Cuidado com “VPNs para acessar o Telegram” como forma de burlar o bloqueio do aplicativo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta (18). Dada a natureza de uma VPN, é o tipo de coisa que pode ser uma isca para hacking, golpes e invasões.

Ao conectar-se a uma VPN, todo o tráfego do/para o seu celular ou computador passa por um servidor de terceiro, o da VPN. Alguém mal intencionado poderia interceptar essa conexão e coletar dados ou meta dados. Esta matéria do nosso arquivo explica o que é uma VPN e como ela funciona.

Se for usar uma VPN, use uma conhecida e de boa reputação. Algumas sugestões (a lista não é exaustiva):

  • VPNs confiáveis que oferecem planos gratuitos limitados: ProtonVPN e TunnelBear.
  • VPNs confiáveis pagas: Mullvad, NordVPN e SurfShark.

Surfshark e NordVPN já anunciaram no Manual do Usuário.

Um cuidado, porém: na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou sações civis e criminais, além de multa diária de R$ 100 mil, a “pessoas naturais e jurídicas que incorrerem em condutas no sentido de utilização de subterfúgios tecnológicos para continuidade das comunicações ocorridas pelo Telegram”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que provedores do Brasil inteiro bloqueiem o acesso ao Telegram. A Anatel está orientando os provedores. Em caso de descumprimento, essas empresas serão multadas em R$ 100 mil por dia.

A notícia foi apurada em primeira mão pela Rede Globo/G1 e confirmada por outras redações, como CNN e Núcleo. Clique aqui para ler a decisão na íntegra (PDF).

Na decisão, Moraes disse que “a plataforma Telegram, em todas essas oportunidades, deixou de atender ao comando judicial, em total desprezo à Justiça Brasileira. […] o desrespeito à legislação brasileira e o reiterado descumprimento de inúmeras decisões judiciais pelo Telegram, – empresa que opera no território brasileiro, sem indicar seu representante – inclusive emanadasdo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – é circunstância completamente incompatível com a ordem constitucional vigente, além de contrariar expressamente dispositivo legal”. Via G1, CNN.

Em Curitiba, agora passageiros do transporte público podem pagar a passagem com cartões de débito e crédito e celulares — em todos os casos, por aproximação. O novo método passa a valer nesta sexta (18) nos 22 terminais e nas 335 estações-tubo da cidade e, em um mês, estará ativo dentro dos ônibus, nas 254 linhas da capital.

Na nova modalidade, é cobrada uma taxa extra de despesa bancária de R$ 0,12, ou 2,07% do valor da passagem, de R$ 5,50.

Há menos de um mês, a Urbs, estatal municipal que administra o transporte público em Curitiba, aplicou um aumento de 22% no preço da passagem, o que levou a capital paranaense a ter o transporte público mais caro entre as capitais brasileiras, empatada com o Distrito Federal. Via Prefeitura de Curitiba, Plural.

A Samsung anunciou nesta quinta (17) novas versões dos seus celulares de volume para o mercado brasileiro, Galaxy A53 e Galaxy A33.

É interessante a diferença com que Apple e Samsung tratam suas linhas inferiores. O iPhone SE mais recente recicla um visual de oito anos atrás e apenas atualiza componentes-chaves, como o processador e antenas (5G). O Galaxy A53, por outro lado, tem cara de 2022, com tela grande quase sem bordas e de 120 Hz, 5G e múltiplas câmeras atrás. É um conjunto atraente.

Nesta nova safra de Galaxy A, a Samsung estendeu a longevidade das atualizações prometidas: os dois aparelhos terão quatro do Android e cinco anos das de segurança.

O preço sugerido do Galaxy A53 é de R$ 3,5 mil, mas entre 17 de março (lançamento) e 8 de maio, será vendido por um preço promocional de R$ 2,7 mil — e vai de brinde um par de fones de ouvido Galaxy Buds Live. Será surpresa se a Samsung vender uma unidade que seja desse Galaxy A53 a preço cheio, visto que em dois meses a tendência é o preço de celulares Android despencar no varejo.

O Galaxy A33 chega dia 19 de abril, ainda sem preço definido. Via Samsung.

Quanto vale um “link na bio”? Para o serviço pioneiro do tipo, o australiano Linktree, muito dinheiro. Nesta quarta-feira (16), o Linktree anunciou uma extensão da rodada de investimento série B liderada pela Index Ventures e Coatue Management que injetou mais US$ 110 milhões no negócio. Com o novo aporte, o Linktree foi avaliado em US$ 1,3 bilhão. (Encare essas avaliações com um pé atrás.)

É bem maluco pensar que um negócio de US$1,3 bilhão existe e dependa exclusivamente de um recurso (ou limitação) de três redes sociais — Instagram, TikTok e Twitter. Nelas, os usuários só têm espaço para inserir um link, daí o caso de uso do Linktree e seus vários clones. Para contexto, em 2012 o próprio Instagram foi comprado por US$1 bilhão pelo Facebook (hoje, Meta). Via TechCrunch (em inglês).

No final de fevereiro, o Outline.com, site que burla paywalls, saiu do ar. Desde então, tentativas de acesso dão erro, “servidor não encontrado”.

Não que faltem alternativas (aqui tem várias; leia os comentários também), mas o Outline.com era bastante popular e o sumiço do serviço, estranho.

A Netflix anunciou que fará um teste no Chile, Costa Rica e Peru em que oferecerá uma opção de cobrança extra para quem compartilha a senha de contas Padrão e Premium com pessoas que não moram na mesma residência.

