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Crie um atalho no iPhone para registrar a ingestão de água

Homem de cabelo ondulado, barba, óculos e camiseta preta, bebendo água em um copo americano.

No vídeo desta semana, falei do aplicativo Plant Nanny 2, uma abordagem lúdica e “gamificada” para condicionar o usuário a beber água. O app é divertido, mas tem um lado ruim — é muito pesado. No meu celular, um iPhone 8 de 2017, esse peso se fez sentir a ponto de, após quatro meses usando o Plant Nanny 2, me fazer buscar um substituto mais leve. Acabei com a coisa mais leve possível no iOS, que é não ter um app. Em vez disso, recorri a um atalho.

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App para iPhone expôs milhares de gravações de chamadas telefônicas

Uma das poucas limitações para atividades do dia a dia que persistem no iOS é a de gravar ligações. Não dá. Os muitos apps disponíveis na App Store para esse fim usam uma gambiarra e envolvem um terceiro — a ligação passa por um servidor remoto e/ou inclui outro número, e é nesse ambiente externo que a gravação é feita.

Até funciona, mas o risco é enorme. Nesta semana, por exemplo, o popular app gravador de chamadas, de Arun Nair, expôs 130 mil áudios de chamadas telefônicas armazenados em um servidor exposto na Amazon. Via MacMagazine.

Como fazer, então? Compre um Android Quem tem um iPhone e um Mac pode “transferir” a ligação para o computador, graças ao recurso Continuidade. Aí, com um aplicativo do macOS como o Piezo, que grava todo o áudio que entra e sai no computador, dá para gravar a chamada. É assim que faço aqui e funciona muito bem.

Apple altera emoji da seringa no iOS 14.5 para vacinação contra a COVID-19

Comparativo antes e depois do emoji da seringa/injeção no iOS 14.5.
Antes e depois. Imagem: Emojipedia/Reprodução.

O iOS 14.5, que deve ser lançado logo mais (já está em testes), trará um novo conjunto de emojis e atualizações ao sistema móvel da Apple. O destaque fica por conta do novo visual do emoji da seringa/injeção: sai a seringa cheia de sangue, entra uma vazia. A Emojipedia argumenta que a mudança deve “tornar [o emoji] mais flexível para uma variedade maior de usos”, incluindo aquele que parece ter motivado a mudança — a vacinação contra a COVID-19. A história do emoji da seringa/injeção é longa e curiosa.

O iOS 14.5 incorpora novidades da especificação 13.1 do Emoji, do final de 2020. Há três novas carinhas amarelas, corações remendado e pegando fogo e melhorias na consistência de gêneros — agora é possível ter mulheres com barba, por exemplo. E, Apple sendo Apple, o emoji de headphones foi alterado e agora lembra os AirPods Max, o modelo de R$ 7 mil da marca. Via Emojipedia (em inglês).

Google volta a atualizar apps para iOS, começando pelo YouTube

Mais de dois meses depois das últimas atualizações para seus principais apps no iOS, o Google voltou à ativa na plataforma da Apple. O primeiro foi o YouTube. No histórico de atualizações, a mais recente, 15.49.6 de 13 de fevereiro, se limita a dizer que “Corrigimos bugs, melhoramos o desempenho e tomamos muito café”. Pouco antes, o Google havia incluído o “rótulo nutricional” de privacidade do YouTube na App Store. Como era de se esperar, a lista é looonga…

Outros apps populares do Google, como o homônimo (de pesquisa), Gmail, Google Maps e Chrome, seguem sem atualização e sem os rótulos de privacidade. A última atualização do Chrome foi em 23 de novembro de 2020 e o app, na versão 87 no iOS, já está atrasado em relação às demais plataformas. Via 9to5Mac (em inglês).

A falta de atualizações dos apps do Google, em gráfico

 

Gráfico mostrando que o Google atualizava seus apps para iOS com frequência, mas cessou todas as atualizações desde 8 de dezembro de 2020.
Gráfico: @Thomasbcn/Twitter.

Quando gráficos contam melhor uma história que palavras: o ciclo de atualizações dos apps do Google antes e depois de 8 de dezembro de 2020, quando a Apple passou a exigir que aplicativos publicados na App Store (iOS) revelem quais dados pessoais coletam dos usuários. E vamos para dois meses sem atualizações do Google para iOS… Via @Thomasbcn/Twitter.

