Cuide bem do seu celular

A menos que você seja rico ou jornalista/blogueiro/youtuber de tecnologia, celular é um custo considerável e, preferencialmente, esporádico em sua vida. Por ser um objeto útil, até essencial, e ao mesmo tempo caro, a gente economiza, compra e cuida, faz ele durar. No Brasil de 2021, os “incentivos” para cuidar do celular ou de qualquer outro equipamento eletrônico se multiplicaram.

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Fim da linha para os celulares da LG

Uma das maiores dificuldades do mundo corporativo é saber a hora de parar. Prejuízos pontuais fazem parte do jogo, bem como a competição acirrada. Reviravoltas (ou “turnarounds”, no jargão do meio) são sempre uma possibilidade e os bons momentos são apenas isso, momentos — dá para ir do céu ao inferno em questão de meses.

Para a LG, a hora de parar foi no 23º trimestre seguido de prejuízos. Após perder US$ 4,1 bilhões nesses pouco menos de seis anos, o chaebol anunciou, nesta segunda (5), que encerrará a fabricação de celulares no próximo dia 31 de julho.

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O pior computador para trabalhar em home office

A pandemia não dá sinais de arrefecimento no Brasil, mas um dia viraremos o jogo contra o coronavírus. Quando isso acontecer, espera-se que alguns hábitos criados por esse período tão difícil sejam mantidos. O home office é um dos candidatos mais fortes. Mesmo que os escritórios não sumam, a experiência que estamos tendo agora está validando o trabalho remoto, que deverá ser mais aceito e difundido. E se passaremos mais tempo trabalhando de casa, precisamos ter esta conversa: o notebook é o pior tipo de computador que você pode ter para trabalhar.

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E-mails para o mundo

por Rafael Slonik

Acompanho o Basecamp, em idas e vindas, já tem mais de 10 anos. O Jason Fried e o DHH são vozes distoantes da maioria das de tecnologia dos Estados Unidos e, por isso, me chamam muito a atenção. Desde que iniciei minha empresa de e-commerce em 2018, com um time de cinco pessoas todo remoto, usamos o Basecamp como ferramenta para comunicação e organização do trabalho.

Aí, quando eles anunciaram um novo serviço de email chamado Hey, fiquei curioso. Recebi o convite e decidi assinar para testar (em troca de dinheiro ao invés da minha privacidade). Depois de uma semana, já estava mais que convencido a redirecionar meu Gmail para o Hey e só usar ele como email pessoal.

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A economia das senhas compartilhadas

Nunca conheci alguém que pagasse a Netflix para usar a assinatura sozinho. Regra geral, todo mundo compartilha senhas. Em tese, esse compartilhamento só pode ser feito entre pessoas da mesma família, na mesma casa. Na prática, nossas “famílias” são enormes, heterogêneas, às vezes espalhadas pelo Brasil e ter completos desconhecidos no meio.

Estima-se que ~30% dos mais de 200 milhões de assinantes da Netflix compartilhem senhas. (Se eu tivesse que chutar um percentual, seria um maior.) Toda essa galera ficou alerta dias atrás, quando alguns usuários relataram em redes sociais que a Netflix estava pedindo uma confirmação extra em novos logins compartilhados e reforçando, na mesma tela, aquela cláusula dos termos de uso que restringe o reuso de uma mesma senha à família. A farra das senhas estaria com os dias contados?

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Um ano olhando para janelas

Há um ano, no dia 11 de março de 2020, eu estava numa das belas salas do Cine Passeio, no centro de Curitiba, assistindo ao filme mais recente do Ken Loach, Você não estava aqui. Naquele mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a crise do coronavírus ao status de pandemia. Nossas vidas nunca mais foram as mesmas.

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Google, privacidade e mais do mesmo

por Rob Horning

“A publicidade é essencial para manter a web aberta para todos, mas o ecossistema web corre riscos se as práticas de privacidade não acompanharem as mudanças de expectativas”. Esta é a frase inicial de uma atualização recente do Google do seu projeto de substituir os cookies de terceiros nos navegadores — que nos rastreiam individualmente — por algo que a empresa chama de FLoCs: grupos de interesse ad hoc aos quais indivíduos seriam designados com base em seus históricos de navegação. Como Shoshana Wodinsky explica no Gizmodo, “Qualquer dado gerado individualmente seria mantido no navegador e a única coisa que os anunciantes poderiam rastrear e segmentar seria um ‘rebanho’1 contendo um grupo agregado de pessoas semi-anonimizadas”.

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O iPhone esmola

O jornal Folha de S.Paulo teve acesso a mensagens de uma rede interna usada por procuradores da República em que eles reclamam do celular funcional que receberão para trabalhar, um iPhone SE, cujo preço sugerido começa em R$ 3,6 mil. O aparelho foi chamado por um deles de “esmola”.

