Com as novas variantes do coronavírus e as descobertas da ciência, hoje a recomendação dos especialistas é para que usemos máscaras PFF2/N95. O site PFF para Todos, criado coletivamente por dois perfis no Twitter sobre o assunto, reúne muitas informações. Vale a pena conferi-lo para tirar dúvidas, saber onde comprar máscaras no seu estado e pegar este infográfico para compartilhar em grupos de WhatsApp.
Você ainda usa Instagram (eu larguei)? O Barinsta é uma boa alternativa de código aberto para Android. Transcrevo a descrição do projeto:
Se você não publica posts ou stories no Instagram, mas ainda tem que usá-lo para manter contato com pessoas e conteúdos, agora existe uma alternativa: o Barinsta é um belo aplicativo para usar o Instagram, removendo a maioria das chateações [do app oficial] (anúncios, sugestões, abas inúteis) e te dando mais controle sobre os seus dados.
É possível usá-lo até sem conta/fazer login, embora assim a experiência fique mais limitada. Além de não permitir postagens, outra limitação sinalizada pelos desenvolvedores é a impossibilidade de se criar “threads” nas mensagens diretas.
O Barinsta é gratuito e está disponível na loja de apps F-Droid (não conhece? Leia isto).
Aplicativos alternativos não costumam ser bem vistos pelo Instagram, então use o Barinsta por sua conta e risco. Os desenvolvedores pedem apenas para que ele não seja usado com VPNs, porque o Instagram vê variações no IP como ação de robôs. Tudo indica ser um app seguro (caso contrário não o divulgaria aqui), mas vale sempre o aviso: use-o por sua conta e risco.
A bagunça em produtos do Google não está restrita aos apps de mensagens. Além da migração do Google Play Music para o YouTube Music, a empresa resolveu agora migrar a base do Google Pay para para uma nova versão que mantém o nome, mas exige um recadastro vinculado ao número do celular e passa a cobrar por transferências a partir do cartão de débito.
Por ora, o novo app só vale para Índia, onde foi gestado e estreou com o nome Tez em 2017, e Estados Unidos, onde chegou em novembro passado e passará a ser obrigatório para transferências a partir de 5 de abril (o recurso sumirá da versão web/desktop). Via Ars Technica (em inglês).
Bônus: a nova versão traz um serviço de troca de mensagens (!) embutido.
É sabido que as grandes empresas planejam com muita antecedência seus próximos passos, incluindo novas linhas de produtos, mas coisas como esta previsão de que a Apple lançará lentes de contato “inteligentes” entre 2030 e 2040 é de levantar a sobrancelha. Via MacMagazine.
Quem diz é Ming-Chi Kuo, analista chinês famosinho em sites que cobrem a Apple pelos seus vazamentos, provavelmente vindos de fontes na cadeia de suprimentos da empresa. Existe todo um mercado de rumores da Apple, o que permite que se crie um “ranking de vazadores”. Ming-Chi é apenas o oitavo no de precisão (acertou 78,2% dos palpites) e o quarto mais prolífico (levantou 142 rumores).
Meio relacionado: impossível não lembrar do amalucado plano de 300 anos do SoftBank ao falar de previsões corporativas de longo prazo. Já deve ter sido revisto.
O estrago no Brasil causado pela nova política de privacidade do WhatsApp começa a ser mensurado. Pesquisa da Opinion Box apontou que o Telegram está presente em 45% dos celulares brasileiros, aumento de 10 pontos percentuais em seis meses. Justiça seja feita, o Big Brother Brasil também deve estar ajudando. Via Mobile Time.
Existe um buraco na criptografia de ponta a ponta do WhatsApp: os backups na nuvem. Tanto no Android (Google Drive) quanto no iOS (iCloud), os backups na nuvem não são criptografados de ponta a ponta, o que significa que alguém que obtenha acesso a esses espaços pode ler as mensagens salvas.
Isso parece prestes a mudar. O WABetaInfo encontrou vestígios em uma versão de testes do WhatsApp de uma nova opção para criptografar backups do aplicativo. Ainda não se sabe quando o recurso será liberado. Via @WABetaInfo/Twitter.
Achados e perdidos #6
Toda semana acumulo links curiosos, vídeos e outras coisas legais, mas que achei não valiam uma notinha. Descaradamente inspirado pelos link packs da Tina, decidi reuni-los numa lista e publicá-la aqui.
***

— Todos os 150 cenários de Fantasian, novo jogo para o Apple Arcade de Hironobu Sakaguchi, criador da série Final Fantasy, são dioramas reais feitos à mão (em inglês). Sai ainda este ano.
— Deep Nostalgia é uma inteligência artificial que anima rostos em fotos antigas. Fascinante e assustador na mesma medida. Falamos disso no segundo bloco do último Guia Prático.
— O MUBI Remix, novo app da MUBI, cria vídeos com frases personalizadas a partir de falas de filmes. Em inglês e apenas para iOS.
— Um fio no Twitter da @maffalda de sites muito específicos para verificar coisas.
— Outro fio no Twitter, do @NonsenseIsland, de músicas clássicas em desenhos animados antigos (em inglês).
— Os sons da Dundler Mifflin (em inglês), o lendário (e hilário) escritório da série The Office.
— A Logitech lançou no Brasil o Ergo M575, seu último mouse do tipo “trackball”. Custa R$ 350.
— Você consegue vencer este algoritmo de xadrez feito com 1 KB de JavaScript?
— Crie fluxogramas escrevendo linha após linha (depois, dá para baixar em formato de imagem SVG).
