Brave adquire buscador focado em privacidade

O navegador Brave anunciou a aquisição do buscador Tailcat, desenvolvido pela Cliqz, uma empresa que tinha seu próprio navegador focado em privacidade e que fechou as portas em abril de 2020. O objetivo do Brave é oferecer uma alternativa privada ao Google. Além dos “anúncios éticos”, que já são veiculados no navegador, o Brave quer oferecer uma versão paga do futuro buscador que não exibiria anúncios. Via The Register (em inglês).

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9 comentários

  1. Não parei pra ler direito. Mas a parte da comunidade opensource focada em segurança tem feito severas críticas ao Brave essa semana.

  2. Eu gosto muito do Brave, mas de uns dias pra cá estou em uma encruzilhada. O CEO da Brave, Brendan Eich, foi quase um dos fundadores da Mozilla e da Internet moderna. Além de ter co-fundado o Firefox, ele foi o criador do Java Script, sendo quase um dos pais da internet moderna.

    No entanto, em 2012, descobriram que o maluco suportou financeiramente aquela lei que baniu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia e inclusive essa foi a causa da saída dele da Mozilla (sendo, na época, CEO da empresa). https://tecnoblog.net/154500/brendan-eich-renuncia-ceo-mozilla/

    A mais nova do cidadão é ser negacionista do Covid. Além de acreditar que foi causado pela China, ele afirma que máscaras não servem de nada e ser obrigado a usar elas é uma opressão. Além da reportagem que vou linkar, basta acessar o twitter dele e ver o buraco negro que é. https://www.nytimes.com/2020/12/22/business/brave-brendan-eich-covid-19.html

    Não sei se todos sabiam disso, mas vocês se sentem confortáveis em usar um navegador desse cara? Acham que é melhor suportar o Google por meio do Chrome, que te mapeia e não é nada privacy-friendly, do que promover coisas de um maluco desse? Discorram sobre.

    1. Talvez seja o caso de separar o autor da obra? Isso me incomoda também, embora eu provavelmente use/consuma produtos e serviços de gente podre como o Eich.

      Ah, e não é como se só existissem Brave e Chrome, né? Tem o Firefox, que é uma ótima alternativa. De repente vale a pena dar uma chance a ele.

      1. Concordo com você, existem outras opções, eu mesmo sou o usuário do FF… Mas e se não existisse? Você acharia mais ético promover um negacionista como ele ou serviços querem a sua privacidade?

        Acho inclusive que essa discussão é bem mais ampla. A alta de popularidade do Telegram, por exemplo, é muito bacana do ponto de vista de privacidade, no entanto esta mesma ferramenta já está sendo usada para promover discursos de ódio, valendo-se dessa mesma privacidade… A privacidade acaba sendo uma arma de mocinhos e vilões.

        1. Eu acho que não vale a pena. Parei de usar o Brave (e testar) quando eu soube disso sobre ele. Nesse caso não tem como separar o autor da obra, como diz o Ghedin, porque ele não faz “nada demais”, existem outros navegadores. Não é como se ele fosse um artista plástico de talento.

          Sobre o Telegram, a privacidade dele, tirando dos grupos criptografados, é pior do que a do Whatsapp. Eles não são criprografados de ponta-a-ponta. Isso pode levar a investigações mais assertivas contra esses discursos/grupos. O “problema” (eu não acho um problema) é que o Pavel normalmente não entrega os dados/conversas do Telegram pra justiça.

    1. Aguiar, discorra mais sobre isso. . A questão do cripto eu desabilito a funcionalidade. Não é suficiente? Há algum script que rode no background? Tenho usado o Brave e aprovado.

      1. O Brave tem um histórico de decisões controversas (como trocar links de lojas virtuais para inserir códigos de comissão sem avisar os usuários) e falta de transparência (todo o lance da BAT e a relação com sites é controverso).

        Aqui tem uma boa discussão (em inglês), inclusive com a participação do Brendan Eich, dessas polêmicas.

        Pessoalmente, acho mais negócio usar um navegador menos ~polêmico e mais transparente. No caso, Firefox ou Safari.

    2. Poderia falar mais sobre isso? Não tenho conhecimente desse fato, eu ganho a crypto do Brave (BAT) através de anuncios e não mineração.

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