Post livre #267

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

120 comentários

  1. Estou querendo comprar um teclado, pois, neste momento, estou digitando muito é o do meu notebook tem as teclas muito baixas e próximas. O Logitech k120 é um bom teclado de membrana? Existem outras opções melhores nesta faixa de preço?

    1. Olha, posso estar falando besteira, mas qualquer Logitech é bom. Digo por experiência – mesmos os modelos mais baratos ao menos tem garantia e duram.

  2. Estão ocorrendo umas mudanças na empresa que trabalho, um ex-funcionário voltou pra lá e levou junto a esposa para trabalhar.
    No entanto isso causou um certo desprezo dos demais colegas…. vou lhes explicar.
    Eu trabalho há 3 anos com consertos, gestão de estoque e produção de equipamentos. Não nos deixam usar ERP ou computador para gerenciar isso e já estou no limite do suportável para essas tarefas. Aí o chefe pede pra colega nova levantar o material de produção…. mas perai, ela não faz ideia do que é necessário! Bem, vou lá, faço e entrego a lista pra ele. Minutos mais tarde ele aparece com dúvida sobre um regulador de tensão e pede pra ela…. pra ela??
    Poxa galera. Dá um desanimo enorme, pois a gente se esforça muito pra entregar algumas coisas, muitas vezes com prazo estourado por que a vendedora esqueceu de imprimir uma ordem de produção e muitas vezes tendo que usar até sucata, pois falta insumo.
    Eu gosto do que faço e não paga mal, mas faz 3 anos que trabalho nessa empresa engessada e mal administrada! Os demais colegas também compartilham histórias similares de descaso e falta de diálogo. Parece que não somos de confiança o suficiente para ajudar.
    Não é de hoje que penso em sair e só não fiz ainda por causa da pandemia, pois minha esposa estava desempregada até 3 meses atrás.
    Mas agora tenho essa meta para ano que vêm, não me importo nem em receber menos, desde que possa trabalhar melhor.

    Desculpem-me se ficou chato ou mal escrito. Precisava desabafar com mais gente do que meu restrito circulo de amigos.

    1. Não sei como é esse setor, mas não daria para sondar outras empresas do ramo sem se demitir? Aí se pintar uma vaga, você pode fazer a troca sem ter que encarar o desemprego.

      (É horrível trabalhar num lugar que não é legal, não confia em você e/ou não te dá uma estrutura e ferramentas básicas. Força aí!)

      1. Sim, já estamos com outros planos, só preciso de mais alguns meses. Com minha esposa trabalhando consigo juntar muita grana e seguro desemprego não seria um problema. Não quero me gabar, mas aqui há um excelente mercado pra quem sabe fazer o que eu faço.
        Só que não sou o primeiro e não serei o ultimo a sair da empresa por esses “motivos não salariais”. O empresário brasileiro precisa acabar, ainda mais essas empresas familiares e caseiras.

    2. Sinto muito. Trabalho em um setor totalmente diferente (restauração), mas já enfrentei esse tipo de situação em pelo menos meia dúzia de empresas. A gente fica numa mistura de sentir raiva e achar ridículo, né?

      Acho que a dica do Ghedin é a melhor: procura vaga em outra empresa enquanto ainda tá nessa aí. Mesmo porque qualquer consultor de RH vai te dizer que é muito mais fácil trocar de emprego que ser contratado estando desempregado.

      De resto, tenta mudar um pouco de perspectiva, encarar isso como algo passageiro (pelo que vc falou, uma recolocação parece bem provável). Sei que não é fácil, mas pode ajudar a passar por esse momento.

      Força!

  3. Já ouviram falar do CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura)? Faz um ano e meio que faço parte de um grupo do CSA, associados a um sítio próximo à Florianópolis, e tenho achado a iniciativa interessantíssima. É um pouco diferente das cestas de orgânicos que entregam em casa, muito embora o contato seja diretamente com o produtor, no caso dos CSAs a organização das partilhas é com os próprios membros, e não vem em casa, temos que ir até um local próximo, organizado também pelos próprios membros. Tudo isso barateia o custo, mas não saberia estimar em quanto e se realmente o custo seja tão menor que o de uma cesta ou de comprar orgânicos na feira. Mas nesse caso o dinheiro vai diretamente para um produtor que você tem contato frequente. E mesmo que o custo seja quase o mesmo, vai tudo para o agricultor, sem o atravessador. Em tempos fora de pandemia rola visitas ao sítio, encontros com os membros, festa junina, enfim, acho que é algo que reforça a coletividade.

    Além disso, faz você se virar e utilizar os alimentos da época. Eu nunca tinha comido quiabo e achava que não gostava, até receber uma chuva de quiabo no verão passado e acabei gostando.

    Existem diversos grupos no Brasil inteiro. Fica aqui a dica para quem gosta ou tem tempo de cozinhar. Inclusive durante a pandemia ajudou muito a adiar a visita ao mercado.

    Inclusive, nosso hábito de mercado aqui em casa mudou muito, temos dado mais preferência a consumir na feira e pouquíssimos industrializados. Mercado virou algo mais para conservas e produtos de higiene e limpeza, ou algum hortifruti mais exótico (e sempre mais caro).

    1. Sensacional. Acho que devo ter lido alguma matéria, mas não guardado sobre. Vou repassar aos meus familiares que vivem perto de Floripa para pegar indicação.

      (Moro na Grande São Paulo, então a mecânica acaba sendo outra, dado que a galera já se acostumou com o carro do hortifruti.

      1. Massa! Qualquer coisa passa o nome do grupo, é csa saraquá (no Instagram csa.floripa.saraqua) mas existem outros tb.

    2. Que relato interessante! Não fazia ideia da existência de grupos estilo CSA. O que temos aqui na cidade é uma feira de orgânicos organizada pelos próprios agricultores. Tem tanta coisa fresca e super mais barata!
      Na pandemia eles suspenderam a feira, mas pegamos o contato direto de alguns e eles eles organizaram dias pra fazerem entregas. Vem quebrando o galho, não gosto muito do hortifruti de mercado…

      1. Luis, a sua iniciativa já faz uma grande diferença pra esses produtores. Parabéns!

      2. Olha que bacana, o que vocês fizeram foi quase que um Csa. A gente acaba complementando com a feira eventualmente, aqui tb tem uma organizado pelos produtores.

      1. Minha namorada acabou de se mudar pra BH e se entrou imediatamente numa dessas comunidades, por indicação de um amigo daqui. Achei excelente!

