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Post livre #258

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

172 comentários

  1. Vocês conhecem algum aplicativo de tradução para smartphone melhor que o Google Translate? Não gosto da forma como o sistema do Google traduz algumas frases e isso me atrapalha bastante quando quero conferir minha escrita em inglês

    1. Eu uso o Deepl em conjunto com o Grammarly.
      O Grammarly não é tradutor, é um corretor excelente que corrige concordâncias e inclusive – na versão paga – o estilo (formal ou coliquial). Ele tem extensões que auxiliam na digitação em qualquer site.
      Ajuda muito na melhora da qualidade da escrita.

  2. Vocês já deram uma olhada nas tentativas de login em suas contas de e-mail? Estava revisando algumas questões de segurança do meu office e vi várias tentativas de login, chega até ser assustadora (mas sem sucesso, claro).

    1. Não… nunca nem me passou pela cabeça isso
      Não gosto de ler essas coisas porque me deixa com um pé atras. vou atualizar minhas senhas

  3. Nasci no final dos anos 90 e para mim os MMORPGs de PC foram muito mais presentes do que o videogame. Joguei muito na infância e na adolescência: Metin 2, MU, Perfect World, mas principalmente Ragnarok. Alguém aí tem saudade de algum desses?

    Hoje, não costumo mais jogar nenhum jogo no PC e não tenho mais videogame. Ontem foi minha primeira partida de RPG da vida, o D&D mesmo. Me reuni com uns amigos online e não vejo a hora da próxima sessão.

    Parece que tenho feito esse movimento pro “analógico” dos games, visto que já joguei outros de tabueleiro e cartas (Lobisomem, Coup, Carcassone, Bang) que gostei bastante também . Qual a relação de vocês com esses jogos de tabuleiro ou RPG de mesa?

    1. Joguei por anos Ragnarok em server private!!! Até que eu era bastante ativo em fóruns e tals. Outro que eu curtia bastante era um chamado de Dofus, onde tinha elementos de batalha baseados em turnos.
      Hoje em dia eu não consigo me imaginar jogando a mesma coisa por horas e horas. Fiquei bem mais acostumado com os jogos casuais(por isso comprei um Switch, apesar de toda a desvantagem da plataforma aqui no Brasil).
      Quanto ao RPG de mesa, nunca encontrei um grupo que jogue de forma mais “soft”, aí nunca fiquei estimulado em jogar.

    2. Gostava muito de RO, gastei horas e dinheiro nesse jogo, mas sempre fui muito ruim rrs
      Sempre tive vontade de WoW e um outro aí que esqueci o nome, que bastava comprar uma chave única (GuildWarriors??), mas não tinha PC suficiente para jogar.

    3. Jogo RPG de mesa quase todas as semanas, tenho jogado uma mesa com meus amigos já tem 1 ano e meio, mas anteriormente joguei com outro grupo de amigos por quase 4 anos.
      O interessante do RPG de mesa é que você não está obrigado a utilizar as regras, se o mestre e os jogadores conversarem e concordarem, dá para ignorar um monte de coisa, ou adicionar a mais, a imaginação e a criatividade que irão limitar.
      Uma coisa que eu sempre comento com pessoal que está iniciando é que o importante é você se divertir, e se você não gostar de como a campanha está indo, ou ficar desconfortável com seu personagem, você pode sempre conversar com o mestre e o pessoal, ou começar outra aventura ou procurar outro pessoal que você se sinta mais confortável.
      No mais, boas jogatinas ai!

    4. Tenho um grupo de amigos e nos reuníamos quase toda semana para jogar boardgames, isso desde 2016 com alguns hiatos.

      Boardgames na minha infância era Banco Imobiliário, Jogo da Vida, War… aí em 2016 esses amigos convidaram e se abriu toda uma gama de novos jogos, Terra Mystica, Power Grid, e por aí vai.

      Depois da pandemia seguimos online, algumas vezes live, algumas vezes async.

    5. Nunca joguei RPG de mesa porque nunca tive gente no meu círculo de amizade que curtisse, então acabávamos nos limitando a um War ou coisa do tipo. Recentemente eu e minha esposa temos experimentado alguns jogos de tabuleiro para dois, como Santorini, mas ainda sinto falta de ter mais gente conhecida interessada nisso, pra poder explorar um Carcassone, Zombiecide etc

  4. Hoje chegou o meu Moonlander Mark I, o teclado mais diferentão que já usei na minha vida. Acabei de desenhar um layout para usar e de ativar a cópia do jogo que vem junto com a compra. Estou antecipando algumas semanas de sofrimento até que eu me acostume. 😅

    1. Não fazia ideia da existência desse nível de customização. Conta um pouco aí como for a sua adaptação. Depois de umas pesquisas, vi que tem gente que troca do QWERTY para o workman com esse tipo de teclado (o que também é uma grande novidade pra mim). Faz sentido?

      E ótima escolha, mandou bem!

    2. Achei sensacional o teclado! Aproveite bastante!

      Lembro-me que antigamente os teclados “ergonômicos” eram mais algo tipo um teclado que tinha formato que virava para os lados. O interessante do Moonlander é a possibilidade de trabalhar com dois lados distintos, o que é uma outra forma de mexer com o PC, sei lá.

      E para quem não sabe o teclado que ela fala: https://www.zsa.io/moonlander/

      1. Eu tive um desses, da Microsoft. Um dos primeiros que tinha uma porta USB acoplada (dava pra ligar o mouse direto nele) e duas saídas ao mesmo tempo, PS2 e USB.

        Eui levei uns meses pra me acostumar totalmente, mas depois eu não conseguia digitar rápido em nenhum teclado. É dessa época que vem a minha predileção por HW da MS. Comigo eles sempre mandaram bem em teclados e mouses (eu já usei bem mais de 20 perifericos deles).

    3. Bonitão! Não sei se me acostumaria com a posição das setinhas. Quando ao resto, acho que é só questão de costume mesmo. Possivelmente é bem confortável depois que se pega o jeito.

    4. No final do ano passado, depois de muita pesquisa (muito /r/ergomechkeyboards), muita economia e sofrimento, comprei um Ergodox-EZ. Tive muita dificuldade nos primeiros dias, mas em uma semana ja estava conseguindo digitar ok. No final do primeiro mês ja tinha conseguido recuperar boa parte da minha velocidade normal de digitação. Ainda estou me adaptando pra outras tarefas, como mexer em planilhas, mas no geral muito satisfeito. Tinha frequentes crises de tendinite apos certo tempo de uso de teclado, que desapareceram completamente depois que comecei a usá-lo!

  5. Uso o mesmo notebook desde 2016, ele é um HP Probook 4440s (de 2013). Ganhei de segunda mão e em 2018 coloquei um SSD, ele ainda voa, mas o problema tem sido a Adobe – aplicativos não funcionam mais.
    Resolvi então que compraria um notebook da acer, esperei aparecer o modelo que queria naquele regime Fortnite de loja, comprei – chegou ontem.
    O notebook está com superaquecimento. Tu liga a parada e o disco aparece com 100% de uso, a temperatura do Ryzen 5 oscila entre 54ºc e 60ºc.
    Estou desde 9h tentando alguma solução pra devolver a parada, se até de noite não me responderem terei de fazer o caminho do Reclame Aqui.
    Espero que a sorte que tive não seja passada aos que tentarão adquirir produtos na semana que vem.

    1. Estranho. Não seria algum programa que gerou o superaquecimento? Ou erro de projeto da Acer mesmo?

    2. Poderia rodar um linux Mint live-usb por pendrive pra testar isso aí.
      Se eu instalar windows no meu notebook ele fica com a ventoinha acelerada

  6. Comecei a rever o Gizmodo Brasil, e curti em partes a matéria sobre a Santa Ifigênia (Que diga-se de passagem, o site ficou devendo desde o começo este tipo de matéria).

    Acho que a matéria poderia ter ido mais a fundo, pois a região tem uma história bem peculiar, e na verdade poderia ser uma série de matérias sobre as regiões de compras de eletrônicos de São Paulo (Santa Ifigênia / Luz, 25 de Março e Avenida Paulista). Daria até para fazer uma série maior abrangendo outros estados (o “Saara” no Rio de Janeiro por exemplo).

    A propósito, estou indo para a Santa agora. Alguém quer algo de lá?

    1. (Eu sei que eu fazia o “Histórias da Santa Ifigênia” por aqui, mas de alguma forma desanimei e também com a pandemia não tem muita novidade. E a região em si ultimamente tá bem esquisita.

      Para não dizer que não tenho uma história da santa ifigênia na manga, trago uma: )

      Hoje fui levar uns equipamentos para reparo na região. E em duas lojas diferentes, vi pessoas reclamando da aglomeração comum na região, inclusive pelo fato que muitos jovens – geralmente os vendedores de rua e “puxadores” – estavam gritando, fumando ou conversando sem máscara . Em uma das lojas escutei reclamações severas de um conhecido senhor de idade e profissional da região.

