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A melhor novidade do iOS 15 são os sons de fundo

Três prints de um iPhone, mostrando o passo a passo para acessar e configurar os sons de fundo via Central de Controle no iOS 15.

Costumo aguardar algumas semanas para atualizar meus dispositivos para novas grandes versões (já falei isso, né?), porém abri uma exceção ao iOS 15 por conta de um recurso que não foi sequer mencionado na apresentação do sistema (acho?) e que só entrou no meu radar nesta semana, após o lançamento da versão final: os sons de fundo.

Os sons de fundo ficam em Ajustes, Acessibilidade, Áudio/Visual, mas a melhor maneira de acessá-los é acrescentando um atalho à Central de Controle — como na imagem acima.

Como o próprio nome diz, são… sons de fundo, barulhinhos constantes que ajudam a te isolar do mundo externo. O iOS 15 oferece seis: ruído equilibrado, ruído brilhante, ruído escuro, oceano, chuva e riacho. Não há quaisquer opções disponíveis fora o volume.

Muitos anos atrás, fiz uma peregrinação nas lojas de aplicativos atrás de apps do tipo. Pode parecer bobeira (talvez seja), mas são raros os realmente bons para esse fim. Um problema comum e chato: como esses barulhos costumam ser um arquivo de áudio curto repetido indefinidamente, em muitos casos a lacuna entre o fim e o reinício dele fica bem perceptível. Se o objetivo é concentrar-se, rupturas mínimas como essa saltam aos olhos — ou melhor, aos ouvidos.

Os sons de fundo da Apple parecem ser de ótima qualidade! (Mais uma categoria de apps que foi “sherlockada”?) Eles só ficam devendo em personalização. Se para você isso é importante, minha recomendação — derivada daquela peregrinação de anos atrás — é o Noisli (Android, iOS). Custa uns trocados (entre R$ 8 e 11, dependendo da plataforma), mas vale cada centavo: a qualidade dos sons é altíssima, a variedade é grande e é possível combiná-los com volumes independentes para cada tipo de som.

Desenvolvedor do Apollo lança novos apps para iOS

Christian Selig, criador do Apollo, a melhor maneira de acessar o Reddit no iPhone, lançou dois novos apps:

  • Amplosion redireciona URLs no padrão AMP, do Google, para suas versões convencionais. O app permite criar regras e padrões e registra estatísticas de domínios convertidos. Custa R$ 16,90.
  • Achoo é um visualizador/inspetor do código-fonte de sites, algo trivial em navegadores desktop, mas inacessível de modo solo no iPhone ou iPad. Custa R$ 4,90.

Apple libera iOS 15, iPadOS 15 e watchOS 8

Para dispositivos elegíveis, já estão disponíveis as versões finais do iOS 15, iPadOS 15 e watchOS 8. Via Apple (2) (3) (em inglês).

A versão final do macOS 12 Monterey, anunciado no mesmo dia dos sistemas acima, ainda não tem data de lançamento.

Apple adia novos recursos polêmicos de proteção a abusos infantis

A Apple adiou a liberação (que só ocorreria nos Estados Unidos) das novas ferramentas de proteção contra abusos infantis que liberaria no iOS 15. “Com base nas opiniões de consumidores, ativistas, pesquisadores e outros, decidimos dedicar mais tempo nos próximos meses para coletar dados e fazer melhorias antes de liberar esses recursos importantes de segurança infantil”, alegou em um comunicado à imprensa. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, um desses recursos consiste em analisar fotos armazenadas em celulares e tablets (iOS, iPadOS) atrás de assinaturas de imagens que batam com as de imagens de abusos infantis conhecidas das autoridades, algo sem precedente na indústria.

Apple pedirá permissão para segmentar anúncios no iOS 15

No iOS 15, a Apple perguntará aos usuários se eles desejam que os anúncios da App Store seja segmentados. Hoje, essa configuração vem ativada por padrão e não há qualquer aviso ao usuário de que ela existe.

Os anúncios personalizados da Apple não estão ativos no Brasil, segundo a tela de configuração do iOS 14 (Ajustes, Privacidade, Publicidade da Apple). De qualquer maneira, nos lugares onde o recurso existe, a atuação da Apple é no mínimo contraditória considerando todos os entraves que a empresa impõe a aplicativos de terceiros em seus sistemas na coleta e personalização de anúncios. Via 9to5Mac (em inglês).

WhatsApp permitirá transferência de histórico entre Android e iOS

Três prints do WhatsApp mostrando como funcionará a transferência do histórico entre plataformas.
Imagem: Facebook/Divulgação.

