LGPD, LAI e o blecaute de transparência do Governo Bolsonaro

Jair Bolsonaro, de pé, inclinado sobre uma mesa, assinando um papel. Ao seu redor, três mulheres (sem mostrar os rostos delas).

por Guilherme Felitti

Conta o mito que cerca de 750 antes de Cristo dois gêmeos foram abandonados pela mãe nas margens do rio Tibre, na Itália, após o pai mandar matá-los. Segue a lenda que aquele rio tinha um deus específico chamado Tiberino que salvou os gêmeos da morte e permitiu que, mais tarde, uma loba os encontrasse no meio do mato e os alimentassem. O leite da loba garantiu que Rômulo e Remo sobrevivessem até que um pastor os adotassem.

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Vamos falar de pessoas e projetos legais

No podcast Guia Prático, eu e Jacqueline Lafloufa resolvemos deixar Elon Musk e outros tóxicos um pouco de lado para falar de outras pessoas com projetos legais e que, por qualquer motivo, têm menos espaço nas manchetes. Você sabe quem está por trás do Firefox? Ou do NextCloud?

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Se a internet revolucionou como consumimos sexo, por que estamos transando menos?

Foto de cima, de uma cama desarrumada com lençóis brancos, com dois pares de pernas entrelaçados.

por Guilherme Felitti

Em 1903, dois imigrantes que chegaram aos Estados Unidos fugindo do Império Russo deram à luz a um sujeito chamado Gregory Pincus. Ninguém sabia ainda, mas Pincus seria considerado, décadas mais tarde, um gênio. Depois de se formar em biologia na Universidade de Cornell e defender com sucesso seu mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, Pincus encontrou a grande área da biologia que o interessava: a reprodução e o papel dos hormônios nela.

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Já dá para sair de casa levando apenas o celular

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacque debatemos se já é possível sair de casa apenas com o celular, deixando para trás cartões, dinheiro, carteirinha e outros papéis. Se sim, quais as vantagens e desvantagens dessa prática? E se não, seria apenas questão de tempo?

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Como chegamos até aqui?

Homem branco, em um palco, com cabeças desfocadas em primeiro plano. Ao fundo, um painel enorme com os dizeres “Python Brasil 2022” em letras coloridas.

por Guilherme Felitti

Nota do editor: Este é um Tecnocracia diferente, gravado ao vivo pelo Guilherme Felitti durante a Python Brasil, evento que rolou em Manaus (AM) no último sábado (22). O texto abaixo foi levemente adaptado para facilitar a leitura. Se preferir, veja no YouTube e acompanhe os slides.

Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.

Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.

Começo dizendo que nenhuma tecnologia é isenta, nenhuma tecnologia age no vácuo. A partir do momento que ela sai da mente humana, ela sempre é adaptada e impacta outros seres humanos. De uma maneira um pouco menos etérea, isso significa que as tecnologias, quando são introduzidas na sociedade, têm consequências que quase ninguém é capaz de antever.

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Comunicação no trabalho: Tem um jeito certo de fazer?

A Meta anunciou uma parceria com a Microsoft para levar as reuniões do Teams ao metaverso. É mais uma abordagem para um problema crônico e cheio de soluções no mercado: a comunicação no trabalho, no ambiente corporativo. Slack, Teams, Facebook Workplace, Google Chat, Basecamp, Discord, WhatsApp… ufa, haja ferramentas! Na prática, porém, estamos nos comunicando melhor na hora de trabalhar? É o que Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa debatem neste podcast.

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Do digital para o físico e vice-versa: Uma conversa sobre o novo zine do Manual

No podcast Guia Prático, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin falam, é claro, do zine do Manual. Além de dar detalhes e abordar algumas curiosidades do lançamento, aproveitamos o gancho para debater o nosso consumo de informações à luz da dualidade físico–digital. O livro digital (e-book) não acabaria com o papel? Ainda não, e provavelmente nunca acabará.

O zine Outros jeitos de pensar a tecnologia: Textos selecionados do Manual do Usuário (2021–2022) já está em pré-venda no site da Casatrês.

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O sonho de ser influenciador: Como ganhar dinheiro na internet e fazer disso uma profissão?

No Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falamos de como ganhar dinheiro na internet e fazer disso uma profissão. O caminho, hoje, passa por plataformas, e há inúmeras maneiras de gerar receita, mas é difícil gerar valores mínimos para viver disso e, mais ainda, lidar com as constantes mudanças e os algoritmos opacos.

