
O YouTube anunciou uma forte investida para barrar o crescimento do TikTok usando seus Shorts, vídeos na plataforma de até um minuto e filmados na vertical. Para isso, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para distribuir a quem cria conteúdo do tipo e tornou todos os vídeos da plataforma aptos a serem “remixados” em Shorts. Essa última é, no mínimo, controversa.
O item “Permissões dos Shorts” (na imagem acima), cujo seletor está marcado por padrão em todos os vídeos públicos hospedados no YouTube, permite que qualquer pessoa pegue trechos de um vídeo e o utilize na criação de um Short. Além dos vídeos que já estão no YouTube, esse seletor vem marcado por padrão nos novos, durante o envio, e fica escondido atrás de um link “Mostrar mais”.
No anúncio oficial, o YouTube se limita a dizer que “criadores e artistas estão no controle e poderão rejeitar a opção [‘opt-out’] caso não queiram que seus vídeos longos sejam remixados”. O problema é que não existe um botão geral, que desligue essa função em todos os vídeos. É necessário entrar em cada um e desmarcar a opção, o que seria um trabalho enorme, quiçá inviável, para quem tem centenas ou milhares de vídeos hospedados no YouTube.
Mais uma vez, uma grande plataforma coloca os seus interesses acima do respeito aos participantes. Esse assunto ainda vai render. Via Search Engine Journal (em inglês), YouTube (em inglês).

