É possível viver sem o Google?

Google com um X vermelho na frente.

Um dia parei e me percebi bastante dependente do Google. Com um serviço aqui e outro ali, algumas coisas realmente boas, outras usadas por mero comodismo, notei que muito do que faço online passava pelos servidores do Google. Tanta coisa que, a essa altura, chamá-lo apenas de “buscador” é um reducionismo perigoso. Incomodado, me fiz a pergunta: é possível viver sem o Google?

Claro que é. Num nível extremo de desprendimento, é possível viver sem Google, Facebook, Microsoft, smartphone, computador. Tem gente que (ainda) se enquadra nesse perfil, embora ele seja cada vez mais raro e crescentemente soe como o de alguém desajustado ou excêntrico. É estranho ser diferente, ainda que diferente não seja sinônimo de ruim. Enfim, papo para outra hora.

O que propus com “viver sem Google” foi manter as minhas atividades cotidianas, tanto no pessoal quanto no profissional, recorrendo a alternativas que, ainda que não tão boas em alguns casos, não me deixassem com a sensação de estar perdendo muita coisa ao abdicar do Grande G. Alguns aspectos dessa mudança foram bem tranquilos; várias ofertas do Google são apenas iguais às da concorrência ou têm recursos que não me interessam. A gente se acostuma e acaba meio como refém, num equivalente digital e mais brando de uma Síndrome de Estocolmo. Em outros casos a adaptação foi mais difícil e, claro, há pontos em que foi impossível se desvencilhar dos serviços do Google, afinal, não foi com produtos e serviços ruins que ele se tornou uma empresa multibilionária.

Abaixo detalharei, em tópicos, como me virei sem o Google numa Internet dominada por ele.

Buscador

O buscado do Google foi o seu primeiro produto e é, provavelmente, o seu melhor. Ele é tão poderoso e onipresente que mexeu na forma como as pessoas acessam a web. Pergunte aos seus amigos quem ainda digita o endereço dos sites. Provavelmente poucos. A maioria deve digitar o nome do site na barra de endereços, cair numa página de resultados do Google, e, aí sim, acessa o site desejado1.

Embora improvável, a busca do Google foi um dos serviços mais fáceis de trocar. E o substituto, surpreendentemente, não é de outra gigante da tecnologia nem bancado por bilhões de dólares, mas sim um pequeno que preza por valores diametralmente opostos aos do Google. É o DuckDuckGo.

Outdoor do DuckDuckGo.

Eu já tinha passado um mês com o DuckDuckGo, então o conheço bem. Depois daquela matéria havia voltado ao Google, mas faz alguns meses troquei ele novamente pelo DuckDuckGo sem muito prejuízo. Eventualmente preciso do Google para alguma pesquisa mais específica (os critérios e filtros dele ainda são inigualáveis), mas na maior parte do tempo, estimo que em 80% das situações, o DuckDuckGo me serve bem.

Bônus: o Safari, tanto no iOS quanto no Mac, traz esse buscador como opção padrão. Basta entrar nas configurações do navegador e alterar o “Buscador” para o DuckDuckGo.

E-mail, agenda de contatos e de compromissos

Mais de um bilhão de pessoas usa o Gmail. Todo esse sucesso não é à toa. Se nos últimos anos o serviço de e-mails do Google ficou meio esquisito, no mínimo ele segue competente. No passado, por muitos anos esteve à frente do seu tempo.

O Gmail tem um filtro antispam muito bom. Fora isso, para quem gerencia e-mail por um cliente de terceiro como é o meu caso, todos os recursos atrelados ao app oficial e à interface web são dispensáveis. Essa independência da interface do Gmail torna a migração muito mais fácil — afinal, muda-se apenas o back-end.

Nesse ponto preteri serviços estabelecidos que jogam pelas mesmas regras do Gmail, ou seja, Outlook.com e Yahoo Mail. Assim, o substituto que mais me agradou foi o FastMail, que é pago, porém funciona super bem e, para quem se importa, tem uma interface web e apps móveis bem bacanas.

O FastMail, além de e-mail, conta com agenda de contatos, de compromissos, anotações e até umas coisas mais hardcore como servidor web para hospedar pequenos sites. Custa a partir de US$ 10 por ano; o melhor plano, com suporte a sincronia de eventos do calendário, domínio personalizado e suporte prioritário, sai por US$ 40 ao ano, ou US$ 3,33 por mês, o que não é caro.

Fiz um teste por um mês com o FastMail, sem qualquer problema. Continuaria com ele não fosse seu maior entrave, um não de ordem técnica, mas cultural: o meu endereço de e-mail. Uso o Gmail há mais de dez anos e não sei até que ponto, a essa altura, vale a pena migrar para outro. No fim, decidi continuar com o Gmail, mas mantenho o FastMail na lembrança caso alguma novidade me motive a abandonar o e-mail do Google.

Curiosidade: o FastMail nasceu como um serviço independente e acabou sendo comprado pela Opera, a do navegador, e incorporado aos serviços oferecidos por ela. Lembra de um tal de Opera Mail? Era o FastMail com outra roupagem. Quando a Opera reviu seus planos e um serviço de e-mail passou a não se encaixar mais neles, os proprietários originais do FastMail compraram o serviço de volta e o reformularam de um modo que fosse autossustentável (por isso não há um plano gratuito). Final feliz!

