A Fast Shop se juntou às lojas Americanas e Renner no grupo de varejistas brasileiras vítimas de ataques hackers.

Mensagens publicadas pelos hackers no perfil oficial da Fast Shop no Twitter, na madrugada desta quinta (23), diziam que os sistemas da empresa estavam comprometidos e que eles estavam dispostos a negociar.

A Fast Shop suspendeu temporariamente site e aplicativos, e, no começo da tarde, confirmou o ataque via perfil no Twitter e disse que todos os sistemas já estavam restabelecidos, que as lojas físicas não deixaram de operar e que seus arquivos estavam em segurança. Via Neofeed, @FastShop/Twitter.

O Twitter começou os testes públicos das Notas, ou em bom português, da publicação de textos longos direto na plataforma.

Alguns usuários selecionados já podem publicar textos longos no Twitter. Depois de publicada, a Nota aparece como se fosse um link externo na linha do tempo do Twitter, mas ao ser clicada, o texto abre no próprio aplicativo ou site do Twitter. Não é preciso ter conta no Twitter para ler as Notas.

O textão do Twitter tem limites. Segundo a documentação oficial do recurso, títulos podem ter até 100 caracteres e os posts em si, 2.500. (Parece sistema de publicação de jornal velho.)

E, surpresa, é possível editar os textões, o que prova que o Twitter sabe como faz e só não libera a edição de posts convencionais, aqueles de 280 caracteres, porque não quer.

No Brasil, os links para as Notas publicadas ainda não estão funcionando. Via @TwitterWrite/Twitter, Twitter, The Verge (todos em inglês).

Em reunião extraordinária na terça (21), o Conselho Diretor da Anatel revogou a gratuidade para ligações de até três segundos. A medida é mais uma para inibir o uso e o crescimento do telemarketing abusivo, principalmente das ligações feitas por robôs.

Na mesma reunião, a agência baixou a “Guilhotina Regulatória” e revogou 44 resoluções, ou 16% das 280 que estavam vigentes, a fim de simplificar e atualizar o arcabouço regulatório do setor. Via Anatel.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou, nesta terça (21), a edição 2021 da pesquisa TIC Domicílios, um raio-x de como o brasileiro usa a internet.

O destaque desta edição é o salto no acesso à internet em áreas rurais. Em 2019, 53% dos indivíduos nesses locais tinham acesso à internet; em 2021, o percentual saltou para 73%. O mesmo crescimento — de 20 pontos percentuais entre 2019 e 2021 – foi detectado na presença de internet nos domicílios rurais, subindo de 51% para 71%.

Ao todo, 81% da população brasileira (~148 milhões de pessoas) acessou a internet nos últimos três meses.

A edição 2021 incluiu 23.950 domicílios e 21.011 indivíduos de 10 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre outubro de 2021 e março de 2022.

Veja aqui uma apresentação (PDF) com gráficos dos destaques da pequisa. E nesta página, acesso a microdados e outros materiais de apoio a pesquisadores, imprensa e curiosos em geral. Via NIC.br.

A Microsoft anunciou uma série de novos princípios de uso responsável da inteligência artificial e, junto ao documento, descontinuou suas ferramentas de detecção de gênero, idade e humor via reconhecimento facial e endureceu o fluxo para liberar as remanescentes do tipo a novos clientes — eles terão que detalhar a finalidade do uso e serem aprovados por uma equipe de revisão liderada por Natasha Crampton, responsável pelo departamento de IA da Microsoft. Via Microsoft, New York Times (ambos em inglês).

O Ebanx, fintech de Curitiba (PR), demitiu 20%, ou 340 funcionários, nesta terça (21), segundo comunicado à imprensa. Trata-se, segundo a empresa, de “uma revisão em sua operação, reforçando o foco no que sempre foi seu ‘core business’: pagamentos internacionais”.

O corte atingiu em cheio o LABS News, iniciativa editorial do Ebanx que cobria o ecossistema de startups e negócios digitais com foco na América Latina. A publicação foi encerrada abruptamente.

Durante quase dois anos, o Manual do Usuário manteve uma frutífera parceria com o LABS News.

Uma pena o LABS News acabar assim. Acima de tudo, era uma ótima publicação.

Agradeço a confiança e a parceria ao longo desse período, em especial à Fabiane Menezes e à Carolina Pompeo. Força nesse momento, contem com a gente para o que precisarem. Via @layoffs-brasil/LinkedIn, @labs_news/Twitter.

Atualização (16h55): Acrescentada a justificativa do Ebanx para o corte e a confirmação oficial do número de funcionários dispensados.

iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura terão uma opção que burla CAPTCHAs, aqueles testes em que você precisa escrever uma sequência de letras e números ou identificar semáforos em fotos borradas. Com ela ativada, o usuário passa direto por esses “pedágios”.

A Apple vai aproveitar os sensores e sistemas de autenticação do dispositivo para sinalizar a aplicativos e sites compatíveis que é um ser humano fazendo requisições. Afinal, o objetivo do CAPTCHA é separar humanos de robôs.

O recurso se chama Private Access Tokens, e você pode vê-lo em ação neste vídeo técnico da Apple — a demonstração começa aos 3min50s. Via MacRumors (em inglês).

O protocolo Gemini completa três anos nesta segunda (20). No post que celebra a data, Solderpunk, o criador anônimo do protocolo, diz que o número de cápsulas (como são conhecidos os sites no Gemini) mais que dobraram no último ano, mesmo com uma desaceleração nos eventos oficiais e desenvolvimento.

