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Com Birdwatch, Twitter joga o problema da desinformação aos usuários

O Twitter anunciou uma nova iniciativa de combate à desinformação em sua plataforma. Chamada Birdwatch, ela joga para a comunidade a tarefa de contextualizar tuítes incorretos via anotações e votações feitas pelos usuários. Por ora, o Birdwatch só funciona nos Estados Unidos e não tem efeito prático, ou seja, as anotações não aparecem no app do Twitter para todos os demais usuários. O objetivo, neste momento, é entender como isso pode funcionar.

O Birdwatch pode vir a suprir uma lacuna da ferramenta de denúncia do Twitter, que não contempla desinformação. Embora essa ausência por vezes seja alvo de críticas, ela está alinhada à postura do Twitter na moderação de conteúdo: suas regras não proíbem a publicação de mentiras e, portanto, a empresa nunca age em conteúdos falsos por si só, exceto quando a mentira desemboca em uma das proibições previstas, como risco à saúde pública durante a pandemia de COVID-19, por exemplo — o que levou às rotulações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do Ministério da Saúde.

Visto de outro modo, o Birdwatch permite que qualquer um seja um verificador de fatos e tenta fazer com que a “comunidade” (termo estranho para se referir às muitas bolhas do Twitter) se autorregule. O guia do serviço traz algumas explicações importantes, como requisitos para se candidatar (dificultam o uso de robôs para melar as anotações) e tutoriais ilustrados com prints.

Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa, salvo que o Twitter finalmente está tentando alguma coisa nessa frente. Entre isso e não fazer nada, já é um progresso. Via Birdwatch Guide (em inglês), @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

Signal ganha papéis de parede e mensagem de status

Dia desses, sites especializados anteciparam uma nova leva de recursos do Signal, como papéis de parede nas conversas e um campo para inserir uma mensagem de status. A graduação para a versão final foi rápida — pelo menos no iOS, todas elas já estão disponíveis na versão 5.3 do app. (No Android, a Play Store ainda mostra a versão 5.2.3 como a mais recente.) O Signal está aproveitando o momento e lançando recursos em um ritmo inédito. Via App Store.

Eliminando popups de cookies e outros aborrecimentos no Firefox, Chrome, Edge…

Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.

A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.

Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?

Uma alternativa gratuita e sem burocracia ao Canva

O Canva é um queridinho de quem precisa fazer artes gráficas rapidamente e não quer ou não consegue lidar com ferramentas mais complexas, como o Photoshop. Recentemente, descobri o Polotno Studio, que pode ser descrito como um Canva mais descomplicado, já que dispensa logins, contas e outras burocracias.

O Polotno é gratuito e não exibe anúncios. Parece uma oferta boa demais, certo? Sim, mas há uma explicação, dada pelo seu criador, Anton Lavrenov, no Product Hunt. Ele desenvolve e comercializa um SDK do Polotno, um código que permite a outros desenvolvedores e empresas criarem soluções parecidas com o Canva. Assim, o Polotno Studio “é uma demonstração sofisticada do que se pode fazer com o Polotno SDK,” diz Anton.

“Está circulando muita informação errada sobre o WhatsApp”, diz presidente da empresa

Will Cathcart, presidente do WhatsApp, concedeu uma entrevista à Folha como parte do controle de danos que a empresa vem fazendo após o desastre da nova política de privacidade do aplicativo. A mensagem é confusa, por mais habilidoso que ele ou qualquer outro seja com as palavras: o WhatsApp continua criptografado de ponta a ponta nas conversas e grupos com indivíduos, mas deixa de sê-lo nos contatos com grandes empresas que usem a Business API do serviço. O que diferencia um do outro é um selo, daqueles que aparecem quando se inicia uma conversa e que, suspeito, pouca gente lê.

É curioso o esforço que Cathcart faz para distanciar o WhatsApp do modelo de redes sociais (“acreditamos que o WhatsApp deve se manter um aplicativo para conversas entre duas pessoas, um espaço privado, para pequenos grupos”), o que significa distanciá-lo de problemas, ao mesmo tempo em que tenta passar aos usuários um ruptura tão dramática quanto, a que transforma o WhatsApp em um SAC genérico para empresas e, com isso, abre uma brecha na criptografia de ponta a ponta. Via Folha.

Hush, novo bloqueador de chateações para o Safari

Descobri há pouco o Hush, um novo bloqueador de conteúdo para Safari (iOS e macOS, na App Store) criado pelo programador sueco Joel Arvidsson. Foi uma instalação instantânea aqui. O Hush promete eliminar chateações comuns na web dos anos 2020, como aqueles pedidos para aceitar cookies e popups de notificações. “Navegue pela web como deveria ser”, diz a chamada do app.

O Hush usa o sistema de bloqueio de conteúdo da Apple, logo, é exclusivo para Safari. E por usar esse sistema, é bastante correto em termos de privacidade — ele não precisa analisar os sites acessados para entrar em ação e não emprega nenhum código que coleta dados. Aos desconfiados, o código é aberto. E, por incrível que pareça, o Hush é gratuito. (Se gostar, doe uns trocados ao Joel pelo ótimo trabalho.) Via Daring Fireball (em inglês).