Fotos

Novo app de fotos do Google.

Resistir é difícil, ainda mais quando estamos diante de produtos muito bons. Não é de hoje que o Google promete ser o destino definitivo das suas fotos — já havia tentado com Picasa e Google+ —, mas, enfim, a empresa acertou com o Google Fotos, atualmente usado por mais de 200 milhões de pessoas. É tão funcional, direto e cheio de pequenas surpresas que há poucos motivos para ignorá-lo. Mas esses motivos existem e, da mesma forma, as alternativas para quem se sente incomodado em entregar todas as suas lembranças mais pessoais ao Google.

A dúvida é para onde correr. Flickr, com o Yahoo mal das pernas e tentando ser vendido? Ou Dropbox, que carece de ferramentas para organizar, recuperar e visualizar as fotos? Ainda temos o OneDrive, a nuvem da Amazon e alguns serviços que só fazem isso — aqui tem um bom comparativo, talvez desatualizado, mas ainda válido para quem não sabe nem por onde começar.

Aqui aproveitei que estou submerso no universo Apple para optar pelo iCloud. O espaço extra, necessário, é barato, e os apps Fotos do iOS e OS X são diretos, bonitos, fáceis de usar e com um nível de automação minimamente decente. É importante notar que não sou um fotógrafo, nem levo muito a sério aspectos da fotografia fora o fato de apreciá-las e de me preocupar com a preservação delas. A facilidade do Fotos+iCloud, que cobra, sim, um preço (carência de recursos), pode ser problemática para quem é mais exigente.

Google+

Hahahahahaha ai ai…

YouTube

Logo do YouTube.

Sem dúvida é o serviço mais difícil de substituir. Na verdade, impossível. Se você produz conteúdo ainda encontra alternativas à altura como o Vimeo, mas enquanto plataforma, onde os melhores vídeos e os piores e… na real, quase todos os vídeos online estão, o YouTube reina absoluto.

Eu assino alguns poucos canais e tenho por hábito acompanhá-los na TV (como argumentei no Guia Prático 77, usando o controle remoto dela mesma). Também entram nessas sessões alguns vídeos longos que encontro por aí e coloco na lista “Assistir mais tarde” e vez ou outra com base no que consumo o YouTube acaba acertando nas recomendações — embora me intrigue (e fascine) a presença de vídeos do tipo “thug life” (?) no meio.

Não dá, ponto. Abdicar do YouTube é deixar de lado muita coisa boa que é produzida em audiovisual. Outras plataformas são muito segmentadas (Vimeo e seus vídeos mais requintados) ou impõem limites artificiais (o tempo máximo do Vine e do Instagram, por exemplo) que, se de um lado estimulam a criatividade, do outro tolhem muitas produções boas.

Google Maps

Esse eu achava que seria outro que, a exemplo do YouTube, seria insubstituível. A minha primeira opção, o Apple Maps, é absurdamente ruim no interior do Paraná, e o Waze, para o trânsito, é do Google também, ou seja, não era uma opção. Mas aí lembrei-me do HERE Maps e, se não é perfeito, quebra o galho quase tão bem quanto os mapas do Google.

HERE Maps no iPhone.

O HERE Maps tem navegação curva-a-curva com tráfego em tempo real e até alertas de limite de velocidade em algumas vias, coisa que o Google não oferece. As ruas e avenidas da cidade em que moro estão atualizados e tudo funciona bem. Ele tem um recurso de salvamento de pontos de interesse e esses podem ser organizados em coleções, mas carece da esperteza do Google Maps derivada do uso multiplataforma e do contexto. Em termos simples, o Google Maps sempre me deixa mais à mão o endereço de que preciso.

No geral a experiência com o Google Maps é mais fluída. Nesse sentido o HERE é meio como o que o Google Maps era há uns dois ou três anos. Cumpre bem o seu papel, mas de um jeito menos (adivinhe) cômodo. Tenho usado exclusivamente o HERE Maps faz umas três semanas; sinto falta de detalhes do app do Google, mas não o suficiente para voltar arrependido, chorando e pedindo perdão pela traição.

Google Docs

Para produção própria uso o Pages, equivalente da Apple ao Word da Microsoft. Na hora de escrever com mais gente, principalmente as pautas de colaboradores do Manual do Usuário e em trabalhos acadêmicos, o escolhido é sempre o Google Docs.

Esse é difícil de largar porque é, convenhamos, muito bom. Ele não faz tudo que o Word faz, tanto que sempre que preciso imprimir algum documento gerado lá acho mais fácil passá-lo para o Pages e fazer a edição localmente do que confiar no navegador, mas a barreira de entrada é tão baixa e a colaboração tão simples e transparente que outras soluções não são páreo. Bônus: todo mundo tem uma conta Google, o que facilita o compartilhamento.

Chrome

Eu nunca tive problema com o Chrome mesmo usando um notebook com apenas 4 GB de RAM, mas quando migrei do Windows para o OS X, preferi tentar as ferramentas nativas do sistema antes de recorrer às de terceiros. Em parte porque era tudo novo, mas, no caso do navegador, porque o Safari não é tão esquisito e, por que não?, ruim como o Internet Explorer sempre foi2.

Ferramentas de desenvolvimento do Safari.