Segundo a empresa, o “super popular” compartilhamento de senhas também “criou alguma confusão em relação a quando e como a Netflix pode ser compartilhada”. Os termos de uso especificam que a senha do serviço “não [pode] ser compartilhados com pessoas de fora da sua família”.

A adição de usuários externos terá um custo menor e poderá ser convertida numa assinatura à parte no futuro, mantendo o histórico, listas e recomendações personalizadas.

A Netflix sempre fez vista grossa para o compartilhamento de senhas e há registros de declarações positivas à prática do CEO, Reed Hastings. Mas a realidade bate à porta: em 2021, a Netflix registrou o menor crescimento desde 2015, reflexo do arrefecimento da pandemia e do aumento da concorrência no setor.

Não há previsão de quando ou mesmo se esse novo modelo será oficializado e expandido para outros países. Via Netflix (em inglês).

O Brasil de Fato obteve documentos via Lei de Acesso à Informação que revelam os bastidores da entrada no Brasil da Starlink, o negócio de internet via satélites em órbita baixa da SpaceX, de Elon Musk.

Os documentos apontam que o Ministério das Comunicações pressionou a Anatel para acelerar a liberação da Starlink no país, ferindo a independência e autonomia da agência. Segundo Renata Mielli, da Coalizão Direitos na Rede e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, se provada a ingerência do ministério comandado por Fábio Faria, o processo de autorização do direito de exploração dos satélites da Starlink deverá ser refeito. Via Brasil de Fato.

Uma proposta para limitar criptoativos baseados na validação do tipo proof-of-work (PoW), que consome quantidades enormes de energia elétrica, foi rejeitada no Parlamento Europeu nesta segunda (14). A derrota foi de 30 votos contra 23. A proposta é parte do framework Markets in Crypto-Assets (MiCA), que busca regular o mercado de criptoativos nos 27 países do bloco.

As duas maiores criptomoedas do mundo, bitcoin e ether, usam blockchains baseadas em PoW. Estima-se que só o bitcoin consuma o mesmo tanto de energia que a Noruega — se o bitcoin fosse um país, seria o 27º mais gastão do mundo. Via Coindesk, The Verge (ambos em inglês).

Bacana esta iniciativa da Anatel em parceria com universidades públicas. Em dezembro, 745 receptores de TV piratas foram convertidos em minicomputadores e doados a escolas públicas. Teclados e mouses vieram de apreensões da Receita Federal. Via Anatel.

O projeto Além do Horizonte, idealizado pela Receita Federal de Minas Gerais em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e outras instituições de ensino superior, tem como objetivo dar destinação sustentável a receptores de sinais TV BOX apreendidos pelas ações de fiscalização realizadas pela Anatel, Receita Federal do Brasil e Agência Nacional do Cinema (Ancine).

O Twitter reverteu uma mudança no aplicativo para iOS liberada na última sexta (11) que tirou o poder do usuário de definir a cronológica como padrão.

“Nós ouvimos vocês”, disse a empresa ao anunciar a reversão nesta segunda (14). Com isso, o aplicativo para iOS volta a se comportar como antes, podendo ter a versão cronológica como padrão no lugar da algorítmica — basta tocar no ícone do brilho (✨) e escolhê-la —, e os do Android e web não serão afetados.

Isso não significa, porém, que o Twitter desistiu de mexer na experiência da timeline. Na mesma mensagem, a empresa disse que segue “explorando outras opções”. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

A Apple liberou o iOS 15.4 nesta segunda (14). A nova versão traz suporte ao Face ID com máscara (desde que você tenha um iPhone 12 ou mais recente) e novos emojis. O macOS 12.3, também já disponível, traz emojis aos computadores da marca e o Controle Universal, que permite compartilhar mouse e teclado entre Mac e iPad. Os outros sistemas da casa também foram atualizados, sem novidades significativas. Via MacMagazine (2).

O Telegram ganhou mais uma rodada de novidades. Destaques para o gerenciador de downloads completo e a compatibilidade com aplicativos de streaming, como OBS Studio e XSplit Broadcast, que coloca o Telegram na arena de serviços de streaming, como Twitch e YouTube. Via Telegram.

O Vanced, um aplicativo para Android que permite acessar vídeos do YouTube sem anúncios e com outros recursos inexistentes ou exclusivos da versão paga do app oficial, encerrou suas atividades.

Na mensagem publicada no Twitter, a equipe do Vanced não especifica o motivo. Especula-se que tenha sido por pressão dos advogados do Google/YouTube.

Em outra mensagem, o perfil diz que a atual e última versão do Vanced continua funcionando muito bem, e continuará “até ficar datada em mais ou menos dois anos”.

O perfil ainda indica uma alternativa: o YouTube Premium (pago; R$ 20,90 no Brasil). É uma opção. Outra é o New Pipe. Via @YTVanced/Twitter (2) (3) (em inglês.)

O Twitter alterou o funcionamento da tela inicial do seu app para iOS, tornando impossível definir a timeline cronológica como padrão. Agora, o botão das estrelinhas (✨) ativa uma nova aba de “Últimos posts” (cronológica), que fica ao lado da “Home” (algorítmica), que continua sendo a padrão. Antes, o botão alternava entre elas e mantinha a seleção do usuário. A novidade chegará em breve ao Android e web.

Para quem prefere a timeline cronológica (e/ou manter a sanidade), aplicativos de terceiros são uma boa alternativa, como o TweetDeck(web/computadores), Tweetbot (iOS), Harpy e Fenix 2 (Android). Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).