O Tribunal de Justiça de São Paulo isentou o Mercado Livre de culpa em um caso em que o vendedor foi vítima de um golpe a partir de um anúncio publicado em seu marketplace. A relatora do caso, desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, escreveu que “a transação tem altos índices de segurança, pois o pagamento, já feito, só será liberado com a confirmação pelo comprador da idoneidade do produto. É uma via de mão dupla que, contudo, não foi observada pelo autor, que sequer checou se houve pagamento antes de enviar o produto”. Via Migalhas.

Escrevi sobre esse tipo de golpe em fevereiro de 2018, quando quase me tornei vítima também. Até hoje, é um dos posts mais acessados do site e o espaço para comentários está repleto de história similares de gente que caiu no golpe.

Em 2020, muitas empresas que trabalham com eventos se viram num dilema: adiá-los ou levá-los para o ambiente digital? Os amigos da BrazilJS decidiram segurar a BrazilJS Conf, maior evento de JavaScript do mundo, acreditando que em 2021 as coisas estariam melhores. Não foi o caso, por isso neste ano eles optaram por ir fundo no digital. A BrazilJS Conf 2021 será totalmente online, de 21 a 23 de outubro. Mais informações no anúncio oficial.

O desafio tecnológico mais difícil da nossa era talvez seja colocar um super computador na armação de óculos normais. Mas ele é essencial para unir os mundos físico e digital.

— Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em seu perfil no Facebook.

Quando li essa frase, achei que fosse uma paródia ou zoação. As prioridades e preocupações dos executivos da big tech sempre surpreendendo.

De consultora de imigração a desenvolvedora web em poucos meses

por Manual do Usuário

Oferecimento:
Logo do Revelo UP.

Antes da pandemia, Camila Fassarella, 36 anos, trabalhava como consultora de imigração. Hoje, ela é desenvolvedora React. Já Smith Ramaiana, 25 anos, formou-se em Ciências Sociais no final de 2019 e deparou-se com o desemprego ao sair da faculdade. Hoje, ele trabalha com UX research em uma empresa listada na bolsa. Em comum, os dois são egressos do Revelo UP, o programa de aceleração de carreira da Revelo.

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A queda e o retorno do maior canal de Big Brother Brasil do Telegram

Não são muitas as atrações televisivas que perduram por longos períodos no ar sem cair no ostracismo. O Big Brother Brasil (BBB), reality show da Rede Globo prestes a encerrar sua 21ª edição, é uma dessas raras exceções, e só conseguiu isso pelo alto nível de adaptação que vem demonstrando há mais de duas décadas.

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Achados e perdidos #14

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Nesta semana, as big techs norte-americanas divulgaram seus balanços trimestrais. Levantamento da Shira Ovide, do New York Times, constatou que Amazon, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Facebook faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano, valor 25% superior ao mesmo período do ano retrasado, ou seja, imediatamente antes da pandemia começar. Em uma semana, as cinco vendem mais que o McDonald’s vende em um ano inteiro. Via New York Times (em inglês).

O Raspberry Pi 400, aquela versão do computador embutida em um teclado, chegou oficialmente ao Brasil. Só que o preço assustou: R$ 999. Para contexto, lá fora ele sai por US$ 70, cerca de R$ 390 em conversão direta na cotação atual. Via FilipeFlop.

O PagSeguro lançou o PagPhone, um celular que é também maquininha de cartão. Era esperado que alguém fosse fazer um produto desses (o comercial brinca com a ideia evolutiva), mas me chama que ele tenha chegado neste momento, com uma pandemia provocada por um vírus altamente transmissível. Afinal, é um aparelho que passa pelas mãos de vários clientes o dia todo e depois volta ao bolso e para momentos íntimos do dono. Será que alguém pensou nisso lá dentro? Via PagSeguro.

Hoje eu descobri que o Facebook/WhatsApp é dono da marca Zap Zap no Brasil. Via INPI.

O cafezinho (virtual) da firma virou arena de embates políticos

Quando as empresas de tecnologia, em particular as norte-americanas, ascenderam das suas garagens para grandes escritórios luxuosos e se infiltraram nos corredores do poder, atraíram para si questões políticas que nem nos sonhos mais malucos seus fundadores imaginavam que teriam que lidar.

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Post livre #266

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify

Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente.

Para o Spotify, essa fala em seu último programa não é problemática, embora a plataforma já tenha comunicado, anteriormente, que proíbe programas que “promovam conteúdo falso, enganoso ou que desinforme sobre COVID-19 que possa causar danos físicos e/ou represente uma ameaça direta à saúde pública”. Via Media Matters for America (em inglês), The Verge (em inglês).

Alguns leitores me indicaram o Mighty, um novo navegador que promete ser um “Chrome mais rápido” e que “usa 10 vezes menos memória” que o Chrome (ou 10%, certo?).

Como? Fazendo streaming da web. É um pouco difícil de entender porque a ideia parece errada, mas é isso mesmo: um navegador que se conecta a outro navegador em servidores potentes (na nuvem), que são bem mais rápidos que o seu computador, como se fosse uma Netflix, só que para acessar o Facebook ou seu extrato bancário. Se pareceu-lhe uma ideia estúpida, calma que piora: é pago. O preço ainda não está definido, mas o formulário para solicitar acesso ao serviço fala em até US$ 50 por mês.

Coisas como esse Mighty só viram realidade porque a web foi desfigurada e, hoje, acessar o Facebook ou qualquer site “moderno”, eufemismo para sites pesados, exige computadores super potentes. Eu poderia apostar uns trocados que existem maneiras melhores de atacar esse problema do que fazendo streaming de navegador.