Novo jogo de dormir de Pokémon e outros links legais

As três ameaças ao Google

A história do Google é daquelas raras em que uma boa ideia é executada de maneira brilhante na hora certa. O buscador web do Google, lançado ao público em 1997, desencadeou uma revolução.

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Criado quando Jack Dorsey era CEO do Twitter, o Bluesky é uma espécie de rede social reimaginada como um protocolo aberto, chamado AT Protocol.

Um aplicativo para iOS foi liberado esta semana, dando ao público o primeiro gostinho do que os desenvolvedores — que em algum momento do passado se emanciparam do Twitter — estão preparando.

Por ora, o acesso ao Bluesky se dá por convites limitados. Tive acesso a um e te conta como é esse céu azul alternativo ao Twitter.

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por Shūmiàn 书面

Fez sucesso na internet brasileira na última semana um vídeo da influenciadora Naomi Wu mostrando dezenas de jovens chinesas sentadas em calçadas com suas ring lights, fazendo streaming de conteúdo.

A explicação para o fenômeno é simples: a expectativa é de que os aplicativos priorizem para seus usuários os conteúdos criados localmente — assim, quem estiver transmitindo de um bairro mais rico teria maiores chances de se comunicar com um público endinheirado, revendo melhores gorjetas. Mas tem também quem acredite que essa estratégia atrai doações por pena, como mostra esta reportagem da Hong Kong Free Press.

A indústria do livestream movimenta 30 bilhões de dólares na China, o que tem levado o governo a regular o setor, buscando diminuir o tempo de exposição de jovens aos vídeos, a influência de pessoas desqualificadas, o excesso de gorjetas oferecidas a influenciadores e a evasão fiscal, mas novos nichos continuam a surgir, inclusive companhia para sessões de estudo.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Um teste com o post livre e o Órbita

O Órbita criou um impasse com o post livre: em muitos aspectos, os dois espaços são, em larga medida, redundantes.

Nesta quinta, em vez de abrir o post livre, quero convidar você a dar uma atenção especial ao Órbita. Cadastre-se (é de graça), proponha uns assuntos, debata.

Considere isso um “teste”; se for um fiasco, voltamos com o post livre tradicional semana que vem.

Lembrando que:

  • O Órbita aceita dois tipos de posts: baseados em links externos e sem links, que estamos chamando de conversas. Tem alguma dúvida, “causo”, curiosidade para compartilhar? Esse conteúdo, clássico do post livre, também cabe no Órbita.
  • Não precisa de cadastro para comentar no Órbita. O cadastro é exigido apenas para postar links/conversas e para votar nos demais. Cadastre-se aqui — é de graça.
  • Em março, o Manual sorteará produtos com a sua marca (zine e carimbos) entre os posts mais populares do Órbita. Um por semana, em dias aleatórios. Note que o critério para concorrer não é quantidade, mas sim qualidade: para um link/conversa subir na capa do Órbita e te dar chances de concorrer, ele precisa instigar a comunidade a interagir.

Para evitar mal entendidos, os comentários deste post estão fechados. Se tiver alguma dúvida ou sugestão, envie um e-mail.

É natural que conteúdos sobre grandes acontecimentos apareçam nas redes sociais, pois é assim que as pessoas se comunicam há anos. Mas a responsabilidade pelos acontecimentos ocorridos no Brasil em 8 de janeiro é de quem infringiu a lei ao invadir e destruir prédios públicos.

— Meta, em comunicado à imprensa não assinado.

A Meta publicou alguns números de conteúdos relacionados às eleições de 2022 no Brasil removidos do Facebook e Instagram para tirar o corpo fora do caos que se instalou em Brasília no 8 de janeiro, quando golpistas bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.

É desejável que o Poder Público se envolva mais nessa questão, que haja uma regulação, mas a coisa não foi bem como a Meta tenta pintar com esse comunicado. Estudo recente sobre o papel das redes no episódio concluiu que elas poderiam ter feito mais. Via Meta.

O iOS 16.4, em testes no momento, trará suporte ao 5G Standalone (5G SA, ou “puro”) ao Brasil.

(O ex-ministro Fabio Faria deve estar contente por ver o resultado do seu grande esforço em prol da nação. Ou não; é mais provável que as duas coisas, a peregrinação de Faria à sede da Apple na Califórnia e o suporte ao 5G SA no iOS, não tenham uma relação de causalidade.)

Vitor Gomes publicou no Twitter telas da versão beta do sistema mostrando a opção em diferentes operadoras. Vivo e TIM já suportam o 5G SA; a Claro, ainda não.

Um detalhe que me intrigou é a necessidade, em alguns casos, de ter que trocar o SIM card para usufruir do 5G SA. Quando detecta um SIM card incompatível, o iOS diz:

A tecnologia 5G Standalone está indisponível porque não há segurança suficiente no SIM.

Via MacMagazine.

A Microsoft liberou uma atualização grande do Windows 11. (E… bem, é isso, “uma atualização”; as atualizações do Windows não têm mais nomes.)

O carro-chefe da versão é a presença do Bing Chat, a inteligência artificial baseada no ChatGPT da OpenAI, embutido na barra de tarefas do sistema. Os caras estão viciados nisso.

Há outras novidades boas, como o aplicativo Assistência Rápida redesenhado, painel de widgets ocupando a tela inteira, interface mais adaptada a tablets, gravação em vídeo da tela com o aplicativo Captura e Esboço e abas no Bloco de Notas. Veja em vídeo.

