iPhone com Snapchat aberto.

Como usar o Snapchat?


8/7/15 às 9h07

Já expliquei qual é o apelo do Snapchat e o que significam os emojis que aparecem ao lado de alguns contatos, mas o básico, ou seja, como se usa o app, ainda não. Parece bobagem (provavelmente é para quem já embarcou nessa), mas o Snapchat é meio intimidador, especialmente para o povo mais velho, desacostumado com interfaces inovadoras e sem muita explicação.

Este post é parte de um esforço que, refletindo aqui, acho válido: explicar coisas básicas da tecnologia que têm grande demanda. Tipo um bê-a-bá de apps e coisas afins. Se você já entende do tema de hoje, pule para o próximo post.

O que é o Snapchat?

Antes, é preciso entender o que é, afinal, o Snapchat. Trata-se de um app de comunicação, mediante fotos, vídeos e até mensagens de texto, que tem como diferencial a efemeridade: os momentos enviados para contatos só podem ser vistos uma vez e o conteúdo das Histórias ficam no ar por apenas 24h. Parece bobo, mas a ausência de um legado faz do Snapchat um lugar mais convidativo para se expôr, de amigos próximos e grandes audiências.

O mapa do Snapchat

Primeira tela do Snapchat, no mapa.

A interface do Snapchat se desdobra em, basicamente, cinco telas. Elas são acessíveis a partir da principal, da câmera, em algumas direções. Fiz o mapa/esquema acima para facilitar a compreensão. Ele será reproduzido nos tópicos abaixo para situá-lo melhor dentro do app.

Como mandar fotos e vídeos no Snapchat

Após baixar o app e fazer seu cadastro, você se deparará com a câmera aberta — a primeira tela no mapa acima. É por aí que o conteúdo compartilhável, ou os snaps, como são conhecidas as fotos e vídeos, são produzidos e distribuídos.

Essa parte é compreensível, já que ela lembra muito o app da câmera. Fique atento apenas aos botões dos cantos superiores, um para (des)ativar o flash, outro para alternar entre as câmeras principal e frontal.

Embaixo, destacado, está o botão de disparo, para tirar fotos. Caso queira gravar um vídeo, toque-o e continue segurando o dedo pelo tempo que quiser. O limite de tempo para os vídeos é de 10 segundos.

Ao tirar a foto ou finalizar a gravação do vídeo, a interface muda sensivelmente, entrando no modo de edição. Aí é possível:

  • Aplicar filtros, arrastando o dedo lateralmente.
  • Escrever alguma coisa, dando um toque na tela. Depois de fazer isso, você pode mudar a fonte tocando no “T”, do topo, e redimensionar, arrastar e/ou colori-la.
  • Desenhar, tocando no ícone do lápis ao lado do “T” para escolher a cor do pincel e, em seguida, arrastando o dedo na foto/vídeo.

Edição de snap com texto, emoji e desenho.

Na parte inferior da tela aparecem mais quatro botões:

  • O primeiro, de um cronômetro com o número dentro, estipula o tempo máximo de exibição da foto. (Para vídeos, obviamente, ele é desnecessário.)
  • O segundo é um atalho para salvar o vídeo no celular. Se for um momento marcante ou tiver feito uma edição elaborada, considere fazer isso — depois, só tirando print da História, caso mande a foto ou vídeo para lá.
  • O terceiro é outro atalho, mas para acrescentar o conteúdo diretamente à sua História (mais sobre isso adiante).
  • Por fim, a seta à direita é o botão de envio.

Escolha para quais contatos seu snap será enviado.

Faça as edições e toque no botão de envio. Você será levado à sua lista de contatos. O Snapchat nunca pré-seleciona contato algum, é preciso sempre escolhê-lo(s) manualmente a cada envio. (Alguns apresentam emojis ao lado; entenda o que eles significam.) Além dos contatos, por aqui também é possível mandar o conteúdo para a sua História.

Escolhidos os destinatários, basta tocar novamente na seta do canto inferior direito e esperar o envio ser finalizado.

Lista de snaps

Lista de snaps no mapa do Snapchat.

Após enviar um snap, você será direcionado à lista de snaps enviados e recebidos. Outra forma de acessá-la é a partir da tela inicial (da câmera), tocando no quadrado do canto inferior esquerdo ou arrastando a tela para esse lado.

A lista de snaps é como uma caixa de entrada do e-mail. Nela ficam os snaps enviados (seta apontando para a direita) e recebidos (quadrados). Ícones cheios indicam conteúdo ainda não visualizado; ícones vazados, os já consumidos. Para ver um snap, basta dar um toque nele. Mas atenção: esses só podem ser vistos uma vez (a menos que estejam na História do contato também).

Prints dos snaps são denunciados por um ícone da flecha com um fundo diferente. É fácil identificá-los na lista, e a recíproca é válida, ou seja, se você tirar print de algum snap, o contato que o enviou saberá. Use com sabedoria.

Por essa tela também dá para responder rapidamente um contato. Basta dar dois toques nele. Isso fará a câmera abrir novamente, com o contato em questão já selecionado.