      Os puxadores, para quem não sabe, são os que ficam na porta das galerias “puxando” clientes para as lojas que ficam mais adentro das mesmas. O problema é que muitas vezes tais são ligados com coisas “ilegais” – “gatonet”, programas piratas, reparo de celular em local sem garantia ou profissional não muito afeito a profissionalismo…

      Eu sinceramente me esquivo bastante dos mesmos. As vezes cumprimento. Só não gosto que me toquem – nestas horas dou uma de esnobe e “passo a mão limpando” onde a pessoa tocou. E já arranjei encrenca com alguns.

      Mas de fato, infelizmente muitos deles – se eu falar que eles são em sua grande parte jovens negros, cês dirão que estou sendo preconceituoso? – hoje estão agindo na pandemia como se fossem estúpidos. Sem máscara, gritando, fechando caminho…

      —–

      Tem uma loja na rua Gusmões de um senhor chamado “Emark”. Salvo engano, ele foi um dos que fizeram diversos tutoriais de eletrônica e distribuia (vendia) revistas com tais tutoriais, além de kits e muito mais. Hoje é uma simples lojinha, mas que sempre penso se poderia comprar algo lá (Acabo não comprando pq fico travado e na verdade acabo comprando mais coisas usadas um pouco mais ao leste da rua).

      Mas sinto que conversar com ele renderia boas histórias.

  7. eu assinei o fastmail por causa do suporte ao web.dav e cal.dav, assim uso o serviço deles de calendário e agenda,mas um motivo principal foi por causa dos alias,eles permitem mais de 600, assim em todo cadastro que eu faço,eu crio um

    mas estava pensando aqui, se um dia o serviço parar de funcionar terei maior trabalho de trocar tudo, então pensei em comprar um domínio e usá-lo para isso, vcs acham mais prático do que o jeito que está? fora que hoje em dia tenho que entrar no serviço, colocar a senha e criar um alias,com um domínio não preciso fazer nada disso,pq qualquer coisa eu coloco direto num site o mdu@will.com sem fazer configuração antes (isso eu aprendi aqui no MdU)

        1. O básico não permite usar domínio personalizado, né? Eu tenho o plano intermediário, de US$ 5/mês. Em fevereiro, paguei R$ 27,40 (convertidos de US$ 4,53; tenho uns descontos por indicação).

          Uso esse esquema aí de configurar um e-mail “catch-all” e inventar e-mails para cada serviço. Além de carregar o domínio comigo, caso o Fastmail um dia encerre suas atividades ou eu queira mudar de provedor, é muito prático por dispensar qualquer configuração adicional — se alguém bater a cabeça no teclado e mandar um e-mail para kjfn24qw4uiofq3809@ghed.in, eu recebo.

          1. isso, o básico não me permite, mas esse de 5 permite, aliás, ele permite até vc ter um site estático usando o serviço deles (tipo o seu, ghedin). E quando assinei, usei seu link ghedin, tanto é que eu pagava US$ 2,70 com desconto no início

            Isso é o que pretendo fazer, é bem mais prático, fora que as vezes fico com preguiça ou estou com pressa, aí acabo usando um alias genérico que criei especialmente pra isso, então ele acaba ficando com mais de um cadastro

    1. Que vantagem o Fastmail tem com relação ao ProtonMail? O suporte a cal.dav apenas?

      1. não cheguei a usar o protonmail, mas usei o tutanota que é parecido, então vou falar em relação a ele:

        tutanota só abre se tiver internet (e as vezes demora), a busca é sofrível, tem suporte a poucos alias, agenda e contatos não sincronizam no celular, assim como não tem armazenamento na nuvem (apesar que eu não uso isso no fastmail)

    2. Cara, uma pergunta. Tem como por a interface do Fastmail em pt-BR (ou pt-PT mesmo)? Pergunto, pois, estou com vontade de mudar o email da minha empresa para o Fastmail e seria interessante se tivesse versão em pt-BR.

      1. no celular tem, e mão lembro agora se na versão web tem, mas é quase certeza que possui

        1. hmmm, valeu. Vou ver se hoje a noite eu faço uma conta de teste para testar.

    1. internetlab.org.br
      Distribuído semanalmente com atualizações sobre politicas de internet.

    2. lance espresso: todo dia útil de manhã, com as notícias do esporte

      meio: noticiário

      amuri: finanças pessoais

    3. Garimpo – Os assuntos mais populares das redes sociais em menos de três minutos.

      1. Ele é muito bom. Já recomendei aqui =D

        O podcast novo dele com o Pinheiro é muito bom também. Eu era ouvinte do antigo (Atrás do Front) e gostava bastante. Recomendo também, principalmente porque o Pinheiro é aquele tipo de cara que fala sobre tudo numa conversa (sobre tudo mesmo, ele foi meu chefe na UFRGS quando eu trabalhei na SEAD).

    4. As minhas preferidas de tech policy são essas:

      Access Now
      Alexander von Humboldt Institute for Internet and Society (HIIG)
      Baixa Cultura [PT]
      ChinAI Newsletter
      CyberBRICS [PT]
      DigiLabour – Newsletter – Tecnologia e Mundo do Trabalho [PT]
      Don’t LAI to me – Fiquem Sabendo [PT]
      Electronic Frontier Foundation
      GIP Digital Watch newsletter
      Global Partners Digital
      Interfaces [PT]
      Internet Freedom Festival
      Internet Governance Caucus [Discussao]
      ISOC Brasil [PT] [Discussao]
      Knight Center for Journalism in the Americas [PT]
      RedLatAm [Discussao]
      Semanário InternetLab [PT]
      Semanário OKBR [PT]
      The Alan Turing Institute
      The Berkman Klein Center for Internet & Society at Harvard University
      The Engine Room
      The Syllabus

    5. tinyletter.com/Adnilson

      Contos, reflexões e indicações culturais a cada quinzena (sim, é minha)

    6. Conectando Pontos

      Edgar traz a cada duas semanas reflexões atuais em 3 tópicos, sempre com excelentes referências e indicações.

      Se vc gosta do Startup da Real, vc vai gostar dessa news

    1. o próprio vazamento da lava-jato já devia ter feito esse mito cair

      1. Eu disse isso no post sobre o Brave :<

        Telegram é menos seguro que o WhatsApp. O pessoal encara ele como uma panacéia. Eu sempre tive os dois pés atrás.

        1. Além do que, o dono/empresa também não me inspiram confiança, não sei, parece algo obscuro.

          Algoritmos proprietários, sem código aberto…

          E agora tem a parada de estar em uso por grupos extremistas.

      2. parece q não é um bom momento para ‘mitos’ de um modo geral.

      3. Mas nesse caso da Lava Jato, não foi o telefone dele que foi hackeado ?

    2. Sim, ele não tem criptografia de ponta a ponta por padrão. O Telegram funciona muito bem para alguns cenários, como grupos com desconhecidos — é o único app, desses mais populares, que permite ocultar o número do telefone de quem não é seu contato.

      1. Nunca tinha pensado no Telegram dessa forma. De fato, ele é ótimo pra conversar com desconhecidos pois permite esconder o número de telefone. Que é um dado bastante sensível dado que muitos serviços usam esse número como única forma de login.

        Confesso que ultimamente tenho preferido o Telegram até para conversas comuns com a família. Mesmo que nos chats não-secretos não tenha criptografia de ponta-a-ponta, eu confio mais no Telegram do que no Facebook no quesito de uso comercial dos metadados de uso da plataforma. Pra mim tem sido um bom equilíbrio entre privacidade e praticidade

        1. Eu tenho feito o mesmo. Tenho instalado tanto o telegram quanto o signal. Quando comecei a tentar levar contatos pro signal tibe uma resistencia muito grande das pessoas. Quando comecei a sugerir o telegram a resistencia nao foi tão grande. Ele, de fato, tem um monte de recursos legais, e as pessoas continuam usando. Uso bastante pra chats com desconhecidos sobre topicos específicos tb. A preocupação com segurança existe, mas o lance da segurança passa primeiro pela analise de um adversario: quero me proteger do quê? E, no meu caso, é do Facebook, então pra isso o Telegram serve, pelo menos por hora tá servindo. Com a polêmica do whatsapp do começo do ano e com os grupos de telegram falando de BBB, vi muita gente migrando pro telegram, ou pelo menos instalando ele também

  8. Em uma das aquisições mais aleatórias do mercado, a Square (empresa de POS, maquininhas de cartão) comprou a Tidal. Não só é algo estranho, mas a Square está nomeando o Jay-Z pro quadro de diretores da própria Square. O Press Release pode ser lido aqui https://squareup.com/us/en/press/tidal

    E lembrando que a Square pertence ao twitter.com/jack, um dos fundadores do Twitter. Ele até fez uma thread tentando explicar, mas continua parecendo estranho https://twitter.com/jack/status/1367460907958243328

    1. Quando li, pensei em Squarespace, não na Square pagamentos

      Não sei qual seria a mais enigmática

  9. Pessoal, sobre aquele problema que relatei em um determinado jogo com Linux semana passada:
    Consegui resolver. O problema era na frequência do monitor. Configurei para ficar fixo e o problema foi resolvido.

