O escritório em casa do professor e estudante Brenno Machado

Durante a pandemia de COVID-19, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Brenno.

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Um(a) anônimo(a) deixou este comentário na última newsletter, a respeito do suicídio de Lucas Santos após ele receber comentários homofóbicos no TikTok (leia a coluna). Achei a reflexão pertinente o bastante para trazê-la para cá. Ah, autor(a) anônimo(a), se quiser o crédito, me mande um e-mail. O texto é de autoria do Thiago Sant’Anna:

“‘(…) cabe ao menos considerar que este talvez seja um problema sem solução.’ No alvo. Enquanto isso não for entendido de verdade, não poderemos caminhar para um mundo pós-Facebook — pelo contrário, vamos mergulhar no mundo do Facebook, o tal metaverso. Principalmente porque a solução ‘saudável’ no contexto atual é parar de se importar com a opinião dos outros, e isso é desastroso para uma sociedade.

Se é importante não deixar a opinião alheia nos dominar, é ainda mais importante valorizar como impactamos o outro, entender como o outro nos impacta, trabalhar as relações humanas, porque isso faz parte de uma vida rica de significado. Só que ser assim num contexto facebookiano, em que podemos ser bombardeados de ódio, é potencialmente fatal.”

A Mozilla mantém um site com dados públicos de uso do Firefox. No número de usuários ativos, é perceptível uma queda gradual na base. O gráfico alcança até dezembro de 2018. Entre o pico, de 253,8 milhões de usuários em 27 de janeiro de 2019, e o último registro disponível, 196,3 milhões em 1º de agosto de 2021, é possível observar um declínio de 22,6% no tamanho da base.

Isso preocupa. O Firefox é o único navegador independente relevante e, ao lado do Safari da Apple, os únicos que não usam o motor Blink, do Google. Uma “monocultura” empobreceria a web ao mesmo tempo em que conferiria poderes demais ao Google, que tem sua própria agenda não necessariamente ligada ao melhor interesse de todos — vide o desastre do AMP. Via It’s FOSS (em inglês).

Achados e perdidos #28

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Aparentemente, o que acontece no seu iPhone não fica mais só no seu iPhone

A Apple anunciou novos recursos de prevenção a abuso infantil em seus produtos que chacoalhou a comunidade de segurança digital. Por ora, eles serão limitados aos Estados Unidos.

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Hoje, 6 de agosto de 2021, a World Wide Web completa 30 anos. Ou algum evento relacionado à criação da web.

Uma notícia de 2018 do History.com afirma que, nesta data em 1991, Tim Berners-Lee colocou no ar o primeiro site da história: o http://info.cern.ch, ainda no ar. A Wikipédia inglesa traz uma informação diferente, diz que esse e outros sites já eram acessíveis naquela ocasião e que o acontecimento marcante foi o anúncio da web ao mundo, feito pelo próprio Tim, em uma lista de discussão.

De qualquer forma, a web é o tipo de coisa que vale a pena enaltecer a todo momento. Ela foi e continua sendo de enorme importância da minha vida e na de milhões de outras pessoas. É um projeto inspirador desde a sua concepção e, apesar dos abusos frequentes e tentativas de “matá-la” ao longo dessas três décadas, segue firme.

“Ele postou um vídeo no TikTok”

Lucas Santos, 16 anos, filho da cantora de forró Walkyria Santos, foi encontrado morto no condomínio onde morava com a mãe em Natal (RN). Após sofrer uma onda de ofensas homofóbicas no TikTok, ele se suicidou.

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Post livre #280

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

Prédio baseado no logo do Manual do Usuário, em perspectiva isométrica, com um recorte na lateral e várias pessoinhas nos andares e terraço. No canto superior esquerdo: “Manual de dentro para fora”.Nesta quinta (5), a partir das 18h30, transmitiremos ao vivo a gravação do Guia Prático da semana. Para acompanhá-la, basta seguir o nosso canal no Telegram.