Tem sido tranquilo. Visualmente o Safari é melhor, a única extensão que eu uso tem versão para ele e as ferramentas para desenvolvimento são minimamente úteis, ainda que piores que as do Chrome. Nunca usei o navegador do Google no MacBook, porém dizem que o Safari é mais econômico no consumo de energia e, não bastasse isso, entrega melhor desempenho. Como o motor de renderização, o WebKit, é bem similar ao Blink, do Chrome, não me deparei com sites que carregam incorretamente. Só com um ou outro recurso ausente como a webcam do WhatsApp Web que não funciona, mas nada grave.

Google Drive e Hangouts

Sempre ignorei. Em vez do Google Drive uso o Dropbox e no lugar do Hangouts, várias das outras soluções de bate-papo — WhatsApp, Telegram, Facebook Messenger.

Embora seja difícil prever ou arriscar um palpite, tampouco acho que essa situação mudará com o recém-anunciado Allo. Tem áreas que o Google pena para entender e, pela importância que elas têm no mercado, são difíceis de ignorar, o que gera essa profusão de produtos fracassados. Comunicação instantânea parece ser uma dessas.

No Manual do Usuário

Por aqui ainda usamos o Google Analytics para aferir estatísticas de visitação e AdSense para faturar uns trocados de gente que cai de paraquedas no site vindas do buscador do Google. Comodidade e custo (zero, no caso do Analytics) são os maiores fatores, combinados com um pouco de preguiça em mexer n’algo que funciona tão bem. Mas um dia… quem sabe?

O maior entrave está no seu bolso

Em dois sentidos, no sistema que você carrega e no quanto está disposto a tirar dele para comprar um smartphone, é o bolso o maior entrave para quem deseja diminuir a dependência do Google. O Android é bom e abocanha uma fatia enorme do mercado de smartphones, logo, a menos que você queira mergulhar no mundo das ROMs alternativas, um negócio que não recomendo em situações normais, aqui no ocidente Android é sinônimo de Google. Fugir dos serviços Google implica quase necessariamente em não usar Android.

E aí o que nos sobra são Apple e Microsoft. iPhone é ótimo. Se os apps e serviços da Apple não te agradam, as melhores alternativas estarão disponíveis — incluindo as do Google. Da mesma forma que se pode montar uma configuração totalmente “googliana” no smartphone da Apple, pode-se partir para os apps da Microsoft, misturar tudo ou recorrer apenas a aplicativos e serviços de empresas independentes. É onde os melhores apps estão.

O problema, você deve saber, é o preço para entrar na brincadeira. O iPhone mais barato não sai por menos de R$ 1.700 — sendo esse um modelo lançado há dois anos e meio. O mais atual (iPhone SE) parte de R$ 2.700. É inviável para a maioria.

A alternativa barata seria o Windows. Seria, porque recomendar um smartphone com Windows a essa altura só é perdoável se for por ignorância. A plataforma está largada, os Lumias de entrada ficaram pelo caminho sem a atualização para o Windows 10 Mobile e, sejamos francos: a experiência como um todo é simplesmente inferior ao que se tem no Android e no iOS. Não vale a pena.

É possível viver sem o Google

Talvez seja um preciosismo me propor a largar o Google. Talvez. Eu encaro como um exercício válido; conceder muito da sua vida a apenas uma empresa é, no mínimo, desconfortável. Para uma como o Google, que lucra direcionando anúncios com base no que você faz nos sites, apps e serviços que oferece gratuitamente, é um ato que deveria ser mais e melhor considerado.

Embora seja possível, não é um caminho fácil. Exige adaptação e se livrar de alguns comodismos. Mas não é, como muitos pensam, um sacrifício gigantesco. Há concorrência e em muitos setores essas alternativas são tão boas quanto as do Google. Diferentes, com vantagens e desvantagens, mas plenamente viáveis.

  1. Nos últimos anos o Google Zeitgeist passou a quebrar os rankings de termos em listas temáticas, mas em 2011 e 2012, quando isso ainda não rolava, os termos mais pesquisados do ano foram “Facebook” e “Face”, respectivamente.
  2. Eu até uso o Edge no meu tablet, mas pouco e de um modo menos exigente. Em outras palavras, embora ele me pareça meio cru ainda e tenha uma interface horrível em todos os sentidos, não posso falar muito sobre.

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72 comentários

  1. Troquei Google Search por DuckDuckGo, Google Maps por Here Wego e Chrome por Firefox. YouTube só uso deslogado. O próximo dá lista a ser substituído é o Drive (quero migrar pro Dropbox, mas tenho 115 GB de espaço no Drive, o que me impede um pouco. Além disso, acho o Docs e o Sheets fenomenais.)

  2. Mesmo tentando “escapar” do Google, ele vai tá por trás de alguma coisa. Um exemplo, só o fato de você acessar um portal qualquer, você vai ter o Google ali por trás. Infelizmente, vivemos nessa dependência e o que muitas empresas tentam fazer (como o Facebook) e ainda não conseguem com tanta eficiência.

    Existem duas “alternativas” ao YouTube: DailyMotion e o LiveLeak (que é bem sem censura)

  3. No Android eu uso o Chrome, porque já está lá e funciona bem. No desktop Windows do serviço também uso, porque ele não tem o Edge (Windows 8 ainda) e usar IE não dá, né? Mas meu navegador preferido mesmo é o Safari, que uso no Mac e no iPad.