  10. 250 mil mortos.

    Mesmo assim Bolsonaro mantém 40% de aprovação.

    40% da população brasileira compactua com o genocídio.

    1. Nós fracassamos como sociedade. O Brasil tem que acabar com o Bozo, antes que ele termine de acabar com o Brasil.

    2. Eu estava conversando contem com alguns amigos no WhatsApp e ninguém chegou à nenhuma conclusão sobre isso. O que eu acho, contudo, é que as pessoas não são “genocidas”. Essa é uma visão da esquerda acadêmica do PSOL, que se baseia numa esquerda importada do partido democrata dos EUA, e que eu acho extremamente contraproducente. Dizer que 40% das pessoas compactuam com o genocídio me soa como um julgamento moral (de superioridade) em relação aos outros.

      Explico.

      Nesse bolo tem todo o tipo de pessoas, desde as que não se importam mesmo com o que está acontecendo, passando pelas que precisam trabalhar pra não morrer de fome ou morar na rua e chegando até as que não entendem o que está acontecendo porque são bombardeadas com notícias dos dois lados – de uma lado a esquerda pequeno burguesa dizendo que são genocidas em potencial e do outro a direita liberal dizendo que tudo é gripezinha e que o grande problema do Brasil é a falta de privatização.

      A gente deveria focar os esforços, da forma que for possível, em ouvir essas pessoas, as que estão perdidas e entendem que não podem ficar sem trabalhar – ou trabalhar de casa, como na casta intelectual, como o Ghedin disse hoje na newsletter – e que ao mesmo empo sabem do perigo de sair. È muito bonito dizer que todo mundo precisa ficar em casa – e num mundo ideal, seria isso mesmo – mas a realidade da nossa situação sistêmica capitalista nos coloca na rua pra trabalhar sob pena de morrer.

      Ademais, esse dicurso de “fique em casa sob qualquer custo” serve em muito para frear uma possível organização de trabalhadores que poderia colocar pressão no governo. Ontem mesmo, na cidade onde passei a maior parte da minha vida, a GM anunciou que vai fechar por 3 meses mantendo o salário acordado com o sindicato. Eles já estavam de férias coletivas desde segunda e trabalhando em turno reduzido desde abril/2020. Em outros tempos, esse pessoal estaria na rua, hoje, com a desorganização dos setores que deveriam estar pressionando – aka esquerda – as fábrcas fecham, as pessoas perdem os empregos e tudo o que a gente vê são “fios” no Twitter falando de uma realidade paralela da academia.

      Criticam muito o PCO pela atitude belicosa do partido e pela ideia fixa da revolução popular, mas pouco se fala da incapacidade do PSOL e do PCB em sair dessa masturbação intelectual que gera dois produtos: livros e cursos pagos.

      A população brasileira não é genocida, ele está perdida porque é composta de uma massa de trabalhadores precarizados e sem dinheiro (47% da PEA não tem renda fixa).

      1. Seu comentário não merece Palmas, merece o Tocantins inteiro.

      2. Cara, nem sei o que dizer. Tu conseguiu expressar exatamente o que eu acho mas tenho dificuldade em expressar. HAahahh
        Valeu.

      3. Acho que é por aí mesmo. Antes de genocida, creio que a base de apoio do Bolsonaro é mais negacionista e/ou alienada. Quem realmente se beneficia dessa política posta é uma minoria; a maioria que não pode ficar em casa não percebe (ou não quer ver) que estão nessa situação, em grande parte, por uma falha sistêmica derivada da não-atuação do governo — os entraves que Bolsonaro impôs ao auxílio emergencial, a absoluta falta de apoio às micro e pequenas empresas para viabilizar os fechamentos, a negligência criminosa em garantir vacinas etc.

        É uma pena, mesmo. Embora a população não seja genocida (ainda que seja violenta, mas esse é outro papo), é esse apoio que sustenta a política genocida do Planalto. Já são +260 mil mortos, média de mortos e contaminados acelerando, o caos completo. Tomara que a gente aguente sair disso.

        1. Nisso ocorre uma falha (que até eu mesmo pratico): considerar o eleitor do salnorabo tão genocida quanto. Falha comum à muitos “de esquerda”.

          Eis o ponto: prefiro considerar a pessoa corrupta do que genocida – pois aponta a falha que a pessoa que elegeu o salnorabo por alienação ao invés de dizer que ela é “assassina” (e sabemos que no Brasil há crimes que ocorrem e não dá para ficar relatando pq a comunidade em si teme os que praticaram os crimes – difícil botar pobre como cúmplice de certas situações, apesar que há uma certa cumplicidade, mas não há “ciência”).

          Ao menos as pessoas que conheço e apoiaram o salnorabo hoje oscilam entre continuar defendendo o pouco que o governo faz de bom e o Sergio Moro – isso mostra outro problema, que é a busca de um símbolo moral.

          Pessoas querem se associar a imagem de alguém com “moral imaculada” ou ao menos “que combata criminosos” (Que fazem mal matando por nada ou por causa de drogas / roubos / etc…). Foi assim que ocorreu com a eleição do salnorabo – por mais que se pôs a pecha de “milícia”, o ponto é que “milícia” ainda protege quem é do bairro, enquanto que traficante nem tanto (apesar dos “códigos de ética”).

          1. @ Estelita

            RBU = Renda Básica Universal.

        2. As pessoas pobres pensam com o corpo, sempre. Pensar com o corpo significa pensar nas suas necessidades mais básicas (moradia, saúde e comida). Na nossa sociedade todas essas três dependem de dinheiro e dinheiro depende de trabalho e trabalho depende de economia rodando. O pensamento é simples: se eu ficar em casa, eu não trabalho e perco dinheiro; sem dinheiro eu não como e não moro; se eu não como e não moro eu e a minha família estamos fodidos.

          Como eu disse, 47% da PEA não tem atividade fixa – renda instável ou desempregada – e isso impacta na capacidade de se pensar para além do final do dia. As pessoas não saem às ruas porque são genocidas ou apoiam o Bolsonaro, elas saem de casa porque o aluguel tá vencendo, a conta de luz não deixou de vir e a comida no mercado tá cada vez mais cara.

          Nisso entra o que você falou, do desconhecimento sistêmico onde elas estão inseridas. Esse sistema que oprime o trabalhador e os joga uns contra os outros é a base para se chegar no apoio do empresário ao Bolsonaro – esse sim, ganhando dinheiro na pandemia e fazendo pressãp via sindicato patronal nos governadores e prefeitos – que prefere mortos acumulados do que 10 dias de loja fechada. Só que as pessoas se colocam à favor de quem paga o salário e contra quem quer fechar, claro.

          Se tivessemos um sistema de RBU já implementado isso teria sido dirrimido sobremaneira. Não existiram nenhuma discussão decente sobre isolamento ou fechamento e estaríamos todos com um controle muito maior sobre as nossas vidas e sobre a pandemia.

          1. Muito pertinente seu comentário, Paulo! Só desculpe minha ignorância: o que é RBU, que você sugere ao final?

      4. qdo estava escrevendo sobre como a causa animal, da qual tenho grande interesse como vc sabe, estava cada vez mais no colo da direita e da extrema-direita, fui tentar entender esse movimento e, no meio do caminho, fui prestando cada vez mais e mais atenção na nata da dita ‘esquerda renovada’ e, sinceramente, não consegui ver renovação alguma. há muito disso q vc falou: livros, threads e vídeos bonitinhos q não ajudam quem precisa de verdade.
        o livro ‘O Brasil dobrou à direita: Uma radiografia da eleição de Bolsonaro em 2018’, do jairo nicolau, me ajudou a entender um pouco melhor o movimento de ascensão da direita e da extrema-direita mais na questão eleitoral, mas ainda assim clareou pra mim.
        eu e minha esposa já estávamos bem incomodados com os discursos dessa esquerda, a qual nos referíamos sempre como, ‘esquerda vila madalena’ (meio bairristas, mas faz sentido aqui em sp), q qdo não era puramente identitário (q é importante, mas não o único), ia para lados q não tinham respaldo com a realidade das pessoas. tanto q nos afastamos bem disso e não sentimos nenhuma identificação e não nos sentimos representados. e olha q votamos em muita gente dessa turma (em parte pq acreditávamos q fariam algo e tb por falta de opção melhor em alguns casos). recentemente nos decepcionamos muito com a ‘mandata ativsta’, um grupo de deputados estaduais eleitos para atuar na ALESP com uma proposta legal e q não deu em nada interessante até agora – e pelo visto não vai.
        como disse pro gabriel, acho q o mano brown já explicou essa situação, lá no primeiro turno. os desdobramentos depois desse discurso nós estamos vendo: não deram ouvidos ao cara.

