Will Cathcart, presidente do WhatsApp, concedeu uma entrevista à Folha como parte do controle de danos que a empresa vem fazendo após o desastre da nova política de privacidade do aplicativo. A mensagem é confusa, por mais habilidoso que ele ou qualquer outro seja com as palavras: o WhatsApp continua criptografado de ponta a ponta nas conversas e grupos com indivíduos, mas deixa de sê-lo nos contatos com grandes empresas que usem a Business API do serviço. O que diferencia um do outro é um selo, daqueles que aparecem quando se inicia uma conversa e que, suspeito, pouca gente lê.
É curioso o esforço que Cathcart faz para distanciar o WhatsApp do modelo de redes sociais (“acreditamos que o WhatsApp deve se manter um aplicativo para conversas entre duas pessoas, um espaço privado, para pequenos grupos”), o que significa distanciá-lo de problemas, ao mesmo tempo em que tenta passar aos usuários um ruptura tão dramática quanto, a que transforma o WhatsApp em um SAC genérico para empresas e, com isso, abre uma brecha na criptografia de ponta a ponta. Via Folha.
Sobre o WhatsApp e no Whatsapp. Tem que ver isso aí, talkey?