    Hangouts é basicamente a 3a ou 4a alternativa de mensagens para mim, e só tenho por causa do Gmail. À frente estão o WhatsApp, o Facebook Messenger, e dependendo do contato, até mesmo o iMessage ou o SMS.

    Gmail eu uso há muito tempo, não abro mão. Até gosto pacas do Outlook.com, e tenho uma conta lá, mas não consigo usar como conta principal.

    Drive eu ignoro completamente como serviço de sincronia de arquivos. Mas uso eventualmente para editar algumas planilhas online pessoais, e quando tenho algum trabalho em grupo na faculdade. O mecanismo de colaboração dele é muito bom, e os apps/webapps bem leves.

    Youtube não tem concorrentes, mas… é preciso ter uma conta? Para mim, e para a grande maioria que só quer assistir vídeos (sem publicar nada, nem interagir), dá pra usar deslogado de boa.

    Sobre a busca do Google, se aplica o mesmo que ao Youtube (com a diferença que há concorrentes “decentes” como Bing e DuckDuckGo). Mapas, idem (com concorrentes chegando mais perto, como o Here).

    O tradutor eu uso por costume mesmo, mas o do Bing parece ter qualidade parecida em alguns testes que fiz.

  4. Uso praticamente tudo. Até Google Plus “hahahahaha ai ai”. Abdiquei mesmo foi do Face (há 4 anos) e Whats (há 2 meses). Que venha o Allo! :)

  5. Estou numa situação até engraçada agora, estava exatamente pensando se abandonava o google ou não. Gosto de tecnologia mesmo não podendo pegar sempre os últimos lançamentos, então atualmente estou com iphone 6, saindo de um moto X. Fiz assinatura do Office 365, então tenho um tera byte pra usar. Uso muito Waze e o Google fotos para backup das fotos, só que estou com um sentimento de mudança e ao mesmo tempo de medo de perder meus dados. Quando usava o Android era cômodo o now mas agora para mim não está fazendo sentido. No Pc tenho usado o edge que está melhor que chromecast estou começando a sincronizar as senhas, bancos uso os apps. Então tecnicamente posso abandonar o Google mas sabe lá no fundo aquela insegurança?? Foi bem retratado na reportagem e agora estou me sentindo mais seguro… Vou começar a migração.

  6. Uso praticamente tudo, inclusive Google Plus. “Hahahaha ai ai”. No trabalho, Google apps for business. Em casa, Chromebook. Abdiquei mesmo do Facebook (há 5 anos) e whatsapp (há 2 meses). Que venha o Allo. ?

  7. Eu gosto do Google (não estou dizendo que alguém não goste por simplesmente trocar os serviços dele por outros!). Uso basicamente a plataforma toda dele. Todos os apps. Entendo quem não usa por inúmeros motivos, só não acho que se aplica ao meu PO|NTO DE VISTA.
    Eu quero um serviço (falando de todos) eficiente. Que me entenda. Que seja adaptado para mim. E se eu tenho que deixar o google saber onde estive em toda a minha vida, eu deixo. E se ele tiver que saber meus hábitos de consumo, que saiba. E se ele quiser saber onde eu navego, ótimo!
    Não estou preocupado com privacidade. Não me importo de ver uma propaganda de algo que quero comprar aparecer. Mesmo que seja pq o google sabe que eu naveguei por um site que vendia isso. Aliás, acho isso ótimo (apesar de usar o adblock, que uso mais por conta da poluição visual que pelos anúncios em si).
    Em resumo, eu quero que meu google now seja minha principal fonte de notícias/sites a visitar. Quero que ele saiba o que estou querendo comprar (e que saiba que já comprei, então não adianta mais mandar propaganda disso!), quando quero só me divertir, quero que ele me sugira filmes para assistir no Netflix no fim de semana, e novas séries quando eu acabar as que estou vendo. Quero que ele pegue no meu pé pq hoje não atingi minha meta de exercícios, que ele me sugira um restaurante bom e que eu ainda não conheço perto de onde estou, e que não me venha com restaurante vegetariano…
    Enfim, não me incomodo em fornecer meus dados para ter um serviço melhor!

    1. Ave Maria. Eu tenho a maior facilidade em viver sem todas essas conveniências. Antes usava um iPod, um Nokia lanterninha e uma câmera compacta Canon. Nesse tempo tive o uso mais saudável da tecnologia. Aproveitava bem os momentos e só postava fotos depois de passar pro computador (sem ansiedade de Instagram ao vivo), curtia os apps e jogos no iPod de boa (sem ansiedade do 4g e internet a todo instante) e andava sempre com meu celular sem ter medo de ladrão.

      Enfim, posso ter a mesma qualidade de antes hoje em dia com meu Lumia 930 que faz as vezes desses 3 aparelhos de outrora, mas confesso que é mais difícil justamente por causa desses gatilhos que as empresas usam pra sugar a nossa atenção, nossos sonhos e nossos ideais (KKKK).