Não foram apenas celulares e acessórios que a Samsung anunciou no evento desta quarta (11). O Facebook aproveitou o ensejo para revelar um recurso há muito esperado por usuários do WhatsApp: a transferência do histórico entre plataformas (Android e iOS). A princípio, o recurso estará disponível para celulares Samsung com Android 10 ou superior, mas no futuro será estendido a outras marcas e ao iPhone. Para quem o histórico do WhatsApp tornava refém de uma ou outra plataforma, boa notícia. Via Engadget (em inglês).

Fadiga de novidades

Colagem das várias telas de novos recursos mostradas na abertura da WWDC 2021.

Nos eventos públicos da Apple, a empresa costuma encerrar cada segmento com um slide repleto de quadrados e retângulos que destacam as principais novidades apresentadas, uma espécie de resumo em uma página só. Na abertura da WWDC, nesta segunda (7), vimos vários desses slides e isso me deixou um pouco ansioso.

(mais…)

Recurso de filtragem de SMS do iOS 15 destaca o Brasil

Na página de recursos do iOS 15, uma menção ao nosso querido Brasil (tradução livre):

Filtragem de SMS para o Brasil
O [aplicativo] Mensagens traz inteligência no dispositivo que filtra mensagens SMS indesejadas, organizando-as nas pastas Promocional, Transacional e Lixo, mantendo assim a sua caixa de entrada limpa.

Atualização (17h40): O leitor Iago Macedo já instalou o iOS 15 Beta e tirou prints do aplicativo de mensagens com as novas pastas para o Brasil: tela das pastas e tela de opções.

O que chamou a atenção no iOS 15, iPadOS 15 e macOS 12 Monterey

A abertura da WWDC 2021 ficou dentro do esperado, com novas versões dos sistemas da Apple, a saber: iOS 15, iPadOS 15, watchOS 8 e macOS 12 Monterey. Abaixo, o tradicional comentário no calor do momento dos anúncios:

  • A oferta de aplicativos e serviços próprios é tão grande que deu à Apple o luxo de passar quase duas horas falando de integrações e benefícios que só dizem respeito a usuários mergulhados em seu ecossistema. Se você está nessa ao ponto de usar o iMessage para conversar com família e amigos, foi um prato cheio. Se não, sobraram algumas migalhas interessantes.
  • A maioria das novidades se espalha por todos os sistemas. Coisas como itens compartilháveis em apps como Fotos e Mensagens (Shared With You), experiências remotas pelo FaceTime (Share Play), configurações de notificações personalizáveis (Focus) e reconhecimento de escrita em imagens, por exemplo, estarão presentes no iOS 15, iPadOS 15 e macOS 12.
  • O iPadOS 15 mistura os widgets aos ícones da tela inicial e ganhou a Biblioteca de Apps, acessível pela Dock. A atualização mexe — mais uma vez — na multitarefa do tablet da Apple. Desta vez, pelo menos, haverá indicadores visuais para facilitar a descoberta e o uso desses recursos.
Tela inicial do iPadOS 15 com widgets misturados aos apps.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • O nome do novo macOS 12 é Monterey. Sua maior novidade exclusiva é a chegada do aplicativo Atalhos, já presente no iOS e iPadOS. Diz a Apple que o app é “o futuro da automação no macOS”.
  • O Safari foi redesenhado e está ainda mais discreto. Agora, a barra de endereços fica dentro da aba do site em foco. O navegador da Apple também ganha suporte a grupos de abas/sites e as versões do iOS/iPadOS, suporte a extensões. No iPhone, a barra de endereços vai para o rodapé da tela.
Print do novo Safari do macOS 12 Monterey, mostrando os grupos de abas.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • Usuários pagantes do iCloud ganham um “upgrade” sem custo ao iCloud+, que dá direito a uma espécie de VPN/Tor nativo e máscaras para e-mail.
  • Boas novidades de privacidade, como uma linha do tempo (de até sete dias) de recursos do celular acessados pelos aplicativos, ocultação do IP/localização do usuário a sites no Safari e o bloqueio de pixels rastreadores em e-mails/newsletters no Mail.
  • ênfase, também, às novidades em saúde: será possível compartilhar dados biométricos com familiares e médicos e a Apple avisará quando algum dado monitorado apresentar variações preocupantes. Tudo muito bonito e útil, desde que você tenha grana para comprar um iPhone e um Apple Watch — no Brasil, esse kit versão básica (Apple Watch SE e iPhone SE) não sai por menos de R$ 4 mil.
  • A Siri passa a processar requisições de tarefas mais simples no próprio dispositivo, sem se conectar à internet. Além do fator privacidade, a mudança acelera um bocado o tempo de resposta.
  • O iOS 15 será compatível com o iPhone 6S, lançado em 2015. Aparentemente, os demais sistemas também chegarão aos mesmos dispositivos compatíveis com os sistemas de 2020.
  • As versões beta dos novos sistemas já estão disponíveis para desenvolvedores. Ao público, elas chegam em julho. E as versões finais, em algum dia do “outono” (primavera aqui no hemisfério Sul).

