Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras

Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras, por Daniel Camargos no Repórter Brasil:

Você não sabe disso, mas ao ler esta reportagem você pode estar usando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas brasileiras. Celulares e computadores das marcas Apple e Microsoft, bem como os superservidores do Google e da Amazon, têm filamentos de ouro em sua composição. Parte desse metal saiu de garimpos ilegais na Amazônia, passou pela mão de atravessadores e organizações até chegar nos dispositivos das quatro empresas mais valiosas do mundo, revela uma investigação da Repórter Brasil.

Documentos obtidos pela reportagem confirmam que essas gigantes da tecnologia compraram, em 2020 e 2021, o metal de diversas refinadoras, entre elas a italiana Chimet, investigada pela Polícia Federal por ser destino do minério extraído de garimpos clandestinos da Terra Indígena Kayapó, e a brasileira Marsam, cuja fornecedora é acusada pelo Ministério Público Federal de provocar danos ambientais por conta da aquisição de ouro ilegal. A extração mineral em terras indígenas brasileiras é inconstitucional, apesar dos esforços do governo Jair Bolsonaro (PL) para legalizá-la.

Zuck aumenta a temperatura

Zuck aumenta a temperatura (em inglês), por Alex Heath e David Pierce no The Verge:

“Realisticamente, é provável que haja um monte de pessoas na empresa que não deveriam estar aqui”, disse Zuckerberg na chamada de 30 de junho, de acordo com uma gravação obtida pelo The Verge. “E parte da minha expectativa ao aumentar as expectativas e ter metas mais agressivas, e aumentar a fervura só um pouquinho, é que alguns digam que este lugar não é para vocês. E, para mim, tudo bem com essa seleção natural.”

Os comentários no Workplace, a versão interna do Facebook para funcionários da empresa, dispararam. “É tempo de guerra, precisamos de um CEO para tempos de guerra”, escreveu um deles. “Modo fera, ativado”, postou outro funcionário.

Outros não acreditavam no que tinham acabado de ouvir. “Mark acabou de dizer que há um monte de pessoas nesta empresa que não pertencem aqui[?]”, perguntou um funcionário. Outro respondeu: “Quem os contratou?”

Se uma reunião geral da empresa serve para reunir as tropas, esta foi sem dúvida mais divisória do que galvanizadora. Mas Zuckerberg cumpriu a promessa de transparência: seus funcionários agora entendem o que ele realmente acha deles.

Faça o Instagram ser o Instagram de novo. (Pare de tentar ser o TikTok, eu só quero ver fotos fofas dos meus amigos.) Atenciosamente, todo mundo. Por favorrrrrrrr

— Kylie Jenner, em story a seus 360,9 milhões de seguidores no Instagram.

Não adianta reclamar da tiktokzação do Instagram — a menos que você seja uma Kardashian e a segunda pessoa com mais seguidores do mundo na plataforma.

Foi o que fez Kylie Jenner nesta segunda (25), o que motivou um constrangedor “mea culpa” de Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram, na manhã desta terça (26).

No vídeo, Mosseri tenta explicar por que o Instagram está mostrando vídeos que ocupam a tela toda, dando ênfase a vídeos em detrimento das fotos e mostrando conteúdo de perfis que o usuário não segue. Em outras palavras, explica (sem explicar na real) por que o Instagram está copiando desesperadamente o TikTok. Via @mosseri/Twitter, The Verge (ambos em inglês).

A Agência Pública, primeira agência de notícias sem fins lucrativos do Brasil, lançou nesta segunda (25) o Projeto Sentinela, uma aliança entre jornalistas e acadêmicos para investigar as campanhas de manipulação do debate público e a desinformação online nas eleições de 2022, com especial foco naquelas que ameaçam a estabilidade democrática.

O Projeto Sentinela é fruto de uma parceria da Pública com o pesquisador David Nemer e o Berkman Klein Center for Internet & Society da Universidade de Harvard.

O Manual do Usuário entra nessa como veículo parceiro do projeto, ao lado de outras três redações — Núcleo Jornalismo, Galileu e MobileTime.

Daqui até as eleições de outubro, republicaremos os conteúdos do Projeto Sentinela. A primeira já está no ar.

Como uma rede de políticos articulou ataques virtuais contra professores em Santa Catarina

por Mariama Correia

O professor de História Carlos Eduardo Bartel tem mais de 20 anos dedicados ao ensino. Há cerca de um mês, ele virou alvo de uma campanha de difamação e assédio nas redes por defender melhorias na educação. As mensagens de ódio foram impulsionadas no Instagram e no Facebook por perfis bolsonaristas que se articulam com políticos locais e com uma rede de ataques ao ensino público no Brasil, conforme apurou a Agência Pública.

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Assinatura do Manual do Usuário fica mais barata

A inflação está em dois dígitos, cada ida ao mercado ou ao posto de combustíveis é um susto. Não está fácil para ninguém. Em meio às incertezas da economia, trago uma boa notícia: a assinatura do Manual do Usuário ficou mais barata.

O desconto é reflexo da nova abordagem que estou dando à assinatura: passo a promovê-la como uma assinatura anual, com pagamento via Pix.

O apoio ao Manual agora parte de R$ 99 por ano (Plano I), uma redução de 8,3% em relação ao valor mensal praticado anteriormente.

Como fazer? Fácil: envie um Pix para pix@manualdousuario.net e mande um alô por e-mail, no mesmo endereço.

Além desse de R$ 99, existem outros planos que dão direito a mais benefícios e, de qualquer forma, você é livre para definir o valor que quiser — os valores informados ali são os mínimos para usufruir de cada faixa de benefícios.

