Netflix faz testes para coibir compartilhamento de senhas

Em breve, a Netflix poderá acabar com o compartilhamento indiscriminado de senhas do serviço. Lá fora, alguns usuários reportaram que, ao tentarem logar no serviço, receberam uma mensagem dizendo que é preciso viver na mesma casa do dono da conta para usá-la e o pedido por um código temporário. Os termos de uso da Netflix preveem que o compartilhamento só pode ser feito com pessoas da mesma família (item 4.2), mas a empresa nunca aplicou essa regra, ao contrário do Spotify. Estima-se que 1/3 dos +200 milhões de assinantes da Netflix compartilhem suas senhas. À CNBC, a empresa informou que “o teste foi projetado para ajudar a garantir que as pessoas usando contas da Netflix estão têm autorização para isso”. Via The Streamable (em inglês), CNBC (em inglês).

Cade investiga Google no Brasil por exibir pedaços de notícias na busca

À luz da polêmica recente na Austrália, o Uol Tilt recuperou o processo movido pelo Cade contra o Google, aqui no Brasil, relacionado aos “snippets”, trechos de notícias que são exibidos no Google Notícias. As partes envolvidas — Google, Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e veículos jornalísticos — foram ouvidas até dezembro. Ainda não há previsão para o órgão decidir o caso.

Muitos membros da ANJ estão naquele programa de “Destaques” do Google, que distribui migalhas, digo, remunera jornais parceiros. A ANJ diz que o dinheiro recebido por ali “tem valor meramente simbólico”. Pode ser, mas é uma arma poderosa que o Google dispõe para se defender nesse caso. Se é “simbólico”, por que aceitá-lo? Pesa a favor do Google, ainda, o fato de que a adesão ao Google Notícias não é compulsória, ao contrário do buscador web. Um jornal ou site precisa realizar tomar a iniciativa e se submeter à aprovação para aparecer no Notícias — e é um processo complexo; o Google faz uma série de exigências.

Em 2014, jornais da Espanha se revoltaram contra o Google Notícias. Queriam, a exemplo dos jornais brasileiros, que o Google pagasse para veicular links e “snippets” no serviço. O Google fechou o Notícias no país e nunca mais voltou.

“Stalking”: Senado tipifica perseguição obsessiva como crime e prevê reclusão e multa

O Senado aprovou nesta terça (9) um projeto de lei que tipifica o “stalking”, ou a perseguição presencial ou virtual de mulheres. A pena para o criminoso é de reclusão de seis meses a dois anos e pagamento de multa para quem for condenado. Ainda precisa passar pela sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Via O Globo.

XP lança cartão de crédito sem anuidade e sem números impressos

A XP lançou seu cartão de crédito oficialmente nesta quarta (10). Ele estava em testes desde junho de 2020. O cartão não tem anuidade e oferece um programa de “investback”, que devolve um percentual dos gastos na forma de créditos para investir. Mas a empresa deverá focar mesmo é na promoção das taxas de juros menores (5,9% no rotativo, em média), o que seria ótimo se não fosse um cartão restrito a clientes com +R$ 50 mil investidos.

O cartão de plástico tem um detalhe curioso: ele não traz números impressos. A cada nova compra, o aplicativo gerará um número novo. Via Neofeed.

Google, privacidade e mais do mesmo

Várias ovelhas no enquadramento. Ao centro, uma delas, focada, com a cabeça levantada.

por Rob Horning

“A publicidade é essencial para manter a web aberta para todos, mas o ecossistema web corre riscos se as práticas de privacidade não acompanharem as mudanças de expectativas”. Esta é a frase inicial de uma atualização recente do Google do seu projeto de substituir os cookies de terceiros nos navegadores — que nos rastreiam individualmente — por algo que a empresa chama de FLoCs: grupos de interesse ad hoc aos quais indivíduos seriam designados com base em seus históricos de navegação. Como Shoshana Wodinsky explica no Gizmodo, “Qualquer dado gerado individualmente seria mantido no navegador e a única coisa que os anunciantes poderiam rastrear e segmentar seria um ‘rebanho’1 contendo um grupo agregado de pessoas semi-anonimizadas”.

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App para iPhone expôs milhares de gravações de chamadas telefônicas

Uma das poucas limitações para atividades do dia a dia que persistem no iOS é a de gravar ligações. Não dá. Os muitos apps disponíveis na App Store para esse fim usam uma gambiarra e envolvem um terceiro — a ligação passa por um servidor remoto e/ou inclui outro número, e é nesse ambiente externo que a gravação é feita.

Até funciona, mas o risco é enorme. Nesta semana, por exemplo, o popular app gravador de chamadas, de Arun Nair, expôs 130 mil áudios de chamadas telefônicas armazenados em um servidor exposto na Amazon. Via MacMagazine.

