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Deixe seu celular Android mais leve com o Universal Android Debloater

A liberdade que o Google oferece no Android é abusada por fabricantes: não é raro deparar-se com celulares que trazem aplicativos pré-instalados que não podem ser removidos, como o do Facebook.

Um caminho para livrar-se dos excessos (ou do “bloat”, no jargão do meio) é trocar o Android da fabricante por uma variante da comunidade, como o LineageOS ou o /e/OS. Funciona, mas pode ser algo complicado, depende de muitas variáveis e é, sem dúvida, intimidador para marinheiros de primeira viagem ou alguém que não queira se dar a esse trabalho.

Um meio termo que descobri recentemente é o Universal Android Debloater (UAD). Trata-se de um aplicativo, com interface gráfica, que permite desinstalar processos que rodam no seu celular Android.

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Transformei minha casa em uma fortaleza de vigilância 

Transformei minha casa em uma fortaleza de vigilância (em inglês), por Ian Bogost na The Atlantic:

Quando me mudei para uma nova casa ano passado, decidi testar essa hipótese. Já estava passando um monte de cabos de rede pelas paredes para os pontos de acesso Wi-Fi, daí aproveitei a oportunidade para passar tais cabos em absolutamente todos os lugares. Depois, coloquei um número absurdo de câmeras àquele cabeamento — 16, até onde contei —, transformando a minha casa em uma fortaleza de vigilância. (Conhecendo os problemas de privacidade e políticas de dados que surgem quando fornece-se vídeo às empresas de tecnologia via nuvem, armazeno todas as imagens localmente em um conjunto gigante de discos rígidos no meu porão; sou a única pessoa que podem acessá-los.)

Eis o que aprendi deste um ano de monitoramento doméstico extremo, 24 horas por dia, 7 dias por semana: nada acontece.

Nada.

Dica da Jacqueline Lafloufa. Obrigado!

WhatsApp finalmente deixa esconder o status “online”

Erga as mãos ao céu e agradeça: enfim, o WhatsApp liberou uma opção para esconder o status “Online”. A libertação do recurso está sendo gradual (ainda não apareceu no meu celular).

Quando estiver ativa aí, você a encontrará nas opções do WhatsApp, indo em Conta, Privacidade e Visto por último. A nova opção vincula o status “Online” à definição do Visto por último, ou seja, é preciso marcar esta como Ninguém para que ela surta efeito. Via Estadão.

Como acompanhar perfis no Twitter sem ter que criar uma conta no Twitter

Mesmo quem não tem conta no Twitter às vezes precisa ou gostaria de acompanhar perfis públicos lá. E embora o Twitter esteja dificultando cada vez mais essa prática, exigindo login até para mostrar perfis públicos, ainda existem algumas alternativas para fazer isso sem ter que baixar o aplicativo oficial e criar uma conta no Twitter.

Atualização (30/6/2023): Uma atualização do Twitter passou a bloquear acessos a perfis e posts da rede sem login. Com isso, todas as dicas abaixo ficam inutilizadas.

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Avast compra extensão I don’t care about cookies

A Avast comprou, por um valor não divulgado, a extensão I don’t care about cookies, que, como o nome sugere, elimina aqueles popups chatos em sites que pedem ao usuário para aceitarem ou rejeitarem cookies.

É uma boa hora para desinstalá-la. Aquisições do tipo geralmente ocorrem pelo acesso direto aos usuários — e a IDCAC tem muitos deles, pelo menos 1,5 milhão no Chrome, Firefox e Edge somados.

A funcionalidade pode ser replicada usando esta lista de regras de domínio, da própria extensão, em outra, a uBlock Origin. Via I don’t care about cookies (em inglês).

AdGuard lança primeira extensão de bloqueio de anúncios compatível com Manifesto V3 do Chrome

O AdGuard, empresa especializada em soluções de bloqueio de conteúdo/anúncios, lançou a primeira extensão do Chrome adaptada ao Manifesto V3, a nova (e polêmica) API de extensões do navegador do Google que limita a ação de bloqueadores de anúncios e será obrigatória a partir de janeiro de 2023.

A extensão ainda tem caráter experimental. Ciente disso, baixe-e aqui.

