Passou a valer na última sexta-feira (1º) a resolução 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que altera as regras do equity crowdfunding, modalidade de investimento que permite a pessoas físicas investirem em startups.

As duas principais mudanças são o teto das captações, que triplicou (de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões) e a criação de um mercado secundário para as cotas, que dará liquidez aos investimentos feitos nessa fase.

A mudança foi elogiada pelas empresas que atuam no setor, como Kria, CapTable e EqSeed. Via Startups.com.br.

No site oficial da Novi, carteira digital da Meta, há um anúncio dizendo que o programa piloto, lançado nos Estados Unidos e na Guatemala, será encerrado em 1º de setembro.

O nome Novi foi anunciado em maio de 2020, substituindo o anterior (Calibra). Originalmente, a Novi trabalhava com a Libra/Diem, criptomoeda da Meta/Facebook que foi descontinuada em janeiro. Com o fim da criptomoeda própria, a Meta passou a atrelá-la a uma “stablecoin” (USDP). No meio do caminho, David Marcus, que liderava os esforços da Meta em criptomoedas, saiu da empresa.

O encerramento da Novi significa o fim, também e por ora, dos planos da Meta para criptomoedas, mas não para criptoativos. A empresa tem apostado forte em dar suporte a NFTs no Instagram e no Facebook. Via Bloomberg (em inglês).

O YouTube anunciou medidas para tentar conter canais de spam que tentam se passar por entidades legítimas e outras pessoas. São duas mudanças principais:

  • Não será mais permitido ocultar o contador de inscritos em um canal.
  • Alguns caracteres especiais não poderão mais ser usados nos nomes dos canais.

O Google também liberou uma opção mais agressiva do filtro de comentários, que, entre outras coisas, promete ser mais rígido com contas/usuários que tentam se passar por outras pessoas. Via YouTube (em inglês).

O porto-riquenho Javier Soltero, tido como responsável pela última grande reformulação dos aplicativos de produtividade do Google, está de saída da empresa.

Soltero chegou ao Google em 2019, vindo da Microsoft, com a missão de arrumar a casa dos aplicativos e serviços de produtividade do Google — à época, chamados G Suite.

Credenciais, ele tinha: foi seu trabalho na divisão de Office da Microsoft, onde chegou em 2014, após a Microsoft comprar sua startup, a Acompli, que chamou a atenção do Google.

E o trabalho deu resultado. Nesses três anos, a base de usuários do agora Google Workspace cresceu mais de 50%. Soltero personificava os esforços do Google nessa área e agora fica a dúvida se seu trabalho terá continuidade ou se teremos mais turbulências nessa área. Via Protocol, @jsoltero/Twitter (ambos em inglês).

Uma atualização do aplicativo do Instagram para iOS/iPhone lançada pela Meta acrescentou uma discreta opção para excluir a conta ali, sem que o(a) usuário(a) precise abrir o navegador, como era até esta quinta (30).

A novidade não foi desmotivada, mas sim para adequar o aplicativo às regras da App Store, a loja de aplicativos da Apple. Em maio, a dona do iPhone alertou os desenvolvedores de aplicativos do prazo, até 30 de junho, para eles incluírem a opção de excluir contas dentro dos próprios apps. Via TechCrunch, Apple (ambos em inglês).

Em 2021, 847.313 celulares foram subtraídos (roubados ou furtados) no Brasil, uma média de 97 por hora. O dado foi revelado no anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com cerca de 21,3 mil subtrações a mais que em 2020, o número foi considerado estável.

A distribuição dos delitos no território nacional chama a atenção. O estado de São Paulo lidera absoluto o ranking, com 289.461 subtrações de celulares, ou 34% do total.

Nos últimos anos, os assaltos a celulares se tornaram uma preocupação grande devido às quadrilhas “limpa contas”, que invadem aplicativos bancários e de fintechs para transferirem valores. Via Uol, Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Depois de Twitter e Telegram, o Snapchat é a última rede social a embarcar no modelo de negócio de versão paga. Anunciado nesta quarta, o Snapchat+ custa US$ 3,99 (~R$ 20) e está disponível em alguns países — o Brasil ficou de fora.

Em troca da mensalidade, a Snap promete “uma coleção de recursos exclusivos, experimentais e em pré-lançamento”. O rol de recursos é meio precário, porém, e quase todos cosméticos: ícones diferentes, ver quem assistiu aos stories mais de uma vez e afixar um “melhor amigo” no topo da lista de contatos.

Ah, e mesmo pagando, o Snapchat ainda exibe anúncios — tal qual o Twitter Blue. Via Snap, The Verge (ambos em inglês).

A Meta é uma das empresas mais barulhentas na hora de reclamar das (de fato altas) taxas cobradas por Apple e Google de desenvolvedores de aplicativos em suas respectivas lojas.

Em uma reportagem do Financial Times, criadores de jogos e experiências em realidade virtual reclamam das taxas cobradas pela Meta deles em sua loja online.

A Quest Store, loja de aplicativos em realidade virtual da Meta, cobra uma taxa de 30% de compras de bens digitais e de 15–30% de assinaturas. Por acaso, os percentuais são similares, se não idênticos, aos cobrados por Apple e Google nas lojas App Store e Play Store.

Em abril, a Meta anunciou uma “taxa de plataforma” extra, de 17,5%, que se somaria às taxas já cobradas. A Apple não perdeu a oportunidade de apontar a hipocrisia entre discurso e prática da holding de Mark Zuckerberg, que nos últimos anos tem feito uma ofensiva contra as taxas cobradas pela dona do iPhone dos desenvolvedores de aplicativos.