Cadê a edição desta semana?

Alguns leitores sentiram falta da edição desta semana. Não teve mesmo. Falha minha não ter avisado (a explicação só foi no relatório de dezembro enviado aos apoiadores do site.)

Em 2021, o carro-chefe do Manual do Usuário continuará sendo as edições semanais, só que num ritmo menos forte, ou seja, serão edições, sem “semanais”. No ano passado, publiquei 46 (!) edições, um volume insano para uma operação tão pequena como esta. O reflexo disso foi uma espécie de gangorra qualitativa, com algumas edições muito boas permeadas por outras não tão boas, essas últimas publicadas quando faltou tempo para fechar matérias e a pressão do prazo me levou a publicar coisas não ruins, mas aquém do que poderiam ter sido.

Para 2021, minha intenção é colocar no ar algo entre 20 e 25 edições, sempre puxadas por uma reportagem ou artigo realmente bem trabalhado — como aquela do Open Banking. (O número não é por acaso; na curadoria do ano passado, há ~25 reportagens das do tipo que quero continuar publicando.) Com as notinhas diárias, acho que o espaçamento maior entre uma e outra edição não será sentido como abandono ou desinteresse pelo site.

Além de dar um respiro na produção, o espaçamento maior entre as edições traz outra vantagem: abrir espaço para experimentações. É esse tempo extra que viabiliza a produção dos vídeos do canal e dos podcasts da casa, e que me permite escrever o artigo de opinião da newsletter toda semana. (Tudo isso, aliás, segue com periodicidade semanal, com exceção do Tecnocracia, que continua quinzenal.)

Semana que vem, aliás, tem Tecnocracia. A próxima edição do Manual será publicada no dia 4 de fevereiro.

Justiça nega pedido de cliente para que Apple forneça acessórios na compra de iPhone novo

Uma pessoa de Piracicaba (SP) que comprou um iPhone novo foi à Justiça para obrigar a Apple a fornecer carregador de parede e fones de ouvido, acessórios ausentes das caixas dos novos iPhones desde o anúncio do iPhone 12. O pedido, porém, foi negado pelo juiz, que discordou da tese do cliente de que a Apple estaria forçando uma “venda casada”. O magistrado alegou que não cabe ao Estado interferir na política de preços da empresa, pois no Brasil vigora o capitalismo. Via Conjur.

Edge Chromium ganha sincronia de dados e temas

Em janeiro, o navegador Edge baseado no Chromium completa um ano. Para celebrar, a Microsoft lançou uma grande atualização. Entre outras novidades, destaque para a expansão da sincronia multiplataforma, que agora contempla abas abertas e histórico, e o suporte a temas — mesmo que o esquema de temas seja dos mais simples; só muda a cor das abas e a imagem de fundo da tela inicial. Via Microsoft (em inglês).

Alphabet encerra Loon, iniciativa que fornecia internet via balões

A Alphabet, holding do Google, anunciou nesta quinta (21) que encerrará o Loon, uma das “grandes apostas” (“moonshots”) do conglomerado que tinha por objetivo prover conexão à internet via enormes balões. Segundo o comunicado da empresa, “o caminho para a viabilidade comercial se provou muito maior e mais arriscado do que esperávamos.” Via Alphabet (em inglês).

O Loon foi testado e usado em alguns países. No momento, fornece internet ao Quênia. O Brasil foi palco de testes em 2014.

Globo lança podcasts no Globoplay, mas mantém distribuição em outras plataformas

A Globo fez barulho nesta quinta (22) para anunciar novidades em podcasts para 2021. A maior delas é a expansão do Globoplay para o formato: agora, os mais de 80 podcasts da casa estão acessíveis pelo aplicativo de streaming. Felizmente, eles seguem disponíveis em outras plataformas. “Ainda que a gente lance projetos especiais com o Globoplay, a grande maioria dos nossos podcasts permanecerá nas plataformas de áudio disponíveis,” disse Guilherme Figueiredo, head de áudio digital da Globo.

A expansão dos podcasts na Globo contempla o lançamento de programas gravados por gente de fora do grupo — Kaique Brito, Jeska Grecco, Samir Duarte e Amanda Dias — e parcerias comerciais com nomes fortes do setor, como a produtora B9 e Ivan Mizanzuki, do popular Projeto Humanos. Via Gshow.

Telegram e desinformação

Apesar da multiplicidade de alternativas disponíveis, o êxodo do WhatsApp tem beneficiado dois aplicativos em especial: Signal e Telegram. Por priorizar privacidade e segurança, o Signal come poeira do WhatsApp em experiência de usuário (UX). O Telegram, por outro lado, é muito mais do que o WhatsApp poderia ser. E isso pode virar um problemão […]

Crianças descobrem falha grave no Linux Mint

Duas crianças descobriram uma falha grave no Cinnamon, interface gráfica criada e mantida pelo pessoa da distro Linux Mint. Ao digitarem aleatoriamente e ao mesmo tempo nos teclados físico e virtual com o protetor de tela ativo (e a sessão, bloqueada), eles travaram o protetor de tela e, com isso, ganharam acesso à conta do papai sem precisar digitar a senha. A falha foi reportada e já foi corrigida. Via linuxmint/Github.

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