Em um post no blog oficial, a empresa explica detalhadamente todos os entraves que o Manifesto V3 impôs ao desenvolvimento de uma versão da extensão do Chrome compatível — alguns, intransponíveis. Apesar da dor de cabeça, ela conclui que:

Embora a extensão experimental não seja tão efetiva quanto sua antecessora, a maioria dos usuários não sentirá a diferença. A única coisa que você talvez note são anúncios piscando devido ao atraso na aplicação de regras cosméticas.

Via AdGuard (em inglês).

Como criptografar arquivos e diretórios em qualquer nuvem — Dropbox, Google Drive, iCloud, OneDrive etc.

A maioria dos serviços comerciais de nuvem, como Dropbox, Google Drive, OneDrive e iCloud, só criptografa os arquivos e diretórios/pastas em trânsito. Isso significa que seus arquivos podem ser vistos por pessoas que tenham acesso aos servidores e manipulados por sistemas automatizados.

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Meta é multada em € 405 milhões por expor dados de adolescentes no Instagram

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda informou nesta segunda (5.set.22) que multou a Meta em € 405 milhões (~R$ 2,1 bilhões) por falhas no Instagram que expunham dados de adolescentes, o que configurou uma infração ao GDPR, a lei de proteção de dados pessoais da União Europeia.

É a segunda maior multa aplicada na União Europeia por infrações ao GDPR e a terceira que a Meta toma do bloco. A maior, no valor de € 746 milhões, foi aplicada em julho de 2021 contra a Amazon. Via Politico, Reuters (ambos em inglês).

Quem entra na “Roda do Twitter”?

Não é à toa que primeiro o Instagram, agora o Twitter, estão investindo em recursos que aumentam a privacidade e limitam o alcance potencial do conteúdo postado.

A “Roda do Twitter”, talvez o pior nome dos muitos ruins que o Twitter já inventou, foi lançada nesta terça (30) para todos, no Android, iOS e web. Nela é possível selecionar até 150 perfis para verem e responderem posts privados.

Fico na dúvida se o Twitter é um ambiente propício para esse tipo de coisa. Reza o meme que ali é o local onde encontramos estranhos com quem temos afinidades. Colocar estranhos num círculo íntimo soa… estranho? Talvez a única utilidade seja impedir que posts viralizem, mas para isso já existia o perfil trancado/com cadeado. Via Twitter.

“Silicon Values” 

“Silicon Values” (em inglês), por Nick Heer no Pixel Envy:

A ideia de um mundo digital não mais influenciado em grande parte pelo “soft power” dos EUA nos traz de volta à tensão com o TikTok e a sua propriedade chinesa. É compreensível que algumas pessoas fiquem nervosas com a plataforma de meios de comunicação social mais popular para muitos norte-americanos tendo o apoio de um regime autoritário. Alguns preocupam-se com a possibilidade de influência externa do governo na política pública e no discurso, embora um estudo que encontrei reflita uma clara distinção dos princípios de moderação entre TikTok e o seu correspondente chinês, o Douyin. Alguns estão preocupados com a coleta em massa de dados privados. Eu entendo.

Mas do meu ponto de vista canadense, parece que a maior parte do mundo está envolvida em um debate entre uma superpotência e uma quase-superpotência, sendo preferível que os Estados Unidos continuem a dominar apenas por comparação e familiaridade. Vários países europeus proibiram o Google Analytics porque é impossível para os seus cidadãos se protegerem da vigilância das agências de inteligência norte-americanas. Os Estados Unidos podem ter processos legais para restringir o acesso “ad hoc” de seus espiões, mas esses são quase que uma formalidade. Seus processos são conduzidos em segredo e com uma supervisão pública falha. O que se sabe é que eles raramente rejeitam mandados para vigilância e que as empresas privadas têm de cumprir calmamente os pedidos de documentos com poucas oportunidades de refutação ou transparência. Às vezes, esses processos são totalmente burlados. O negócio dos data brokers permite a vigilância de qualquer pessoa disposta a pagar — incluindo as autoridades norte-americanas.

DuckDuckGo libera serviço gratuito de proteção de e-mails a todos

O serviço de proteção de e-mails do DuckDuckGo (DDG), ainda em beta, agora está aberto a qualquer interessado. (Até então, era necessário aguardar o convite em uma lista de espera.)

O DuckDuckGo Email Protection permite criar endereços de e-mail @duck.com que servem como “máscaras” para o seu e-mail verdadeiro — é algo similar ao que a Apple oferece no iCloud+ e o Fastmail em parceria com o 1Password.

