Arquivos de Photoshop estão perdendo as cores por ganância da Pantone

A Adobe e a Pantone™ encerraram uma parceria de longa data e, como resultado, agora é preciso pagar uma mensalidade pelo plugin Pantone™ Connect para que arquivos do Photoshop, Illustrator e InDesign que usem cores da paleta proprietária da Pantone as exibam corretamente. Não quer pagar? As cores Pantone™ são substituídas por preto.

Os preços variam por região. No Brasil, a assinatura anual do Pantone™ Connect custa R$ 37,85 por mês (12 meses pagos numa tacada só), com 7 dias de gratuidade.

A Pantone™ conseguiu, de alguma maneira, tornar-se proprietária de cores (o que estou escrevendo?) e após décadas de colaboração com a Adobe, decidiu tirar uma lasquinha do mercado de SaaS que a Adobe vem explorando há alguns anos com grande sucesso financeiro.

O “legal”, nos lembra Cory Doctorow, é que, sendo softwares alugados, não existe a possibilidade de estacionar numa versão do Photoshop para não ser afetado pela mudança. Há relatos de arquivos criados há 20 anos que tiveram cores Pantone™ trocadas por preto. Via @funwithstuff/Twitter, Kotaku, Pluralistic (todos em inglês).

Atualização (15h20): Stuart Semple lançou o Freetone, um plugin gratuito que faz o “matching” de cores com a paleta Pantone™.

Primeiros atos de Musk à frente do Twitter apontam para mais desinformação e caos na plataforma

John Gruber, blogueiro norte-americano especializado em Apple, escreveu na quinta (27) que estava “mais otimista com o futuro do Twitter do que jamais esteve em anos” após Elon Musk divulgar uma carta aberta aos anunciantes da plataforma que assumiria como sua no dia seguinte.

Esse sentimento de esperança numa boa gestão de Musk à frente do Twitter tem encontrado eco em outros espaços, ainda que seja, por ora, um incompreensível. Lembra muito as reações pós-vitória de Jair Bolsonaro em 2018: de que, apesar dos fartos indícios apontando para o caos, o então novo presidente poderia fazer um bom governo. (Não fez, muito longe disso.)

Em seu primeiro dia à frente do Twitter, Musk demitiu executivos. Entre eles, Vijaya Gadde, chefe de segurança, confiança e políticas, alguém que, apesar dos problemas de moderação do Twitter, seria de grande ajuda para reformar as regras da plataforma dada sua experiência no assunto.

No dia seguinte, sábado (29), Musk sugeriu uma teoria da conspiração em resposta a um post da ex-secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que manifestou solidariedade ante a notícia do espancamento que Paul Pelosi, marido da congressistas Nancy Pelosi, sofrera na véspera.

O dono do Twitter espalha desinformação para seus 110 milhões de seguidores. O que poderia dar errado? (Ele apagou o post, sem dar explicações, no dia seguinte.)

Outra ideia controversa que circula é a de condicionar o selo de verificado ao pagamento de US$ 19,99 por mês. Musk não confirmou a notícia, limitou-se a dizer que o processo de verificação está sendo reformulado, mas a informação não surgiu do nada — veio de fontes internas no Twitter vazadas à imprensa.

Nesse ritmo, o Twitter será dominado por golpistas de criptomoedas e celebridades com o selinho azul, uma ferramenta de autenticidade deturpada para sinalizar autoridade por quem pode pagar, como se não houvesse pessoas de relevância pobres. É uma ideia obviamente ruim.

Os primeiros atos de Musk no Twitter são desanimadores. A tendência é piorar. Via The Verge, The Independent (ambos em inglês).

Já dá para sair de casa levando apenas o celular

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacque debatemos se já é possível sair de casa apenas com o celular, deixando para trás cartões, dinheiro, carteirinha e outros papéis. Se sim, quais as vantagens e desvantagens dessa prática? E se não, seria apenas questão de tempo?

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Elon Musk é o novo dono do Twitter

Agora é oficial: Elon Musk é o novo dono do Twitter. Nesta quinta (27), ele visitou o escritório do Twitter, demitiu Parag Agrawal, CEO da empresa, e outros executivos do alto escalão (segundo o Washington Post), e iniciou alguns processos burocráticos inerentes ao negócio, como a retirada do Twitter da Bolsa de Nova York e a dissolução do conselho administrativo.

Musk assumirá o cargo de CEO interinamente, de acordo com o New York Times e o TechCrunch.

Antes, também na quinta, Musk publicou uma carta aberta aos anunciantes do Twitter em seu perfil. Com um tom mais comedido, afirmou que, apesar das suas promessas anteriores de “liberdade de expressão absoluta”, não espera que o Twitter vire uma terra sem lei.