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Os últimos minutos de tempo livre

Dia desses um leitor perguntou: “alguém aqui, além de mim, está com FOMO1 de podcast?” A massificação do formato nos últimos dois anos foi balizada pelo surgimento de muitos bons programas. Com efeito, ouvir tudo que nos parece interessante tornou-se um desafio por si só e, para muitos de nós, mais uma fonte de desconforto, daquela sensação de estar ficando para trás.

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O experimento australiano

Nesta semana, a Austrália iniciou um curioso experimento digital quase que por acidente. Um projeto de lei que obriga as grandes plataformas digitais a pagarem veículos jornalísticos por cada link deles publicado em seus domínios foi apresentado. O Google reclamou, ameaçou tirar seu time de campo, mas acabou cedendo. O Facebook, não.

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Está ouvindo? É o Clubhouse, a nova rede social de áudio

Não se fala em outra coisa. Na última semana, o Clubhouse, uma nova rede social norte-americana, não saiu dos trending topics e dos jornais, atraindo milhares de anônimos e famosos, todos com seus iPhones na mão e AirPods nos ouvidos. Sob o risco do hype baixar tão rápido quando subiu, o que tornaria este artigo um registro histórico mais do que um jornalístico, faço essa tentativa mesmo assim.

Primeiro, vamos ao básico. O Clubhouse é uma rede social baseada em áudio. Não há trocas de mensagens de texto nem vídeo, é tudo por áudio mesmo. É a vingança dos adoradores de áudio do WhatsApp, sempre criticados por todo mundo, incluindo muitos que agora batem cartão todo dia no Clubhouse.

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“Meus dados estão lá no meio também,” diz criador do site Fui Vazado

Tal qual o proverbial rabo que balança o cachorro, passamos a última semana debatendo a segurança do site Fui Vazado, criado pelo programador Allan Fernando Armelin da Silva Moraes para informar se os dados de alguém — e quais deles — constam no mega vazamento revelado em janeiro pela PSafe e que, até o momento, ainda não se sabe de onde vazou.

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Seus dados pessoais vazaram; o que fazer agora?

A gravidade com que são tratados os vazamentos de dados pessoais tem uma justificativa muito simples: boa parte deles não é substituível. Um número de telefone ou endereço são do tipo de dado mais simples de trocar, e mesmo esses já dão dor de cabeça e, para muitos, são trocas inviáveis. Documentos ou o nome de alguém são ainda mais complexo, e só possível em situações excepcionais. Trocar os biométricos, como impressões digitais ou o rosto? Boa sorte com isso.

Nesta semana, soubemos que um oceano de dados pessoais de praticamente todos os brasileiros vivos (e alguns mortos) está à venda na internet, fruto do que alguns já consideram o maior e mais lesivo vazamento da história no Brasil, um dos maiores do mundo.

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Enche o coração ver rico se dar mal, mas a história do r/WallStreetBets manipulando o valor de mercado da GameStop para lucrar em cima das vendas a descoberto (um “short squeeze”) de fundos hedge é mais complexa que isso. A história em si já é complexa; refiro-me ao contexto do evento.

As pessoas do r/WallStreetBets que organizaram o “hack” são niilistas com tendências antissistêmicas. Lembram sabe quem? Trumpistas/golpistas do Capitólio. Proto-terroristas do #Gamersgate. Jornadas de Junho/bolsonaristas ferrenhos. Tudo parece muito bonito, inspirador, até que a essência da coisa é subvertida (ou revelada) e nos deparamos com algo grotesco.

Não me entenda mal: o mercado de capitais é grotesco. Da ideia original de popularizar riscos e lucros, hoje ele é um fim em si mesmo. E é disso que decorre muitas das suas irracionalidades e injustiças, que o transforma em um cassino. (Não há maneira melhor de explicar a venda a descoberto do que sendo uma grande aposta.) O que o r/WallStreetBets fez foi instrumentalizar, na força bruta, algumas dessas irracionalidades para prejudicar os donos da banca e (importante dizer) enriquecer no processo. Há muito mais ressentimento e oportunismo do que senso de justiça norteando as ações deles.

Estamos (ou deveríamos estar) vacinados com o papo de “pior que tá, não fica”, e… bem, não precisa ir muito longe para sacar o ethos dos caras: a descrição do r/WallStreetBets é “Like 4chan found a bloomberg terminal illness.”

Telegram e desinformação

Apesar da multiplicidade de alternativas disponíveis, o êxodo do WhatsApp tem beneficiado dois aplicativos em especial: Signal e Telegram. Por priorizar privacidade e segurança, o Signal come poeira do WhatsApp em experiência de usuário (UX). O Telegram, por outro lado, é muito mais do que o WhatsApp poderia ser. E isso pode virar um problemão agora que o aplicativo está sob os holofotes.

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