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Como o TikTok acabou com o maior trunfo das redes sociais comerciais

Silhueta de uma mão segurando um celular com o logo do TikTok na tela. Ao fundo, listas azul, branca e vermelha.

por Guilherme Felitti

Tecnologia cria hábitos e hábitos criam memórias. Um dos hábitos alimentados por tecnologia que a juventude brasileira de classe média na década de 1990 tinha era, na sexta à noite, ir até uma videolocadora. Na época, a mídia ainda era física e, consequentemente, limitada — hoje, a mídia é um apanhado de dados gravado num disco rígido (na sua máquina ou num servidor na nuvem), o que a torna ilimitada pela reprodutibilidade. Quando o videocassete se tornou barato no fim da década de 1970, explodiu o fenômeno do homevideo e os apocalípticos de ocasião juraram que o reprodutor doméstico mataria os cinemas. Na real, os cinemas ficaram bem e os estúdios encontraram uma nova forma de recuperar o investimento na produção dos filmes. Mas como comprar mídia física original era caro, surgiu um modelo do aluguel. As locadoras de vídeo dominaram a maneira como consumíamos multimídia — não apenas filmes, mas games também — na década de 1990.

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Falando (ou não) de política em grupos de WhatsApp

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa revelam como lidam com as difíceis e por vezes inevitáveis conversas de política em redes sociais e grupos de WhatsApp. Vale a pena confrontar notícias falsas? Melhor perder a amizade que deixar a “fake news” correr solta? Como denunciar conteúdos ilegais sem se indispor com o seu tio reaça?

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O mercado de tecnologia chinês, com Júlia Rosa e Mariana Marcondes

Neste Guia Prático, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin recebem Júlia Rosa e Mariana Marcondes, da newsletter Shūmiàn (inscreva-se, é gratuita!), para uma conversa a respeito do mercado de tecnologia da China — as diferenças, as coisas boas e as não tão boas, o domínio do TikTok e outros assuntos entraram na pauta. Ouça no seu aplicativo de podcasts favorito.

Aviso: Na próxima sexta (9/9), não teremos Guia Prático. O podcast volta na semana seguinte, no dia 16/9.

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O metaverso proposto pela Meta/Facebook já nasceu morto

Um robô grande vermelho, um holograma de mulher e dois homens cartunescos em torno de uma mesa numa espécie de nave espacial, com o espaço e um planeta vistos pela janela ao fundo.

por Guilherme Felitti

Vamos começar o episódio com um exercício. Eu vou ler três declarações e você vai me dizer quem falou aquilo e quando. Vamos lá:

  1. “O tablet expande o poder da computação pessoal em empolgantes novas áreas. Combinar a simplicidade do papel com o poder do computador tornará as pessoas ainda mais produtivas. Ele torna o computador uma ferramenta ainda mais valiosa para executivos que gastam tempo em reuniões e longe de suas mesas.”
  2. “Eu imagino levá-lo a reuniões, mas também me deitar com ele à noite para ler meus e-mails e um livro. Quando meu marido me lembrar que um fim de semana especial está chegando, eu posso fazer as reservas [do hotel] online.”
  3. “O tablet representa a próxima grande evolução de design e funcionalidade do computador.”

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O que você precisa saber do 5G

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa fazem um “perguntas e respostas” a respeito do 5G, a nova rede de internet ultra veloz que começa a chegar nas capitais brasileiras. Como saber se meu celular é compatível? Quando o 5G chega onde eu moro? O que isso vai mudar a minha vida? Algumas perguntas são fáceis e objetivas; outras suscitam debates acalorados.

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Mulheres e tecnologia têm tudo a ver, com Gisele Lasserre

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem Gisele Lasserre, fundadora do Tech Girls, de Curitiba (PR). O projeto leva conhecimento de tecnologia e equipamentos para mulheres, unindo as bandeiras do empreendedorismo, empoderamento feminino e preocupação ambiental.

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Luta contra sindicatos expõe o lado retrógrado da Big Tech

Dois homens de costas, vestindo camisetas com o logo do sindicato de funcionários da Amazon e o nome dele — “Amazon Labor Union”.

por Guilherme Felitti

Terminado o primeiro semestre, 2022 já trouxe algumas novidades técnicas bastante relevantes em tecnologia: o chip M2 solidificou a Apple como um player cada vez mais poderoso no setor de chips, o DeepMind decifrou a estrutura de quase todas as proteínas conhecidas e o telescópio espacial James Webb produziu as imagens mais detalhadas do Universo, enquanto o metaverso, tal qual um carro a álcool numa manhã gelada de julho na década de 1990, dá várias partidas em falso com a esperança de pegar no tranco.

Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais1 para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mesmo no último século. A Mesopotâmia e a Babilônia já experimentavam essa tecnologia 2 mil anos antes de Cristo. Após a Revolução Industrial, com o fim do vassalagem e a emergência de uma economia baseada na indústria, o movimento ganhou ainda mais força e os traços que observamos até hoje. Essa “tecnologia” não envolve necessariamente cálculos. É mais uma forma de mobilização e interação humana do que uma tecnologia naquele sentido clássico da acepção de tecnologia como uma ferramenta externa que lhe permite melhorar algo já possível ou executar algo impossível.

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