— O site Cameron’s World é uma ode à web dos anos 1990, cheia de sites pessoais com GIFs animados, paletas de cores espalhafatosas, contadores de visitas e uma boa dose de ingenuidade. Os links abrem sites do Geocities salvos pelo Internet Archive em um frame que lembra o Netscape. Nostalgia pura!
Post livre #258
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
O iPhone esmola
O jornal Folha de S.Paulo teve acesso a mensagens de uma rede interna usada por procuradores da República em que eles reclamam do celular funcional que receberão para trabalhar, um iPhone SE, cujo preço sugerido começa em R$ 3,6 mil. O aparelho foi chamado por um deles de “esmola”.
O navegador Brave anunciou a aquisição do buscador Tailcat, desenvolvido pela Cliqz, uma empresa que tinha seu próprio navegador focado em privacidade e que fechou as portas em abril de 2020. O objetivo do Brave é oferecer uma alternativa privada ao Google. Além dos “anúncios éticos”, que já são veiculados no navegador, o Brave quer oferecer uma versão paga do futuro buscador que não exibiria anúncios. Via The Register (em inglês).
O WhatsApp liberou chamadas de áudio e vídeo em seus aplicativos para computadores. Por ora, apenas chamadas individuais; as em grupo serão disponibilizadas “futuramente”. Curioso para saber qual será o impacto desse recurso no uso de outros aplicativos mais comumente usados em computadores, como Skype e Zoom. Via WhatsApp.
Com 20 anos de atraso, o Google reconheceu que monitorar os usuários por toda a web é uma prática abusiva e anunciou, com um texto pra lá de confuso, que a abandonará. Ou algo parecido com isso.
A parte que importa do comunicado é esta:
Hoje deixamos claro que, com a desativação gradual dos cookies de terceiros, não vamos criar identificadores alternativos para rastrear pessoas que navegam pela internet — e tampouco usaremos esse tipo de identificador em nossos produtos.
Cookies de terceiros são uma maneira antiga e muito difundida de rastrear usuários em sites diversos. O Firefox da Mozilla e o Safari da Apple bloqueiam essa prática desde setembro de 2019. O Chrome do Google ainda vai bani-lo até o início do ano que vem. A novidade é que, ao contrário de outras empresas de publicidade, o Google não pretende criar um substituto para os cookies de terceiros.
Note que o anúncio só se refere a sites da web. O Wall Street Journal pontua que ele não contempla as ferramentas de anúncios e identificadores únicos usados em apps de celulares. E, talvez mais importante, que a medida não atinge os “first-party data”, ou seja, dados coletados pelo Google em suas propriedades. Não deve ser coincidência que, desde o ano passado, mais da metade das pesquisas do Google terminam na página de resultados.
Talvez o Google não precise mais disso pela hegemonia que alcançou em duas décadas de abusos? Ou consiga os dados de outras maneiras que não via sites de terceiros? Afinal, além do buscador mais usado do planeta, o Google também tem o navegador mais popular de todos.
“Ninguém deve ser obrigado a aceitar ser rastreado enquanto navega em troca do benefício de ver anúncios relevantes para o seu perfil”, diz o comunicado em outro trecho. Só rindo.
Ainda quero ler mais opiniões e análises desta mudança. Há quem diga que ela é paradigmática, que pode afetar todo o ecossistema de publicidade digital, em especial as empresas menores. A conferir. Via Google, Wall Street Journal (em inglês, com paywall).
Neste sábado (6), acontece o Open Data Day, uma celebração anual do uso de dados abertos no mundo todo. Já são mais de 200 eventos marcados ao redor do mundo, pouco mais de dez deles no Brasil. Em Curitiba, organizado pelo grupo Code for Curitiba, o objetivo para esta edição é engajar cidadãos no uso de dados públicos e impactar o desenvolvimento da cidade. A programação está repleta de gente boa. O evento, por óbvio, é virtual, e a inscrição é gratuita. [Dica da leitora Estelita Carazzai, que está no apoio do ODD e faz excelente uso de dados abertos em sua newsletter local, a O Expresso.]
Já sabíamos, mas não deixa de ser triste ver a Sony saindo do país. No fim de março, a fabricante japonesa deixará de vender câmeras, TVs e equipamentos de áudio no Brasil. Por aqui, apenas as operações de games, cinema, música e soluções profissionais continuarão. Via @sonybrasil/Twitter.
Em tempo: a loja oficial da Sony está com alguns descontos dignos de queima de estoque.
Novidades legais de dois serviços usados por este Manual do Usuário.
O Buttondown, ferramenta de disparo de newsletters, tornou o monitoramento via pixel espião desativado por padrão para novas newsletters. (Entenda a questão.) No anúncio, Justin Duke, criador e mantenedor do serviço, diz que pretende fazer algumas mudanças para oferecer informações da newsletter sem que o dono dela precise recorrer ao pixel espião. No aguardo!
(O Manual já optava por não usar pixel espião nem monitorar de qualquer modo os assinantes da newsletter.)
O FeedLetter, serviço de feedback para newsletters (aquelas “notas” que aparecerem no final da mensagem), encerrou o período de apoio inicial, em que Jens Boje, criador e mantenedor do serviço, concedia um desconto especial. A mudança veio acompanhada de algumas novidades e de um mapa dos próximos recursos que serão implementados, e fortalece o compromisso de manter o serviço de pé, funcionando e recebendo manutenção.
Uma coisa muito legal que o Jens faz é o “desconto de paridade”. Em lugares onde o dólar é muito caro, ele concede um desconto para adequar o custo do FeedLetter à realidade local. No momento, três usuários se beneficiam da paridade — eu sou um deles.
Sempre procuro trabalhar com parceiros e fornecedores alinhados aos princípios que norteiam o Manual do Usuário, como o Buttondown e o FeedLetter.
Escolhas do editor
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