O Google anunciou que, nos próximos meses, passará a dar alertas de ondas de calor extremo em seu buscador.

Pesquisas pelo termo também retornarão dicas para se refrescarem e informações gerais a respeito do impacto na saúde das ondas de calor extremo.

A empresa cita uma pesquisa que constatou que 500 mil pessoas morrem por ano em decorrência dessas ondas de calor e o fato de que julho de 2022 registrou o recorde de interesse pelo assunto na internet. (Julho é verão no hemisfério Norte.)

Sinal (do fim?) dos tempos. Via Google (em inglês).

Primeiro foi a Microsoft, agora é a vez da Disney dar para trás em seus planos para o metaverso.

Na demissão em massa anunciada nesta segunda (27), toda a equipe de 50 funcionários que explorava oportunidades no metaverso para a Disney foi mandada embora. O executivo que a liderava, Mike White, ficou, ainda sem outro cargo para ocupar.

É bem verdade que o assunto nunca teve muita atenção na Disney e a criação da equipe especializada em metaverso foi obra do ex-CEO. Não deixa de ser sintomático que a Disney, uma das empresas que melhor sabem contar histórias, esteja pulando do barco do metaverso. Via Wall Street Journal (em inglês).

A “classe média” dos desenvolvedores de aplicativos

Em 2022, baixamos pouco mais de 140 bilhões de aplicativos em nossos celulares1. Em termos financeiros, gastamos US$ 129 bilhões tocando em botões virtuais na tela de aparelhos que cabem no bolso.

Nem o mais otimista executivo da Apple poderia imaginar em 2008, no lançamento da App Store do iOS, que esse negócio de aplicativo em celular poderia ser tão rentável. E tão útil. De atividades triviais dos primórdios daquela época, como ler o e-mail e abrir sites, passamos a fazer meio que tudo no celular, de pagar por coisas e investir até “invocar” carros e comida.

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Como iniciar na Impressão 3D: 3 dicas para quem quer começar

por Manual do Usuário

Não é mais coisa de filmes sci-fi ou de grandes empresas. A Impressão 3D está ao nosso alcance. Por ter se tornado muito acessível, essa tecnologia passou a ser uma aliada poderosa da comunidade maker. Afinal, para quem quer inovar e fabricar objetos com múltiplas tecnologias, a capacidade de imprimir partes e peças é um upgrade e tanto.

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Incentivos são vitais em um contexto onde todos têm o poder de se manifestar livremente, como em uma rede social. Por isso é tão óbvio o erro da última peripécia de Elon Musk no Twitter: restringir a recomendação algorítmica na aba “For You” a quem paga o Twitter Blue (R$ 42/mês).

Aqueles posts engraçados, espontâneos, de gente comum que vez ou outra explode e gera engajamento? Esqueça. A barreira (assinatura) só será ultrapassada por quem tem algo a ganhar ali (ou seja, a quem o investimento se justifica).

No mínimo, a aba “For You” virará um shopping. É provável que também atraia golpistas, oportunistas e exibicionistas. É quase unânime a opinião de que, ao contrário do que prevê Musk, o Twitter não virará “a única plataforma confiável”, mas sim um lixão radioativo ainda pior do que já é.

A quem Musk quer enganar quando afirma que essa é “a única maneira realista de combater a tomada por exércitos de robôs de IA” quando, na real, trata-se de um ato extremo para estimular vendas do Twitter Blue?

Esse rei, que sempre esteve nu, está agora esfregando sua genitália na cara de todo mundo. É preciso um grande esforço para não ver (ou fingir que não vê). Via @elonmusk/Twitter (em inglês).

O Apple Music Classical é um deleite. O novo aplicativo, disponibilizado na noite desta terça (27), é autoexplicativo em sua razão de existir: ele pega o(a) ouvinte pela mão e mostra as especificidades da música clássica, em especial a taxonomia própria do gênero, com divisões por compositor, gravações e até instrumentos.

Bônus: uma série em dez partes de uma espécie de podcast introdutório, “A história da música clássica” (infelizmente apenas em inglês).

É um aplicativo que eu não pagaria à parte, mas imperdível como extra sem custo na assinatura do Apple Music. E, acho eu, o Classical funciona quase como uma declaração do posicionamento do serviço da Apple como um de música, e somente de música — sem podcasts, sem audiolivros, uma antítese do que o Spotify está tentando se transformar custe o que custar. Via App Store.

A Apple liberou a versão final do iOS 16.4 nesta segunda (27).

Uma das novidades trazidas ao público brasileiro é o suporte ao 5G “puro” (ou 5G Standalone/5G SA, no termo técnico), em tese mais rápidas que o 5G mistureba disponível até então.

Atualizei um iPhone SE (2022) e… nada. A opção, segundo relatos diversos, deveria aparecer em Ajustes, Celular, Opções de Dados Celulares, Voz e Dados, mas — aqui pelo menos — continua tudo como era no iOS 16.3. Nem mesmo a mensagem de incompatibilidade do SIM card apareceu.