Facebook pedirá aos usuários de iOS que se deixem ser rastreados

Dois prints do Facebook em um iPhone, mostrando o pedido e o popup do App Tracking Transparency da Apple.
Imagem: Facebook/Divulgação.

O Facebook vai se antecipar e pedir aos usuários de iPhone que permitam que sejam rastreados em outros apps. O novo recurso, chamado App Tracking Transparency (ATT), estreou no iOS 14 e será obrigatório no iOS 14.5, que teve o primeiro beta foi liberado nesta segunda (1). Via CNBC (em inglês).

Na mensagem que o Facebook disparará aos usuários (acima), a empresa diz que o rastreamento a ajuda a fornecer anúncios mais personalizados e a apoiar pequenos negócios que dependem de anúncios para alcançarem seus clientes.

Apple e Facebook vêm se bicando não é de agora, mas o clima esquentou desde a introdução do ATT no iOS 14, em novembro de 2020, que obriga apps que queiram rastrear o comportamento do usuário em outros apps e em sites a obterem o consentimento expresso dele. A medida deve impactar diretamente o faturamento do Facebook, cujo principal negócio, o da publicidade, está calcado na coleta e processamento de grandes quantidades de dados dos usuários.

Semana passada, em um evento virtual organizado pela União Europeia, Tim Cook, CEO da Apple, teceu duras críticas direcionadas ao Facebook — sem mencionar o nome da empresa —, como a de que priorizar engajamento em detrimento da privacidade leva à violência e polarização. Via 9to5Mac (em inglês).

Tweetbot 6 para iOS muda para sistema de assinaturas

O novo Tweetbot 6 para iOS, lançado nesta terça (26), atualiza o melhor aplicativo para acessar o Twitter à nova API do Twitter e implementa com um novo modelo de negócio, agora baseado em assinatura. É o destino de todos os aplicativos, embora aqui me pareça um bom negócio: no plano anual, o Tweetbot 6 sai por ~R$ 2/mês, uma pechincha em troca do Twitter com a timeline cronológica e livre de “tuítes que fulano curtiu” e anúncios.

Duas coisas: 1) o contraste do tema padrão do Tweetbot 6 é baixíssimo (felizmente, existem outros melhores nas configurações; e 2) não há previsão para a Tapbots atualizar o Tweetbot para macOS.

Filmlog 2 para iOS

Saiu o Filmlog 2 (iOS), um aplicativo para registrar filmes vistos e que se quer ver. É um app independente, desenvolvido por uma pessoa só (Simon Braun), cujo apelo está na privacidade e discrição — ao contrário de outros apps do tipo, o Filmlog não é uma rede social; serve apenas para você manter um controle de filmes vistos e a ver. E está traduzido para o português.

A nova versão teve seu visual repaginado e agora é freemium, ou seja, grátis, mas com alguns recursos desbloqueáveis mediante pagamento. Para acessar a versão completa (Plus), basta um pagamento único de R$ 22,90. Via Filmlog.

Gentilmente, Simon disponibilizou cinco códigos promocionais para os leitores do Manual do Usuário (saiba como ativá-los). Leva quem for mais rápido:

  • YW3NXHHHF3N3
  • 9KYL4XX63R9M
  • A773WJLAPYLW
  • LAPTHXYREYR9
  • 4LP3PYJWYYL4

5,05% dos brasileiros baixaram o app que avisa quem teve contato com infectados pelo coronavírus

No início da pandemia, Apple e Google se uniram para criar um sistema de rastreamento de contatos (depois, rebatizado para notificação de exposição) em celulares a fim de ajudar a identificar e isolar pessoas que tiveram contato com infectados pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Apesar do esforço, quase um ano depois a sensação geral, aqui e lá fora, é de que a solução “prometeu muito e não entregou” (em inglês).

Parte dessa promessa não cumprida tem a ver com a baixa adesão dos usuários. Estudos apontam que, para ser eficaz no controle da pandemia, pelo menos 60% dos habitantes de um país precisam baixar e usar o app oficial compatível com o sistema da Apple/Google, mas que mesmo adesões mais modestas, na casa dos 20%, ainda têm impacto positivo na luta contra a COVID-19. O problema é que nem mesmo essas porcentagens menores foram alcançadas na maior parte do mundo.

