A propósito, uma dica para economizar com o plano de celular: vez ou outra, acesse o site da sua operadora e dê uma olhada nos planos que ela está oferecendo a novos clientes. Compare com o seu e, se houver diferença (mais vantagens e/ou menor custo), ligue no SAC e peça a troca. Fiz isso há algumas semanas e troquei por um mais simples e barato, que não existia quando contratei o meu agora antigo. Com isso, vou economizar ~R$ 180 por ano.

Os brasileiros vão pagar um preço mais alto pelos serviços [de 5G]. Acho que qualquer tipo de banimento contra a Huawei só vai trazer impactos negativos e nenhum ponto positivo.

— Sun Baocheng, presidente da Huawei do Brasil

A entrevista de Sun à Folha não traz novidades. É uma resposta quase que necessária depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter sinalizado, outra vez, que poderá banir a Huawei do país às vésperas da implementação do 5G.

No início de setembro, quando anunciei meu novo trabalho, sofri ataques de todos os tipos, […] até ameaças de estupro, morte e julgamentos por expor situações mais tensas. […] Devido a todos esses ataques, a Microsoft encontrou como melhor opção me desligar do cargo de apresentadora para que eu não esteja mais exposta a situações como essas que se passaram.

— Isadora Basile, ex-apresentadora do canal Xbox Brasil.

Conceito curioso, esse da Microsoft, de prejudicar a vítima para “defendê-la”. No Twitter, o perfil oficial do Xbox disse que a demissão se deu por “algumas mudanças em nossa estratégia de conteúdo original de Xbox no Brasil”. Ainda que seja o caso (uma infeliz coincidência), continua zoado, no mínimo falta de tato abandonar uma funcionária, no cargo há menos de dois meses, vítima de ameaças de estupro e morte. Sem falar que o desfecho dá poder à parte desprezível da sua base de fãs. Via @IsadoraBasile/Twitter.

Ao The Enemy, Isadora disse que a orientação para demiti-la veio do time global da Microsoft.

O Twitter mudou a sua política de conteúdo hackeado, usada como justificativa para bloquear o compartilhamento de uma matéria do New York Post sobre a família Biden, nos EUA:

  • Conteúdo hackeado só será removido se tiver sido compartilhado por quem hackeou ou alguém agindo em conluio com os hackers.
  • Em vez de bloquear o compartilhamento de links, rótulos serão adicionados aos links compartilhados para dar contexto.

Via @vijaya/Twitter.

Um estudo da agência australiana CSIRO indicou que o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, poderia sobreviver até 28 dias em superfícies como o vidro das telas de celulares. Os resultados causaram alguma comoção, mas é preciso cautela na interpretação. Via BBC Brasil.

Os testes laboratoriais foram conduzidos no escuro, em um ambiente com temperatura controlada e sem o uso de muco humano, que costuma acompanhar o espalhamento do coronavírus. O mundo real afeta drasticamente os resultados — basta lembrarmos dos medicamentos que, em laboratório, se mostram eficazes contra o coronavírus, mas que no corpo humano, não. Um professor da Universidade de Cardiff, Ron Eccles, disse à reportagem da BBC que o estudo australiano causa um “medo desnecessário nas pessoas”.

Na dúvida, higienize seu celular sempre que sair de casa. Tem uma matéria explicando como aqui no Manual.

Três dos cinco indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fazer valer a LGPD, são militares. Levantamento do Data Privacy indica que somente em dois outros países entre as 20 maiores economias do mundo há militares em órgãos do tipo: China e Rússia. Não são exatamente referências em respeito à privacidade dos cidadãos. Via Folha.

Vem aí mais uma mudança nos apps de mensagens do Google. O Hangouts será substituído pelo Google Chat no primeiro semestre de 2021. Com isso, o Google Chat se tornará gratuito e acessível a usuários domésticos, que não estão no Google Workspace. Lembre-se que, em paralelo, o Google ainda oferece o Google Mensagens (para SMS/RCS), e que nenhum dos dois com criptografia de ponta a ponta. Via 9to5Google (em inglês).

O C6 Bank foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil e a estornar quase R$ 30 mil na conta de um cliente que teve o celular roubado. O assaltante conseguiu fazer cinco transferências pelo aplicativo do celular para outras contas que totalizaram R$ 29.990.

Um detalhe curioso. O C6 argumentou que as transferências só poderiam ter sido feitas com a senha “secreta, pessoal e intransferível”. Na sentença, a juíza Claudia Carneiro Calbucci Renaux, da 7ª Vara Cível de São Paulo, disse que “a forma como a senha chegou ao conhecimento do terceiro assume pouca importância na conclusão da responsabilidade do banco”, e que caberia ao banco provar que o cliente teve participação na fraude. Via Jota (paywall).

A partir de 16/11, o Google tornará o Google Meet, sua solução de videochamadas, a opção padrão para os usuários do Google Workspace (antigo G Suite). A mudança é “opt-out”, ou seja, se uma empresa quiser continuar usando outra solução como padrão nos novos agendamentos, terá que desmarcar um item nas configurações.

O Google Meet ainda come poeira do Zoom, líder no segmento — são 100 milhões de usuários contra 500 milhões do rival. É nesse tipo de comportamento, quando uma empresa usa o poder que tem em um segmento para alavancar seu produto menos popular de outro, que configura o abuso. Via Forbes (em inglês).

Facebook e Twitter removeram links a uma reportagem do jornal New York Post que liga a família Biden, do candidato democrata à Presidência dos EUA, a negociações suspeitas com a Ucrânia. No Facebook, o bloqueio à URL veio antes que verificadores de fatos independentes avaliassem o material; já o Twitter se embasou em uma política sua que proíbe a veiculação de dados pessoais obtidos via hacking.

Sem entrar no mérito da reportagem, é uma situação que merece atenção. Aparentemente, Facebook e Twitter não cometeram qualquer ilegalidade à luz da legislação norte-americana (via The Verge), porém uma ação forte e abrupta do tipo coloca em xeque o argumento das redes de que elas não são árbitras da verdade. E dado o poder que têm no debate público, há quase um consenso de que se abriu um precedente perigoso.

No Twitter, que sequer deixa postar a URL em tuítes e DMs, o CEO Jack Dorsey disse que a comunicação da medida foi ruim e que o bloqueio da URL sem qualquer contexto é “inaceitável”. Via Reuters.

20#38