    3. Rodrigo, muito bacana! Aqui em Inconfidentes, uma cidade pequena de minas gerais, nós estamos organizando uma feira agroecológica, mas também com produtos artesanais, exposição musical e cientifica. Todos os produtos são adquiridos diretamente dos produtores e estamos planejando também iniciativas para assistir as famílias mais carentes na feira. Ainda estamos na etapa de planejamento mas seguimos frente e torcemos para que dê certo kkkkk.

      1. Que interessante! Já quero conhecer essa feira. Falta esperar a pandemia passar pra poder viajar haha. Eu gosto mto de feiras, mais ainda quando tem outras atrações além das frutas e legumes

    4. Incrível. Parabéns por se engajar nesse tipo de relação com a comida — não muda só seu cardápio e sua saúde, muda muita coisa ao redor. Eu sou cozinheiro há muitos anos e cada vez mais apaixonado por esse tipo de iniciativa.

      Se você quiser saber um pouco mais sobre o impacto positivo que a alimentação pode ter no mundo, sugiro fortemente o livro “O Terceiro Prato”, do Dan Barber. É sensacional.

      Outro muito bom também é o “Cozinhar”, do Michael Pollan, que acabou até virando mini série na Netflix

      1. Acho esse livro do Michael Pollan sensacional. E quando saiu a série da Netflix tb vi rapidinho. Na verdade esse livro dele foi muito importante, foi quando aprendi e me meti a fazer pães de fermentação natural, kombucha, cheguei a fazer chucrute em casa. Todo com orientação, participando de oficinas, nada na louca, mas o livro me incentivou muito. Antes de ler já tínhamos mudado bastante nisso hábito alimentar, mas o livro mudou demais nossa relação com a comida e principalmente com quem produz nossa comida.

    5. Nós fazemos aqui em BSB da CSA Flor do Cerrado. Graças a eles estamos comendo muito bem, e praticamente não pedimos mais comida fora. Minha esposa fez alguns posts com receitas das coisas que vem na cesta no istagram dela (instagram.com/ednea.fagundes ou pixelfed.social/edneafagundes) e agora ela também cuida do instagram deles. É um ótimo esquema pra descarregar a gente do estresse de tentar conseguir essas coisas no mercado, além de serem organicos e do produtor ser diretamente beneficiado, sem atravessadores.

      1. Qual o Instagram deles? Sou de Brasília e achei a ideia bem interessante. Dei uma olhada no Instagram da sua esposa e achei as dicas bem interessantes.

        1. Legal, ela ficou feliz que você tenha gostado das dicas!
          O da CSA que estamos é @csa.flordocerrado

      2. Vou dar uma olhada no Instagram dela. O nosso aqui é o csa saraquá, só pra deixar registrado.

        Muito bom saber que mais frequentadores do site tb já conhecem e são membros de outros grupos :-)

  4. onde me informar sobre jogos e cultura pop? tipo site de noticias que informa sobre isso.

    1. Se tu pergunta por aqui, é porque quer algum canal que tenha um estilo similar ao do MdU, imagino.

      Sinceramente nem procuro mais sobre isso pois “meu gosto é muito peculiar”. Então tou bem por fora de indicações. O máximo que faço é ver algumas @ no twitter (como o @kaducastro e o @Ninttacon que falam do que gostam ou tem textos bacanas que jogam em locais onde participam. Eventualmente vejo o JBox pois curto animações japonesas.)

      Omelete, Jovem Nerd e outros faz um bom tempo que não os vejo.

      1. >porque quer algum canal que tenha um estilo similar ao do MdU.

        sim eu tava perguntado sobre isso, pq o estilo do mdu é da qualidade ótima, por isso quis achar algum website sem depender de rede social com estilo similar ao do mdu da qualidade..vlw pelo recomendação, vou dar uma olhada.

        1. Creio que o MdU é como algo “artesanal”. É realmente como os blogs de antigamente, mas com mais polidez. (lá vou eu massagear ego :o3 )

          Este tipo de atitude ainda existe em blogs mais fora do mainstream. Aí acha nos @ de twitter e instagram, provavelmente. Ou até as vezes em vídeos do YouTube.

          Omelete e Jovem Nerd viraram “comerciais demais” – Na verdade, tenho um enorme preconceito em relação ao Jovem Nerd, no que fez eu raramente acompanhar o canal.

          Sou do tempo das Revistas Herói e AnimêDo, no que estes tiveram o Omelete e hoje o JBox como heranças de estilo de texto (tal como já falei que o Guia do Hardware tem o Manual do Usuário meio que como herdeiro também). JBox ainda tem um estilo mais casual, e preocupado com textos que cativem e tenham uma boa posição, enquanto que o Omelete virou o comercial padrão atual: tenta chamar a atenção pela máxima, e lota de propagandas.

      2. obrigado pelo recomendação, não tá fácil achar websites que posta noticias de cultura pop e games da qualidade.

    2. Acho que os sites mais populares (Jovem Nerd, Omelete) fazem um bom trabalho nesse sentido, não? Outra fonte que notei recentemente é newsletter — no diretório tem algumas dedicadas a esse universo, marcadas com a etiqueta “Entretenimento”.

      (Considere as minhas indicações com um pé atrás. Não gosto e não acompanho nada disso.)

    3. eu acompanhei muitos anos pelo omelete, depois peguei um baita ranço deles quando o podcast deles passou a ser pago e por algumas atitudes internas dele (e por eu não aturar o Thiago Romariz, também não sei porque tenho ranço dele, coitado). Hoje em dia tenho acompanhando o RSS do Jovem Nerd, é bem satisfatório.

  5. Olhando a linha de produtos da Apple vejo que existe (pelo menos lá fora) uma similaridade de preços entre alguns modelos do novo iPAD e o Macbook Air. Ambos rodam o M1 e pelo meu entendimento devem ter especificações bem próximas.

    Para o uso habitual de sites / webapps, vídeo conferência, consumo de mídia e jogos causais, qual opção vocês consideram mais adequada (e por que)?

    A – iPad Pro Wifi 256gb 256Gb + Smart Keyboard Folio
    B – MacBook Air M1 de entrada (256gb)

    1. Eu tenho os dois (modelos antigos, porém) e se tivesse que escolher entre um deles, ficaria com o MacBook sem pensar meia vez. O iPad já faz muita coisa bem, mas o notebook ainda é mais versátil mesmo dentro desse cenário/desses casos de uso que você listou (talvez só perca em jogos, embora os Macs com M1 rodem apps do iPad).

    2. Eu concordo com o Ghedin, mas isso partindo da premissa que você não tem um computador (seja de mesa ou notebook). Agora, uma vez que você já tem algo que te atenda e que o iPad não consiga fazer, acredito que o iPad é uma excelente opção. Meus pais, por exemplo, não faz sentido ter um notebook já que, o iPad já os atende muito bem, acredito que até melhor que um notebook. Já para a minha realidade, não faz sentido já que, a maior parte do que eu faço, prefiro fazer em um computador.