“Apesar das falhas de comunicação e liderança, as pessoas ainda está descobrindo o Gemini, ainda estão achando-o atraente o bastante em seu estado atual para darem uma chance, e encontrando softwares, documentação e assistência da comunidade o bastante para criar cápsulas.”

O Manual do Usuário foi um desses que descobriu o Gemini recentemente. O nosso meta blog, o Bastidores, também é uma cápsula no Gemini (gemini://). Via Official Project Gemini news feed (em inglês).

A assinatura paga do Telegram foi liberada neste domingo (19). No Brasil, ela custa R$ 24,90 por mês. Em troca, o usuário pagante do chamado Telegram Premium recebe limites dobrados, como envio de arquivos de 4 GB, e um monte de figurinhas e reações e outros elementos visuais exclusivos. Via Telegram.

O BEREC, espécie de Anatel da União Europeia, revisou suas regras para “zero-rating” na quarta-feira (15) e passou a proibir a prática no bloco europeu.

O novo entendimento do BEREC é de que o zero-rating fere a neutralidade da rede, ou seja, o preceito de que os dados que trafegam pela internet não devem ser discriminados, e prejudica a competitividade entre empresas na internet.

Pode parecer que não à primeira vista, mas há entendimentos consolidados de que o zero-rating é prejudicial.

Primeiro, por dificultar a competição de empresas menores — como um aplicativo de mensagens poderia competir com o WhatsApp, que não desconta dados da franquia e funciona mesmo quando o consumidor não tem mais dados?

Segundo, como explica a pesquisadora Barbara van Schewick, do Centro para Sociedade e Internet, da Universidade de Stanford, o subsídio do zero-rating costuma vir de dados de uso geral.

Ela usa o exemplo da Alemanha, que havia se antecipado à União Europeia e banido o zero rating em abril. Depois disso, as duas maiores operadoras do país aumentaram as franquias dos consumidores sem alterar preços.

Por aqui, o Marco Civil da Internet garante a neutralidade de rede, mas, em 2017, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entendeu que o zero-rating não gerava efeitos anticompetitivos e liberou a prática. Via BEREC, Centro para Sociedade e Internet (ambos em inglês), TeleSíntese.

A Bitz, carteira digital do Bradesco, foi o aplicativo de bancos digitais/fintechs mais baixado do Brasil em maio, com 3,4 milhões de downloads, de acordo com levantamento do Bank of America (BofA).

Ao Neofeed, Curt Zimmermann, CEO da Bitz, disse que “Sem dúvida, as pessoas abrem conta devido aos estímulos. Cada vez que tem o estímulo, aumenta o número de downloads”.

No momento, a Bitz dá R$ 15 no cadastro, um bônus para indicações e, segundo o site oficial, cashback em todas as compras (sem especificar quanto). Fica a dúvida de até que ponto isso se sustenta. Via Neofeed.

O Plasma 5.25, nova versão do ambiente gráfico para Linux do pessoal do KDE, chegou na última terça (14) cheia de novidades. Destaques para os gestos no trackpad e novos modos de visualização da área de trabalho, cor de realce automaticamente extraída do papel de parede e ainda mais personalização. No anúncio (link ao lado) tem um punhado de vídeos para demonstrar o que há de novo. Via KDE (em inglês).

Um memorando da Meta assinado por Tom Alison, responsável pelo Facebook, e vazado pelo The Verge, revelou a próxima grande mudança prevista para o Facebook: mais conteúdo recomendado de perfis e páginas que o usuário não segue. Sem surpresa, a rede social original da empresa ficará mais parecida com o TikTok.

O que poderia dar errado?

Outra novidade, também inspirada no TikTok, é trazer de volta o Messenger para o aplicativo principal do Facebook. (Há oito anos, numa decisão controversa, a empresa separou as duas áreas em aplicativos distintos.)

Nem o memorando, nem Tom especificam quando as mudanças chegarão ao Facebook, mas a julgar pela urgência da Meta em transformar os aplicativos da casa numa tentativa desesperada de conter o avanço do TikTok, não deve demorar muito. Via The Verge (em inglês).

Em novembro de 2021, o Nubank comprou a fintech Olivia, que tinha uma inteligência artificial que ajudava os usuários a conhecer seus hábitos de consumo e a economizar. Agora, o neobanco avisou que o aplicativo e a marca Olivia serão encerrados no próximo dia 15 de julho.

O comunicado oficial ensina a exportar os dados da Olivia num arquivo *.csv. Do lado do Nubank, os dados dos usuários armazenados pela Olivia serão, em grande parte, excluídos — “apenas cerca de 5% dos dados de transações na base da Olivia devem ser anonimizados para estudos internos”.

Sem dar prazos, o Nubank diz que aos poucos o aprendizado obtido com a Olivia será integrado ao seu aplicativos. Via Nubank.

Relacionado: A boa e velha planilha eletrônica para o controle de gastos.

Em 2021, o WhatsApp passou a permitir a migração de contas, incluindo todo histórico de conversas, do iPhone para celulares Android — ainda que, até o momento, de forma bastante limitada, somente em celulares Samsung e Google.

Agora, passa a ser possível o caminho contrário, ou seja, migrar de um Android para o iPhone (veja como fazer). Via @zuck/Facebook (em inglês).