      1. Ter as conveniências não significa abrir mão de algumas coisas.. Eu por exemplo, não tenho Facebook, Instagram tenho umas 5 fotos nele, que usei por “precisar no momento”. Bato fotos de vez em quando, e quando bato, não faço upload para lugar nenhum…
        Agora, quando eu quero, quando estou de boa, eu gosto sim de ter as coisas com acesso fácil, até pq me economiza um baita tempo! Inclusive no trânsito, que eu nem abro o Waze, mas quando dá alguma merda no meu caminho, o google me avisa da merda e sugere rotas alternativas! E viva o Google Now!

    2. Isso seria ótimo se os dados não estivessem indo para uma empresa… Acho q um dia isso ainda será possível qdo empresas menores fazerem as mesmas coisas q essas grandes fazem hj sem drenar as duas informações pessoais. E os serviços dessas empresas menores sera ainda mais específico e personalizado.

      1. o problema é que uma empresa menor tem que ter um investimento muito pesado na estrutura e segurança. Se não é de massa, fica difícil chegar num bom preço.

        Penso no Dropbox, que é o MELHOR repositório de arquivos na nuvem. Só que o preço dele, para o padrão Brasil e dólar alto, ficou caro demais. Resultado? Compro 100GB do Google mensalmente, me amarrando ainda mais.

        1. Tenho lá minhas dúvidas q essa lógica e aplique aos meios digitais, pq a escala se aplica mais às indústrias, a produção industrial. O cenário de serviços de tecnogia já encontra os preços bem.mais baixos q há muitos anos… daí q cobrar mais pode ter mais relação com a reputação do q com custo. Agora, o retorno q essas empresas precisam dar qdo recebem de investidores não deve ser pouco… pq duvido q invistam a fundo perdido.

          Queria assinar o dropbox mas vou de idrive q é bem mais barato… :(

      2. Eu realmente não ligo para isso! Deixa que a empresa saiba de mim!
        Agora, se vier uma concorrente, que facilite minha vida mais que o google, não teria problema de mudar. Mas hoje, não vejo o menor sentido em querer sair do google, usar o DDG ou sei lá o quê!

  8. Vejam se faz sentido ou se estou sendo ingênuo: desabilitei uma série de históricos nos serviços google e creio q com isso estou fornecendo menos informação pra eles. Fiz o mesmo com windows 10. Se for algo efetivo, a única coisa q me parece útil é o histórico do google maps para caso de acidentes.

    De resto, faço uso do DDG, fastmail, here maps (dica do tecnoblog) para qdo não tenho internet, mas no smartphone da esposa, pq a limitada memória do meu motog me impede de instalá-lo. Tendo q pegar bastante estrada nos últimos dias, o google maps as vexes me manda pra umas furadas de vem em qdo ou no meio do trajeto tira o foco do mapa e me obriga a interagir se eu quero o caminho mais rápido tento q pressionar sim ou não na tela… Isso ainda vai gerar acidentes, pq na cidade até faz sentido, mas na estrada não muito. E ano passado estava em porto alegre, rumando pra gramado, e o google me meteu numa baita furada: uma longa Pirambeira pra cortar caminho no meio do nada. Na volta nao hesitei e voltei de here maps.

    Qto ao YouTube, de fato, não vejo saída já q muitos o usam. O q eu gostaria mesmo é de parar de usar o calendar do google. O Gmail ainda tenho q usar por motivos profissionais, mas já não mando nada importante pra essa conta. E, claro, gostaria de não ter q usar o Android, mas sem ter q ir pra Apple.

    Google doce só pretendo usar para texto compartilhado. Pra usompessoal vou de office ou outra alternativa livre.

    1. Google maps para mim só serve para consultas de roteiro de viagem antes de viajar. O waze é trocentas vezes melhor (nunca usei o here) pelo simples fato de ser fácil de contribuir para melhorias.

      1. Cara… Me irrita no waze aqueles ícones felizes. Acho q isso não combina muito com trânsito, saca? Parece q essa linguagem amigável-infantil transforma o trânsito em outra coisa, quase um jogo ou brincadeira. E transito é uma parada muito séria, não é algo divertido. Ou melhor, não cabe diversão. É uma birra com o tratamento e não com o serviço em sí.

        1. É, nisso não tem muito o que fazer, mas alguns ícones (principalmente os que indicam outros waze ou conversas) podem ser desligado. Devo dizer que após desligar esses 2 ícones ficou bem menos poluído e infantil o gps, além de mais leve :D

          Dá uma fuçada nas configurações para desativar algumas coisas e ver se fica mais a seu gosto ;)

          1. mas há alguma grande diferença entre usar o waze e o google maps enqto se dirige?

          2. Só acho o waze melhor pois ele mostra o status do transito em tempo real e de maneira rápida e simples.

            O google maps das várias vezes que tentei usar o ano passado só me dei mal pois ele pegava as vias mais congestionadas possíveis… no waze eu sempre pego o mínimo possível de congestionamento.