      Em resumo, depende do que você já tem e quais são suas necessidades.

    3. O iPad Air não seria uma boa ideia para esse uso? Tirando o ProMotion em jogo, acho que para esse tipo de uso, faz mais sentido. Só iria de iPad Pro para algum uso mais específico, como arte digital ou produção de conteúdo.

      1. Sim, seria. Porém a diferença de preço não é gigante (ambos são bem caros, na verdade!)

        Quero entender ainda quais as possibilidades que uma porta Thunderbold abre para o iPAD pro. Essa é uma diferença chave entre o Pro e o Air pra mim.

        Por exemplo, conseguirei plugá-lo num monitor externo e fazer uso? Se esse for o caso, acho que vale o custo extra em relação ao iPAD Air.

        1. O iPar Air usa USB-C, só não tem o protocolo Thunderbolt, que suporta velocidades de 40Gbps enquanto USB 3.2 é 20Gbps. A maioria dos monitores é Display Port por USB-C, funciona nos iPads Pro anteriores, acho que funciona no iPad Air também.

          Não acho que abra muitas possibilidades adicionais, as vantagens de Thunderbolt é para tarefas que exigem muita banda: múltiplos monitores, downstream melhor, GPU externa, ultra-resolução (5k e 8K), SSD externo mais rápidos, etc. Thunderbolt é bem raro, é realmente mais uso profissional, USB-C tem a mesma comodidade e atende o uso comum.

          No final, o iPad Pro com M1 não mudou muito o cenário do iPad Pro: há anos tem um hardware poderoso, a questão é se você quer usar o iPad OS. O M1 não mudou as possibilidades e limitações do iPad Pro, só deixou mais rápido (ainda).

    4. Concordo com o Ghedin, tenho um iPad de 6ª gen. e o MacBook Pro M1 e definitivamente pegaria o Mac pra essas funções que você apontou. O iPadOS ainda é um gargalo pra muitas funções que exigem multitarefa – mesmo que o processador consiga dar conta, o sistema vai impedir.

    5. Eu nem uso mac, tampouco tenho ipad. Uso só um iphone. Mas obviamente, como bom brasileiro, vou opinar. Hahaha.

      Alguns pontos a considerar:

      1. Será que ambos, apesar de equipados com o mesmo processador, tem a mesma performance? O Macbook Air em tese teria um pouco mais de espaço para conseguir dissipar o calor gerado pelo processador. Em tese.

      2. Interface: Não sei a quantas anda a interface e as diferenças entre o ipadOs e o macOs.

      3. Portas: o Ipad teria 1 apenas. O Macbook Air, 2. Dá pra carregar por uma e usar a thunderbolt por outra caso queira plugar um monitor externo. Para o ipad já seria necessário um dock (se é que tem). Já é um uso um pouco além do descrito no cenário. Uma vantagem do ipad é que, caso se usasse com thunderbolt para um outro monitor e um teclado e mouse bluetooth (se é que é possível isso), daria pra usá-lo apenas como uma tela apenas, ou, ainda, como um “desktop” e só plugar a tela e “esquecer” ele ali no ladinho. Ao contrário do Macbook que estaria ao lado e um teclado do notebook que não seria usado em detrimento de um teclado externo. Eu já penso em cenários diversos tu vê. Porém, o cabo estaria “pendurado” caso se usasse ele como um monitor e no modo “paisagem”. Enfim.

      Eu acho essa ideia de usar um tablet/celular como computador principal muito tentadora, tanto é que estou me coçando há um tempo para pegar um galaxy e testar o Dex como “computador” principal. Porém, no fim, ainda acho um notebook/desktop mais sensato para minha realidade, até porque meu desktop também é meu console. E como ainda estou na fase de ter um desktop e um notebook, minha mentalidade está longe de usar um tablet desse jeito.

  6. Alguém já ouviu falar do Terabox, um serviço de armazenamento que oferece 1TB gratuito? Vi numa matéria que sugeria alternativas ao Google Fotos.
    Acessei o site, e a primeira impressão é de uma página em construção. Mesmo oferecendo aplicativos p/ Android e iOS, fiquei bastante desconfiado.

    1. Hmm… eu não confiaria. Entra muito na questão : “não existe existe almoço de graça”. De alguma maneira eles tem que ganhar, seja com assinatura, anuncio ou com seus dados.

    2. Na boa, não usa. Olha a qualidade do site. Não tem informações da empresa, só uma tal de PopIn Inc., sem link, endereço, nada.

      Só recomendo usar mesmo se você encriptar ANTES os seus arquivos. E olhe lá.

  7. Deixo aqui a minha vaia e protesto à recomendação do texto do Marcos Nogueira (Folha de SP) na última newsletter. Este senhor é de uma desonestidade intelectual sem tamanho…

    1. Eu só conheço o trabalho dele na Folha (na real, nem sei o que ele faz da vida). Embora ache que às vezes role uma apelação nas suas colunas, muitos textos, como esse da Air Fryer, são ok.

    2. O cara fala de comida, onde teria desonestidade intelectual alí? Comer biscoito e chamar de bolacha?

      1. se fosse apenas isso estaria ok. mas o cara é um pondé da gastronomia. basta ler com atenção. só q se se vc tb for fã do “filósofo” da folha, aí é melhor deixar quieto…

        1. Nossa, resumiu bem o tom do texto. Confesso que não conheço o colunista, mas pelo texto da air fryer dá pra perceber que é bem isso mesmo.

          Faz questão de ressaltar preciosismos que não fazem a menor diferença pro cozinheiro doméstico (e muitas vezes nem pra gente, que vive disso) só pra dizer “olha, eu conheço, eu converso com chefs, eu faço comidas incríveis na minha casa”

          Sem paciência

      1. em vários textos. vários mesmo. mas como o cara escreve compulsivamente sobre qualquer coisa q lhe ocorre… tem dar uma procurada.

  8. Vou iniciar em uma nova empresa na próxima semana e lá só se usam Macs. Eu nunca usei nada da apple e até cheguei a dar uma espiadinha no computador, ficando totalmente perdido no novo sistema…

    Sempre fui usuário de Windows e eventualmente Linux e sempre estive super confortável com esses sistemas por possuírem atalhos e uma interface bem equivalentes. Alguém tem algum tipo de tutorial ou manha pra ajudar nessa transição ao mundo da maçã?

