Um rolê de Buser, a “Uber dos ônibus” que não é exatamente como a Uber

O conceito de economia colaborativa ou compartilhada já está bem difundido. Quando menos popular, a maneira mais fácil de explicá-lo era com uma analogia: “tipo a Uber”. A empresa de caronas por aplicativo se tornou paradigma para outras tantas que lhe sucederam e é, até hoje, usada por palestrantes e empreendedores de inovação paradoxalmente parados no tempo.

Nem todas as startups “tipo a Uber” são… tipo a Uber. No Carnaval, experimentei uma dessas: a Buser, uma plataforma que conecta passageiros interessados em fretar um ônibus com um destino comum. Tipo um Uber de ônibus? Quase isso.

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O que tem na mochila de Roberto Strabelli

Foto do livro "A guerra pela Uber", de Mike Isaac.Aviso: Todos os leitores que enviarem suas mochilas no primeiro semestre de 2020 concorrerão, em junho, ao sorteio de uma edição do livro A guerra pela Uber (Intrínseca), de Mike Isaac. Veja aqui as orientações para enviar a sua. Espero por ela!


Foto de Roberto Strabelli. Roberto Strabelli é músico, escritor, tradutor, programador, fotógrafo, poeta, vendedor de livros e livre pensador, mas o que paga as suas contas no fim do mês é o seu grande talento como funcionário público. Vive no interior de São Paulo, num vilarejo encantado chamado Sucupira. Nas noites tempestuosas sai de casa para combater os vampiros que infestam a vizinhança.


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Parabéns Amanda, seu chatbot para Daniel está pronto!

por Paula Gomes

Boa tarde Daniel, eu sou o Fin, chatbot que a Amanda contratou para te ajudar a lidar com o término do namoro de vocês. Em que posso ajudar?
Eu não acredito que você fez isso, Amanda. Que desperdício de dinheiro
Oi, aqui é o Fin
A Amanda estava cansada de você tentando controlar o dinheiro dela, sabe, Daniel
Então, pra ela, é um prazer gastar dinheiro com um robô que possa mandar você se fuder
Nossa, mandou fazer um chatbot só pra ele ficar me xingando? Muito madura Amanda, como sempre
Daniel, eu fui programado para te passar informações também
Você sabia que Amanda transou 30 vezes com você pensando em diferentes colegas da firma? Alguns até bem nada a ver
E que no tempo que vocês namoraram ela se masturbou 200 vezes? Dessas 200, adivinha Daniel, nenhuma foi pensando em você
Meus números são maiores, tem certeza que quer ouvir, Amanda?
Amanda nunca vai ler essa conversa. Ela me criou justamente para nunca mais ter que interagir com você
Mentira, eu sei que você vai ler tudo
Daniel, percebo que estamos indo para um caminho que não é o “caminho feliz” para o qual fui programado
Posso sugerir alguns assunto para debate?
Quais?
a) Divisão das plantas
b) Divisão dos eletrodomésticos
c) O que fazer com suas roupas
d) O que fazer com a sua mãe
Daniel, você pode clicar nos itens na ordem que quiser. Eles só vão parar de aparecer quando você concluir todos
d) o que fazer com a sua mãe
Você escolheu d) o que fazer com a sua mãe
Daniel, a sua mãe liga de forma insistente para Amanda. Ela estava sendo cordial com a sua mãe até o momento, mas já falou duzentas vezes que não vai te pegar de volta. Então, da próxima vez que ela ligar, a Amanda vai mandar ela tomar no cu, você está avisado
Você concluiu o item d)

Foto do topo: Piqsels.
Código dos balões: Mark Swardstrom/Codepen.

Post livre #212

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h. (mais…)

Suas newsletters favoritas têm um problema de privacidade

Entra ano, sai ano, as newsletter “retornam” como a nova-velha ferramenta de comunicação por excelência na internet1. Nessas movimentações sazonais, um detalhe importante jamais é mencionado: há uma falha de privacidade comum à maioria das newsletters. É preciso falar dela.

O e-mail, espaço onde as newsletters são recebidas e lidas, é tecnologicamente rudimentar se comparado à web e aos aplicativos de celulares. As mensagens podem ser criadas em texto puro, como os textos salvos no Bloco de notas, ou em HTML, mesma linguagem das páginas web, só que com limitações severas: elas não executam as chamadas linguagens dinâmicas, como JavaScript e PHP, que na web viabilizam páginas ricas, elementos interativos e a dose cavalar de scripts de monitoramento e vigilância que se tornaram lugar comum na última década.

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Post livre #211

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Por que a descentralização em redes sociais é importante

por Eugen Rochko

Há anos escrevo sobre o Mastodon e ocorreu-me que em nenhum momento expus o porquê de alguém se preocupar com a descentralização em texto claro e conciso. Já expliquei isso em entrevistas e você encontra alguns dos argumentos aqui e ali nos materiais promocionais do Mastodon, mas este artigo deve responder a essa pergunta de uma vez por todas.

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