        1. Eu sempre acabo votando neles também, mas como você, por falta de opção. Aqui em Porto Alegre o PSOL elegeu o Matheus como vereador e a primeira monção dele foi contra o hino do estado (uma estrofe racista, sim). Eu acho que essa política é necessária, mas o momento era de UTI lotada e o prefeito distribuindo “kit COVID” (sim, o prefeito eleito é Bolsonarista) para as pessoas nas UBS. Acho que era mais urgente combater isso do que o hino do estado.

          Eu acho essa esquerda de “cirandeira”. Gerou muito curso e muito livro, mas zero ação.

          1. As vezes penso: fazer um livro e vende-lo paga as contas.

            Fazer um livro, tentar viraliza-lo de graça e mudar cabeças faz uma revolução.

            (tem outros com fobia que tenho raiva por causa que pensam mais nas contas do que na revolução, mas divago)

        2. essa coisa dos mandatos coletivos é um dos casos em que tentar mudar o sistema por dentro simplesmente não funciona

          é, em última instância, uma negação da própria bancada do partido, pois cria um micro-universo representacional que exclui os demais parlamentares da bancada — negação que, no entanto, não tem efeito prático: se o titular é afastado (por motivos de saúde, morte, questões pessoais ou mesmo por ter assumido outro cargo), todo o mandato “coletivo” vai embora junto, pois aquela vaga é do partido, não desse mandato em particular (e não tá errado, é do partido mesmo)

    3. Hoje vai piorar. Em pouco tempo também chegaremos aos 300k.
      E tem gado acusando a mídia de sensacionalismo.

      1. O comentário do Pilotti mostra o porque. Vamos demorar para mudar esta visão de muitos.

      2. A mídia é sensacionalista, e está cega de raiva latindo para o presidente, mas se esqueceram dos 62 pedidos de impeachment parados no congresso à espera de julgamento.
        Essa mídia também falaram quase nada dos pancadões funk interrompidos pela polícia, funkeiros estes que detestam o presidente e aglomeram milhares de jovens Brasil a fora.
        Hoje deu algumas notícias no UOL e no Correio Brasiliense falando que jovens são os que estão sobrecarregando as UTIs…

        1. Com certeza a mídia tem seu papel central nos problemas da escalada do Bolsonaro ao poder. Principalmente a mídia liberal que está encarnada na Folha de SP, Estadão e Rede Globo. Mas não é apenas isso, claro. Um problema complexo requer uma resposta complexa. Infelizmente, não conheço ninguém que seja, no momento, capaz de dar essa resposta.

          Sobre os pedidos de impeachment, acho contraditório pedir o impeachment dele. E acho nocivo ao Brasil. Ele seria deposto por mais um “golpe branco”, tal qual a Dilma e o Collor. Sem falar que, mesmo defendendo o impeachment, é bom analisar que o Baleia Rossi, candidato do centrão/Maia, não se elegeu presidente da câmara. Ou seja, é bem provável que não existam votos suficientes pra aprovar o pedido de impeachment. Um termometro sobre isso pode rolar agora, uma vez que o STF encaminhou uma noticia-crime à câmara, se ela for aprovada pela câmara é um bom indicio de que o Bolsonaro está perdendo o apoio da casa.

        2. Olha, o Congresso tem inúmeros problemas, o maior deles a conivência com tudo o que está acontecendo, mas não dá para aliviar a culpa da Presidência. Seu raciocínio seria o mesmo que dizer que num crime comum em que o criminoso é inocentado pela Justiça, a culpa pelo crime é da Justiça. A situação é tão ruim que tem culpa de sobra para distribuir, então vamos distribui-la de acordo 😄

          Eu não sei quais jornais você acompanha, mas esses bailes funks ilegais estão sendo cobertos de perto. Uma pequena amostra agregada pelo Google News. A imprensa tem problemas, mas acho que é mais de posicionamento do que de fechar os olhos ao que é notícia. Ela cobre o que tem que cobrir e, com frequência, é quem dá os furos de corrupção e erros de gestão das instituições.

    4. O problema é o congresso, os culpados pelas mortes são os deputados, senadores e seus partidos, pois HÁ 62 PEDIDOS DE IMPEACHMENT parados no congresso.
      Possivelmente estão se borrando nas calças com a possibilidade do General Mourão assumir a presidência.

      1. O congresso é a representação da população que o elege. ;)

        E olha, sei lá se o Mourão assume. Tenho a sensação que se fosse para isso, já tinham o botado como presidente.

        1. A menos que haja um golpe revolucionário, do tipo que cause uma ruptura institucional e enseje uma nova Constituição, é o vice-presidente quem assume (artigo 79 da Constituição).

          1. Palavra escrita é uma coisa.

            Pratica é outra.

            Quando falo do Mourão não assumir, é o fato que já sondavam a imposição do mesmo apos algum tipo de manobra que desvie da lei e impeache o salnorabo para o Mourão assumir.

      2. O problema é que o desgraçado ainda tem uma base de uns 30 – 40%, e o congresso não tem pressão o suficiente pra fazer impeachment com esse número de apoiadores do presidente.

    5. Paulo Guilherme, como dizia um professor na faculdade, “brilha muito”.

      Não sou de entrar em discussões sobre política pq em sua maioria (digo, isso é regra), os pontos ali apresentados não passa de um visão restrita ao que te favorece e fortalece seu argumento (isso é regra mas com raras exceção sim) mas, irei me arriscar nessa.

      Não acompanho política desde o impeachment da Dilma (e foi o principal motivo pelo qual sai do Twitter, foi um período bem desgostoso), então, não vou afirmar nada, apenas juntar alguns fragmentos de informações e tentar chegar a uma conclusão e, irei me limitar ao tópico aqui proposto que é, “genocídio”.

      Não vou entrar no mérito da palavra pois, a essa altura todos devem estar cientes do que é, então vamos ao ponto. Em boa parte do mandato do PT, principalmente final do mandato do Lula e começo da Dilma até sua retirada (e, posteriormente com a prisão do Lula etc..) foi falado sobre corrupção onde, não quero pautar o papel ou não do PT, e sim, os últimos anos em que a esquerda esteve presente, e o ponto principal é, desvio de dinheiro.

      Também não vou entrar no mérito sobre quem roubou o que, mas algo que todos devem concordar é que, existiu corrupção e desvio de dinheiro, ponto. Agora, vamos se limitar a área da saúde, uma vez que a necessidade é de X, foi aprovado X e só chegou Y (nesse caso, inferior ao X), isso também não uma maneira de genocídio (mesmo que de forma “indireta”)? Se sim, a esquerda não seria assim tão diferente da direita, não?

      **não gostaria de promover nem esquerda nem direita, nem político A ou B, mesmo sabendo que, ser imparcial não é possível, eu só gostaria de apresentar que, na minha visão, nenhum dos lados é inocente
      **ah, se limite a esse fato, se “foi construida X hospitais, Y médicos contratados no mandato do político A ou B” não é o caso aqui, o ponto aqui é que, foi realizado um DESVIO “PARCIAL”, logo, alguma coisa era prevista a ser realizada com o que sobrou

      1. Eu acredito que nenhum dos dois casos se encaixa em política de genocidio. Genocidio é uma coisa bem especifica, tal qual o facismo. Ambas palavras entraram no vocabulário das pessoas comuns via esquerda identitária e acabaram perdendo o peso que deveriam e, principalmente, o seu real significado.

        Bolsonaro não é uim genocida, ele é um político de má índole da velha direita que se aliou à liberais para pôr em prática um plano de desmonte estatal do país. Ponto.

        Isso é claro como a água. Se uma pessoa concorda ou não com o plano, são outros 500. Mas o Bolsonaro é isso. O resto é consequência da incapacidade dele de governar, da desonestidade dele com o povo e, principalmente, da pressão massiva de setores empresarias em cima de governadores e prefeitos.

        1. Sim Paulo, como eu comentei, “não vou entrar no mérito da palavra” sendo que, a primeira vez que a citei foi entre parênteses pois, dentre outros fatores, acredito que, para se encaixar como “política de genocídio” deve ser realizada uma ação direcional a um “grupo” (me corrija se estiver errado na minha visão).

          Já, sobre Bolsonaro, estamos falando de uma pessoa e não de uma posição (digo, esquerda direita, e sei que ele esta atrelado a uma tal qual Lula tb), e é justamente isso que quero evitar, colocar nomes ou partidos aqui.

