CES 2021: As novidades mais curiosas e/ou importantes

A CES, maior evento anual do setor de tecnologia, está toda virtual e com menos expositores em 2021. Apesar das baixas, ainda é parada obrigatória para o setor e quem se interessa por tecnologia de consumo. Via Folha.

As novas tecnologias apresentadas lá são tão interessantes quanto os novos produtos. Elas antecipam o que estará nas lojas daqui a alguns (ou muitos) meses. Às vezes são só vaporware, mas vale a menção. O que vi de legal nesta edição, até agora:

  • O tablet NXTPAPER, da TCL, que usa uma tela que combina as características de um bom LCD com as do e-ink. Já tem preço (€ 349) e previsão de lançamento no mundo inteiro, menos Estados Unidos (abril deste ano). Via The Verge (em inglês).
  • Telas que enrolam, como esta da LG. Partes móveis em celulares ainda me deixam apreensivos, mas esse formato, que “esconde” a tela estendida melhor que o dos atuais dobráveis já no mercado, é algo que eu toparia comprar. Via Android Authority (em inglês).
  • MiniLED, nova tecnologia de painéis de TV que aproxima o LCD das OLED, chegando a produtos comerciais. As nomenclaturas não ajudam (Neo QLED na Samsung, QNED na LG, OD Zero na TCL) e os preços não deverão ser baratos na primeira leva, mas vale ficar de olho porque não levará muito tempo para baratearem. O salto do microLED será ainda maior (LEDs individuais para cada pixel, em vez de áreas de pixels), mas ainda falta muito chão para chegar a nós, meros mortais. Via Samsung, Gizmodo e Uol.
  • Nova geração do sensor de impressão digital sob a tela da Qualcomm, com uma área 77% maior e 50% mais rápido que a anterior. Seria legal, nessa época de máscaras, a volta do Touch ID no iPhone. Via 9to5Mac (em inglês).
  • A Intel sentiu o bafo quente da Apple e da ARM no cangote e trouxe um “teaser” da 12ª geração de processadores Core ao lado de novas variantes da 11ª e em meio a uma enxurrada de notebooks equipados com essa geração. Via The Verge (em inglês).

Os novos termos de uso do WhatsApp já estão dando dor de cabeça ao Facebook. Na Turquia, o conselho antitruste do país abriu uma investigação para apurar a obrigatoriedade, a partir de 8 de fevereiro, de os usuários compartilharem dados do WhatsApp com as outras propriedades do grupo, como Facebook e Instagram. Via Bloomberg (em inglês).

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) estuda medidas jurídicas e administrativas para impedir que o compartilhamento obrigatório de dados do WhatsApp. Via Folha.

Não é um pedido de outro mundo: a nova regra não valerá na Europa, por exemplo. Em maio de 2017, a União Europeia multou o Facebook em € 110 milhões por enganar órgãos reguladores em 2014 sobre a possibilidade desse compartilhamento entre WhatsApp e outras redes. Via The Irish Times (em inglês) e G1.

Grandes lojas virtuais nos Estados Unidos, como Amazon, Walmart e Target, estão usando inteligência artificial para determinar quando vale a pena receber de volta um produto comprado online que o consumidor não quis ficar. Em muitos casos, sai mais barato reembolsar a compra e deixar o produto indesejado/errado com o consumidor do que fazer a logística reversa. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

A Bolsa de Nova York abriu nesta segunda (11) com as ações Twitter desvalorizadas em ~7% devido ao banimento de Donald Trump da plataforma. (Neste momento, a queda foi amenizada e o papel é negociado a -4,2% em relação a sexta.) O mercado entendeu o movimento como uma decisão eleitoral, o que pode atrair mais regulação à empresa. Não foi à toa que o Twitter anunciou o banimento numa noite de sexta-feira, dia e horário preferido das empresas de capital aberto para dar más notícias ao mercado. Via Reuters (em inglês).

Google e Apple removeram o aplicativo do Parler, uma rede social alternativa adotada por trumpistas, das suas respectivas lojas de apps. Ambas as empresas alegam que o Parler viola os termos de uso ao não coibir conteúdo ilegal e de incitação à violência. Via AxiosMacRumors (em inglês).

A Amazon, onde o Parler está hospedado, deu um ultimato à empresa. Se não adequarem seus termos de uso até a meia noite deste domingo, o site será banido da Amazon Web Services (AWS). John Matze, CEO do Parler, já admite que o site poderá ficar inacessível por vários dias até ser restaurado em outra hospedagem. Via Buzzfeed (em inglês).

Do nosso arquivo, de 2015, um passeio pelo Gab, outra rede social alternativa adotada por extremistas. O Gab nunca emplacou fora dos círculos próximo a Trump. Hoje, funciona como uma instância do Mastodon, mas quem acessa o Mastodon em outras instâncias bem administradas não corre o risco de topar com seu conteúdo — a maioria das instâncias e até mesmo apps do Mastodon bloqueiam a do Gab.

