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Hoje este Manual completa 13 anos no ar — das felizes coincidências do caos cósmico, se é que você me entende. Como acontece em todo ano, comemoro a data com uma reflexão do passado recente e outra do futuro próximo.

O último ano talvez tenha sido o de mudanças estruturais mais profundas na nossa história, graças à execução do planejamento feito há exatamente um ano.

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“Algumas coisas ruins” podem acontecer com você, mas é um sacrifício que Sam Altman está disposto a fazer

por David Gerard

O fundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, participou na segunda (5) do podcast Decoded, do Politico, e passou o tempo todo desconversando sobre vários assuntos, mas uma frase dele, impressionante, deu o que falar:

Acho que uma das maiores diferenças entre nós e alguns dos, digamos, defensores mais rígidos da segurança em IA é que acreditamos que o mundo deveria aceitar que algumas coisas ruins aconteçam em troca dos benefícios dessa tecnologia e de as pessoas terem autonomia.

Que coisas ruins, Sam? Com quem essas coisas ruins vão acontecer, Sam?

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A escova de dentes elétrica, um ano depois

Homem escovando os dentes com uma escova de dentes elétrica branca. Foto cortada, do pescoço ao nariz.

O homem capitalista tem a tendência a complexificar (e cobrar por) tudo ao seu redor. Você quer correr em 2026? Compre o tênis X, tome whey todo dia, inscreva-se e pague para correr com outras pessoas e receber uma banana e uma medalha de latão na linha de chegada.

Durante muito tempo, encarei a escova de dentes elétrica como um desses progressos de baixo retorno, quase inúteis, mesmo sem jamais ter usado uma. Não ajudava que, até poucos anos atrás, fosse um objeto que via somente em filmes e séries estadunidenses, um dos países líderes em inventar bugigangas dispensáveis.

Há cerca de um ano, em meados de 2025, comprei uma escova do tipo. Não lembro se influenciado por algo que li (provável), apenas que o preço me pareceu aceitável para dar uma chance à conveniência.

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Bloqueio a aplicativos não verificados no Android começa nesta quinta (1º/10)

Falando em F-Droid, começa a valer nesta quinta (1º/10), aqui no Brasil, o novo arranjo do Google para a instalação de aplicativos não verificados no Android.

Indonésia, Singapura e Tailândia também estão no grupo dos primeiros países a serem afetados pela novidade.

A F-Droid e outras iniciativas livres e/ou independentes do Google têm feito barulho contra as mudanças. Elas são, de fato, um obstáculo extra a aplicativos distribuídos fora da Play Store e sem o aval do Google. A verificação de aplicativos implica em identificar-se ao Google, o que — compreensivelmente — muitos desenvolvedores não querem.

Atenção. Em julho, o Google anunciou que a primeira fase, que vai de 30 de setembro até 2027, afetará apenas aplicativos distribuídos em lojas específicas: Play Store, Honor, Oppo, Samsung, Transsion, Vivo/Jovi e Xiaomi. Em outras palavras, a F-Droid ganhou um fôlego extra até 2027. Que confusão!

Comentei o caso neste Manual antes do Google revelar o tal “fluxo avançado” para liberar o celular à instalação de aplicativos não verificados. O fluxo funcionará assim:

  • Ative o modo desenvolvedor nas configurações do Android. “Isso evita ativações acidentais ou contornos do tipo ‘um clique’ usados em golpes que pressionam o usuário.”
  • Confirme que não está sendo assistido por alguém.
  • Reinicie o celular e se autentique. Esse passo serve para cortar acessos remotos ou ligações telefônicas que um golpista possa ter empregado para garantir que a vítima instale o aplicativo dele.
  • Aguarde um dia. É só na primeira vez. A espera arrefece o senso de urgência que golpistas adotam para pressionar a vítima à instalação do aplicativo.
  • Instale aplicativos não verificados. Há duas opções: liberá-los por sete dias ou indefinidamente. E toda vez que for instalar um do tipo, um alerta será exibido.

Serei o do contra para dizer que… parece uma boa medida? Eu sei que no mundo ideal (ou de quem respira tecnologia) o celular é seu e você faz o que quiser, mas no mundo real há milhões de idosos, semi-analfabetos, adolescentes e pessoas que têm mais o que fazer à mercê de golpistas o dia inteiro, todos os dias.