          Agora, voltando ao ponto inicial entre, esquerda e direita e o impacto no que se refere a “saúde e sobrevivência da população”, os dois não se divergem muito quando citamos “politicagem brasileira”, isso você não negou e era o que eu queria apresentar…

          ..responsabilizar uma figura é natural, tal qual Lula é atrelado a esquerda e corrupção, Hitler ao holocausto e tudo de ruim que aconteceu na segunda guerra, mas eles sozinhos não representariam muito se não forem devidamente atrelados a um “conjunto” (Lula ao PT/esquerda, Hitler ao Nazismo e Bolsonaro a “direita” – não tenho a mínima ideia a que partido ele esta atrelado e não me importo tb) e é por isso que eu não queria atrelar a uma figura e sim a um grupo.

          1. Mas isso é “culpa do sistema”, você não vai mudar nada disso sem mudar a superestrutura. Esse é o ponto do presidencialismo de coalizão brasileiro. E é assim porque a CF88 pensou no Brasil como uim parlamentarismo presidencialista, ou seja, deveríamos ter um PM e um presidente (e é por isso que o presidente da câmara tem tanto poder) agindo como peso/contrapeso desse sistema. Como o povo da época foi refratário à ideia de não escolher diretamente o presidente – chaga da ditadura civil-militar – acabamos tendo um remendo que, entre outras coisas, força qualquer pessoa que ocupe o cargo de presidente a negociar de maneira quase nefasta com os blocos da câmara.

            Corrupção é um assunto externo à política. Mas sendo direto: não mudaria muito caso tivessemos menos corrupção no Brasil ou se a gestão fosse mais profissional. O problema do Brasil é falta de dinheiro mesmo. Cobramos muito de quem ganha pouco e pouco de quem ganha muito (nossa arrecadação per capita é menor do que países como Portugal e Uruguai, por exemplo).

            Corrupção é uma cortina de fumaça que nos jogam de tempos em tempos pra poder tramar outras coisas – como reformas.

          2. Paulo já sobre a corrupção ser ou não ser o principal problema por conta dos pontos que você levantou, eu não vou comentar pois, foge do meu conhecimento prévio e seria tolice minha palpitar.

            Agora, sobre o imposto sobre grandes corporações, na minha visão, eu sou a favor de se aplicar um imposto com base na quantidade/porcentagem de automação que uma empresa implementa com a finalidade de se criar uma renda mínima (ao menos, até que essa transição da quarta revolução industrial se estabilize*).

            *digo isso pois, como em toda revolução, existiu um período de adaptabilidade do que o mercado necessitava e o que a população sabia exercer e é uma questão de tempo até que, novas funções surjam, novas especialidades necessárias e assim, o mercado deve voltar a se estabilizar… mas enfim, acho que isso é outro assunto kkk

          3. Mas a figura importa. São líderes, e como tais, eles que moldam a opinião pública, empolgam suas bases, fazem acontecer. Lógico que Bolsonaro (ou Hitler, ou Lula) não agem sozinhos, mas eles não são fantoches; sem eles, as coisas teriam sido/seriam diferentes.

            Eu tenho absoluta certeza que qualquer outro candidato não-doido (como os Daciolo da vida) que concorreu em 2018, fosse de direita ou esquerda, teria conduzido a pandemia de modo infinitamente melhor que o Bolsonaro (que incluo no grupo dos doidos de 2018). Não dá para minimizar o papel dele.

            A propósito, esta coluna do Fernando de Barros e Silva na piauí pontua muito bem como Bolsonaro conseguiu “bolsonarizar” aqueles que legitimaram sua candidatura. Vale a leitura.

      2. genocídio é uma ação deliberada de eliminação de uma parcela da população: é exatamente isso que o miliciano está fazendo. Não sou eu quem digo isto, são pesquisadores da área de saúde pública: https://brasil.elpais.com/brasil/2021-01-21/pesquisa-revela-que-bolsonaro-executou-uma-estrategia-institucional-de-propagacao-do-virus.html

        Bolsonaro está atuando deliberadamente para nos matar — e isto não deve ser diminuído ou naturalizado.

        Portanto, a comparação que você faz é desonesta: o que você sugere uma falsa simetria.

        E por mim pode botar o Lula de volta. Lula ladrão roubou meu coração. Naquela época, pelo menos, tínhamos perspectiva de futuro.

        Hoje só nos resta sobreviver.

        1. Você deveria reler meu comentário Gabriel, mas enfim, vou reforçar aqui, se o Bolsonaro é genocida, o Lula/PT/esquerda tb é (EU NÃO ESTOU QUERENDO ALIVIAR O LADO BOLSONARISTA E SIM, PONTUAR ALGO O QUE O PAÍS VIVEU, VIVE E SEMPRE IRÁ VIVER, SENDO DIREITA OU ESQUERDA), talvez não de forma “deliberada” mas, ser “condizente” com a corrupção não é muito diferente de ser “deliberadamente”.

          É ilusão achar que, com base na política exercida nos últimos anos somada a pandemia a esquerda seria melhor no poder.

          1. Isto é profundamente desonesto. Você está insistindo numa simetria mentirosa e está relativizando a ação de um assassino.

            Apenas pare.

          2. É ilusão achar que, com base na política exercida nos últimos anos somada a pandemia a esquerda seria melhor no poder.

            Disso é impossível não discordar. Os exemplos são muitos, inclusive da época da H1N1. Mas mesmo agora, governadores de direita como o Caiado, Leite e o próprio Dória, se saem melhor do que o Bolsonaro no combate à pandemia.

            E o combate à pandemia é simples: máscara, vacina e auxilio paras as pessoas ficarem em casa.

            O problema do Brasil é que o Bolsonaro não faz nada disso. E, novamente, outros governantes já se mostraram muito mais afeitos à ideia de cumprirem determinações do OMS e seguirem normais que deram certo em outros países.

          3. Não é por mal, mas entrando no meio da conversa, acho que há uma boa diferença entre Lula/Dilma/Pt e salnorabo.

            Fazer uma simetria entre os dois tem até alguma justificativa – 2013 é um deles (pois Dilma usou poder de polícia nas manifestações do Passe Livre, e o cúmulo foram as grandes manifestações que ocorreram em seguida). Podemos falar de Pinheirinho, Belo Monte, etc… mas são exemplos que tem foco (geralmente questão comercial como Belo Monte e Passe Livre) e foram pontuais. No combate de doença, a H1N1 até que teve boa resposta e conseguiram conter – e temos um programa de vacinação (ou tinhamos).

            Salnorabo é outra história.

            O Pilotti já falou bastante e o suficiente, mas acho que dá para complementar: salnorabo não é diferente do “tiozão do pavê” como gerente: só vai defender o dele e mais nada. E mesmo Mourão muitas vezes contrariava salnorabo (Mourão já apareceu com máscara e defendendo o isolamento), que depois era repreendido e bem… já sabemos o resultado.

            Exercício de pensamento: “Se fosse o Haddad nesta situação?” Não duvido que ainda teríamos algum número de mortes, muitas manifestações contra o lockdown e tudo mais; mas ao menos teríamos menos mortes do que o número atual, as vacinas já teriam saído (provavelmente junto com a China) e estaríamos em alguma situação econômica melhor, pois teríamos alguma forma de auxílio e programas de manutenção de renda e sobrevivência. Não duvido também que seria também algum ensaio para algum projeto socialista – por exemplo pegar pessoas de rua para viverem em algum lugar melhor e isolado, ou estudar formas de relações sociais entre comunidades durante a pandemia, o que na verdade se analisar já o ocorre.

            Quanto a corrupção.

            Diferente do Pilotti, entendo que é um assunto político sim, pois justamente definir os conceitos de corrupção ajuda a achar meios de mitiga-lo, nem que seja retirando uma lei por exemplo. Corrupção é não seguir regras, não seguir a lei. Então entender o porque de tais leis não serem seguidas ajudaria justamente a pensar “é a lei que está errada ou as pessoas?”.

            A “esquerda” errou ao não investir fundo em um combate a corrupção, mas principalmente errou na forma como deixou o combate ser feito – tomou uma rasteira por si só e esqueceu do fator “educação política”. O resultado tomamos hoje: por causa do dito “combate a corrupção”, hoje estamos sofrendo corrupções de todos os lados. É cada um por si.

            E ainda o Brasil elegeu um dos piores corruptos. Isso porque outros corruptos, de todos os níveis de poder, deixaram levar – militares, juízes, políticos, jornalistas (grupos de mídia, para ser mais exato). Ferramo-nos por ego, não por necessidade.

