Moxie Marlinspike, fundador do Signal e notório hacker, teve acesso aos softwares da Cellebrite, empresa israelense especializada em desbloquear celulares, incluindo iPhones — eles foram usados, por exemplo, para recuperar as conversas apagadas dos celulares da mãe e da empregada doméstica no caso do assassinato do menino Henry, no Rio, em março.
No relato, Moxie comenta que o software da Cellebrite está recheado de vulnerabilidades, e que uma delas, se explorada, é capaz de comprometer a integridade de todas as extrações, já feitas e futuras, a partir do software. Além disso, usa pedaços de código da Apple, provavelmente sem autorização. Em nota “totalmente não relacionada”, ele avisou que o Signal gerará arquivos periodicamente cuja função não tem a ver nem interfere no uso do app, mas que são bonitos, “e estética é importante em software”. Via Signal (em inglês).