O Twitter sob a direção de Musk é uma incógnita. Se por um lado a saída do mercado de capitais diminui pressões externas, por outro as ideias e visão de mundo de Musk são… esquisitas, para dizer o mínimo. (Dia desses ele estava planejando uma solução para o conflito na Ucrânia como se fosse uma briga de crianças da quinta série. O ego desse homem deve ser infinito.)

Considerando que o Twitter já não vinha bem das pernas desde… sempre?, é esperar para ver. Mas espere usando o colete salva-vidas. São grandes as chances de estarmos em um barco afundando. Via Washington Post, New York Times, TechCrunch (todos em inglês).

Como chegamos até aqui?

Homem branco, em um palco, com cabeças desfocadas em primeiro plano. Ao fundo, um painel enorme com os dizeres “Python Brasil 2022” em letras coloridas.

por Guilherme Felitti

Nota do editor: Este é um Tecnocracia diferente, gravado ao vivo pelo Guilherme Felitti durante a Python Brasil, evento que rolou em Manaus (AM) no último sábado (22). O texto abaixo foi levemente adaptado para facilitar a leitura. Se preferir, veja no YouTube e acompanhe os slides.

Quando me convidaram [a palestrar na Python Brasil], fiquei muito honrado e pensando por que que me chamaram. Não foi exatamente pela minha capacidade de programar em Python. Tem seis anos que programo — eu era jornalista e fiz uma mudança de carreira.

Meu nível técnico é muito melhor do que era, mas tem algumas coisas do Python que ainda não consigo entender, como decoradores. Aquilo para mim um grande mistério. O ponto principal é eu não estou aqui para falar de questões técnicas, mas para “desanimar” vocês um pouco. Quero conversar sobre as consequências da tecnologia, porque falar das consequências da tecnologia é falar também do trabalho de vocês e como ele está impactando a sociedade.

Começo dizendo que nenhuma tecnologia é isenta, nenhuma tecnologia age no vácuo. A partir do momento que ela sai da mente humana, ela sempre é adaptada e impacta outros seres humanos. De uma maneira um pouco menos etérea, isso significa que as tecnologias, quando são introduzidas na sociedade, têm consequências que quase ninguém é capaz de antever.

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Ações da Meta desabam após divulgação de novo prejuízo bilionário com metaverso

Uma coisa é preciso reconhecer: o sangue frio que Mark Zuckerberg tem mantido no último ano da Meta.

Nesta quarta (26), a empresa apresentou seu balanço do terceiro trimestre. Os números vieram abaixo do esperado, Zuck avisou geral que vai continuar torrando bilhões de dólares no metaverso, mesmo com o prejuízo tendo aumentado consideravelmente e os produtos mornos que a Meta tem lançado.

Neste momento (~13h30), o papel da Meta na Nasdaq cai quase 30%, colocando seu valor de mercado abaixo dos US$ 300 bilhões. E pensar que em setembro de 2021 esta mesma empresa valia quase US$ 1 trilhão… Via CNBC (em inglês).

Transformei minha casa em uma fortaleza de vigilância 

Transformei minha casa em uma fortaleza de vigilância (em inglês), por Ian Bogost na The Atlantic:

Quando me mudei para uma nova casa ano passado, decidi testar essa hipótese. Já estava passando um monte de cabos de rede pelas paredes para os pontos de acesso Wi-Fi, daí aproveitei a oportunidade para passar tais cabos em absolutamente todos os lugares. Depois, coloquei um número absurdo de câmeras àquele cabeamento — 16, até onde contei —, transformando a minha casa em uma fortaleza de vigilância. (Conhecendo os problemas de privacidade e políticas de dados que surgem quando fornece-se vídeo às empresas de tecnologia via nuvem, armazeno todas as imagens localmente em um conjunto gigante de discos rígidos no meu porão; sou a única pessoa que podem acessá-los.)

Eis o que aprendi deste um ano de monitoramento doméstico extremo, 24 horas por dia, 7 dias por semana: nada acontece.

Nada.

Dica da Jacqueline Lafloufa. Obrigado!

TikTok espionando cidadãos dos EUA?

por Shūmiàn 书面

Segundo reportagem da Forbes na última quinta-feira (20), a ByteDance teria planejado em ao menos duas ocasiões utilizar dados de geolocalização coletados pelo seu aplicativo TikTok para monitorar cidadãos estadunidenses. A reportagem não concluiu se a estratégia teria sido de fato utilizada, nem definiu o perfil dos usuários alvos desse tipo de iniciativa.

A falta de detalhes sobre o caso atraiu ceticismo por parte de especialistas em China e tecnologia, como neste fio do editor da DigiChina Graham Webster. O TikTok respondeu às acusações afirmando que a reportagem omitiu sua declaração de que não coleta os tipos de dados indicados pela reportagem.