    6. foi o mano brown, dos racionais, q, em 2018, já deu a letra: ele disse q não podia acreditar q as pessoas q tinham carinho por ele e q até serviam ele (lavando o carro, servindo o café, atendendo o filho dele no hospital), de repente, haviam se transformado todas em monstros por terem votado no bozo. de fato essa conversão não ocorreu e nem teria como ocorrer num espaço tão curto de tempo. por mais q haja gente q pense como o bozo e seja tão sádico qdo esse desgraçado q para nossa infelicidade tb é o nosso presidente, elas não teriam capacidade de elegê-lo sozinhas. houve um contexto, bem complexo, q favoreceu a eleição do bozo e de um renca de políticos parecidos (uns mais, outros menos) sob os olhos de um esquerda como esta q o paulo descreveu tão bem.
      onde eu moro não tem panelaço, pq a maioria aqui votou no bozo, mas não tem mais gritinhos de apoio. creio q muitos estão envergonhados e outros aturdidos com tudo isso. muita gente acreditou em mentiras antes da eleição de 2018… chamar meu vizinho evangélico de genocida não ajuda e nem se aproxima da verdade.
      um dos efeitos desejáveis, inclusive, dentro da estratégia dessa nova extrema-direita é nos colocar uns contra os outros. e está funcionando!

  11. Boa tarde, pessoal.
    Gostaria de saber se tem como espelhar a tela de um celular android (Galaxy Note 10) a partir do app da HBO Go, de maneira nativa no app, assim como o Youtube faz. Minha TV é uma Samsung de 2013 e não tem suporte ao app da HBO. Não quero comprar um Chromecast (nem similares) só para fazer isso.

    1. Cara, tenho S10, e os app que não dá pra espelhar nativo eu uso o Smart View, ele vai buscar as TV, que estão no wifi e ai já espelha direto tudo que tiver no celular, ai você pode abrir o app da HBO que vai dar pra ver na TV.

    2. Igual o YouTube não, impossível. Caso tu não queira Chromecast pelo fato de ser da Google, veja uma Roku TV.

    3. Cara, de maneira nativa no app, não tem mesmo como sem comprar algo mais recente. Mas eu solucionei isso aqui usando um adaptador USB-C -> HDMI desses pra Mac que tinha por aqui, espelho o celular sem nenhum lag e ainda da pra aproveitar o Dex se eu ligar no carregador. Fora isso acho que só usando a funçao SmartView msm :/

  12. Oi pessoal. Já estão usando Pix?
    Tenho amigos que não usam por que acham que o governo vai rastrear o dinheiro… Ai eles preferem TED mesmo.

    1. Mas qual a diferença, nesse aspecto, entre TED e Pix? 🤔

      Eu entenderia o receio se eles, sei lá, usassem bitcoin ou dinheiro em espécie para fazer transferências.

      1. Pois é. Tive que fazer um TED pra ele e expliquei pra fazer um Pix, mas no fim acabei levando um sermão de como o governo vai rastrear e como é difícil ser empresário no BR.

      2. Fora que toda transação financeira a partir de certo valor (acho que R$2.000,00) é informada imediata e automaticamente à Receita Federal.

        1. 10 mil… Podem ter mudado pra 2k (oi Guedes).
          Quando peguei minha moto dei uma entrada de 9900 só pra não chegar nos 10k.

          1. Instrução Normativa 1.571 de 03 de julho de 2015: R$2.000,00 para pessoas físicas, R$5.000,00 para pessoas jurídicas.

        2. Então o banco faz isso automaticamente. A partir de 10k tem que fazer algo a mais?

          1. Sim, os bancos devem informar à Receita Federal todas as transações financeiras, de todos os CPFs e CNPJs nos valores que eu disse acima. Acredito que não haja nada de especial transações de 10k, já que elas estão acima de 2k e já são informadas de todo jeito.

    2. O argumento de “vão rastrear nosso dinheiro” é tão inocente… Como se literalmente toda transação bancária não fosse rastreado desde sempre. É até difícil argumentar contra algo tão falho assim.

      Os bancões nem sequer curtiram muito o PIX, foram por exigência mesmo.

      1. Pior era um outro colega de trabalho. Eu falei que ganhei 19% de desconto no IPVA e ele disse que não informa CPF com esse medo de rastrear…. Aí eu expliquei… Rapaz, você recebe em carteira assinada, o governo sabe exatamente o quanto você ganha. Hahahhaha

        1. Eu não informo o CPF, não por medo de rastreamento, mas porque o programa aqui no Paraná não diz o que é feito com esses dados. São dados de consumo, dá para extrair muita coisa a partir deles. Na dúvida, abdico desse retorno.

          1. Tou com CPF bloqueado por causa de dívida ativa – multa de moto não paga. Por isso não posso fazer uso deste método do governo.

            Sim, admito. Tem que ser honesto nisso, não? :p

    3. Eu tenho usado de boa para algumas situações, mas nem todos ao meu redor o fazem uso. Acho que mais por medo de “hacks” também – até porque alguns que conheço já tem mania de instalar coisa sem prestar atenção…

    4. Onde tem Pix eu uso. Recargapay, Picpay, Nubank, Itaú, qualquer lugar. Pago em lugar que aceita rsrs. Só de não pagar a taxa (pessoa física) já acho uma boa vantagem.

    1. Esse texto é muito bom.

      Li ontem, quando saiu.

      Só o fato dele apontar que investimentos são um grande esquema e que os portais que “focam em conteúdo financeiro” são de propriedade das próprias corretoras já é de grande ajuda, principalmente quando você precisa convencer o seu primo com segundo grau completo que vender o carro pra investir em day trade não é um opção boa quando se tem duas filhas e um financiamento de casa própria.

    2. Ótimo texto, pega muito bem o “zeitgeist” de investimento entre as pessoas física. Mais de uma vez, quando estava tutorando devs em começo de carreira (estagiários ou junior), depois de poucos meses de trabalho perguntavam onde investir e no que. Em geral, motivado pelo discurso da magia dos juros compostos e da ideia que só idiota deixa dinheiro na poupança.

      Uma coisa que adicionaria ao texto, é a sensação de controle que muita gente gosta de ter, ao pesquisar e comprar/vender ações. Uma espécie de “meritocracia” de achar que, estudando mais sobre, vai te garantir melhor retorno. Já me procuraram também perguntando de modelos estatísticos/matemático “avançados” para o mercado financeiro.

      Claro que ajuda bastante, especialmente o mais básico, mas é meio maluco como pessoal acha razoável a ideia de competir com fundos de investimento a sério.

    3. é absurdo como a gente normaliza essa propriedade cruzada de corretoras e veículos de mídia “especializada”

      o povo ficou irritado com a ação coordenada do r/wallstreetbets mas o nível de manipulação de sardinhas que essas corretoras promovem é absurdamente mais grave

      1. A mídia precisa ser regulada. Esse tipo de coisa – junto de manchetes e outros expedientes excusos da nossa mídia – mostram que não se pode manter essa farra “liberal” na imprensa.

        Muitos países tem regulamentação da mídia, passou da hora do Brasil ter isso também. Esse foi o maior erro da era Lula, inclusive.

    4. A mensagem que o texto tenta passar é ótima, mas a maneira… o Startup da Real que me desculpe, mas achei uma bola fora.

      Investimentos não deixarão ninguém rico (que já não seja rico), isso acho que é pacífico fora das seitas de canais de YouTube e grupos de day traders. Porém, investir ajuda a balizar uma situação mais confortável no futuro. O texto do Startup coloca todo tipo de investimento no mesmo balaio, quase que demonizando todas formas de investir alternativas à poupança ou como se não fizesse diferença alguma. Para quem não sobra um real no fim do mês não faz diferença mesmo, mas custo a crer que essa fatia da população está preocupada com investimentos ou mesmo com poupança.

      Nada contra a poupança (inclusive tenho uns trocados lá), mas quem tinha dinheiro na poupança em 2020 viu seu poder aquisitivo diminuir: rendeu 2,11% contra inflação (IPCA) de 4,52%. E, apesar disso, o Brasil enfiou uma bolada na poupança em 2020, cerca de R$ 166 bilhões. A questão é que existem outros tipos de investimento além da poupança e da renda variável. Não é 8 ou 80, perde para inflação ou arrisca o prato de comida de amanhã em day trading. CDBs de bons emissores e tesouro direto IPCA, por exemplo, são tão seguros quanto a poupança e melhores — no mínimo, te blindam contra a corrosão da inflação.

      Este texto do Eduardo Amuri, que é economista e trabalha educação financeira com público de menor renda, passa a mensagem de maneira bem mais feliz. O principal, que ele destaca no texto, é:

      [A] rentabilidade dos investimentos é um acelerador no processo de formação de reservas, não é o alicerce, não é o carro-chefe.