    1. Minhas dicas gerais de adaptação seriam:

      1) Se você tem familiaridade com o Linux, diria que é meio caminho andado para se adaptar ao macOS.

      2) Aprenda os atalhos do teclado. Tem atalho para tudo e quase todos são padronizados. Agiliza bem o trabalho.

      3) Esqueça a metáfora de janelas do Windows. Lá, app aberto = janela aberta; no macOS, não, um app pode estar aberto sem janela alguma aberta, e você pode fechar todas as janelas de alguns sem fechar os apps em si. Parece complicado, mas é menos na prática.

      Nisso, o Alt + Tab é bem diferente. Command + Tab alterna entre aplicativos. Para alternar entre janelas de um mesmo aplicativo o atalho é Command + ` (acento ao lado do 1. Outros atalhos eventualmente úteis são Command + H, que oculta a janela em foco, e Command + Shift + H, que oculta todas as janelas exceto a que estiver em foco.

      Ah sim: Command é o que Control é no Windows e Linux, ou seja, é ela que faz aqueles atalhos de copiar, colar, imprimir etc.

      4) A tecla Option funciona como modificador em menus. Sempre que tiver um menu aberto, experimente segurá-la para ver se os itens mudam. Se você quiser, por exemplo, forçar o encerramento de um app, clica com o botão direito no ícone dele na Dock, segura Option e a opção aparecerá.

      5) Por fim, se pintar alguma dúvida, pesquise a documentação oficial no site da Apple. É bem boa, o texto é claro e direto, já me ajudou muitas vezes.

      1. Muito obrigado pelos toques, Ghedin! Uma impressão muito agradável que eu tive no Mac é o fato dele ser visualmente bem parecido com o Gnome no Linux, que eu acho bem bonito.

        Outra coisa: o uso de um teclado e de um mouse externos atrapalham muito na usabilidade do sistema? Sei que o touchpad nos Macbooks é bem poderoso.

        1. O trackpad é muito bem pensado, tem vários atalhos espertos e a resposta dele é muito boa. Mas não é obrigatório nem atrapalha usar mouse. Eu mesmo uso teclado externo e mouse (e um simples).

    2. Caso use trackpad, como Ghedin comentou, acostume-se a usar os gestos (três dedos, quatro dedos, etc), que são muito úteis e ágeis.

      Caso use mouse comum, configure os cantos de tela para simular os efeitos dos gestos do trackpad (por exemplo, eu deixo o canto inferior direito para abrir o Mission Control e o canto superior direito para “espantar” todas as janelas abertas — o que é MUITO útil em alguns casos).

      Usando o trackpad o acesso a desktops virtuais também fica muito mais fácil, pois fica meio “instintivo” jogar os três dedos para o lado para passar de um para outro. Com o mouse a coisa é menos ágil.

      Cmd + shift + 3 equivale captura a tela inteira, mas o lindo cmd + shift + 4 permite você selecionar a janela que quer capturar (usando a barra de espaço). E o cmd + shift + 5 é muito útil para gravar trechos de tela.

      O spotlight é maravilhoso. Acostume-se a chamá-lo com cmd + espaço.

      Finalmente: muita gente torce o nariz para o Finder e reconheço que o navegador de arquivos do Windows é mais poderoso de uma forma mais rápida. Mas a navegação por colunas “Miller” acho fundamental.

      1. ah, ainda sobre o spotlight: ele é ótimo principalmente para usos além do mais imediato (que é procurar por arquivos no computador)

        quando preciso fazer cálculos rápidos, eu nunca abro a calculadora, uso sempre o spotlight

        conversão de moedas também é muito útil e muito mais rápido que acessar algum site para isso

        mesma coisa para conversão de medidas: ótimo para converter polegadas em centímetros, etc

        (também dá pra pedir pra ver o clima, etc, mas pra isso tem os widgets à direita)

        e além de tudo ele tem um bom dicionário embutido (e em qualquer lugar, via trackpad, você consegue acessar a definição de qualquer palavra com três dedos ou algum outro gesto)

        enfim: tudo o que a Siri faz de ruim o spotlight faz bem :)

        coloquei exemplos aqui: https://imgur.com/a/DxRE3cP

        1. O Spotlight é muito versátil mesmo. Uma dica complementar para o conversor de moedas nativo é que ele aceita códigos ISO — em vez de escrever “1 dólar canadense”, pode escrever só 1 CAD que ele entende.

          Para mim, o Spotlight é suficiente, mas caso você queira recursos mais avançados, existem alguns apps similares, porém mais poderosos. O mais famoso é o Alfred.

          O dicionário é “system-wide”, ou seja, em quase todos os aplicativos ele funciona. Isso é muito, muito útil. Se você usar um MacBook com Force Touch, afunda o trackpad em cima de uma palavra que ele puxa a definição ou, se for em outro idioma, a tradução. Acho que é a única coisa de que sinto falta do trackpad desde que passei a usar mouse.

      2. A tecla Control e as setas são atalhos bem fáceis para o Mission Control. Control + seta para cima abre ele e Control + seta para esquerda/direita navega entre os desktops virtuais.

        Nos atalhos de prints, se você segurar a tecla Control junto, em vez de salvar o print, o sistema envia ele para a área de transferência.

  9. Usuários de monitores e notebooks,

    Como vocês montam o seu setup? Estou de volta à rotina de home office e estou preparando a minha mesa para a rotina. Possuo um notebook e uma tela em suporte articulado e, para auxiliar, suporte ergonômico, teclado mecânico e um mouse decente. No entanto, fico sempre testando “combinações” do meu setup, sendo:

    1. Colocando o notebook abaixo da tela (e usando o seu próprio teclado)
    2. Usando o notebook ao lado com suporte e teclado e mouse e
    3. Mesma combinação anterior, mas retirando o suporte do notebook e deixando ao lado sem apoio mesmo.

    Enfim, como vocês se sentem mais confortáveis para trabalhar? Como fica essa “organização” do setup de vocês?

    1. Creio que isso é mais pessoal – o setup você monta para SEU conforto. Claro que ideias ajudam, mas talvez possa ser que tu até possa gerar um novo setup. Uma passadinha nos escritórios da turma que manda para o MdU pode te inspirar também.

      Estou sem setup aqui: finalmente terminei de montar o notebook que eu tinha ganhado e estou vendo aqui como vou me organizar – se vou me desfazer do pc antigo que está na mesa ou fazer algo diferente. Gosto do PC antigo também, pois demorei um bom tempo para monta-lo. Só fico chateado que o monitor que tenho aqui não funcionou no notebook (o monitor que tenho é chato de lidar e tive que fazer de dois um para funcionar), mas depois estudo com calma.