Como fazer, então? Compre um Android Quem tem um iPhone e um Mac pode “transferir” a ligação para o computador, graças ao recurso Continuidade. Aí, com um aplicativo do macOS como o Piezo, que grava todo o áudio que entra e sai no computador, dá para gravar a chamada. É assim que faço aqui e funciona muito bem.

Apple trocará verbo “Assinar” por “Seguir” nos botões do app de podcast no iOS 14.5

Da importância do texto em interfaces: no iOS 14.5, que deve ser lançado agora em março, o botão para acompanhar um podcast no app homônimo da Apple trocará o rótulo “Assinar” por “Seguir”. Via Podnews (em inglês).

Algumas pessoas especulam que o motivo seria dissipar dúvidas de uma parcela significativa dos usuários que acredita que “Assinar” implica em pagar. Em pesquisas da Edison Research de 2018 e 2019, nos Estados Unidos, 47% e 38% das pessoas que não ouvem deram essa justificativa. E, entre seus pares, o Apple Podcasts é um dos poucos que ainda não havia adotado o verbo “Seguir”. Outra possível explicação é a Apple estar preparando terreno para podcasts pagos/exclusivos, rumor que surgiu em maio 2020.

PFF para Todos

Com as novas variantes do coronavírus e as descobertas da ciência, hoje a recomendação dos especialistas é para que usemos máscaras PFF2/N95. O site PFF para Todos, criado coletivamente por dois perfis no Twitter sobre o assunto, reúne muitas informações. Vale a pena conferi-lo para tirar dúvidas, saber onde comprar máscaras no seu estado e pegar este infográfico para compartilhar em grupos de WhatsApp.

Barinsta, um app alternativo de Instagram, de código aberto, para Android

Você ainda usa Instagram (eu larguei)? O Barinsta é uma boa alternativa de código aberto para Android. Transcrevo a descrição do projeto:

Se você não publica posts ou stories no Instagram, mas ainda tem que usá-lo para manter contato com pessoas e conteúdos, agora existe uma alternativa: o Barinsta é um belo aplicativo para usar o Instagram, removendo a maioria das chateações [do app oficial] (anúncios, sugestões, abas inúteis) e te dando mais controle sobre os seus dados.

É possível usá-lo até sem conta/fazer login, embora assim a experiência fique mais limitada. Além de não permitir postagens, outra limitação sinalizada pelos desenvolvedores é a impossibilidade de se criar “threads” nas mensagens diretas.

O Barinsta é gratuito e está disponível na loja de apps F-Droid (não conhece? Leia isto).

Aplicativos alternativos não costumam ser bem vistos pelo Instagram, então use o Barinsta por sua conta e risco. Os desenvolvedores pedem apenas para que ele não seja usado com VPNs, porque o Instagram vê variações no IP como ação de robôs. Tudo indica ser um app seguro (caso contrário não o divulgaria aqui), mas vale sempre o aviso: use-o por sua conta e risco.

Novo Google Pay repete os mesmos erros do Google Allo

A bagunça em produtos do Google não está restrita aos apps de mensagens. Além da migração do Google Play Music para o YouTube Music, a empresa resolveu agora migrar a base do Google Pay para para uma nova versão que mantém o nome, mas exige um recadastro vinculado ao número do celular e passa a cobrar por transferências a partir do cartão de débito.

Por ora, o novo app só vale para Índia, onde foi gestado e estreou com o nome Tez em 2017, e Estados Unidos, onde chegou em novembro passado e passará a ser obrigatório para transferências a partir de 5 de abril (o recurso sumirá da versão web/desktop). Via Ars Technica (em inglês).

Bônus: a nova versão traz um serviço de troca de mensagens (!) embutido.

Analista projeta lentes de contato da Apple para 2040

É sabido que as grandes empresas planejam com muita antecedência seus próximos passos, incluindo novas linhas de produtos, mas coisas como esta previsão de que a Apple lançará lentes de contato “inteligentes” entre 2030 e 2040 é de levantar a sobrancelha. Via MacMagazine.

Quem diz é Ming-Chi Kuo, analista chinês famosinho em sites que cobrem a Apple pelos seus vazamentos, provavelmente vindos de fontes na cadeia de suprimentos da empresa. Existe todo um mercado de rumores da Apple, o que permite que se crie um “ranking de vazadores”. Ming-Chi é apenas o oitavo no de precisão (acertou 78,2% dos palpites) e o quarto mais prolífico (levantou 142 rumores).

Meio relacionado: impossível não lembrar do amalucado plano de 300 anos do SoftBank ao falar de previsões corporativas de longo prazo. Já deve ter sido revisto.