      O setor de investimento está coalhado de “primos ricos” picaretas, de propaganda disfarçada de jornalismo e outras ciladas, mas ignorá-lo por completo é jogar contra si mesmo. WE LIVE IN A SOCIETY em que, infelizmente, dinheiro está diretamente relacionado a ter conforto e um mínimo de dignidade. Tem que saber o que está em jogo na poupança e que existem outras maneiras melhores de poupar e investir, sim.

      1. Mas o que ele critica no texto é a seita que vendo curso pra quem não tem dinheiro pra investir em nada ou pra quem não tem como arcar com os custos do risco de alguns investimentos.

        É irrelevante mesmo, do ponto de vista financeiro, se você não tem uma boa capacidade de investimento no longo prazo e, principalmente, capacidade de investir mensalmente com reforços de 10% da sua renda.

        Como ele mesmo diz no texto, a maioria dos brasileiros ganha menos de R$2500 e metade sobrevive com algo ao redor de R$413.

        Tem que parar mesmo com essa “ode ao investimento” e essa coisa de que falta educação financeira no brasileiro. O cara que sobrevive com 500 pila por mês é muito mais “educado financeiramente” do que a maioria que comenta aqui.

        Um Adendo: como ele mesmo diz no texto, o custo de emergência (de ter esse dinheiro “livre” num acontecimento eventual) muito alto. A maioria das pessoas, se tiver uma emergência médica, precisa do dinheiro na hora, por exemplo. A maioria das pessoas não tem como dispôr de R$1000 em conta-corrente.

        1. Aí que tá: quem é esse público sem dinheiro que é assediado pelas corretoras? É um cenário literalmente impossível — não se investe sem ter dinheiro à disposição. Não sei por que ele puxa esse argumento no texto; não faz sentido. Acho que podemos definir que estamos falando desse público que tem uns trocados sobrando, que não é o brasileiro que vive com R$ 500 por mês, certo?

          Talvez ele tenha feito uma crítica muito ampla? A “ode ao investimento” é um problema, sim, mas a solução não é enfiar a cabeça na terra e fingir que isso não existe, ou que a poupança é a única aplicação possível.

          1. Dificil dizer sem ter os dados exatos de quem é o público que engaja. Mas anedoticamente, eu posso afirmar que tem pessoas do meu círculo social vendendo bens – carros, terrenos -, fazendo acordo de demissão – para conseguir o seguro-desemprego e rescisão – para investir no mercado de ações, seja a descoberto ou em fundos.

            Muitas pessoas sem ter dinheiro de fato, vivendo de salário em salário. Esse público-alvo provavelmente é bem grande, senão não teríamos esse achaque todo.

            E a questão central (pra mim, exterior ao texto) é que quem investe está indiretamente, ou diretamente eu diria até, criando o ecossistema de exploração e especulação do capital que, em última análise, é responsável direto pela precarização dos empregos.

            “Gig economy” não existe sem dinheiro de investimento em bolsa de valores.

          2. @ Paulo

            É um público relativamente pequeno, embora venha crescendo. Até abril do ano passado, eram apenas 2,38 milhões de CPFs, aumento de 42% em relação ao ano anterior. Um dado curioso é que embora os jovens (26 a 35 anos) sejam maioria, quem tem grana mesmo (mais de 8x o valor dos jovens) é o público com mais de 66 anos.

            Essa questão central é delicada. Investir numa ação é, de fato, faturar com a exploração do trabalho alheio. Eu só não sei se esse investimento de pessoa física é o principal motivador dessa estrutura. Quem realmente injeta dinheiro nas empresas, o que ocorre quando elas fazem IPO ou follow on, em geral são investidores institucionais, e não me lembro de alguma empresa da “gig economy” brasileira com capital aberto. (iFood em breve, talvez?) O que move o mercado de startups, onde a gig economy se cria, é capital de gente grande que, sim, lucra muito com ações, mas daí a culpar o cara que investe uns trocados numa Magalu da vida na esperança de ter uma aposentadoria acho que é errar o alvo da crítica, é mirar no elo mais fraco e impotente da cadeia.

          3. Um aumento de 42% é expressivo. Se você tinha 100 mil pessoas fazendo isso em 2019, teve 142 mil pessoas fazendo isso em 2020. Mantendo esse aumento – e eu acredito que vamos ver um número maior, inclusive, dada a propaganda – em 2021 teremos 200 mil pessoas (dobramos em 2 anos, o que não é nada em termos de tempo de investimento). É preocupante, pra mim ao menos, saber disso porque não sabemos com que dinheiro está sendo jogado.

            XxX

            Sobre a parte moral, eu acho que é complexo de dizer que não impacta tanto, porque por mais que o grosso do investimento seja de fato de investidore anjo, as ações se valorizam/desvalorizam com o movimento de mercado e de pessoas normais. O investidor joga bilhões numa empresa e, logo, as pessoas normais jogam suas economias junto, seguinte a tendência. Isso financia a especulação financeira (e outras, porque serve de subsídio financeiro pra outros setores, ou mesmo os CEO acaba diversificando portfólio das suas empresas com o dinheiro dessa reação em cadeia) e em último caso, esticando a corda, financia a precarização do trabalho.

            Claro que eu não culpo uma pessoa normal que faz isso visando ganhar um dinheiro a mais pra passar a velhice, ainda mais depois das reformas. Mas é uma linha que eu não cruzo.

      2. Coincidência, saiu um texto da InfoMoney sobre isso: milionários mantendo dinheiro na poupança. Dado interessante: os milionários (17% do que no ano passado).

        Eles inclusive dão um panorama de investimento: poupança rendeu, como você disse, 2,1% aa; mas é bom comparar tudo e, com as taxas se mantendo baixas, a poupança tende a render menos (previsão de 1,4% aa), contudo, um CBD vai render, depois de 2 anos quando começa a incidir IR sobre, 1,7% aa. Títulos renderam 2,2% ~ 2,7% aa.

        Acho que o texto se justifica sozinho quando diz que que é irrelevante quando se tem pouco dinheiro guardado (> 130 mil). Ainda mais se levar em conta a exceção das popupanças abertas antes de 2012, que rendeream 6%.

        Fonte: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/milionarios-na-poupanca-contas-com-mais-de-r-1-milhao-crescem-28-em-um-ano-o-que-explica-isso/

  13. durante a semana penso em alguma coisa legal pra comentar aqui, mas quando chega no dia acabo esquecendo, igual agora, rs. acontece com vcs também?

    1. Para isso eu usava o twitter, mas sinceramente estou perdendo a paciência com as redes sociais.

  14. Enquanto escrevia o roteiro do último vídeo do canal, fiz uma pesquisa de set-top boxes para substituir os aplicativos nativos da TV. Aí me ocorreu que video games modernos são, na prática, set-top boxes: eles têm a maioria dos aplicativos de streaming e não lhes falta poder para rodá-los numa boa.

    Vocês que têm video games modernos, usam essa parte de streaming? Funciona bem? Valeria a pena comprar um video game para esse uso (e levar de “bônus” a parte dos games)?

    1. se vc usar só pra streaming não, até pq são mais caros que um roku por exemplo, fora que o controle não é feito pra isso e teria que usar as duas mãos, então não é a melhor coisas

      seria legal se tivesse controle (se já não tiver) só para esse uso nos consoles, sei que na nova geração já tem

    2. Já tentei muita coisa quando o assunto é set-top box… XBOX One resolve o problema claro, mas a navegação é meio desengonçada, o joystick é grandão (nunca tive controle remoto do XBOX), pelo que eu lembre o Stremio não roda – e não vou discutir pirataria essa semana – … no fim parece uma bazuca para matar passarinho…
      MI Box S com Google TV funciona bem… o Mi Stick é muito lento (não comprem), já usei computador ligado na TV também com um teclado Logitech K400 era bom… mas tem os inconvenientes de deixar um PC só para isso, mas ainda é uma ideia que me passa pela cabeça, com um desses Mini PCs…

      1. Tenho um Mi Stick e acho ótimo. Mas talvez minha referência seja as Smart Tvs com Android TV que usei que eram infinitamente piores. Agora fiquei curioso pra testar um Mi Box S desses.

        1. Em casa tenho Apple TV de 4ª geração (primeira versão, sem 4k) e apesar de já ter mais de cinco anos funciona muito bem.

          Meus pais têm um Mi Box comprado uns dois anos atrás e é perceptível a diferença: ele é mais lento e mais travado. Várias vezes precisa ser reiniciado.

        2. Aqui em casa a Mi Stick esquenta muito e começa a travar… sinistro mesmo… as crianças usam durante o dia , quando eu vou usar a noite as vezes tenho que desligar e esperar uns minutos para esfriar :-(

      2. PC é melhor, pois baixa e roda tudo. Também penso muito nesses mini PCs, mas é muito caro e um notebook usado poderia me suprir muito bem.

