido sem fios) e as Galaxy SmartTag em duas versões — a Plus é mais precisa e tem um esquema de realidade aumentada para ajudar o usuário a encontrar a bugiganga perdida.
A pandemia afetou bastante as vendas do Galaxy S20. A consultoria Counterpoint Research estima que a linha Galaxy S21 as recuperará, ainda que a antecipação do seu lançamento somada ao atraso no do iPhone 12, que está vendendo feito pãozinho quente, possa colocar pressão na Samsung. Um fator que ajudará a Samsung a vender mais este ano é o preço inicial do Galaxy S21, de US$ 799, ou US$ 200 mais barato que o Galaxy S20.
O novo menu Iniciar em tela cheia. Imagem: The Verge/Reprodução.
Vazou uma versão preliminar do Windows 10X e o The Verge pôs as mãos nela rodando em um dispositivo de uma tela só. (O 10X, inicialmente, seria destinado apenas a dispositivos com duas telas.) O sistema parece ser uma resposta ao Chrome OS — e ao iPadOS e, não que isso seja algo bom, lembra bem o finado Windows RT.
O menu Iniciar perde os bloquinhos e ocupa a tela toda, aquele monte de ícones no canto direito da barra inferior desapareceu, e um toque/clique no relógio expande Central de Ações. As janelas dos apps abrem sempre em tela cheia e podem ser postas lado a lado, como no iPadOS. Outra coisa intrigante é a simplificação do Explorador de Arquivos: ele gerencia arquivos do OneDrive, baixados e de pen drives, mas “não há como acessar arquivos locais,” segundo a reportagem porque o 10X é um sistema feito para a nuvem. Para fechar, aplicativos desktop/clássicos não devem ser suportados. Sei não, hein… Veja mais fotos e GIFs animados no The Verge (em inglês).
Não satisfeito com um app que poderia fazer a diferença na luta contra a COVID-19, mas não fez (por falta de adesão), agora o governo federal resolveu lançar um app inútil já na largada. Chamado TrateCOV e anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o app diagnostica o paciente em um sistema de pontuação baseado nos sintomas apresentados e, em caso positivo, prescreve o famigerado “tratamento precoce” composto por medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à COVID-19: hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina. Via Uol.
Pazuello fez o anúncio do TrateCOV em Manaus (AM). A capital amazonense passa pelo pior momento da pandemia, com os sistemas de saúde público e privado colapsados. “Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, disse o pesquisador Jesem Orellana. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.” Via Folha.
Imagine pegar todo o seu histórico de relacionamento com seu banco e usá-lo para comparar e acessar ofertas de bancos e fintechs rivais. Este cenário, que até pouco tempo era improvável, está começando a ganhar corpo no Brasil graças a duas palavras em inglês: “open banking”. A iniciativa, capitaneada aqui pelo Banco Central, promete dar ao brasileiro o controle total dos seus dados bancários e, com isso, abrir uma nova era de inovação no setor, com a promessa de aumentar a competitividade e, assim, baratear serviços e democratizar o acesso ao sistema financeiro. (mais…)
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