Tem mais. Ao arrastar o dedo da esquerda para direita sobre um contato, você é levado à interface de bate-papo por texto:

Sim, o Snapchat também lida com texto puro, mas a dinâmica de conteúdo efêmero, que some, continua valendo. Mensagens lidas desaparecem em seguida, a menos que você dê um toque nela. Aí a mensagem fica salva até que outro toque seja dado para dispensá-la. Isso é útil para salvar alguma informação importante, como um endereço ou número de telefone, por exemplo.

Ainda nessa tela o Snapchat oferece vídeo conferência. Quando os dois estão com ela aberta ao mesmo tempo, o botão amarelo, que serve para enviar snaps, fica azul. Se ambos tocarem e segurarem ele, poderão conversar por voz e vídeo. Para alternar entre as câmeras do smartphone, arraste o dedo para cima (principal) ou para baixo (frontal).

O que são as Histórias?

Histórias no mapa do Snapchat.

Do outro lado da tela inicial (da câmera), ou seja, à direita, ficam as histórias. Histórias são como snaps, mas em vez de sumirem após uma visualização, elas ficam no ar por 24h a partir do momento em que são publicadas. A ideia é que o usuário crie uma história (d’oh!) da sua vida que se renova a cada dia. Assim:

Como vimos antes, a criação de uma História se dá pelo mesmo caminho dos snaps convencionais. Essa tela, então, mostra as Histórias dos seus contatos. Eles são organizados alfabeticamente, mas no início há um bloco de atualizações recentes composto pelas inéditas, que você ainda não viu.

O legal da História é que quando mais de um snap é mandado para ela, eles são exibidos em sequência. O próprio Snapchat publica alguns canais de eventos, os Ao Vivo, que dão uma boa ideia do potencial de storytelling dessa ferramenta. Dá para perder um bom tempo ali, vendo a vida dos outros, algo que no Snapchat ganha contornos mais intimistas dada a natureza do app.

Telas da História no Snapchat.

Quando você publica um snap na sua História, essa tela o exibe no topo. E, a partir dali, é possível conferir quantas visualizações ele já teve e as pessoas que viram cada snap que a compõe. Basta tocar nos três pontinhos à frente do seu nome, depois numa foto ou vídeo individual e, enquanto ele é exibido, na seta central na parte inferior da tela. Por aí você também consegue excluir um snap da História — basta tocar no “x”.

E essa bolinha pulsante?

Discover no mapa do Snapchat.

Na tela das Histórias aparece uma bolinha no canto superior direito. É o Discover, um espaço para canais de conteúdo parceiros do Snapchat:

Não é bem como os outros conteúdos do app, mas sim reportagens e notícias que usam vídeo, texto e fotos, de 12 sites/canais como CNN, Vice, Cosmopolitan e MTV. O Snapchat diz que é um sucesso, mas conheço pouca gente, aqui no Brasil, que acompanha com regularidade. (O idioma, apenas inglês, pode ser um empecilho para muitos.)

Quem vê meus snaps?

Tela de contatos e configurações no mapa do Snapchat,

Lembra da tela principal, a da câmera? Existe outra acessível por ali. Para encontrá-la, toque no ícone do fantasminha, no topo da tela, ou arraste o dedo de cima para baixo.

Snapcode do meu perfil.

Você verá um código QR personalizado, o Snapcode (acima), que facilita aos demais adicioná-lo como contato, e três links:

  • O primeiro é um histórico de quem o adicionou.
  • O segundo, uma tela para adicionar contatos. Você pode adicioná-los pelo nome de usuário, através da agenda de contatos, pelo Snapcode ou por proximidade, que vasculha usuários próximos que estejam com essa tela aberta também e é bem conveniente. Caso queira, tente me adicionar usando o Snapcode acima.
  • O último é a lista de amigos e, ao lado, os contatos, que mostra quem da sua lista de contatos do celular está no Snapchat e oferece botões para adicioná-los.

Snaps individuais, ou seja, que não estão na sua História, só podem ser vistos pelos destinatários que você escolhe no ato do envio. Os que vão para a sua História, por padrão, podem ser vistos por qualquer um. Isso pode ser mudado nas configurações, que ficam no ícone de engrenagem do canto superior dessa tela:

Quem pode ver meus snaps?

As opções são “Todos”, “Meus amigos” ou “Personalizar”, que dá acesso aos amigos e permite bloquear algum(ns) indesejado(s).

Nesta tela você também consegue restringir quem pode enviar snaps a você. Basta mudar a respectiva opção, de “Todos” para “Meus amigos”.

Dúvidas?

O Snapchat é uma plataforma nova e bastante dinâmica — não à toa, faz um sucesso enorme entre o público jovem, mais receptivo a novidades. Isso significa, também, que novos recursos são adicionados com frequência e algumas regras podem mudar de uma hora para outra. Até junho de 2015, por exemplo, era preciso segurar o dedo na tela para ver um snap; desde então, basta um toque para ter o mesmo efeito.

O app intimida um pouco no começo e raramente é compreendido com facilidade logo de cara. Existe uma curva de aprendizado, e embora ela seja mais longa que o normal, vale a pena ser percorrida.

Se ficou alguma dúvida, pergunte nos comentários.

Foto do topo: Maurizio Pesce/Flickr.

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