Talvez seja meu plano? Operadora? Ou a região onde estou? Ou esse modelo de iPhone não é compatível…? Via MacMagazine.

Atualização (28/3, às 9h30): Por qualquer motivo não informado, o 5G SA só está funcionando em celulares da linha iPhone 14. A apuração é do MacMagazine, feita junto a leitores. Nem queria mesmo…

De makers, para makers: FilipeFlop agora é MakerHero

por Manual do Usuário

O ano começou com uma boa surpresa para o movimento maker. A FilipeFlop, a primeira representante oficial da Raspberry Pi na América Latina e uma das mais conhecidas lojas de componentes eletrônicos e impressão 3D passou por um processo de rebranding e agora é MakerHero.

Com novo nome, nova marca e posicionamento, a empresa começou o ano de 2023 apostando ainda mais no protagonismo da cultura maker e da pegada mão na massa para construção de futuros possíveis. E também colocou em maior evidência a motivação da empresa e da sua equipe: inspirar e ajudar quem é apaixonado por programação, eletrônica e impressão 3D a ir sempre além em suas criações.

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Eles [mineradores] compraram um monte de coisas [da Nvidia] e depois acabaram colapsando porque [criptomoedas] não trazem nada de útil para a sociedade. A IA traz.

— Michael Kagan, CTO da Nvidia.

A relação da Nvidia com mineradores de criptomoedas sempre foi meio… tumultuada.

Em 2021, a empresa implementou um software em seus chips gráficos que limitava artificialmente a capacidade deles em minerar criptomoedas.

Depois, em 2022, a Nvidia foi acusada por acionistas de ocultar informações a respeito do impacto das criptomoedas em seu negócio.

Em outro trecho do papo de Kagan com o The Guardian, ele faz um “mea culpa”, dizendo que nunca acreditou que criptomoedas fossem boas à humanidade, que a Nvidia vende seus produtos a quem está disposto a comprá-los, “mas você não redireciona a empresa para apoiar quem quer que seja”. Via The Guardian (em inglês).

Morreu na sexta (24), aos 94 anos, Gordon Moore, co-fundador da Intel e pai da “Lei de Moore”, que originalmente (em 1965) previu que o número de transistores em um circuito integrado dobraria a cada dois anos. A “lei” balizou o desenvolvimento da indústria de semicondutores por décadas e teve influência em outras áreas da tecnologia.

Desde 2000, Moore criou uma fundação filantrópica com sua esposa, Betty. Ele faleceu ao lado da família, em sua casa no Havaí. Via Intel (em inglês).

Bateria de celular que aguenta duas semanas longe da tomada e outros links legais

Nesta quinta (23), Shou Zi Chew, CEO do TikTok, foi escrutinado no Congresso norte-americanos por mais de cinco horas (íntegra).

Congressistas dos dois lados do espectro — democratas e republicanos —, unidos pelo temor de que o aplicativo chinês seja uma arma comunista ou qualquer delírio do tipo, pegaram pesado com Zi Chew.

No fim, foi uma perda de tempo, uma mistura de delírio com sinofobia, polvilhada por grosserias gratuitas. Ficou evidente a má-vontade dos congressistas, pouco interessados em elucidar suas dúvidas e avançar o debate, mais preocupados em bater forte no TikTok.

O destino do TikTok nos Estados Unidos, e consequentemente no mundo inteiro — visto que os dois canais de distribuição do aplicativo são da Apple e Google, duas empresas norte-americanas — segue em suspenso.

Enquanto Zi Chew apanhava no Congresso, Pequim bateu o pé: o governo chinês disse que se oporá fortemente a uma venda forçada do TikTok e que um movimento do tipo “prejudicaria seriamente a confiança de investidores do mundo inteiro, incluindo da China”, nos Estados Unidos. Via Washington Post (em inglês).

O atentado golpista de 8 de janeiro deu fôlego novo à ideia de regular as redes sociais no Brasil.

A reação imediata do governo Lula foi apresentar uma medida provisória (MP) que obrigasse as empresas do setor a removerem conteúdo golpista de redes sociais por iniciativa própria.

Hoje, não funciona assim. Embora as empresas possam remover conteúdo ilegal, isso é uma discricionariedade. O artigo 19 do Marco Civil da Internet (MCI), de 2014, determina que elas só são obrigadas a agir por ordem judicial.

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A OpenAI abriu o ChatGPT para plugins. Os vários exemplos são bem impressionantes. É como se o chatbot tivesse ganho a sua “loja de aplicativos”.

Destaque para o plugin Browsing, da própria OpenAI. Com ele, o ChatGPT aprende a pesquisar a web e resolve uma das suas principais limitações: o corte seco em sua base de conhecimento em 2021. Até então, ele não conseguia “conversar” a respeito de nada que tivesse acontecido nos últimos anos. Agora, o chatbot “dá um Google” (não no Google; você entendeu) e extrai informações de sites.

A princípio, os plugins serão limitados a desenvolvedores e alguns usuários pagantes do ChatGPT. Acesse a página ao lado para ver as (impressionantes) demonstrações. Via OpenAI (em inglês).