    2. Monitor, teclado e mouse sem fio, webcam e headset, todos ligados a uma dockstation USB-C/Thunderbolt. Quando preciso usar o laptop fora da mesa, desconecto um único cabo. E quando estou na mesa, mantenho a tela fechada e uso somente o monitor externo. Foi o melhor arranjo que encontrei pro meu uso.

      1. Apesar de apenas ligar o fio do monitor e da energia, gostei dessa ideia da dockstation. Tens um link de qual tu usa?

      2. Vi essa dica de setup em um vídeo do Linus Tech Tips e achei o sonho de consumo. A diferença é que no vídeo dele ainda tinha uma eGPU em uma case.

        Até queria fazer isso, mas hoje já tenho um desktop (onde jogo) e tb notebook, recém adquirido (somos 2 em casa e quase sempre ambos precisam do PC ao mesmo tempo).

    3. Eu estou bem satisfeito com o meu setup no qual utilizo o monitor acima do laptop.

      Gosto do teclado do laptop e uso um mouse externo sem fio.
      O monitor está na altura dos meus olhos e acabo usando a tela do notebook (que é bem pequena por sinal) para algumas tarefas.

      Diria que tenho 1 tela e meia! :)

      Se quiser dar uma olhada: https://imgur.com/ZXp3zC6

      1. Estou com o setup exatamente assim no momento. Até possuo um bom teclado e um suporte para o notebook, mas sei lá, acho que esse formato economiza mais espaço e é mais limpo, além de permitir jogar o notebook pro canto, trazer um livro ou um caderno pro centro e etc, sendo um espaço mais dinâmico pra trabalhar.

    4. Quando uso o notebook no lugar do desktop (quando preciso de duas telas para o home office), o que gosto de fazer é colocar o notebook ao lado do monitor, como se o notebook é que fosse o segundo monitor. Procuro deixar o notebook com a parte de cima de sua tela na mesma altura da parte de cima do monitor, já que esse monitor já está adequado à altura dos meus olhos. Aí uso mouse e teclado externo, na minha opinião infinitamente melhores do que o teclado e trackpad do notebook. Como agora acabei adquirindo um notebook 2 em 1 (não por querer isso, mas o que tinha as configurações que eu queria era um 2 em 1) talvez pense em usá-lo na forma de “tenda” com a tela voltada pra mim, “eliminando” o teclado dele que às vezes me atrapalhava.

    5. qdo eu tinha um monitor no escritório (não trouxe pra casa pq não cabe na mesa), eu usava o monitor externo como lateral e o monitor do notebook como principal. Como do note é relativamente grande, e o monitor pequeno, o tamanho ficava meio igual e eu preferia ficar com o notebook na frente.
      Aí ficava notebook com suporte de altura, teclado externo e mouse na minha frente, e monitor externo do lado.
      Eu gostava mto pra acompanhar calls e treinamentos q ñ precisava 100% atenção no monitor, enquanto fazia outra coisa no notebook.

    1. Já testei uma coisa parecida com essa e a constatação é sempre a mesma: A velha bomba é a que funciona. O resto é só pra passar raiva e morar na gaveta dos talheres p/ sempre.

      1. Bomba que desenrosca a parte inferior é feita pra dar problema.

      1. Bah, acho que Youtube, aqui no RS é meio que “conhecimento universal” o chimarrão. Terere eu não sei nem fazer =P

        1. Tenho um amigo Chileno/Paraguaio. O pai dele costuma tomar o Tererê, e noto que parte do mesmo princípio do chimarrão.

          se eu me empolgar, pesquiso sobre ambos.

          (Tenho pai catarinense, mas geralmente meus familiares não usam chimarrão ou tererê)

    2. Isso segue um padrão de propagandas que vira e mexe eu (raramente) vejo. Apresenta o produto, movimentação lenta em alguns momentos, jovens usando de uma maneira “cool”, diz que é bom para o meio ambiente e (de certa forma) revolucionário.
      E deu uma vontade de tomar um chimarrão agora.

    3. Rapaz, eu vi o vídeo e só fiquei pensando que o gringo precisa descobrir o coador de pano, viu…

      1. Já descobriram faz tempo. Joga no seu buscador favorito “strained coffee cloth bag”

  10. Topei com este post dia desses em que o autor compartilha seus comandos de uma linha só favoritos.

    Vocês têm algum? Compartilhem aqui.

    O meu favorito é o caffeinate -d, no macOS. Ele mantém o computador “acordado” e a tela ligada (daí o -d) indefinidamente. A App Store está cheia de pequenos apps que fazem isso colocando um ícone na menubar, mas acho mais simples (e elegante, até) usar esse comando no terminal.

      1. O apt-get é uma mão na roda, né? Uso no Raspberry OS, e é super de boa — uma vez por mês abro o terminal pelo celular (!), digito sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade, espero e pronto, sistema e apps atualizados.

        Um gerenciador de pacotes por linha de comando legal para quem usa macOS é o Homebrew.

    1. Outra linha que uso muito é uma do FFmpeg para converter entre formatos de vídeo e áudio: ffmpeg -i arquivo.mp3 novo-arquivo.wav, por exemplo. Nem sempre funciona, especialmente com formatos de vídeo antigos, mas provavelmente porque eu desconheço outros parâmetros/CODECs de vídeo, e não por limitação da ferramenta. Quando dá ruim, apelo para o Handbrake.

    2. Se usado mais de uma vez na vida, eu converto “oneliners” para scripts propriamente ditos, mas aqui estão as versões originais de alguns que eu mais uso. Eu estou quebrando eles em várias linhas e usando as opções longas quando possível para ficar mais fácil de ler e entender, mas todos podem ser diminuídos.

      1p get item "${nome_do_item}" --fields password | xsel -ubi

      Pega a senha de algo que eu tenha no 1Password e joga no clipboard do computador, pronto para colar aonde eu quiser.