A acusação da Forbes ocorre em um momento em que a empresa chinesa se aproxima de fechar acordo com a administração Biden. Essa decisão garantiria a segurança dos dados dos usuários estadunidenses e evitaria que a ByteDance precisasse vender suas operações locais.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Desenvolvedores reclamam de anúncios de mau gosto na App Store

Desenvolvedores de aplicativos para iOS estão desde segunda (24) se lamentando dos novos anúncios da App Store. (Aparentemente, os anúncios não estão ativos no Brasil.)

Com a expansão, a Apple agora exibe anúncios nas páginas dos aplicativos. Pior: parece não haver filtro e há muitos anúncios de aplicativos de apostas, jogos caça-níqueis e outras atividades suspeitas, para dizer o mínimo.

É lamentável que uma empresa que lucra dezenas de bilhões de dólares por trimestre (US$ 19,4 bi no mais recente) se sujeite a isso, mas não surpreendente. Nesse arranjo, o que importa é crescer — não importa o quão grande você já seja.

Seria ótimo se esses desenvolvedores insatisfeitos se voltassem a plataformas abertas, em que uma empresa mesquinha não detenha a exclusividade na distribuição de aplicativos.

Alguns exemplos da choradeira nos links ao lado. Via @simonbs/Twitter, @marcoarment/Twitter, @cabel/Twitter, @TimothyBuckSF/Twitter (todos em inglês).

Atualização (27/10): Após a pressão, a Apple suspendeu “anúncios de aplicativos de apostas e outras categorias da App Store”. Não disse quais, nem por quanto tempo, porém. Via Macrumors (em inglês).

Apresentando o clube de descontos do Manual do Usuário

Logo do Clube de descontos do Manual do Usuário.

O Manual do Usuário tem um programa de assinaturas que ajuda a manter o projeto no ar. Em troca da ajuda financeira, os apoiadores/assinantes recebem alguns mimos. Hoje, eles ganham mais um: o clube de descontos.

Para a estreia, sete dez empresas muito legais se apresentaram para oferecer descontos e vantagens exclusivas aos assinantes do Manual. São elas (em ordem alfabética):

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NextCloud Hub 3.0 traz melhorias em módulo de fotos e fica ~30% mais rápido

A grande novidade do novo NextCloud Hub 3.0 é o novo módulo de fotos: novo leiaute, suporte a álbuns, upload via web e reconhecimento de objetos e rostos.

O módulo de fotos do NextHub parece, enfim, competitivo às ofertas do Google e da Apple.

Não é a única novidade. A nova versão do NextCloud traz melhorias em praticamente todos os módulos principais, alterações no visual e em usabilidade e otimizações de código que aceleram interações e reduzem a carga no servidor. Segundo os desenvolvedores, “os usuários certamente notarão que o tempo de carregamento da aplicação foi reduzido em 30%”.

A quem não conhece, o NextCloud é um projeto de código aberto que gera uma “nuvem pessoal” em qualquer servidor — meio que um Google Workspace ou iCloud instalável. Via NextCloud, @nextcloud/YouTube (em inglês).

Apple vai cobrar taxa de impulsionamento de posts em apps de redes sociais no iOS

Junto às novas versões do iPadOS e macOS, a Apple atualizou várias diretrizes da App Store nesta segunda (24). Destaque para a que estende a “taxa Apple” (até 30%) às compras de impulsionamento em aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram.

No mesmo movimento, a Apple diminuiu consideravelmente o apelo dos NFTs no iOS (apps não podem vincular recursos e benefícios à venda de NFTs) e aumentou seu poder de controle, dando a si mesma o poder de rejeitar aplicativos que faturam/lucram com “eventos recentes” prejudiciais, como conflitos violentos e ataques terroristas (aplicativos de jornais entram nessa classificação?).

A partir do raciocínio de Neil Katz, dá para dizer que Apple é uma empresa “sui generis”: aumenta sobremaneira seu poder centralizador no momento em que a pressão por suas práticas momopolistas atinge o ápice e, ao mesmo tempo, consegue vender sua marca como premium mesmo vendendo várias dezenas de milhões de produtos todo trimestre. Via Apple, FOSS Patents, @neilkatz/Twitter (todos em inglês).

iPadOS 16.1 e macOS 13 Ventura são lançados

Já estão disponíveis para download as versões estáveis do iPadOS 16.1 e do macOS 13 Ventura. O iOS 16.1 também foi liberado nesta segunda (24).

Abaixo, as listas de dispositivos compatíveis e links diretos para os comunicados à imprensa da Apple (por ora apenas em inglês) detalhando as novidades de cada sistema:

  • iPadOS 16.1: iPad (5ª geração em diante), iPad mini (5ª geração em diante), iPad Air (3ª geração em diante) e todos os modelos de iPad Pro.
  • macOS 13 Ventura: iMac (2017 em diante), iMac Pro, MacBook Air (2018 em diante), MacBook Pro (2017 em diante), Mac Pro (2019 em diante), Mac Studio, Mac mini (2018 em diante) e MacBook (2017).