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Anomalia nos gráficos de consumo de dados do Vivo Easy foi corrigida; empresa alega “incidente”

A Vivo deu um retorno daquele problema com assinantes do Vivo Easy legado, em que o aplicativo da operadora mostrava um consumo de dados excessivo nos gráficos detalhados.

Tive notícia, primeiro, do atendimento da Vivo via WhatsApp, no dia 29 de abril. A pessoa atendente me disse ter recebido o retorno da área que fez a análise:

Foi identificado um incidente na tela de demonstração de tráfego do cliente no app Vivo Easy, que afetava a visibilidade correta do tráfego realizado, porém sem impacto no efetivo consumo da franquia de dados do cliente. O ajuste técnico foi realizado em 12/04 e, a partir desta data, a visualização do tráfego no app está regularizada.

Dois dias depois, atendendo a novo pedido meu por posicionamento da Vivo, a assessoria enviou a mesma resposta.

No atendimento, perguntei se havia detalhes desse “incidente”. Negativo. A área de atendimento não tem detalhes, só faz a demanda à responsável. Fiz o mesmo questionamento à assessoria e não recebi retorno.

Questionei também ao atendimento ao cliente se os gráficos dos meses anteriores seriam corrigidos. Fui informado de que “os dados retroativos dos gráficos não serão corrigidos” e que “não houve impacto no saldo de dados”.

A correção em si estaria disponível no próximo ciclo, o que deduzi (e depois confirmaram) tratar-se dos novos planos Easy Lite, com assinatura anual no cartão de crédito.

O meu plano é um legado, em que não há ciclos ou assinaturas; compra-se dados e eles são usados até o final, sem prazo de expiração. No meu aplicativo do Vivo Easy, os picos diários anormais cessaram a partir de 17 de abril. O maior gasto foi em 13 de maio, de 78 MB, que atribuo-o a aplicativos de caronas, como 99 e Uber. (Como são gastões, não?) Em outras palavras, parece ter sido normalizado.

Cadê os meus dados, Vivo?

Ainda uso o plano legado do Vivo Easy, aquele em que compra-se dados avulsos que nunca expiram. (Em 2025, a Vivo transformou o Easy em uma assinatura anual, para a tristeza da nação.) Tenho pouco mais de 100 GB acumulados, o que deve durar alguns bons anos antes de eu ter de me preocupar com outro plano.

Ou talvez dure menos…? Em fevereiro, alguns leitores no grupo de assinantes do Manual, também clientes do Vivo Easy antigo, notaram um possível gasto acelerado de dados, incompatível com o padrão de uso.

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Ser meio sovina me ajudou a usar menos o celular em situações sociais

Existem atitudes que todos dizem reprovar e, ainda assim, sempre se repetem. Usar o celular em situações sociais, por exemplo. O assunto à mesa pode ser exatamente esse, “oh, estamos todos viciados em celulares”, mas basta alguém sacar o celular para que todos os demais peguem os seus também.

Não apenas por esse motivo, há uns dois meses criei um arranjo para resistir à tentação do celular em contextos em que seu uso é desagradável ou indesejado/ (Leia-se: quase sempre.) Outra parte da minha motivação, a princípio a maior, era economizar os preciosos giga bytes que comprei do Vivo Easy antes do falecimento do plano. (Se você migrou para ele motivado(a) pelo meu relato, peço desculpas.)

Eu trabalho em casa, saio pouco e não uso redes sociais no celular. Mesmo assim, tinha dias em que o app da Vivo acusava… sei lá, quase 100 MB de dados consumidos. Culpa de quem? Da web, do e-mail e do leitor de feeds RSS. Pode parecer que não, mas imagens, vídeos que tocam sozinhos e outros recursos multimídia pesam na conexão (e no bolso).

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Tomei um susto ao abrir o aplicativo do Vivo Easy. Em vez dos meus créditos, o app informa que “Acabaram seus benefícios! :( Compre Internet e Diárias pra ficar conectado”. De acordo com o perfil da Vivo no Threads, é um erro da última atualização do app que já está sendo corrigido. Internet e diárias seguem funcionando; é só o saldo que não aparece.

Minha experiência no Vivo Easy

Quando pego um ônibus ou estou no meio de uma multidão, reparo que muita gente passa o tempo no celular e, entre essas pessoas, muitas estão assistindo a vídeos.

Eu nunca fui de assistir a vídeos, muito menos no celular, e menos ainda usando a conexão móvel, da operadora, que cobra com base no consumo de dados.

A julgar por essa amostragem super limitada do meu cotidiano, sou um ponto fora de curva. Uns diriam muquirana; prefiro dizer-me econômico e paciente. Ser assim resulta em um consumo baixo de dados móveis, entre 1 e 1,5 GB por mês.

Fazia muito tempo que usava um plano do tipo “controle”, com mensalidade fixa. Mesmo sendo o plano mais barato da operadora, ainda virava o mês com muitos giga bytes da franquia sobrando. Se houvesse um plano com metade dos benefícios (e que custasse metade do preço), poderia usá-lo sem sustos.