Você pode esperar o Windows Update baixar a atualização em algum momento de março, ou forçar o processo fazendo uma verificação manual por atualizações. Via Microsoft (em inglês).

A grande ideia é que além de falarmos com nossos amigos e família todos os dias, vamos falar com a inteligência artificial todos os dias.

— Evan Spiegel, cofundador e CEO da Snap.

A frase foi dita por Spiegel ao The Verge no contexto do lançamento do “My AI”, um contato baseado no ChatGPT lançado dentro do Snapchat. (Por ora, apenas para assinantes do Snapchat+.) O ChatGPT do Snapchat tem mais salvaguardas e se parece com uma pessoa, característica desaconselhada por especialistas.

Estamos vivendo o momento “coloca blockchain em tudo” das IAs gerativas, com a diferença de que, até agora, há uma empresa, a OpenAI, passando o rodo no mercado. Via The Verge, Snap (ambos em inglês).

Roupas duráveis: fazem bem para o seu bolso e para o planeta

por Manual do Usuário

Quando compramos um produto, um dos critérios mais importantes é a durabilidade. Faz bem ao bolso e ao meio-ambiente.

Num contexto de crise, com o dinheiro mais curto, comprar bem significa gastar bem, e não o mínimo possível. Afinal, do que adianta pagar barato numa camiseta de baixa qualidade e ter que comprar outra daqui a seis meses?

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O Gnome Circle chegou a 50 aplicativos dia desses.

Na última semana, três novos aplicativos foram admitidos no programa: Chess Clock, um relógio de xadrez; Komikku, um leitor de mangás; e Eyedropper, seletor e gerador de paletas de cores.

A iniciativa do projeto Gnome destaca “aplicativos e bibliotecas que estendem o ecossistema Gnome”. É uma vitrine para software de alta qualidade feito para o ambiente gráfico Gnome e que se reverte em benefícios aos desenvolvedores aceitos no programa. Via This Week in Gnome (em inglês).

O FBI, espécie de polícia federal dos Estados Unidos, emitiu uma recomendação curiosa à população no final de 2022: instalem bloqueadores de anúncios em seus dispositivos.

O alerta diz respeito a “ciber criminosos que se passam por empresas usando serviços de publicidade de buscadores web para enganar usuários”. Os criminosos publicam anúncios em buscadores como o Google a fim de instalar malwares do tipo ransomware (sequestro de dados) ou que roubam senhas e dados financeiros.

A menção aos bloqueadores é uma das três medidas de proteção individual recomendadas pelo FBI:

Usar uma extensão de bloqueio de anúncios ao fazer pesquisas na internet. A maioria dos navegadores web permite ao usuário adicionar extensões, incluindo extensões que bloqueiam anúncios publicitários. Esses bloqueadores de anúncios podem ser ligados e desligados dentro do navegador para permitir anúncios em certos sites e bloqueá-los em outros.

Siga a dica do FBI e instale um bloqueador de anúncios no seu celular e/ou computador. Via TechCrunch (em inglês).

Um ano depois da onda de assaltos das quadrilhas “limpa contas” no Brasil, o problema chegou aos Estados Unidos, como reportado pelo Wall Street Journal.

Lá, a julgar pelos relatos, os assaltantes agem mais em bares, observando e até interagindo com as vítimas de modo a forçá-las a inserirem a senha do iPhone. Depois, o mesmo roteiro daqui se segue: iPhone furtado, acessos à Conta Apple bloqueados e contas bancárias varridas.

O cerne do problema é o mesmo: a fim de facilitar a vida dos clientes, alguém precisa apenas da senha de desbloqueio do iPhone para alterar a senha da Conta Apple.

Em nota ao WSJ, a Apple disse que eventos do tipo são raros e demandam várias etapas físicas para serem bem sucedidos. “Continuamos a avançar as proteções para ajudar a manter as contas de usuários seguras”, concluiu um porta-voz.

Enquanto a Apple segue em negação, há duas medidas que ajudam a mitigar estragos — uma delas negligenciada pela reportagem do jornal norte-americano:

  • Trocar a senha do iPhone por uma alfanumérica. As de quatro ou seis dígitos são fáceis de serem observadas e memorizadas por terceiros.
  • Usar o Tempo de Uso para restringir alterações de código e da conta no iPhone (em Conteúdo e Privacidade). Isso cria uma senha alternativa, de quatro dígitos, para mexer nessas áreas sensíveis.

Via Wall Street Journal (em inglês).

Um comentário recorrente de gente que publica coisas na internet e dá uma chance ao Mastodon/fediverso é o engajamento que conseguem lá.

Mesmo com bases de seguidores muito menores que as do Twitter, por exemplo, os posts costumam ter mais curtidas, “boosts” (RTs) e cliques. Como pode?

Christopher Mims, colunista do Wall Street Journal, tem uma boa hipótese:

“O Twitter tenta agregar a maior atenção possível em torno de coisas que super viralizam. A quantidade de tempo diária é limitada. Assim, para coisas ‘explodirem’ é necessário que a maioria dos outros posts que as pessoas poderiam se interessar passe batida.”

A lógica “radical” do fediverso é entregar o conteúdo que a pessoa pediu para receber, sem um filtro opaco (o “algoritmo”) no meio.

Isso pulveriza a atenção dispensada — menos virais que chegam à TV e até sua avó fica sabendo, mais conteúdo pequeno, orgânico, se espalhando pela rede em nichos. Mais diversidade, mais inclusão, mais chances para que mais gente seja ouvida. Via @mimsical@mastodon.social (em inglês).