Além disso, no encaminhamento das mensagens o DuckDuckGo consegue remover códigos, links e pixels de rastreamento e criptografar o que estiver exposto.

O serviço é gratuito, mas para se inscrever em um navegador que não seja o do DDG, é preciso instalar a extensão oficial. Por quê? Boa pergunta. Via DuckDuckGo (em inglês).

Google mantém suspensão de contas suspeitas de abuso infantil mesmo após polícia descartar hipótese

O New York Times publicou as histórias de dois usuários do Google, pais de crianças e norte-americanos, que tiveram suas contas suspensas e histórico e atividades em serviços da empresa investigados pela polícia por terem tirado fotos de partes íntimas dos filhos. As fotos foram enviadas a médicos porque as crianças estavam com dores e inchaço na região.

Os sistemas automatizados do Google detectaram as fotos e suspenderam as contas para averiguação. Mesmo depois de a polícia concluir que os casos não eram de exploração sexual infantil, o Google não restabeleceu as contas dos pais.

Ambos os casos evidenciam a dificuldade em encontrar o equilíbrio entre vigilância contra crimes cruéis e a garantia de privacidade dos usuários. É difícil, porém, encontrar justificativa do lado do Google para não restabelecer as contas afetadas. Via New York Times (em inglês).

Como excluir mensagens automaticamente após um período no WhatsApp e no Signal

Aplicativos de mensagens há muito deixaram de ser meios de comunicação com pessoas conhecidas. Hoje, falamos com fornecedores, restaurantes, encanador, eletricista… pelo WhatsApp. (Em breve, espero, também pelo Signal.)

Essas mensagens muitas vezes são pontuais e não precisam ficar guardadas eternamente no seu celular, ocupando espaço e aparecendo nas pesquisas do histórico de conversas.

Felizmente, é possível configurar WhatsApp e Signal para que tratem toda nova conversa como temporária, ou seja, do tipo que se auto-exclui após um período determinado.

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Na China, tecnologia sob controle (talvez)

por Shūmiàn 书面

Quem acompanha as edições da Shūmiàn já está careca de saber das regulamentações no setor de tecnologia na China, especialmente afetando as gigantes. Por exemplo, em 2021, os robotáxis chegaram a Shenzhen para serem testados. Desde 1º de agosto, veículos autônomos privados ou comerciais podem circular em certas vias da cidade — como contamos aqui, testes vinham acontecendo desde o ano passado. A regulação sobre o uso dos veículos é um passo importante para assegurar o bom funcionamento da tecnologia, especialmente no caso de acidentes.

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O próximo grande negócio da Apple? Mais anúncios no iPhone

Em sua newsletter dominical, Mark Gurman, da Bloomberg, afirmou que a Apple está prestes a aumentar de modo considerável a quantidade de anúncios que veicula em suas propriedades.

Hoje, a depender da região onde alguém esteja, a Apple exibe anúncios na App Store e nos aplicativos Bolsa e News (esse último não foi lançado no Brasil). Gurman especula que no futuro próximo veremos anúncios no Mapas, Livros e Podcasts, além de planos mais baratos do Apple TV+ sustentados por anúncios, como Netflix, Warner Bros. (HBO Max) e Disney fazem ou estão prestes a fazer.

Para embasar essa hipótese, Gurman cita mudanças no alto escalão da Apple envolvido com publicidade e falas de executivos. Todd Teresi, vice-presidente da área de publicidade da Apple, disse que o negócio já rende US$ 4 bilhões à Apple e que a empresa quer transformá-lo em algo de “dois dígitos”.

Há dois desdobramentos dessa história.

Primeiro, é um contrassenso com a proposta de valor da Apple, que se vende como uma alternativa mais premium e cobra (bastante) por isso. Até hoje, essa proposta não inclui tantos anúncios quanto as ofertas do rival Google, uma empresa cujo modelo de negócio é quase que totalmente baseado em anúncios.

Segundo, pega mal à luz da Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês), recurso lançado no iOS 14.5 que obriga aplicativos a terem a anuência do usuário para rastreá-lo em outros aplicativos.

Empresa como Meta e Snap atribuem parcialmente ao ATT a queda de faturamento de seus negócios baseados em publicidade invasiva. Até aí, tudo bem. Agora, quando a Apple supre o vácuo deixado por essas empresas, vácuo criado pela Apple graças a regras que não aplica a si mesma, a coisa toda fica estranha. Via Bloomberg (em inglês).