Àqueles que preferirem pagar a assinatura em regime mensal, as campanhas no Catarse e no PicPay continuam ativas.

Se você já assina o site em um plano mensal e quiser trocá-lo para o anual por Pix, basta cancelar a assinatura no Catarse ou PicPay e fazer um Pix de acordo com o plano desejado.

A nova página de assinaturas traz todos os detalhes (valores mínimos, benefícios, passo a passo para assinar) e uma nova seção de perguntas e respostas. Ela também conta com um botão de bate-papo em tempo real, no canto inferior direito, para tirar dúvidas — eu mesmo estou do outro lado, pronto para conversar contigo.

O Manual do Usuário tem, hoje, 288 assinantes, sendo 25% deles na modalidade anual por Pix.

As assinaturas são uma fonte vital de receita para o projeto. No primeiro semestre de 2022, elas responderam por 37,7% de todo o faturamento do Manual.

A Oppo, da China, está desembarcando no Brasil. É a quarta maior fabricante de celulares do mundo, de acordo com a consultoria IDC, atrás de Samsung, Apple e Xiaomi.

Para a estreia por aqui, a Oppo escolheu o celular Reno7, um modelo intermediário com suporte a redes 4G. Ainda não foram divulgados outros detalhes, como preço e data de lançamento.

A Oppo chega ao Brasil num momento de baixa, com projeções indicando uma retração de 12,7% nas vendas de celulares em relação a 2021. Via Valor Econômico.

A organização do Codecon fez um mapeamento dos profissionais de tecnologia brasileiros. Os números são baseados em 1.293 entrevistas, feitas via formulário online, respondidas por desenvolvedores do Brasil inteiro.

Há muitos dados interessantes e surpreendentes ali, como a quantidade de celetistas (51,9%) e salários (média nacional de R$ 7.489,50).

Outros revelam que a pecha de pouco diverso do setor de tecnologia não é à toa: 86% dos respondentes são homens, 85,8% se dizem heterossexuais e 61,6%, brancos.

Todos os resultados podem ser vistos no link ao lado. Via Codecon.

Como bloquear a reprodução automática de vídeos (autoplay) em sites

Toda segunda, às 8h da manhã, publico aqui e na newsletter uma dica útil, fácil e rápida de fazer. Para receber as próximas no seu e-mail, inscreva-se na newsletter — é grátis.


Uma das maiores chateações na web são os vídeos que começam a tocar automaticamente (autoplay). É algo tão chato que, nos últimos anos, os principais navegadores adotaram políticas que proíbem o autoplay de vídeos com som. Melhor, mas ainda não é o ideal.

Na dica desta semana, você aprenderá a bloquear por completo a reprodução automática de vídeos. Como sempre, a configuração depende do seu navegador e se você quiser uma experiência de navegação melhor e ainda usa o Chrome, talvez devesse reconsiderar essa decisão.

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O novo leiaute do Manual do Usuário

Fiquei aterrorizado com a história deste cara: o redesenho do seu site, de três páginas, levou oito meses e consumiu US$ 46 mil. Felizmente, o do Manual do Usuário levou bem menos tempo (duas semanas) e só custou algumas horas do meu tempo.

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50 anos do “Patinho feio”, podcast com Eduf e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Apesar da conclusão contrariar o argumento, este artigo do Tecnoblog assinado por Josué de Oliveira condena a pirataria fazendo uso de uma série de terrorismos e imprecisões legais.

“É difícil convencer as pessoas sobre os impactos negativos da pirataria”, escreve o autor. Acho eu que é mais difícil convencer dos supostos prejuízos. As estimativas de perda de receita da indústria, por exemplo, partem da premissa (equivocada) de que quem consumiu um filme ou uma música pirata compraria o original se não tivesse outra opção.

O maior problema do texto, porém, é a caracterização estreita que ele tenta fazer da pirataria — um tema delicado, complexo, cheio de nuances.

O artigo do Tecnoblog coloca no mesmo balaio a venda de DVDs piratas na rua, a venda de produtos físicos falsificados em lojas virtuais e a pirataria digital, em grande parte feita por hobbistas e consumida por pessoas comuns, sem intuito de lucro (o que configuraria o tal crime previsto no nosso Código Penal). Também nivela a produção das grandes empresas à das pequenas, como se as circunstâncias e consequências fossem as mesmas nos dois cenários.

Esse artigo replica o discurso da grande indústria, aquela que, a despeito dos bilhões de “prejuízo” causados pela pirataria, nunca deixou de lucrar. Ele toma uma posição sem assumi-la de fato. É, em resumo, um desserviço ao debate, aos consumidores e aos próprios leitores do Tecnoblog.

Do nosso arquivo:

por Cesar Cardoso

O Steam Deck é, antes de tudo, um computador; um computador feito para jogos, rodando um Linux consumer-friendly e em um formato de console, mas é um computador, com Modo Desktop e tudo. Já o Tailscale é uma das queridinhas do momento, reinventando a venerável VPN corporativa (mas nada impede de você usar na sua rede doméstica) usando o modelo Zero trust networking e o protocolo WireGuard. Parece simples juntar os dois, já que o Steam Deck é um computador que roda Linux.

Parece. Mas não foi simples instalar o Tailscale no SteamOS, e ainda bem que não foi.

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As redes sociais comerciais querem o seu dinheiro

A BMW está cobrando US$ 18 por mês para desbloquear o aquecimento de assentos em seus carros. O recurso não tem qualquer custo operacional extra pós-fabricação e é apenas um dentre vários que a montadora alemã passou a cobrar à parte, em “microtransações”.

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