Tentaremos fazer algo dinâmico. Se quiser comentar algo durante a gravação ou mandar um alô para nós, poste no Twitter uma mensagem com a hashtag #GuiaPráticoAoVivo. A depender do volume de mensagens, leremos algumas entre os blocos e no final do programa.

A transmissão ao vivo das gravações do Guia Prático é uma das vantagens de quem apoia o projeto. Nesta semana, ela estará aberta a todos como parte da campanha Manual de dentro para fora.

Vai ser muito legal! Até mais tarde.

Ilustração: Toia Cruz.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

A última versão do HalloApp (no iOS, 1.8) traduz a interface do aplicativo para o português do Brasil. Gratuito, para Android e iOS.

O HalloApp é uma espécie de híbrido entre WhatsApp e Instagram, focado em privacidade, sem contadores nem publicidade, e que limita seguidores àqueles que têm seu número na agenda de contatos. Foi criado por dois ex-funcionários do WhatsApp. Saiba mais.

YouTube e Spotify estão testando planos intermediários e mais baratos das suas assinaturas.

O YouTube Premium Lite, em testes em alguns países europeus, custa € 6,99, redução de 41,7% em relação ao preço do Premium convencional (€ 11,99). A única vantagem do novo plano mais barato é a remoção dos anúncios. Os outros recursos, como YouTube Music, download de vídeos para execução offline e com a tela do celular apagada, não entram no pacote. Mantida o mesmo desconto, o YouTube Premium Lite custaria R$ 12,20 no Brasil (o preço do Premium regular, aqui, é de R$ 20,90). Via Resetera (em inglês).

Já o Spotify Plus, também em testes, vai no sentido contrário: é uma oferta super barata que mira em usuários do plano gratuito do serviço. Por US$ 0,99, ou 10% do preço da assinatura regular do Spotify Premium nos EUA (US$ 9,99), os usuários continuam ouvindo anúncios sonoros entre as músicas, mas têm acesso a todas as funções da assinatura convencional, como ouvir qualquer música a qualquer momento e poder pular quantas faixas quiserem. No Brasil, mantido o desconto percentual, o Spotify Plus custaria R$ 1,99. Via The Verge (em inglês).

Vários modelos do Pixel 6 e Pixel 6 Pro, em diversas cores, espalhados sobre uma superfície cinza.
Foto: Google/Divulgação.

Os celulares Pixel, do Google, nunca foram lançados no Brasil e deverão continuar assim. Nesta segunda (2), o Google anunciou o Pixel 6 e Pixel 6 Pro, e vale a menção aqui porque, corroborando rumores, os novos modelos virão com um chip próprio, chamado Tensor. O Google se junta a outras poucas empresas do setor capazes de desenharem seus próprios chips — Apple, Huawei e Samsung. E que visual legal, o dos Pixel 6, não?

Os aparelhos serão lançados no outono (primavera para nós), sem preço relevado — mas espere por preços salgados. Via Google (em inglês).

Se você precisar do suporte de uma grande empresa de redes sociais, como o Facebook, ou do Google, boa sorte. Elas simplesmente não têm pessoas nessa frente. Em vez disso, serviços automatizados são o único canal que usuários com problemas em suas contas têm para tentar resolvê-los.

Até aqui, nada de novo. Nos Estados Unidos, alguns usuários encontraram um “atalho” para serem atendidas dignamente pelo Facebook. Eles estão comprando o Oculus Quest 2, um capacete de realidade virtual do Facebook de US$ 299 (cerca de R$ 1,5 mil), e acionando o suporte do Facebook a partir desse produto. A Oculus é do Facebook.

Em outras palavras, ao deixarem de ser usuários e virarem clientes, o Facebook magicamente passa a lhes dar atenção. Não funciona sempre, mas há relatos positivos em redes sociais. Depois de reaverem a conta do Facebook, obrigatória para o uso do Oculus Quest 2, esses usuários/clientes devolvem o produto à loja e recuperam o gasto. Genial. Via NPR (em inglês).