Em nota ao Financial Times, a Meta se defendeu dizendo que, ao contrário do iPhone, seu headset Oculus Quest 2 permite o uso de lojas alternativas.
A empresa até indicou duas: a SideQuest, independente; e a App Lap, também da Meta, onde aplicações mais experimentais podem ser lançadas.

O problema é que a App Lap também cobra uma taxa de 30% e a SideQuest tem uma audiência muito inferior à da Quest Store. Segundo a consultoria Sensor Tower, a SideQuest já foi baixada pouco mais de 400 mil vezes, enquanto a Quest Store acumula 19 milhões de downloads.

Desenvolvedores de aplicações em realidade virtual também reclamam do processo de aprovação da Quest Store, que seria mais demorado e complexo que o da Apple em sua App Store.

O CIO da Rooom disse que levou nove meses e muito debate para colocarem uma plataforma de eventos 3D na Quest Store. Na App Store, o processo levou duas semanas. Via Financial Times (sem paywall) (em inglês).

Havia passado batido por aqui que o Standard Notes agora tem uma solução de armazenamento na nuvem e backup — e, a exemplo das notas, ela também é criptografada de ponta a ponta.

Há um único plano disponível, o Professional, que concede 100 GB de espaço na nuvem. No “preço regional” para o Brasil, e com o desconto de lançamento de 20%, sai ~US$ 65 ao ano, cerca de R$ 340. Via Standard Notes (em inglês).

Perfis oficiais do governo brasileiro em redes sociais criaram “contas provisórias” a serem usadas durante o período eleitoral, que começa no próximo sábado, “devido a restrições impostas pela legislação eleitoral e pela jurisprudência da Justiça Eleitoral”. A mudança vale para Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.

Nelas “serão publicados apenas conteúdos inequivocamente de acordo com a legislação eleitoral, eliminando qualquer possibilidade de interpretações prejudiciais ao Governo e ao Presidente da República”.

À parte o amadorismo e o cheiro forte de coisa errada, estou tendo dificuldade para entender esse movimento.

A interpretação mais óbvia é a de que o governo federal normalmente faz uso da máquina pública para promover a pessoa do presidente Jair Bolsonaro (PL) e que pretende dar uma segurada nas eleições. É uma violação constatável, pois explícita, mas que extrapola a lei eleitoral. É isso, uma admissão de culpa? Via @govbr/Twitter.

A Meta, holding dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deu um tempo no seu grande esforço de “homenagear” o TikTok em seus próprios aplicativos para copiar os recursos e o visual de outro app, o Discord.

A empresa anunciou uma reformulação dos grupos do Facebook. Na nova versão apresentada, eles ficam muito, mas muito parecidos com os servidores do Discord.

(A Meta escolheu um grupo de games para exemplificar o novo formato dos grupos e o roxo como cor de realce, a mesma cor principal do Discord. Com certeza é mera coincidência.)

Uma porta-voz da Meta disse ao site norte-americano The Verge que o Discord, digo, a nova experiência de grupos do Facebook será liberada aos usuários “nos próximos meses”. Via Meta, The Verge (ambos em inglês).

Relatório da Receita Federal revelou que Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”, preso em agosto de 2021 por uma série de golpes que movimentaram +R$ 16 bilhões (com “b” mesmo), lavou R$ 228 milhões atrás das grades usando sua advogada, Eliane Medeiros de Lima, como laranja.

A notícia, intrigante por si só, fica ainda mais complexa: em abril, Glaidson se filiou ao Democracia Cristã e anunciou no início de junho que é pré-candidato a deputado federal.

O Brasil não é para amadores. Via Folha de S.Paulo.

A Anatel abriu uma consulta pública com a proposta de definir “requisitos técnicos para avaliação da conformidade de interface de carregamento por fio com padrão USB tipo C em telefones móveis celulares”.

Em outras palavras, a agência brasileira quer que todo celular vendido no Brasil use o padrão USB-C para recarga. No cenário atual, isso significa forçar a Apple a adotá-lo — é a única que usa outro formato, o Lightning.

A consulta pública 45/2022 ficará aberta até 26 de agosto. Ela chega após a União Europeia decidir a favor da mudança e dos Estados Unidos sinalizarem um movimento parecido. Na prática, talvez nem precisasse… Via Anatel.

A reformulação do Thunderbird começa a ganhar corpo na versão 102, lançada nesta terça (28). O aplicativo ganhou novos ícones na barra lateral, uma agenda de contatos reformulada e uma nova barra lateral, para acesso rápido às partes do sistema — e-mail, calendário etc. Outra grande adição é o suporte ao Matrix, um protocolo aberto de mensagens. Via Thunderbird (em inglês).

Os usuários remanescentes do Google Hangouts (alguém?) terão que migrar para o Google Chat até novembro deste ano, avisa o Google.

Em seu blog corporativo, o Google publicou um cronograma para o encerramento do Google Hangouts:

  • Desde esta segunda (27), usuários do Hangouts no celular e da extensão para o Chrome são recebidos com uma mensagem pedindo para que usem o Google Chat no Gmail, o aplicativo/extensão dedicado ou, no caso do Chrome, a versão web.
  • A partir de julho, quem ainda usa o Hangouts no Gmail será migrado automaticamente para o Chat no Gmail.

Via Google (em inglês).