Era essa a situação em que me via quando, no Órbita, topava com conversas a respeito do Vivo Easy, o plano digital da Vivo sem mensalidade e com franquia de dados cumulativa, o tipo de coisa pouco divulgada e que talvez nem faça mais sentido à maioria das pessoas (pois, vídeos). Para mim, porém, estava óbvio que esse modelo alternativo de cobrança poderia representar uma bela economia.

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Cadê o RCS para iPhone no Brasil?

O MacMagazine perguntou às operadoras que atuam no Brasil o estado do RCS no iPhone, o sucessor moderno do SMS. O recurso foi liberado no iOS 18, em setembro de 2024, mas ainda não está disponível aqui.

Claro e TIM estão se preparando para liberar o RCS; Algar não tem previsão; e Vivo não respondeu.

Talvez a Algar esteja certa e não valha o esforço mesmo. Na terra do WhatsApp, a pesquisa mais recente do Mobile Time/Opinion Box descobriu que apenas 7% dos brasileiros envia SMS todos os dias. O que é bem mais do que eu imaginava!

A Vivo, por sua vez, acabou com o SMS ilimitado em todos os planos. São 100 mensagens por mês e R$ 0,10 por mensagem adicional.

Acho que o RCS só interessa mesmo ao mercado corporativo, que poderá mandar spam com imagens de alta qualidade… O que é uma pena, ainda mais após o anúncio de que o padrão ganhará suporte à criptografia de ponta a ponta.

Primeiras impressões do Android (e do Galaxy A55)

Meu salto do iPhone para o Android teve um empecilho: passar o eSIM de um para outro. É uma situação peculiar, pois tenho um plano Vivo Easy e, nessa modalidade, a operadora não oferece uma maneira de você mesmo fazer a migração.

Segundo a Aura, a “IA” (chatbot) da Vivo, preciso ir a uma loja física para fazer a troca. Como faziam os sumérios.

O entrave não me impediu de configurar o Galaxy A55. Comento as primeiras impressões em lista:

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8,5 milhões

O caos proporcionado pela CrowdStrike na sexta passada (19) derrubou 8,5 milhões de computadores com Windows. O número equivale a 1% da base instalada, segundo a Microsoft — um 1% bem importante, pois a CrowdStrike só trabalha com grandes clientes corporativos. Via Microsoft (em inglês).

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US$ 10

Na quarta (24), a CrowdStrike enviou cupons do UberEats de US$ 10 para clientes afetados pela falha catastrófica da sexta anterior (essa do número acima). Pior: os cupons não funcionavam porque, segundo relatos, a Uber marcou a conta da CrowdStrike como fraudulenta. (Tecnicamente, este é um “número minúsculo”.) Via TechCrunch (em inglês).

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R$ 5 milhões

A Senacon multou Oi, TIM e Vivo em R$ 5 milhões pela publicidade enganosa acerca do 5G. Segundo o despacho publicado no Diário Oficial da União, as três operadoras divulgaram “mensagens publicitárias referentes a 5G que induziram os consumidores ao erro, por não informarem com clareza e adequação as limitações da tecnologia DSS.” Via Mobile Time.

Operadoras e bancos anunciam iniciativas sistêmicas para melhorar a segurança de celulares

Um assunto recorrente neste Manual é como proteger o celular de golpes e acessos não autorizados. É possível mitigar o problema, mas não resolvê-lo porque uma solução satisfatória transcende o que o indivíduo é capaz de fazer.

Duas iniciativas, em frentes diferentes, prometem abordagens sistêmicas ao problema.

Semana passada, as três maiores operadoras do Brasil — Claro, TIM e Vivo — anunciaram a adesão ao Open Gateway, um programa da GSMA, entidade que administra o ecossistema global de telecomunicações, que consiste em APIs compartilhadas entre as operadoras para viabilizar serviços diversos.

Os três primeiros serviços do Open Gateway a serem oferecidos no Brasil serão a verificação do número sem o uso do SMS, a identificação de trocas de chips recentes e o compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.

Em outra frente, a Febraban confirmou o lançamento para breve de um programa chamado Celular Seguro, criado em parceria com o Ministério da Justiça e a Anatel.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, não deu detalhes técnicos, mas explicou ao Mobile Time que o objetivo do programa é bloquear rapidamente celulares roubados a fim de impedir o uso de dados pessoais e o acesso a contas bancárias pelos assaltantes. Via Folha de S.Paulo, Mobile Time.

Contando com as antenas da Claro e da Vivo, além das da TIM, comentadas na quarta (6), Brasília já tem 80% da população coberta pelo 5G puro graças a , segundo a Folha de S.Paulo. Detalhe: ao contrário da TIM, as outras duas operadoras não cobrarão adicional para entregar 5G aos clientes.

O primeiro dia de 5G puro (“standalone”) no Brasil foi de boa velocidade em regiões privilegiadas — Plano Piloto e na região dos lagos (sul e norte) —, mas pontos cegos, oscilação nas velocidades e a presença do 5G “impuro”, ou DSS, a versão capenga baseada na combinação de múltiplas frequências 4G e que já estava ativa no país. Claro e Vivo, aliás, não distinguem 5G DSS do “puro”, que opera na frequência de 3,5 GHz. Via Folha de S.Paulo.