Mais coisas foram anunciadas — foi um evento cheio, com quase 2 horas de duração. Deixei escapar alguma interessante? Comente aí embaixo.

1Blocker ganha firewall e passa a bloquear rastreadores em apps

Um “problema” de aplicativos do tipo que você configura e esquece é que, numa dessas, novidades acabam passando batidas. Tomei um susto ao abrir o 1Blocker no iOS, um dos favoritos da casa, e deparar-me com uma interface reformulada e um novo recurso de firewall.

A novidade apareceu no final de abril, no 1Blocker 4. Ao ativar o firewall, o aplicativo passa a bloquear mais de 9,2 mil rastreadores em aplicativos, e o faz localmente, sem contatar servidores externos. É um passo empolgante para o 1Blocker, que antes disso só agia dentro do Safari/navegador web, e que o equipara a outras soluções do mercado como o AdGuard — no iOS, pelo menos.

O firewall do 1Blocker está disponível sem custo adicional aos usuários premium — assinantes ou quem comprou a licença vitalícia do app. Via 1Blocker (em inglês).

HERE WeGo ganha novo visual

Três prints do novo HERE WeGo: 1) Novo logo e tela de abertura; 2) Visão geral do mapa de Curitiba; e 3) Detalhes de um ponto de interesse, o MASP em São Paulo.
Imagens: Here WeGo/Reprodução.

Sem alarde (sério, nem um postzinho em blog), a HERE deu uma bela repaginada no HERE WeGo, seu app de mapas e direções para celulares. Além do novo logo, a interface do app agora tem cores mais leves e, no geral, um visual mais moderno.

A grande vantagem do HERE WeGo para outros apps do gênero é que ele permite baixar mapas e pontos de interesse para ser usado sem conexão à internet. Gratuito, para Android e iOS.

Flurry Analytics: Apenas 13% dos usuários do iOS 14.5 aceitam ser rastreados por apps

Gráfico em linha mostrando a média diária de 'opt-in' do ATT no iOS 14.5 desde 28 de abril (dia do lançamento dessa versão do sistema).
Gráfico: Flurry Analytics/Reprodução.

Apenas 13% dos usuários que se depararam com a tela da Transparência no Rastreamento em apps (ATT) no iOS 14.5 permitiram que os apps os rastreassem em outros locais. No mínimo, isso mostra como as práticas da indústria da publicidade online estão desalinhadas dos interesses da maioria das pessoas. Via Flurry Analytics (em inglês).

Facebook apela e diz que precisa rastrear usuários no iOS 14.5 para continuar gratuito

Prints, em inglês e português, da tela que o Facebook exibe ao pedir autorização para rastrear o comportamento dos usuários no iOS 14.5.
Montagem sobre imagens do Facebook/Divulgação.

Ao pedir a seus usuários para que liberem o rastreamento dos seus passos no iOS 14.5, recurso chamado de Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês, o Facebook apelou. Na mensagem (acima), presente nos apps do Facebook e do Instagram, a empresa diz que rastrear todos os passos do usuário em sites e outros apps do celular “ajuda a manter o Facebook/Instagram gratuito”. Via @ashk4n/Twitter (em inglês).

O apelo tem razão de ser. Há meses o Facebook reclama do novo recurso de privacidade do iOS 14.5, lançado segunda passada (26/4). E os primeiros sinais do “ad-pocalipse” começam a aparecer: dados preliminares da consultoria Branch Metrics apontam que apenas 4% das pessoas que viram a tela de autorização do ATT liberaram o rastreamento irrestrito por apps. Via @alexdbauer/Twitter (em inglês).

Até 2019, o Facebook estampava na capa do seu site que o serviço “é gratuito e sempre será”. Mais uma evidência do valor que a palavra das grandes empresas tem. Via Insider (em inglês).

Apps deverão obter o consentimento do usuário para rastreá-lo no iOS a partir de segunda (26)

Com a chegada iminente do iOS 14.5, a Apple avisou os desenvolvedores de apps que, a partir da próxima segunda-feira (26), o App Tracking Transparency (ATT) passa a ser obrigatório. O recurso exige que apps para iOS que coletam dados do usuário em sites e outros apps (veja como funciona) obtenham autorização expressa para continuarem com tal prática. Via Apple (em inglês).