  9. Excelente texto, e interessantíssimo assunto. Eu, particularmente, tenho uma preferência por Windows Mobile, apesar de usar Android e IOS (BBOS também pq simplesmente gosto muito), eu acabei gostando mais, ate pq sempre usei os apps da Microsoft. No meu One uso o Chrome, o Youtube, o Google Plus (!) e só, o resto é ou da Microsoft ou de terceiros, uso o Onedrive majoritariamente, OneNote, World, Outlook, detesto o Fotos e o Google Drive, porém tenho conta nele também, além do Mega e do Dropbox. Não foi de costume pq tenho um Windows como principal, foi pela qualidade e segurança que os serviços da Microsoft me passam, no meu 930 uso tudo que falei, uso o Edge com buscador google mas volta e meia troco pro Bing, e o Tubecast como cliente ao Youtube, e considero melhor que o app oficial, de resto não tenho nada mais do google, e viveria sem. Pra falar vem a verdade prefiro usar o Edge e o Safari que o Chrome, mas no android não posso nenhum dos dois, então fica isso mesmo. Pro meu uso os serviços da Google são totalmente dispensáveis, ou quase totalmente, pq o youtube é minha central de entretenimento juntamente com o Netflix.
    Quanto ao fato de recomendar um aparelho Windows, talvez eu ainda esteja cometendo um erro, mas continuo indicando, principalmente se for na compra de um aparelho usado, o preço é baixo e os aparelhos são bons, indiquei um 925 por 350 pra um amigo e ele preferiu pegar um Moto G 1 pelo mesmo preço, e se arrepende muito, pois depois de testar o aparelho a minha amiga, um 925 também, ele viu a diferença de desempenho, e ela está usando o Windows 10 e está estável, mesmo não sendo oficial. Não tem snapchat, não, mas pra certos casos melhor não ter um app mas poder usar o aparelho tranquilamente do que ter milhares de apps e o aparelho for uma merda que fecha os apps na cara. Já quando o assunto é um aparelho novo a figura muda, pois não se acha mais lumia 730, nem 640 XL por menos de 600, ou mesmo lumia 535 por 400, então sempre há opções melhores, como Moto E 2 por 500 ou Vibe K5 por 800, basta procurar.
    P.S.: Parabéns para a Microsoft que conseguiu tirar todos os Nokia do mercado e deixou só os MS com seus problemas e preços altos.

      1. Comprei não faz muito tempo um 1320 completo por 400, usei por 2 meses e vendi para um conhecido por 650, valeu a pena, e só vendi por ter conseguido um 1520, que posteriormente também troquei. Usado se acha 630 e 532 por 250 fácil, aparelhos muito bons, sendo que 300 é a faixa de preço de Moto E1 e 350 de Moto G 1 de 8 gb, aí vemos a diferença entre aparelhos e suas qualidades, prefiro sempre os Lumias.

  10. Migrei o buscador do google para o DuckDuckGo sem problemas.

    Isso a uns 2 anos já e nunca me deu problema, só tive de reaprender a fazer busca e a pesquisar para encontrar o que eu quero.

  11. Essa é uma pauta legal, eu usava muitas coisas do google, até quando eu tive o meu primeiro Windows Phone.

    Acabei gostando mais do Outlook.com (larguei o Gmail), o WERE para mapas, Office online (nunca me dei bem com o Docs)… o único que não consegui largar é o Youtube (Vimeo acho meio “fresco” demais), não tem substituto a altura.

    O que de certa forma, me deixa a entender que não é benéfico o Google ser “hater” de sistema mobile de certas empresas, porque isso os obriga a tentar outras ferramentas e o pior e tudo, gostar.

    O Google ja me perdeu por isso (o que não quer dizer muita coisa) e pode perder muita gente por isso…

    1. O mesmo ocorreu comigo.
      Tenho um Lumia e larguei todos os serviços do Google, sem sentir falta de nada.
      Até mesmo o Chrome deixei de usar, pois tenho todos os favoritos, senhas e histórico sincronizados automaticamente com o celular no IE + Edge.

    2. O único sistema que o Google não atende é o Windows Phone que tem uma fatia extremamente pequena no mercado mundial, tornando quase que irrelevante sua presença lá para a visão deles.
      Tanto percebemos isso pela atenção que eles dão aos aplicativos para iOS.
      Concordo que não é o mundo ideal, mas na visão de mercado do Google parece que as pessoas da tão menos chance os WP não tendo os serviços. Pode ser essa a ideia, ou simplesmente não compensar como não compensava para vários outros aplicativos.

      1. O que não deixa de ser um risco. O WP ja teve mais de 5% do mercado mundial… então, se você perde 5% de clientes no mundo, é muita coisa.
        Hoje a Microsoft esta colhendo os frutos da má administração que fizeram no mundo mobile, mas, se eles tivessem acertado, adivinha? # tenso

  12. Pra quem usa Windows Phone, aprender a viver sem o Google é obrigatório. Porém ano que vem quando trocar de smartphone, não terei outra escolha lógica senão o Android. E no meu ponto de vista, serviços integrados fazem toda a diferença.

    1. O ótimo é que a Microsoft disponibiliza tudo no Android né? Isso é muito conveniente pra nós usuários de WP. Ainda não tenho previsão pra trocar meu Lumia 930, mas quando precisar, poderei continuar evitando o Google mesmo no Adroid KKKK.

      1. Eu não sei como está hoje, mas quando eu tive Windows Phone, os apps da Microsoft eram até melhores no Android e iOS que no próprio sistema da MS.

