Galaxy Tab S no Brasil: algumas impressões — de longe

Quase passou batido por aqui: na última quarta a Samsung anunciou o Galaxy Tab S no Brasil. Ele tem versões de 8,4 e 10,5 polegadas, ambas com tela Super AMOLED, raridade em tablets.
(Não é a primeira vez que a Samsung usa a tecnologia nesse tipo de produto. O Galaxy Tab 7.7, do longínquo ano de 2011, tinha uma tela Super AMOLED. Com resolução significativamente baixa para os padrões atuais e em um tamanho menor que o da nova linha, sim, mas fica o registro.)
Quem esteve no evento e viu os novos tablets ao vivo disse ter gostado. E não deve haver muitos motivos para o contrário mesmo: apesar das críticas de alguns anos atrás, a tecnologia Super AMOLED evoluiu muito e hoje as melhores telas feitas com ela não exibem mais aquela tendência ao verde/azul de outrora. Os novos Tab S ainda são finos (6,6 mm) e levíssimos (298 g, no modelo de 8,5 polegadas).
É bem curioso a Samsung não trazer, pelo menos nesse primeiro momento, as versões com apenas Wi-Fi do Galaxy Tab S. Apenas as com 4G chegarão ao Brasil e com a capacidade de fazer ligações (!), o que pode ficar bem bizarro se o usuário não levar um headset Bluetooth junto. Talvez seja reflexo de uma nova tendência asiática: um relatório recente da IDC constatou que 25% dos tablets vendidos no continente (menos o Japão) conseguem fazer ligações.
Além de adaptar o 4G ao padrão nacional, a localização do software e ofertas parece estar bem boa também. O comprador leva e-books, revistas, assinatura de filmes por streaming e mais um punhado de outros gratuitamente comprando o Galaxy Tab S. É uma estragégia de diferenciação que me agrada bastante, e mais interessante do que desfigurar o Android com a Touchwiz.
O Galaxy Tab S começa a ser vendido no dia 30 de agosto, por R$ 1.799 e 2.049 nas versões de 8,4 e 10,5 polegadas, respectivamente, ambas com 16 GB de espaço interno.
O administrador de sistemas Linux Miguel Jacq descobriu que a extensão Awesome Screenshot, do Chrome, tem se comportado estranhamente.