Ainda dá tempo de mais uma lista de melhores do ano? A do KaiOS, sistema para celulares simples, saiu dia desses e é muito curiosa. O app mais baixado do KaiOS em 2020 foi o Xender, um app que permite transferir arquivos, como músicas e fotos, entre celulares — incluindo aparelhos Android. Em segundo, o UC Browser, navegador web do Alibaba, e fechando o pódio o Ringtones Free, um app de ringtones. Em 2020. Blog do KaiOS via Pinguins Móveis.

O Twitter seguiu os passos do Facebook e, na noite desta sexta-feira (8), estendeu a suspensão de 12 horas de Donald Trump na plataforma para um banimento permanente. Segundo o comunicado da empresa, devido ao “risco de mais incitação à violência”.

No texto, o Twitter lembra que dá uma espécie de passe livre para líderes eleitos de burlarem as regras, mas que “essas contas não estão totalmente acima das nossas regras e não podem usar o Twitter para incitar violência, entre outras coisas.” Trump ainda é presidente dos Estados Unidos, mas não por muito tempo — a posse de Joe Biden acontece no próximo dia 20. Antes tarde do que nunca, mas como demorou… via Twitter (em inglês).

Use o Signal

Elon Musk

Não é o garoto-propaganda dos sonhos para fomentar o uso do Signal, mas toda ajuda é bem-vinda. O tuíte de Musk (que ontem se tornou a pessoa mais rica do mundo) e a mudança na política de privacidade do WhatsApp causaram um aumento súbito de novas contas no Signal, a ponto de atrasar o envio dos códigos de verificação em algumas operadoras. Via @signalapp/Twitter (em inglês).

Cumprindo a promessa, a Realme começou oficialmente a vender seus produtos no Brasil nesta quinta (7). São dois celulares, Realme 7 (R$ 2,5 mil) e Realme 7 Pro (R$ 3 mil), o relógio inteligente Realme Watch S (R$ 899) e os fones de ouvido sem fios Realme Buds Q (R$ 279). Por ora, os produtos estão sendo vendidos exclusivamente na Americanas e Submarino, com descontos especiais de lançamento e cashback. Via Uol.

Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente [Donald Trump] continue usando o nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais. Portanto, vamos prolongar o bloqueio que fizemos de suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado e durante pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica do poder esteja concluída.

— Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.

Fácil depois que o cara deixou o poder e, portanto, não tem mais a influência que poria em risco seu negócio. Via Facebook (em inglês).

Mais cedo, o Snapchat havia anunciado a suspensão por tempo indefinido de Trump. Facebook copiando outra vez. Via Engadget (em inglês).

A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) aumentou a pressão sobre o Mercado Livre devido à pirataria de livros no marketplace da empresa. Segundo a ABDR, 64% das obras irregulares removidas da internet em 2020 estavam no Mercado Livre. Via Estadão (com paywall).

Finalmente sabemos qual o gatilho que faz as redes sociais das big techs norte-americanas — Twitter, Facebook, Google — agirem sobre perfis de governantes autoritários: liderar uma tentativa de golpe de Estado em casa. Via G1.

Não há um número exato de computadores com Windows 7 em uso. Estimativas apontam pelo menos 100 milhões de PCs com esta versão do sistema, lançada no longínquo 2009 e há quase um ano sem suporte da Microsoft. Não é só por preguiça: sistemas legados incompatíveis, preferência pela interface e agilidade no tempo de resposta e custos seguram muita gente na versão defasada. Via ZDNet (em inglês).

Ser verde está na moda, então a Samsung anunciou um controle remoto para TVs que usa bateria interna em vez de um par de pilhas palito (AAA). No material de marketing a Samsung destaca a presença de um mini painel nas costas do controle para recarregar a bateria por energia solar, mas o controle também tem uma porta USB-C para… você sabe, uma recarga tradicional. A vida útil da bateria do controle é estimada em sete anos, alinhada à da própria TV.

A linha 2021 de TVs Samsung traz ao varejão a tecnologia Mini LED, que promete aproximar o LCD tradicional das caríssimas OLED em qualidade de imagem expandindo significativamente o número de LEDs por trás do painel. Via Samsung.

O Facebook atualizou a política de privacidade do WhatsApp nesta segunda (4). A partir de 8 de fevereiro, data limite para que os usuários aceitem a nova redação, dados do WhatsApp poderão ser usados em outras propriedades do Facebook. Ao contrário das outras alterações, que davam a opção de negar esse tipo de compartilhamento aos usuários, esta obriga quem quiser continuar usando o WhatsApp a aceitar o compartilhamento de dados. Aqui já apareceu a tela pedindo o aceite. Por ora, há um “X” para ignorá-la. A partir de 8 de fevereiro, não mais. Chegou a hora de pular do barco? WhatsApp via XDA-Developers (em inglês).