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Sobre um site que (não) deu certo

Há cinco anos, lancei um site sobre tecnologia. Estava cheio de expectativas, com gente muito boa ao meu lado e aquela empolgação em querer fazer diferente, de querer somar. O site não deu certo, seis meses mais tarde ele acabou. Mas nem tudo foi fracasso. As lições e os encaminhamentos que partiram dele foram muito valiosos e reverberam até hoje. Inclusive aqui, no Manual do Usuário. (mais…)

Realidades mescladas

Na abertura do IDF 2016, a Intel anunciou algumas coisas bem interessantes. Delas, a que chamou mais a atenção foi o Project Alloy, um capacete de realidade virtual que dispensa fios e permite interagir com o ambiente. Ou seja, ele é uma mistura de realidade virtual com realidade aumentada, tanto que o marketing da Intel cunhou um novo termo para se referir à experiência, algo como “realidade mesclada” em tradução livre. (mais…)

A guerra das plataformas: placar final

por Benedict Evans

A guerra das plataformas de smartphone basicamente terminou e a Apple e o Google venceram. Mas é interessante, de passagem, observar o resultado e refletir sobre o que ele significa. (mais…)

A Central do Textão ajuda a manter vivos os blogs pessoais

Em algum ponto do passado recente, cedemos o controle das nossas presenças virtuais em troca de gratuidade, facilidade e excelência técnica. Se até meados dos anos 2000 estar na Internet equivalia a ter um site, o que exigia uma carga de conhecimento mínimo, hoje é comum vermos empresas que resumem sua presença digital a uma página no Facebook. Para pessoas físicas, é raro encontrar quem se dispõe a ter um blog ou qualquer coisa fora das redes sociais estabelecidas. Mas elas existem. Quem se identifica com a web das antigas, com o modo mais artesanal de se manifestar no ambiente online, acaba se juntando. E dessas reuniões nascem coisas como a Central do Textão. (mais…)

Inteligência artificial, Apple e Google

por Benedict Evans

Nota: para uma boa introdução à história e ao estado atual da inteligência artificial (IA), veja esta apresentação (em inglês) do meu colega Frank Chen.

Nos últimos dois anos, começou a acontecer mágica em IA. Técnicas começaram a funcionar ou passaram a funcionar muito melhor e novas técnicas apareceram, especialmente em torno de aprendizado de máquina (ML, na sigla em inglês). Quando foram aplicadas em alguns casos de uso consagrados e importantes, começamos a ter resultados dramaticamente melhores. Por exemplo, as taxas de erros para o reconhecimento de imagens, de voz e processamento de linguagem natural caíram para próximas às dos humanos, ao menos em algumas medições.

Assim, você pode dizer ao seu smartphone: “mostre-me fotos do meu cachorro na praia” e um sistema de reconhecimento de fala transforma o áudio em texto, o processamento de linguagem natural pega o texto e interpreta que se trata de uma demanda por fotos e a entrega ao seu aplicativo de fotos; esse, que usa sistemas de aprendizado de máquina para classificar fotos com “cão” e “praia”, faz uma busca no banco de termos e retorna as imagens que batem. Mágica. (mais…)

Robôs já estão entre nós

É bem simples, quase rudimentar, mas é alguma coisa e é inédita por aqui — pelo menos entre os sites brasileiros que cobrem tecnologia: o Manual do Usuário agora tem um robô. Clique na imagem abaixo para conhecê-lo: (mais…)

As promessas e derrocada do Windows Phone

por Joel Nascimento Jr.

No último dia 25 de maio a Microsoft anunciou o que pode ser considerado um dos últimos atos de um longo réquiem que o Windows Phone vem passando. No comunicado a empresa anunciou o corte de 1850 empregados da divisão, sendo a maior parte da subsidiária finlandesa onde fica a base da divisão Lumia, fruto compra da Nokia em 2013.

A notícia chegou uma semana após informações de que a própria Nokia, numa jogada jurídica com a bênção da Microsoft, recuperou o direito de usar seu nome novamente em smartphones e assim o fará licenciando a marca para uma nova empresa formada por ex-executivos da Nokia, a HMD. Em paralelo, no mesmo dia soubemos que a linha de feature phones da Microsoft fora vendida, por US$ 350 milhões, a uma divisão da Foxconn e à HMD.

E assim, agonizando lentamente, uma longa novela que teve momentos de brilhantismo e parecia antecipar futuro caminha para o seu desfecho. (mais…)

É possível viver sem o Google?

Um dia parei e me percebi bastante dependente do Google. Com um serviço aqui e outro ali, algumas coisas realmente boas, outras usadas por mero comodismo, notei que muito do que faço online passava pelos servidores do Google. Tanta coisa que, a essa altura, chamá-lo apenas de “buscador” é um reducionismo perigoso. Incomodado, me fiz a pergunta: é possível viver sem o Google? (mais…)

O fim de uma onda móvel

por Benedict Evans

A indústria da telefonia móvel teve duas ondas — primeiro a da voz e SMS e depois a do smartphone. A onda da voz levou-a de zero a cinco bilhões de pessoas com um celular no planeta e, agora, quase dois bilhões de celulares são vendidos por ano. Em paralelo, começando nove anos atrás, a onda dos smartphones converte uma porcentagem cada vez maior das vendas dos celulares em smartphones. (mais…)