      Se eu substituir password depois de --field por algum outro campo, tipo username ou email, ele vai pegar aquele campo ao invés da senha. Aquele -u não faz parte do xsel, é uma opção que eu adicionei nele para limpar o clipboard depois de cinco segundos, por segurança.

      openssl s_client -tls1_3 -connect manualdousuario.net:443 < /dev/null

      Bem útil para checar se um site oferece suporte a TLS 1.3 ou não.

      curl \
        --url 'https://codeload.github.com/google/fonts/zip/refs/heads/main'
        --tlsv1.3 \
        --proto '=https' \
        --silent \
        --output '/tmp/main.zip'

      Baixa um arquivo com todas as fontes do Google Fonts para o diretório /tmp/ no Linux. Eu uso para manter atualizado um serviço que a Cipher Host oferece como alternativa ao Google Fonts—focado em privacidade, claro.

      find '/tmp/google-fonts/' -type 'f' -name "*.ttf" \
      -exec cp {} "${HOME}/.local/share/fonts/" \; \
      && fc-cache -f "${HOME}/.local/share/fonts/"

      Assumindo que você usa Linux, descompactou o arquivo das fontes no diretório /tmp/, e usou o nome google-fonts para o diretório descompactado, esse comando instala todas as fontes do Google Fonts para o seu usuário.

      curl \
        --url 'https://api.transferwise.com/v3/comparisons/?sourceCurrency=USD&targetCurrency=BRL&sendAmount=150&providerType=moneyTransferProvider' \
        --tlsv1.3 \
        --proto '=https' \
        --compressed \
        --header "Authorization: Bearer $(pass show concur/readonly-token)" \
        --silent \
        | jq --raw-output '.providers[] | select(.name=="Wise") | .quotes[].receivedAmount' \
        | LC_ALL=pt_BR.UTF-8 xargs printf "R$ %'.2f\n"

      Para quem recebe dinheiro de fora, fazer os cálculos para imposto de renda, contas, poupança e afins é complicado já que cada plataforma usa uma cotação diferente do dólar no dia, e alguns centavos aqui ou ali fazem uma diferença bem grande.

      Esse comando resolve o problema para quem usa o TransferWise como banco usando a API deles e outras ferramentas Linux para fazer a conversão do dólar para real e te mostrar o valor formatado bonitinho, já descontando as taxas de conversão deles também.

      curl \
        --url 'https://manualdousuario.net/post-livre-267' \
        --silent \
        --head \
        --compressed \
        | awk '/Location:/ {print $2}' \
        | xsel --clipboard --input

      Copia o endereço usado em um redirecionado para o seu clipboard, pronto para colar e usar. Você também pode mandar o navegador abrir o endereço automaticamente, só substituir a parte do xsel ali por xargs firefox -new-tab, por exemplo.

      gphoto2 --stdout --capture-movie \
        | ffmpeg -i - -vcodec 'rawvideo' -pix_fmt 'yuv420p' -video_size '1024x768' -f 'v4l2' '/dev/video3'

      Transforma a minha câmera em um webcam, já que a Fuji decidiu que esse recurso só vai funcionar de forma nativa no Windows e macOS.

      curl \
        --url 'https://westeurope.api.cognitive.microsoft.com/vision/v1.0/describe?maxCandidates=1' \
        --tlsv1.2 \
        --proto '=https' \
        --silent \
        --request POST \
        --header 'Content-Type: application/octet-stream' \
        --header "Ocp-Apim-Subscription-Key: $(pass show azure/cv-api-key)" \
        --upload-file '/caminho/para/imagem.jpg' \
        | jq --raw-output '.description.captions[].text'

      Eu sou péssimo descrevendo imagens, o que é um problema já que eu configuro todas as ferramentas que eu uso para me forçarem a escrever a descrição alternativa de uma imagem em HTML. O comando acima usa o Computer Vision da Azure para criar essa descrição para mim e quase vale a privacidade e sanidade que você perde usando produtos da Microsoft.

      curl \
        --url 'https://www.mediafire.com/' \
        --tlsv1.3 \
        --proto '=https' \
        --compressed \
        --silent \
        | grep ':\/\/download'  \
        | awk -F '"' '{print $2}' \
        | xargs aria2c -s16 -x16

      Pega o endereço real de um arquivo nos servidores do MediaFire, e faz o download dele o mais rápido possível usando aceleração de download. O endereço que você “dá” pro cURL segue o formato https://www.mediafire.com/file/caracteres_aleatorios/nome_do_arquivo.rar/file.

      mpv --ontop --no-border --on-all-workspaces --autofit='1280x720' \
      --geometry='98%:98%' 'https://www.youtube.com/watch?v=dQw4w9WgXcQ' \
      &> '/dev/null' &

      Abre um vídeo do YouTube (ou arquivo de vídeo no seu computador) no canto da tela que te segue em todas as áreas de trabalho virtuais. Uso quase diariamente para assistir notícias, videocasts, seriados, e afins enquanto estou trabalhando, já que estranhamente, preciso de barulho para me concentrar.

      wget --user "$(pass show seedbox/username)" --password "$(pass show seedbox/password)" \
      --mirror 'https://psb55555.seedbox.io/files/'

      Faz download de todos os arquivos dentro de um diretório remoto—do meu seedbox, nesse caso—para um diretório local. Uso toda semana para fazer download de todas as ISOs do Linux que mantenho no seedbox, mas pode ser usado para baixar qualquer diretório aberto.

      head --zero-terminated --bytes 128 \
      < <(exec tr --delete --complement '[:punct:][:alnum:]' < '/dev/urandom')

      Gera uma senha aleatória de 128 caracteres usando a fonte de entropia do Linux.

      shuf --repeat --head-count 12 --random-source '/dev/urandom' '/usr/local/share/acopw/words' \
        | tr '\n' ' ' \
        | sed '$s/ $//' \
        | sed 's/./\u&/'

      Gera uma senha diceware—palavras escolhidas de forma aleatória—com 12 palavras usando a fonte de entropia do Linux e um dicionário de palavras, com a primeira palavra tendo letra maiúscula, e usando espaços para separar as palavras.

      O dicionário que eu uso é um que já estou escrevendo a cerca de dois anos para um gerador de senhas, e possui cerca de 16 000 palavras com no mínimo três letras que venho colhendo automaticamente da Wikipédia e de wikis de seriados, animes, e filmes que gosto de assistir. A EFF tem um ótimo dicionário base também, e boa parte das distribuições Linux possuem um em /usr/share/dict/.

    3. Eu gosto mesmo de usar Ctrl + R e history | grep "o que for" hahaha

      Antes usava mais no trabalho, mas regularmente só esse aqui mesmo: echo "connect C0:28:8D:3F:B4:1D" | bluetoothctl

      Conecta o meu computador a minha caixa de som.

  11. Assisti com meus filhos recentemente na Netflix “A família Mitchel e a revolta das máquinas”. Tem uma pegada família (óbvio) e por ter filhos pequenos é um lado com o qual me identifico muito. Mas tem um monte de referências hilárias a assistentes pessoais ultra-inteligentes, chips específicos de uma só empresa em todo lugar, violação de privacidade em larga escala, etc. Dá pra fazer um bocados de reflexões mais sérias (depois de abstrair a comédia e a abordagem “infantil/família” da coisa) sobre vários tópicos abordados aqui no Manual. Alguém já viu? O que acharam? A propósito, é muita paranóia tentar fazer reflexão de assuntos sérios em cima de um filme infantil?

