A aposta de Mark Zuckerberg é de longo prazo, o que ajuda a minimizar tropeços pontuais. É de se questionar, porém, se o que temos visto nos últimos dias são tropeços pontuais ou algo mais grave.

O Wall Street Journal obteve documentos internos da Meta apontando uma queda no número de usuários ativos mensais no Horizon Worlds, o ambiente de realidade virtual da empresa.

Em fevereiro, a própria Meta havia divulgado que o HW tinha 300 mil usuários. Segundo o documento vazado, a base diminui em 1/3, ou seja, não chega a 200 mil usuários. A meta para o ano, que era de 500 mil usuários, foi revisada para baixo com força, para 280 mil. Provável que nem isso alcance.

“Um mundo vazio é um mundo triste”, diz o documento vazado em referência aos 91% de “mundos” (ambientes construídos pelos próprios usuários) que nunca receberam mais do que 50 pessoas. A maioria, aliás, nunca recebeu sequer uma pessoa. Via Wall Street Journal (em inglês).

Semana passada o Obsidian chegou à versão 1.0, trazendo uma reformulação visual e alguns novos recursos. Segundo a dupla de desenvolvedores, a marca não significa que o aplicativo de anotações está completo, nem que esteja livre de falhas. “Significa que estamos orgulhosos o bastante para abandonar a palavra ‘beta.’”

Criado em 2020, o Obsidian é um dos favoritos da galera que aderiu a esses novos aplicativos de anotações com links internos, usados por quem deseja criar um “segundo cérebro” ou PKM (sigla em inglês para “gerenciador de conhecimento pessoal”). É gratuito para uso pessoal e tem uma base enorme de plugins, algo notável para um projeto tão recente.

Acho coisa demais, um tipo de gerenciamento de conhecimento que foca muito na forma, mas para quem gosta é difícil encontrar pontos fracos no Obsidian. Via Obsidian (em inglês).

O Google liberou o suporte a chaves-senha no Android e no Chrome. O padrão, que a Apple inaugurou em dispositivos comerciais com o iOS 16, substitui senhas por dispositivos na hora de autenticar-se em sites e aplicativos. Numa explicação grosseira, o seu celular vira a “senha”.

Por ora, as chaves-senha no Google estão restritas a canais de testes. A empresa disse que espera promovê-las ao Google Play Services e Chrome estáveis até o fim do ano e desenvolver, ainda em 2022, uma API para aplicativos nativos no Android. Via Google (em inglês).

⭐️ Nomo reduz os preços de todos planos — de novo

por Manual do Usuário

Nomo: “Melhoramos nossas ofertas por você. Venha para a operadora que escuta os teus sinais.”

A Nomo surgiu para ser uma operadora de celular justa. As mexidas nos preços nos últimos meses ilustram bem isso. Não, os preços não aumentaram. A Nomo baixou os preços — não uma, mas duas vezes.

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Erga as mãos ao céu e agradeça: enfim, o WhatsApp liberou uma opção para esconder o status “Online”. A libertação do recurso está sendo gradual (ainda não apareceu no meu celular).

Quando estiver ativa aí, você a encontrará nas opções do WhatsApp, indo em Conta, Privacidade e Visto por último. A nova opção vincula o status “Online” à definição do Visto por último, ou seja, é preciso marcar esta como Ninguém para que ela surta efeito. Via Estadão.

O Basecamp, sistema de gerenciamento de projetos que usamos neste Manual do Usuário, ganhou uma nova ferramenta estilo kanban/Trello, de fluxos de trabalho baseados em colunas e cartões, chamada Card Tables.

Muito bem-vinda, por sinal. No passado, tentei usar o nosso projeto lá para gerenciar prospecções de anunciantes, um caso de uso clássico dos quadros kanban, sem sucesso. Agora dá

E, como sempre, a 37signals fez alguns incrementos e trouxe ideias originais à ferramenta, como o campo de triagem de cartões e a suspensão de cartões (“On hold”) nas colunas. Via 37signals (em inglês).

“Doom” rodando no Bloco de notas e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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/ano nove

Nove anos! Neste 15 de outubro, o Manual do Usuário completa nove anos no ar em seu melhor momento. Como faço todos os anos, desde o primeiro aniversário do site, escrevi algumas linhas para atualizar leitores/amigos do estado do projeto e compartilhar algumas ideias.

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O anti-guia que todos precisamos ler

por Tatiana Dias

O texto abaixo, assinado pela Tatiana Dias, editora sênior do The Intercept Brasil, é o prefácio do zine Outros jeitos de pensar a tecnologia, escrito por este editor (Rodrigo Ghedin) e publicado com a marca do Manual do Usuário. Compre a sua cópia no site da Casatrês — custa R$ 35.


Las Vegas, janeiro. Para quem trabalha no jornalismo de tecnologia, a capital da perdição vira o centro do mundo. É a semana da CES, a Consumer Electronics Show, um mega-evento anual que costuma, junto com os eventos do Google e da Apple, ditar os rumos da cobertura e das tendências para o ano vindouro. Lá, tudo é colossal. As distâncias, os estandes, a iluminação. O clima claustrofóbico dos cassinos de Las Vegas e sua profusão de luzes, barulhos e cenários artificiais nos ajuda a perder a noção se é dia ou noite. (mais…)

por Cesar Cardoso

Depois de quatro betas, a Samsung finalmente deu uma data para o OneUI 5 estável: ainda em outubro, quase certamente começando pelo S22. Nas mudanças, além das trazidas pelo Android 13, outras na tela de bloqueio, widgets empilháveis e mais privacidades.