          1. Desperdício de dinheiro colocar um SSD. Espeto um HD de 1TB e cabe ainda mais filme. É só pra ver filmes!

        1. Uma alternativa ao notebook, é um PC corporativo usado. Hoje em dia, nada é barato, mas esses você acha aos montes no Mercado Livre e a Dell/Lenovo tem uns bens compactos.

          Eu optei por usar um computador mesmo, cansei de ficar procurando app para todo novo streaming esportivo que aparece. É meio desengonçado usar com teclado e mouse, mas funciona.

          1. Temos alguns desses HP lá na empresa. São bons pra o que propõem e não ocupam muito espaço.

    3. Teria que ser um PS4.

      Acho que você acha um console desses por menos de R$1800 ainda (depois que passar o furor da pandemia/dólar). O que seria um bom negócio na minha opinião, afinal, é um pouco a mais do que custa uma Apple TV e com o diferencial de ser um aparelho multifunção que tem todos os aplicativos de streaming, tirando a Apple TV+, de música e filmes + jogos (e tem muito título bom, principalmente indie, por preços convidativos) e que ainda terá uma vida muito longa (inclusive via pirataria).

    4. Mais um adendo hoje: na minha cabeça a Apple TV ainda custava R$1400. Fui ver e custa R$2299. Se esse for o “patamar” de comparação, muitro mais vantagem comprar até mesmo um Xbox Series S.

      1. Rapaz, eu pensava que um Apple TV fosse barato, não o preço de um videogame.

        1. Era barata. Quando eu comprei a minha aí por 2012 eu paguei R$399. Era um preço pagável por um aparelho que, na época, não tinha concorrente. Depois lançaram o modelo mais parrudo, com jogos da App Store e tudo mais. Na época eu me lembro que ela custava R$1399 com aquele controle cheio de coisas e com a Siri embutida. Agora term o modelo 4K de 64GB que custa mais do que um Xbox Series S.

    5. Usei muito meu Xbox One como central multimídia. Com o OneGuide, era muito legal de ver minha tv por assinatura + streamings tudo dentro do ecossistema da Microsoft. Porém foi descontinuado agora com a nova geração e a geração antiga mesmo não tinha updates nos canais de TV a um tempo.

      Como adquiri recentemente uma nova tv da LG contendo o webOS atualizado, vi que não era mais vantajoso usar o Xbox e passei a ficar com ela. Mas sim, se sua tv não suporta, recomendo demais usar o Xbox pra isso.

    6. Eu comprei o PS3 na época por ser o aparelho de blu-ray mais barato e até hoje eu devo ter assistido no máximo uns 10 discos blu-ray nele rsrsrs
      90% uso para games, 10% para streaming e funciona super bem, agora que estou com uma TV smart mais nova, não vejo sentido ligar o videogame seja PS3 ou mais novo, Xbox Series S/X, etc para rodar o streaming que a TV pode reproduzir.
      E videogames modernos são bem caros para usar mais pelos streamings, vejo mais sentido usar um raspberry pi, tvbox ou comprar uma TV mais nova se for para gastar.

    7. A pergunta: você realmente quer voltar a entrar no mundo dos games? Se sim, então abrace a ideia dos videogames como centro multimídia.

      Acho que aparelhos de games são mais para games mesmo. Vale o dito pelo Will: são mais caros que um Roku (ou outro aparelho de stream).

    8. pensando aqui, pq vc não usa o seu raspberry para isso? compra um controle Bluetooth e pronto.

      1. Acho que vale o teste, mas duvido que rode streaming bem um Raspberry Pi 3. Para fazer funcionar em um Celeron, precisei instalar Fedora (Wayland) + Chrome (maior suporte a codecs) para ESPN rodar liso.

        Chromium e Firefox não rolava ou engasgava, provavelmente dá para “arrumar” o Chromium para usar acekeração por hardware, mas fiquei com preguiça e simplesmente baixei o Chrome.

        1. Não tem distros “multimídia” que possam servir, como o LibreELEC?

      2. Exatamente o que eu ia dizer. Sem contar que é só ter mais de um cartão SD para facilitar a vida e ter vários SOs instalados. Deixa um cartão com algum sistema voltado para isso e um para brincar com o que quiser na plaquinha.

      3. É lento. Até roda vídeos em HD e Full HD, e vez ou outra uso ele para esse fim (com o OMXPlayer), mas eu queria algo mais para streaming. Eu nunca tentei abrir a Netflix ou qualquer outro app nele, mas duvido muito que aguente.

        1. No subreddit do Pi diz:

          Q: I want to watch Netflix/Hulu/Amazon/Vudu/Disney+ on a Pi but the tutorial I followed didn’t work, does someone have a working tutorial?
          A: Use a Fire Stick/AppleTV/Roku. Pi tutorials used tricks that no longer work or are fake click bait.

          Ou seja, vale a pena não.

    9. Eu usei por muito tempo o PS4 como central multimídia, mas substitui ano passado por uma MiBoxS. Comparando os dois aparelhos, o videogame é muito menos flexivel que o AndroidTV. Quebra o galho, certo, mas não é o ideal para o meu tipo de uso.

    10. Eu uso PS4 e gosto bastante. Comprando o controle remoto é bem bom. Nunca usei com o joystick pq deve ser esquisito.
      Desde que moro com meu marido usamos o Playstation como set-top box. O PS3 era até melhor em algumas coisas (a gente tinha uma rede local ligada no PS3 e ele rodava filmes baixados no nosso servidorzinho – era um odroid com linux. Tinha um pouco de frescura pq não era todos os codecs q funcionavam, aí tinha q converter, mas até colocava legenda se tivesse naquele esquema do nome igual na mesma pasta. Com o PS4 essa conexão piorou e ele ficou mais chato ainda com quais arquivos rodavam).
      Eu não acho q teria um PS4 como set-top box se ele não jogasse videogame, pq é bem mais caro. Mas considerando q já temos, essa função é até mais usada que o video game. Acho que aqui é 20% games e 80% streaming o uso do playstation. Eu não jogo e uso tranquilamente.
      Youtube e netflix rodam super bem. Prime video tbm. Disney + tem travado um pouco. A gente assiste até Crunchyroll.
      Eu só cogito outra coisa as vezes pq não tem vários apps. Não tem globoplay, não tem HBO, não tem telecine. Eu até mencionei youtube e netflix em separado antes pq eles que eu sinto que tem atualizações mais frequentes e menos bugs. Mas vários eu acho o app meio sem cuidado, só pra dizer que tem, travando, ou interface ruim, fora esses que nem se importam em ter app pra PS4.
      Mas, se a pessoa já vai jogar videogame, não vejo a necessidade de ter outra coisa.

      1. Você descreveu bem o uso que tinha antes de trocar também. O Hbo Go teimava em não funcionar, o que dava uma raiva imensa. E para ver arquivos baixados eu já tinha decorado o que funcionava ou não (H.264 sempre). No geral é bem competente para ver videos mesmo.

  15. Após quase uma década de serviços prestados, meu barbeador elétrico morreu. A bateria (interna) não segura mais carga suficiente para eu aparar a barba. Talvez dê para trocar, mas tenho pouca esperança. Além disso, as lâminas já viram dias melhores.

    Barbudos de plantão, vocês saberiam indicar um barbeador legal?

      1. Reafirmo, uso um da Philips e recomendo bastante. Saiu uns 120 reais, estou com ele a uns 4 anos e zero defeitos.

      2. Também recomendo. Comprei um deles (Multigroom Series 3000) por uns R$ 120 no começo do ano passado e valeu o investimento.

    1. Barbeador pra deixar a barba rente, como feita com lâmina convencional ou pra aparar? O que aconteceu contigo já me aconteceu, no fim acabei comprando uma máquina de raspar cabelo da mondial, custou uns 50 reais e uso pra raspar a cabeça e a barba. Não fica rente como um barbeador, fica do jeito que gosto, que é uma barba por fazer bem baixa. Não é o mais ergonômico também, mas tem dado conta do recado.

      Ah, claro, com fio pra ligar na tomada. Hoje em dia fujo ao máximo das baterias íons de lítio para equipamentos que pretendo uma durabilidade maior de 5 anos. Priorizo pilhas ou com fio mesmo.

      1. Eu também faço isso. Mais barato impossível (tirando o fato que eu uso apenas para a barba)

        E fio sempre! Mania das pessoas em pôr bateria em qualquer coisa. Hahahaha

    2. OneBlade. Sucesso. Lâmina custa 80 reais, tem que ficar procurando promoções, mas cada uma dura 3/4 meses.

    3. Eu comprei um Multigroom series 3000 da Philips e ele tem uma funcionalidade bem honesta. Como a bateria dura bastante e eu uso pouco, acho que só carreguei uma vez desde que comprei (e isso foi em idos de setembro).

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