    1. Não tem nenhuma paranoia, Emanuel.
      Há muito tempo os filmes infantis tem a camada dos adultos e das crianças.
      Até pq as crianças não vão sozinhas ao cinema.
      Então colocam o lado para o adulto se interessar também pelo filme.
      Inclusive, vejo que muitos são até mais voltados para os adultos do que para as crianças.

    2. Uma coisa legal das animações da Pixar é que elas são para todas as idades: para crianças, as cores, formas e situações mais escrachadas encantam; para os adultos, são justamente essas questões de fundo, que ficam no subtexto do roteiro, que tocam. Divertidamente é um baita filme sobre depressão infantil/depressão no geral, por exemplo, mas minha afilhada assistiu quando tinha menos de 10 anos e se divertiu um bocado.

      Esse filme tinha me chamado a atenção por ser “dos mesmos criadores de Homem-Aranha no Aranhaverso e Uma Aventura Lego” e, embora não tenha visto nenhum desses dois, ambos foram muito elogiados quando saíram. Vou colocar na minha lista. De repente vira indicação no Guia Prático :)

  12. meu cartão de memória aparentemente morreu, vou tentar ressuscitar ele a noite, mas tinha 128gb e era um classe 10 da sandisk, ficou comigo pouco mais de 2 anos, o que eu acho pouco, geralmente, quanto tempo dura um cartão de memória?

    obs: ele estava num smartphone e era usado todos os dias e quase toda a memória estava utilizada.

    1. É meio difícil mensurar pq durabilidade depende dos ciclos de gravação, e claro, se não houve danos (não é seu caso). 2 anos para um SanDisk, se for oferecido como “original” (ultimamente raro de achar), é muito baixo.

    2. Ainda tenho cartões de 2006 funcionando perfeitamente.

  13. Semana passado contei no post livre sobre a minha vontade de sair do spotify por vários motivos.

    Segue o meu relato de uso do Apple Music:
    A UI do Apple Music é muito bonita. A melhor UI de todos os apps de streaming de música.
    O AM é muito bem integrado ao iOS. Nem os apps padrão de música do Android são tão bem integrados ao sistema e a sua interface.
    O AM é um app com ergonômico. Se vc conhece um app desktop de música que como o rhythmbox, musicbee, foobar2000 ou Amarok, vc vai saber usar o AM sem problemas.
    Comparado ao Spotify, este último foca nas playlists. O AM deixa vc definir o seu foco pq a interface é configurável (a última atualização do Spotify mobile tenta deixar tudo configurável, mas ainda não está no mesmo nível do AM).
    Já subi toda a minha biblioteca pessoal pelo itunes match e como isso é bom.
    Toda a minha biblioteca pessoal está na nuvem com tudo perfeitamente integrado ao Apple Music.
    A qualidade da música no Apple Music é incomparavelmente melhor do que no Spotify. Mesmo com um fone de ouvido simples isso já é notado.
    Destaque também para a troca do modo claro para o modo escuro com um toque na tela e as capas animadas de disco no Apple Music.
    Para quem atualizou para o iOS 14.5, existe um recurso novo atrelado a Siri e Lembretes: vc pode colocar lembretes de ouvir músicas/álbuns. Funciona muito bem.
    Tenho acompanhado os tópicos do Apple Music no Reddit e o app no Android tem recebido elogios desde a última atualização.
    Apple Watch: agora posso correr sem o smartphone.

    Um ponto que merece destaque são os podcasts:
    Alguns defendem apps separados, como o caso da Apple.
    Só que em muitos momentos eu prefiro tudo junto pq crio playlists hibridas no Spotify com músicas e podcasts para correr.
    Provavelmente depois eu tenha que fazer uma comparação separada sobre podcasts.

    O Itunes baixado da loja da Microsoft é bem lento. Usar o Apple Music por ele é uma experiência bem ruim. O Itunes 64 bits baixado da própria Apple é um pouco mais rápido, mas ainda lento se comparado ao Spotify Desktop.
    O Apple Music web é pior ainda.
    Existem algumas alternativas ao Apple Music web que utilizam a API do AM, mas fica claro que o problema é a API. Ela precisa melhorar. É lenta/travada.
    Li que a Apple vai lançar app separado no windows para Apple Music e Podcasts. O jeito é aguardar para ver. Sendo que nem no MacOS esses apps são tão bons quanto deveriam.

    Vantagens do Spotify:
    Qualquer toque na tela do Spotify responde mais rápido que o AM.
    Qualquer música no Spotify começa a tocar como se estivesse localmente. No AM vc nota que demora um pouco mais (não que isso prejudique a sua experiência).
    Lastfm atrelado a sua conta no Spotify: Como eu falei semana passada, para fazer scrobble no AM vc precisa BAIXAR as músicas.
    O lado social do Spotify é imbatível. Eu só vejo compartilhamento de playlist no AM em sites que falam da Apple. Meu círculo de amigos e sites de músicas só compartilham playlists no Spotify. Mais até que vídeos no Youtube.
    A busca nos apps do Spotify funciona melhor.

    Por enquanto é isso.
    Seguirei testando e semana que vem volto com mais informações.

    1. Estou usando na promoção de 3 meses grátis. Minha única rusga até aqui foi que eu precisei ir na iTunes Store liberar conteúdo explícito para visualizar certos discos na página do artista. Não sei se foi um bug ou se é uma falha de organização/protocolo. No Spotify isso é bem mais simples, além de não ocultar.

      A qualidade de áudio é absurdamente melhor mesmo. Nos discos que meu ouvido já está calejado de anos, cheguei a ouvir detalhes que nunca tinha ouvido no Spotify – o que me faz ficar com aquela coceira no c* pra investir num fone acima de 1K, e outros apetrechos da galera Hi-Fi.

      1. Eduardo, também passou por essa situação do conteúdo explicito.
        E achei bem ruim as edições que eles fazem nas músicas.
        De inicio tive trabalho para encontrar os álbuns originais.

    2. Uso Apple Music desde o lançamento e estou satisfeito (pago metade do preço por conta do e-mail universitário), mas é engraçado que nunca achei que o serviço fosse perfeito — achava apenas que era OK. Antes do AM eu usei Deezer por algo tempo.

      Achava até que eventualmente o Spotify seria melhor que o AM por conta da taxa de bits, mas fiquei surpreso com seu comentário de que a qualidade do AM seja melhor.

      Nos últimos tempos eu tenho usado principalmente o aplicativo do Mac (curiosamente, podcasts só ouço no celular) e ele também me parece apenas OK — inclusive um pouco lento nas respostas aos comandos.