Vale dizer que esse arranjo só vale para celulares com o Android certificado do Google. Em sistemas alternativos sem as fundações do Google, como LineageOS (sem microG), GrapheneOS e HarmonyOS (da Huawei), nada muda.

Para quem sabe o que está fazendo, o “fluxo avançado” só precisa ser feito uma vez. A liberação até migra para novos celulares.

Por coincidência, a entrada em vigor da verificação de aplicativos do Android coincide com a proibição das bets no Brasil, instituída pelo governo Lula por medida provisória na última sexta (25). A dificuldade extra para instalar aplicativos não verificados pode ajudar na defesa contra aplicativos de bets ilegais — desde que não sejam verificados junto ao Google, o que não é o caso das que tinham outorga no país.

Gadgetbridge simplifica a relação entre o celular e relógios e pulseiras fitness

Colocar um relógio ou pulseira “inteligente” no pulso pressupõe instalar um aplicativo no celular. Faz sentido, considerando a tela diminuta desses dispositivos.

O problema é que tais aplicativos costumam fazer mais do que se esperaria de um do tipo. O da Huawei, por exemplo, tem uma loja de faces para o relógio e treinamentos por inteligência artificial e sabe-se lá mais o que ele faz nos bastidores. O da Apple (Fitness), que é dos mais calminhos, reserva local de destaque para o botão do Fitness+, assinatura paga para ter acesso a aulas gravadas.

A IA, aliás, tem se alastrado nos aplicativos que acompanham os relógios. (Daqui em diante, entenda “relógios” como “relógios e pulseiras”.) As principais empresas do setor jogaram suas respectivas IAs nos aplicativos de saúde para dar sentido à tonelada de dados que os relógios coletam e armazenam no celular. Que elas “alucinem” parece ser (mas não deveria) mero detalhe.

Existe uma saída (que eu conheça, pelo menos) que não passa por esses aplicativos oficiais. E apenas se você tiver um celular Android. É o Gadgetbridge.

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O que tem no seu celular, Edson?

Nota do editor: Nesta seção, publico a tela inicial do celular de amigos e leitores do blog. Quer participar? Preencha este formulário. Quer mais? Acesse o arquivo. Todos os links de aplicativos levam a lojas seguras ou aos sites oficiais.

Qual o seu nome e o que você faz?

Me chamo Edson, tenho 28 anos, sou psicólogo clínico e educacional e estou entrando na fase final do meu doutorado em educação (ufa!). Conheci o Manual há muitos anos, chegando pelo Google em uma ou outra publicação, até que ele se tornou um dos meus espaços preferidos na web. Desde então, nunca mais saiu dos meus bookmarks.

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Desaceleração da IA: Aparentemente, você só precisa do Trump

por David Gerard

Num post de blog todo solene, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. O chatbot é legal demais, sabe?

Devemos desacelerar o ritmo com que melhoramos as capacidades dos modelos de IA.

Você poderia pensar que o ritmo já estava desacelerando, mas Amodei disse ao CBS News Sunday Morning que:

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Se tirar IA e a nova Siri, sobra alguma novidade nos OS 27 da Apple?

Neste ano, ao contrário de 2025, atualizei o meu computador assim que o macOS 27 Golden Gate foi disponibilizado. Os comentários favoráveis no período de testes foram animadores e, no fundo, pensava comigo que o Liquid Glass original, do macOS 26 Tahoe, é tão ruim que não dava para piorar.

Sem surpresa, o visual do macOS 27 é melhor. No sentido estético e de usar: os botões se parecem com botões, há novamente divisórias visíveis nas janelas, os cantos de janelas comicamente arredondados, a barra lateral deixou de flutuar por… sei lá por que ela flutuava.

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Da “trend” dos anos 1980 ao Apple Watch que espiona conversas, o que está em jogo é a percepção pública

Foto de um Apple Watch Ultra 4 no braço de alguém, mostrando a transcrição de uma conversa recente captada pelo recurso Live Rewind.

Não foram uma nem duas vezes em que publiquei materiais, neste blog, em tentativas de conscientizar as pessoas dos riscos de aplicativos virais que adulteram fotografias, como o FaceApp em 2019.

Somos seres curiosos. A promessa de olhar para um espelho mágico, que nos mostra velhos, em outro gênero ou numa época diferente é quase irresistível, uma força que faz muitos ignorarem os sinais de alerta, mesmo que óbvios.

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