  13. Gostaria de entender uma coisa. Você simplesmente particiona o que cada um saberá sobre você, pode ser interessante, mas o futuro parece ser cada vez mais unir os serviços e nesse ponto me pergunto, por que não deixar eu uma empresa saiba sobre você e te entregue soluções que funcionam e que podem facilitar a sua vida?
    Acho interessante essa busca, mas veja que viver sem que o usuário seja o produto e cliente me parece ser casa vez mais impossível. A própria Apple começa a adentrar no mundo dos serviços e com a estagnação, diminuição das vendas de hardware, parece que em um momento ela terá que adentrar nesse mundo também, mas até lá o Google é a nova Microsoft?

    1. Porque eu acho que o benefício que recebo em troca não vale o sacrifício da minha privacidade. Considero a maioria dos serviços do Google fantástica, mas quando paro e me questiono que diferença eles fariam na minha vida, a resposta costuma ser “pouca”.

      Eu não ligo de perder 10 segundos digitando um endereço completo no HERE em vez de me deparar com um local adivinhado pelo Google Maps se isso me garante que o lugar aonde vou não será compartilhado com terceiros. Aliás, esse é um caso bem maluco de se pensar a fundo: o Google pode saber todos os locais onde você esteve. Ninguém nesse planeta sabe isso (de mim, pelo menos), mas o Google, sim. Eu compartilharia essa informação com algumas pessoas, muitas, até, antes de querer compartilhá-la com o Google ou com qualquer outra empresa. Idealmente, e da forma como funciona hoje, prefiro guardá-la só para mim.

      Não vejo a Apple trilhando esse caminho, mas se acontecer, paciência, procuro outras soluções.

      1. Será que a Apple não terá que caminhar numa direção semelhante? Por que ela sabe e saberá da mesma forma, afinal você usa um iPhone, está com o Mac, navega pelo Safari. A Apple vem com a ideia de entrar no controle da sua casa, construir um suposto carro, me parecem caminhos semelhantes
        Talvez demore mais… Talvez eu me canse do Google e faça o mesmo que você.

          1. Concordo com você e não quero parecer alguém que não concorde com a privacidade, tô achando que pode começar a passar essa idéia.
            O que acontece é que estou vendo um caminho onde a privacidade me parece relativizada, posso talvez não está compreendendo muito a situação.
            Mas a meu ver o que acontece com os serviços é que eu sou um número no esquema é não que realmente meus dados são informados para alguém.
            Agora, o que eu pergunto é, financeiramente é viável me isolar em serviços pagos pagos?
            Vou apelar, mas qual a solução ao cartão de crédito, afinal esse sabe tanto quanto o Google, não?

          2. Cartão entra no sigilo fiscal? Se sim, a lei te protege qto a esses dados sensíveis. Diferentemente de outros tantos aspectos na área de tecnologia…

          3. Entendo você.
            Na medida que nosso próprio tribunal superior relativizou a privacidade, acho difícil voltar.
            Sinto-me, talvez como Ghedin, incomodado com quanta informação Google tem sobre mim (uso Android), mas simplesmente não sei como fugir de suas garras de modo simples, prático e econômico. Já pensei em começar partindo para um dumbphone, mas… Acho que não… :-/

    1. Dar, dá, mas o Android com Google é um “nonstarter” para mim. A ideia é não dar informações ao Google e… bem, usando o Android do Google, isso é meio impossível.

      1. Se eu me importo pra valer com privacidade, pra evitar o Android a melhor opção é o iPhone? Pq ele é caro, mas talvez valha investir se isso for realmente seguro. E se assim, pq isso parece, pra mim pelo menos, algo q eles não dão lá muito destaque?

          1. Infelizmente o BBOS morreu, e o Windows Mobile está meio que largado, mas acho o Windows ainda mais viável que iPhone, um Lumia 830, por exemplo, se acha por 600 usado, mais barato que um iPhone 5, e considero mais seguro, pois a Apple também coleta dados e sua segurança não é melhor que a do Windows, isso se referindo aos dados, pois referente ao aparelho físico o lumia foi o único que não se tirou dados relevantes. Eu já tive dados “perdidos” no iCloud, entre outros problemas, e a Apple também sempre sabia onde eu estava, assim como a Google, me indicava coisas que muitas vezes achava útil, mas muitas vezes achava intrusivo. No Windows Mobile isso não acontece, a localização fica realmente desligada e apps como facebook não me indicam pessoas que eu cruzei na rua. Considero minha privacidade muito importante, e assim como você, prefiro perder tempo escrevendo um endereço do que o google simplesmente “adivinhar”.

  14. Confesso que quando usava Windows Phone (2012-2015), fui meio que forçado a largar o Google. Apesar de parecer ruim, é bem possível sim sobreviver sem o suporte do Google para aplicativos dessa plataforma (só o youtube, que realmente não tem jeito).
    No desktop, uso o Google por pura inércia, mas o primeiro passo foi me desvencilhar do Chrome e mudar para o Vivaldi. Pouco a pouco vou tentar mudar, tornar-me mais independente. Ao ler sobre as novidades do i/o 2016, fiquei um pouco assustado em como o Google quer adentrar em nossa vida. Até no chat ele quer enfiar seu robozinho!