      1. (ah, eu também sou a pessoa menos musical do mundo e não consigo reconhecer nuances, etc, então também não sou parâmetro — mas ultimamente tenho sentido vontade de testar fones melhores e comparar com gravações em qualidade melhor)

      2. Pois é Gabriel.
        No reddit eu li que essa diferença fica mais obvia no Apple Carplay.

    3. Usei pouco o Spotify, pois antigamente não tinha histórico das músicas escutadas, também usava o itunes match e fui pro music, que larguei quando as recomendações se tornaram playlist genéricas com umas músicas brasileiras aleatórias no meio e também fui obrigado a criar uma playslist com músicas não mais disponíveis (recomendo fazer isso).

      Mas no geral gostava dele, nunca tinha usado no Windows, você tentou deixar as músicas offline? Acho que nesse caso ele só confirma se você ainda tem permissão pra escutar as músicas.

      Atualmente estou usando o Plex music, já que dificilmente adiciono mais de ~R$ 15 reais de música por mês, por sinal, o plex amp surgiu na época que estava procurando algum modo de usar minhas próprias músicas, e aqui em casa já usava o plex.

      1. Helcio, me desculpe, mas não entendi os dois primeiros parágrafos.

        1. Opa, desculpa!

          O Spotify não mostrava histórico das músicas que acabei de escutar, e não tinha nenhum modo pra dar play só em músicas que não escutei recentemente

          Tenta ver se o itunes do Windows fica mais rápido deixando as músicas offline

          Da pra criar uma playlist de músicas com estado “Não está mais disponível”, pra saber o que não estão mais disponíveis no itunes

          O itunes music parou com as recomendações baseado no que você escuta e começou a focar mais nas playlist genéricas deles https://music.apple.com/us/browse

    4. Usei o Apple Music por muito tempo e recentemente mudei para a Deezer, e… veja, não consigo identificar diferenças na qualidade das músicas.

      Acho que todas essas plataformas trabalham com MP3 (ou equivalente) a 320 kbps ou com bitrate variável, não? O Spotify, pelo menos, sim — embora a qualidade varie dependendo da conexão. A Apple não usa formato lossless, tanto que vez ou outra surge algum rumor de que ela poderia lançar um “Apple Music Hi-Fi”. Talvez você tenha sentido diferença pelo equalizador nativo do iOS?

      1. Ghedin, o AM trabalha com ACC, fixo.
        O Spotify trabalha com bitrate variável. Por isso ao dar o play, este começa a tocar instantaneamente.
        Nos posts do reddit é quase unanime essa diferença de qualidade em favor do AM.

        No mais, o equalizador está desligado. Na verdade, eu nunca uso equalizador pq nenhuma música é mixada para ser usada com ele.

        O que vc tem achado da Deezer?

        1. Como disse, em termos de qualidade sonora não noto diferença. Ouço música pelos EarPods e numa caixinha de som pequena da Logitech.

          O app é bem pior que o do Apple Music, não só na usabilidade, mas até em desempenho. Tudo bem que não é um iPhone novo, mas é só um player de música. É raro, mas já tive problema de engasgar as músicas, e tem um bug esquisito (esse mais frequente) em que a música para quando eu bloqueio a tela do celular. Aí tenho que matar o processo do app e reabri-lo.

      2. Vim dizer isso – que não faz sentido nenhum dizer que a qualidade do Apple Music é melhor – e confirmo que todos usam MP3 à 320K – ou variável, dependendo da conexão, mas normalmente o máximo é 320k. Ainda mais a Apple que nunca dei sequer suporte no iTunes aos formatos mais conhecidos para Lossless (como FLAC). Meu chute é um efeito placebo de quem tá ouvindo ou uma diferença de compressão na hora da transmissão mesmo.

        Aliás, a grande diferença do Tidal é exatamente ter um padrão lossless e um padrão Master (o primeiro faz pouca diferença, o segundo faz muita diferença). Se o Apple Music tivesse uma qualidade melhor do que a média, ninguém pagaria o preço do Tidal, por exemplo (já que álbuns em qualidade Master são raros).

        1. Não, Paulo.
          O Apple Music é ACC 256.

          E não, não é efeito Placebo.
          A diferença é nítida.

          Não existe comparação entre Apple Music e Tidal Hifi, pois este último é muito melhor.
          A comparação é entre Apple Music e Spotify. A qualidade do primeiro é muito melhor! E queria eu que não fosse, mas é.

          1. Spotify também é ACC256, que deveria ser um formato substituto do MP3 mas acabou que é um formato “MP3 com DRM”, que quando tocado na qualidade altíssima é equivalente ao MP3 320K. Tá inclusive no link que o Ghedin postou.

          2. Será que não é porque o Spotify esteja configurado na qualidade automática (a que vem por padrão) e não forçando na altíssima (fixa a 320kbps) e, por incompetência do app, ele não vai de cara pra qualidade mais alta?

            Eu acho que esse campo do áudio um dos mais subjetivos que existe. Uma forma de elucidar isso só com um teste a/b. Eu mesmo, muitos anos atrás, jurava que o iTunes no Windows tocava som em melhor qualidade que o WinAmp (muito embora fosse o mesmo arquivo).

        2. Pelo menos, no meu gosto musical (sou roquista, fã de musica xovém), no Tidal tem mta coisa que eu ouço em qualidade Master (o que faz uma puta diferença pra mim, ouvindo numa edifier r1000t4). De internacional, tem que ser algo relativamente obscuro, bem indie, pra não ter Master. Até nacional tem mta coisa em Master. Anitta tem música Master lá, veja só.

      1. Leonardo, tenho lido que está rodando muito bem desde a última atualização.
        Mas no momento estou sem aparelho android para testar.

      1. Obrigado Felipe.
        Vou ouvir.
        Tem um reddit só de indicação de playlists do AM.

    5. Eu usei o AM por muito tempo, gostava da interface por n ouvir muitas playlist e normalmente dificilmente ouvia musicas q n fossem as mesmas então eu voltei pro spotify e realmente senti a falta da facilidade que eu tinha no AM, o que no final eu voltei a baixar MP3 e usar o YT como recomendações de musicas…

    6. Eu já uso há muito tempo o Apple Music, sempre gostei mais da Ui dele comparado ao Spotify. Me lembra o Rdio, esse sim tinha a UI que eu considero a mais bonita de todos, o blur das capas no fundo era sensacional, com o deslocamento na medida para manter a similaridade com a capa do álbum. Sei que a maioria das pessoas não ligam pra isso mas pra mim era a parte da experiência que até hoje sinto falta nos apps atuais de música.

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