No final de dezembro, pedi ao Ministério da Saúde os números da notificação de exposição no Brasil. (Por aqui, cabe sempre lembrar, o recurso está embutido no app Coronavírus SUS.) Segundo a pasta, até 21 de dezembro o app teve 1,99 milhões de downloads no iOS e 8,7 milhões de downloads no Android, ou seja, 10,69 milhões de downloads (que não é o mesmo que usuários ativos), ou 5,05% da população brasileira.

Questionei, ainda, se havia números relacionados à notificação de exposição no país, como o de alertas emitidos. Em resposta, o Ministério da Saúde informou que “as notificações de exposição aos usuários são realizadas uma vez ao dia”, e que “para manter os usuários seguros, a apreciação do quantitativo de notificações ainda não estão sendo divulgadas.”

Esta é uma daquelas situações que explicitam as limitações da tecnologia ao lidar com problemas complexos de ordem social, neste caso potencializadas pela divulgação tímida do app, talvez fruto do descaso do governo federal no enfrentamento da pandemia. Para piorar, a notificação de exposição tem um impacto severo na autonomia dos celulares — no meu, um iPhone 8 com três anos de uso, ele devora ~17% da bateria.

Notificações granulares de aplicativos de celulares

Prints das telas de configuração de notificações dos apps Duolingo, Nubank e Magazine Luiza.
Duolingo, Nubank e Magazine Luiza oferecem notificações granulares.

Notificações são ótimas quando bem usadas. Com elas, podemos monitorar muitos lugares ao mesmo tempo, agindo sob demanda. Pena que o “bem usadas” seja raro e, na ânsia de gerar engajamento, a maioria dos aplicativos abuse do recurso, deteriorando a sua utilidade.

Senti isso quando baixei o aplicativo do Zoom (o comparador de preços, não o de videochamadas) para ser avisado, por notificações, dos alertas de preços que havia configurado. Recebia mais notificações de conteúdo produzido pelo Zoom do que de alertas de preços. Nada contra o conteúdo do Zoom, mas não foi para isso que baixei o app.

Alguns aplicativos oferecem configurações granulares de notificações. Em vez da opção binária embutida no sistema (mostra notificações ou não), eles permitem selecionar quais tipos de notificações deve enviar ao usuário. Idealmente, aplicativos só mandariam notificações estritamente necessárias, mas num cenário não ideal, a configuração granular, como os exemplos acima mostram, é a melhor saída.

Down Dog lança app de meditação

A família de apps Down Dog, famosa pelo de ioga, ganhou um novo membro: o app de meditação. Ele já chega traduzido em português (inclusive a narração das meditações guiadas) e ficará gratuito pelo menos até julho de 2021. Destaque para o ícone: é um cachorrinho meditando! Para Android, iOS e web.

Um app gratuito por dia

Até dia 31 de dezembro, o Indie App Santa, iniciativa do estúdio francês App Craft Studio, disponibiliza um aplicativo para iOS com desconto de no mínimo 50% ou gratuitamente. O desta segunda (7) é a licença anual do Remote KeyPad, que transforma iPhones e iPads em extensões de teclado para computadores da Apple.

Traversed (iOS) grátis na App Store

O aplicativo Traversed (iOS) mostra em mapas e estatísticas todos os lugares do mundo onde você esteve sem que você precise preencher qualquer dado. Ele recorre aos meta dados das fotos armazenadas no celular para extrair tais informações. (A concisa política de privacidade garante que nenhum dado jamais deixa o seu celular.) O app custa R$ 4,90, mas está saindo de graça por tempo limitado.

iPhones antigos ganham melhoria em videochamadas feitas pelo FaceTime

O iOS 14.2 trouxe uma melhoria oculta para iPhones antigos — qualquer modelo do iPhone 8 em diante: videochamadas por FaceTime em Full HD (1080p). Até então, a resolução era limitada a 720p. Para usufruir da resolução melhorada, é preciso fazer as chamadas em uma conexão Wi-Fi; no 4G, permanece o limite antigo. Somente os novos iPhone 12 escapam da regra, ou seja, fazem videochamadas em 1080p tanto no Wi-Fi, quanto no 4G/5G. Via MacMagazine.