Enquanto isso, tem beta do OneUI 5 para o Galaxy Z Flip 3.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

O Nubank reagiu às quadrilhas “limpa contas” — criminosos que roubam celulares para transferir valores de bancos digitais pelo aparelho — ao anunciar, nesta quinta (13), o “modo rua”.

Ainda em testes, ele permite definir limites menores para transações (a princípio, Pix, TED e boletos) quando o celular estiver fora do alcance de uma rede Wi-Fi segura.

Os testes do “modo rua” começam nos próximos dias, com uma base selecionada de clientes. O Nubank não informou quando o novo recurso será estendido a toda a base de clientes. É um paliativo que pode ser útil em determinadas situações.

No mesmo comunicado à imprensa, o Nubank lista outras medidas de segurança sem informar se são novas. Ali tem duas que parecem mais úteis que o “modo rua”: o “aviso de golpe”, que detecta transações atípicas, e uma nova ferramenta de atendimento prioritário para golpes e roubos, furtos e coerções. Para clientes, é bom ter esses links salvos nos favoritos. Via Nubank.

A Apple foi condenada a pagar indenização de R$ 100 milhões pela Justiça de São Paulo por vender iPhones sem o carregador de parede na caixa.

A decisão do juiz Caramuru Afonso Francisco, da 18ª Vara Cível, ainda obriga a empresa a entregar um carregador a todos que adquiriram iPhones sem o carregador desde 13/10/2020, e a voltar a vender celulares com o carregador na caixa.

Na sentença, o juiz rechaçou a desculpa esfarrapada do meio ambiente que a Apple evoca para a remoção do carregador:

[…] ao se invocar a defesa do meio-ambiente para tal medida, demonstra a requerida evidente má-fé, a ensejar quase que uma propaganda enganosa, o que se revela, também, uma prática abusiva, visto que até incentiva e estimula o consumidor a concordar com a lesão de que está a sofrer com a cessação do fornecimento dos carregadores e adaptadores, o que deve ser coibido já que, nas relações contratuais, em especial as de consumo, deve prevalecer o princípio da boa-fé e da probidade.

Cabe recurso e a Apple já avisou que vai recorrer. A sentença na íntegra. Via G1.

A Netflix detalhou o seu novo plano com anúncios/publicidade. Chega no dia 3 de novembro e custará R$ 18,90 por mês.

A qualidade de imagem é HD (720p) e o upgrade também vale para o plano básico, de R$ 25,90 e que, até agora, oferecia uma inaceitável resolução de 480p. Alguns títulos não estarão disponíveis e não será possível baixar séries e filmes para consumo offline.

A Netflix exibirá de 4 a 5 minutos de anúncios por hora, na forma de spots “de 15 ou 30 segundos, exibidos antes e durante as séries e os filmes”. Os anunciantes poderão segmentar o público por país e gênero do filme (ação, drama, romance, ficção científica), e terão a opção de impedir que eles apareçam em conteúdos “não têm a ver com a marca”, como cenas de nudez ou violência.

Meio caro, né? Será que cola? Via Netflix.

 

A maioria dos olhos estavam voltados aos novos computadores da linha Surface, mas a Microsoft, em um evento paralelo nesta quarta (12), o Ignite, anunciou um punhado de novidades em software:

  • Microsoft Designer, espécie de clone do Canva com a capacidade de gerar ilustrações graças ao DALL-E 2.
  • Abas colaborativas (Workspaces) no Edge.
  • Fase final da mudança de marca do Office, que passa a se chamar Microsoft 365, com direito a ícone novo e tudo.
  • Um novo aplicativo para empresas, Places, para gerenciar ambientes de trabalho híbridos, com escritório e home office.

Sobraram alguns no evento do Surface, todos focados em Apple: Fotos do iCloud integradas ao aplicativo Fotos do Windows 11 e Apple Music para Xbox, e, em 2023, aplicativos do Apple Music e do Apple TV para Windows serão lançados. Via Microsoft (2) (em inglês).

Em novembro de 2020, escrevi um perfil de Tibor Kaputa e sua coleção de aplicativos para Android, Simple Mobile Tools. Corta para 2022: Kaputa começou a vender um celular baseado nos aplicativos que criou.

Batizado Simple Phone, o aparelho virá com os aplicativos da SMT pré-instalados e uma implementação própria do Android, chamada SimpleOS e criada por uma tal de Good Phone Foundation. O sistema é “degoogled”, usa o microG para manter compatibilidade com aplicativos dependentes das APIs do Google e traz a F-Droid como loja de aplicativos.

O Simple Phone é um aparelho simples, com chip da MediaTek, suporte a redes 4G e dois anos de garantia. A pré-venda está aberta apenas na Europa. Não vai chacoalhar o mundo, mas é sempre bom mais alternativas ao duopólio Apple/Google.