Banner com ilustração de bonecos coloridos com cabeças de objetos, e a frase 'Ajude a financiar um lugar legal na internet'.

Achados e perdidos #1

Toda semana acumulo links curiosos, vídeos ou coisas legais, mas que achei não valiam uma notinha. Descaradamente inspirado pelos link packs da Tina, decidi reuni-los numa lista e publicá-la aqui. Se funcionar, todo sábado sai um novo “Achados e perdidos”. Se não, ninguém viu 👀


— Matty Benedetto desenvolve produtos desnecessários, ou inúteis. O último deles, acima, é um pote de álcool gel que se conecta ao iPhone 12 via MagSafe (em inglês).

— A Fujifilm lançou esta semana a X-E4, uma câmera mirrorless com lentes intercambiáveis bem compacta. Adorável, mas que cara! Detalhes no Digital Photography Review (em inglês).

— A Xiaomi está desenvolvendo um caixote capaz de recarregar celulares à distância (em inglês), sem fios. Ainda é só um protótipo, porém.

— Sempre atual (infelizmente) esta representação visual e em escala da riqueza. Prepare o dedo, porque tem que rolar muito, mas muito mesmo para chegar ao fim. (Dica do Vitor, no post livre.)

— Bem bonitos estes papéis de parede do Hector Simpson inspirados nos clássicos do OS X, mas modernizados. Seus por US$ 3.

— Por falar em papéis de parede, o Aquino, chapa deste Manual do Usuário, consolidou e relançou seu império de papéis de parede de games. Eles agora estão de casa nova, o My Game Wallpapers.

— O merchã chegando a locais nunca antes explorados pelo capitalismo: a Tramontina lançou uma linha de panelas oficiais (?) do filme Mulher-Maravilha 1984.

— Guy Dupont pegou um iPod Classic, de 2004, e o modificou para que ele rodasse o Spotify. O nome é tão genial quanto o projeto em si: sPot (em inglês).

Twitter entra no segmento de newsletters com a compra da Revue

Sem divulgar valores, nesta semana o Twitter anunciou a compra da Revue, um serviço de newsletters, e imediatamente implementou mudanças: liberou os recursos “Pro” para usuários gratuitos e baixou a comissão cobrada das newsletters pagas para 5%, metade da do Substack. O modelo de negócio da Revue é similar ao do Substack, rival que teve um crescimento meteórico em 2020. Para mudar essa história, o Twitter vai alavancar sua rede social para promover as newsletters da Revue. O histórico da empresa com aquisições do tipo não é bom, porém — lembra dos fiascos que foram as do Periscope e do Vine? Via Twitter (em inglês), @wongmjane/Twitter (em inglês).

Comitê de Supervisão independente defende permanência de post favorável à cloroquina no tratamento da COVID-19

Na primeira rodada de decisões do Comitê de Supervisão independente do Facebook, vimos resultados meio esquisitos. Em um dos casos julgados, o Comitê reverteu a exclusão de um post em Mianmar em que alguém dizia que muçulmanos têm algo errado na cabeça por não reagirem ao tratamento dado pela China aos uigures muçulmanos com a mesma intensidade com que reagem a caricaturas de Maomé na França. “Embora o post possa ser considerado ofensivo, ele não atingiu o nível de discurso de ódio,” diz a decisão. Via Comitê de Supervisão.

A grande polêmica, porém, foi a reversão na exclusão do post de um homem na França, publicado em um grupo em outubro de 2020, que reclamava do governo pela falta de autorização para o uso de hidroxicloroquina combinada com azitromicina no tratamento da COVID-19. O texto também questionava o que a sociedade tinha a perder ao permitir que médicos receitassem um “remédio inofensivo” quando os sintomas da doença aparecessem. O Facebook havia justificado a exclusão com as suas regras específicas de COVID-19 e de risco iminente de dano físico — o que, e o Brasil é prova disso, está correto.

Surpreendentemente, o Facebook informou, por nota, que não acatará a decisão do Comitê relacionada ao post da COVID-19. Provavelmente a coisa certa a ser feita, mas já na largada esse caso coloca em xeque o poder do Comitê.

Em tempo: é esse Comitê que decidirá o futuro de Donald Trump nas plataformas do Facebook.

Seus dados pessoais vazaram; o que fazer agora?

A gravidade com que são tratados os vazamentos de dados pessoais tem uma justificativa muito simples: boa parte deles não é substituível. Um número de telefone ou endereço são do tipo de dado mais simples de trocar, e mesmo esses já dão dor de cabeça e, para muitos, são trocas inviáveis. Documentos ou o nome […]

Post livre #253

Este post é apenas um pretexto para conversarmos nos comentários. Entre, mande um comentário sobre o que quiser, responda os demais, e só.

Cautela com o r/WallStreetBets e as ações da GameStop

Enche o coração ver rico se dar mal, mas a história do r/WallStreetBets manipulando o valor de mercado da GameStop para lucrar em cima das vendas a descoberto (um “short squeeze”) de fundos hedge é mais complexa que isso. A história em si já é complexa; refiro-me ao contexto do evento.

As pessoas do r/WallStreetBets que organizaram o “hack” são niilistas com tendências antissistêmicas. Lembram sabe quem? Trumpistas/golpistas do Capitólio. Proto-terroristas do #Gamersgate. Jornadas de Junho/bolsonaristas ferrenhos. Tudo parece muito bonito, inspirador, até que a essência da coisa é subvertida (ou revelada) e nos deparamos com algo grotesco.

Não me entenda mal: o mercado de capitais é grotesco. Da ideia original de popularizar riscos e lucros, hoje ele é um fim em si mesmo. E é disso que decorre muitas das suas irracionalidades e injustiças, que o transforma em um cassino. (Não há maneira melhor de explicar a venda a descoberto do que sendo uma grande aposta.) O que o r/WallStreetBets fez foi instrumentalizar, na força bruta, algumas dessas irracionalidades para prejudicar os donos da banca e (importante dizer) enriquecer no processo. Há muito mais ressentimento e oportunismo do que senso de justiça norteando as ações deles.

Estamos (ou deveríamos estar) vacinados com o papo de “pior que tá, não fica”, e… bem, não precisa ir muito longe para sacar o ethos dos caras: a descrição do r/WallStreetBets é “Like 4chan found a bloomberg terminal illness.”

Sente-se em uma cadeira desconfortável, em um local desconfortável e olhe para uma tela desconfortavelmente pequena com um navegador web desconfortavelmente ultrapassado. É fácil usar os sites que você criou?

— Terence Eden Terence, que se refere à característica de um site ser usável mesmo em condições adversas como “eficácia excessiva”, usa o Gov.uk, site oficial do governo britânico, como exemplo positivo. É um de suma importância e que, como tal, funciona até no limitadíssimo navegador web do PSP. O Manual do Usuário adere a essa linha. […]

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