  15. Eu desde 2010 comecei a me desligar do Google, principalmente por não gostar muito de ser o produto deles, não o cliente. Naquele ano mesmo só fiquei usando o reader e Youtube. Exclui meu Gmail, exclui minha antiga conta do Youtube e passei a usar somente deslogado. Passei a usar o Bing como buscador e Hotmail (na época) como email. Depois que entrei no mundo dos Windows Phones, essa migração foi até benéfica, já que eu não dependia do google, que implica até hoje com o sistema.
    Não posso dizer que hoje abandonei o google por completo por ainda não vejo alternativa ao Youtube, até tenho um novo Gmail que raramente uso. que criei só por causa do Android, que tenho alguns dispositivos.
    Mas, dependente do Google eu não sou faz um tempo, e to muito bem assim.

    1. Eu há muito tempo evito o Google. Não gosto do descaramento deles a respeito das informações dos clientes e também não gosto das diretrizes de design.

      Como uso Windows no Lumia 930 e no notebook, estou bem habituado a suíte de apps da Microsoft.

      Tenho usado mais o Edge agora (Chrome só pra sites de bancos) e o YouTube uso deslogado desde sempre ^__^.

  16. Eu hoje uso email com domínio próprio e a interface desktop – não uso mais nada web pra email – então o meu maior entrave seria mesmo o Youtube. Não me lembro quando foi o último dia que eu passei sem visitar o Youtube – as vezes até quando bate o tédio e eu vou lá e fico clicando em vídeos e vendo coisas aleatoriamente.

    O resto eu não uso mais faz tempo. Deixei minhas fotos (e todos os arquivos) no Dropbox com espelho no OneDrive (inclusive as minhas músicas ficam apenas no OneDrive). DudkDuckGo é meu buscador padrão faz uns 2 anos, recorro ao Google apenas quando preciso de algo muito específico que o DDG não foi capaz de encontrar (mas isso é cada vez menos comum).

    Meu uso majoritário de documentos é pra tradução – via trados – então não tem como usar qualquer outra coisa que não seja o Word, fica “fácil” não ceder aos impulsos do Docs assim.

    Uso o Here Maps faz bastante tempo, desde o meu primeiro Windows Phone, passando pelo iPad e pelo Android. Melhorou muito e me atende muito bem. Pra serviços de transporte público uso o Moovit que tem um algoritmo de buscas e previsão de horários muito melhor do que o Google Maps.

    Acho que posso dizer, sem medo, que se alguém lançasse um killer-Youtube eu não dependeria de mais nada do Google pra sobreviver virtualmente (mesmo assim, muito conteúdo eu acesso pelo Ttwitch e pelo Vimeo).

        1. Eu tive que remover o Moovit e voltar a usar informações de transporte público pelo Google Maps, porque o app do Moovit estava deixando meu Moto G 2 uma carroça.

        2. Moro em Porto Alegre e uso Windows Phone, ou seja, sem Citymapper pra mim.

          Usei uma vez em SP quando tinha um Moto G e não achei nada de muito superior em relação ao Moovit (é superior mas nada que me faça lamentar não o ter).

  17. Eu hoje uso email com domínio próprio e a interface desktop – não uso mais nada web pra email – então o meu maior entrave seria mesmo o Youtube. Não me lembro quando foi o último dia que eu passei sem visitar o Youtube – as vezes até quando bate o tédio e eu vou lá e fico clicando em vídeos e vendo coisas aleatoriamente.

    O resto eu não uso mais faz tempo. Deixei minhas fotos (e todos os arquivos) no Dropbox com espelho no OneDrive (inclusive as minhas músicas ficam apenas no OneDrive). DudkDuckGo é meu buscador padrão faz uns 2 anos, recorro ao Google apenas quando preciso de algo muito específico que o DDG não foi capaz de encontrar (mas isso é cada vez menos comum).

    Meu uso majoritário de documentos é pra tradução – via trados – então não tem como usar qualquer outra coisa que não seja o Word, fica “fácil” não ceder aos impulsos do Docs assim.

    Uso o Here Maps faz bastante tempo, desde o meu primeiro Windows Phone, passando pelo iPad e pelo Android. Melhorou muito e me atende muito bem. Pra serviços de transporte público uso o Moovit que tem um algoritmo de buscas e previsão de horários muito melhor do que o Google Maps.

    Acho que posso dizer, sem medo, que se alguém lançasse um killer-Youtube eu não dependeria de mais nada do Google pra sobreviver virtualmente (mesmo assim, muito conteúdo eu acesso pelo Ttwitch e pelo Vimeo).

  18. A pergunta que eu faço é o que efetivamente você utiliza do Google?

    No meu caso é o YouTube. Fora isso, não tenho mais nada que me prenda definitivamente a plataforma.

    Por sinal, é uma grande pena que o YouTube não tenha um concorrente a altura.

  19. Me encaixo na estatística que já mudou a forma como a memória trabalha após o Google e usar outro, embora seja possível, me deixa desconfortável…. quase como instalar um modulo novo no cérebro. (John Mnemonic feelings). Ou seja, não consigo me ver usando outro.

    Quer saber o pior? Ainda tenho o Rewards instalado no smart. Ou seja, ainda dou opinião pro Google…. e ganho créditos que troco por locações de filmes do Play.

    Mas… ainda não me sinto desconfortável. Creio que o produto entregue (considerando até o Android e Chromecast) me satisfaz a ponto de valer a pena entregar alguns hábitos que tenho pro Google.

    Acho que é bem importante saber e ter alternativas. E valoriza-las até pela melhora do próprio Google que anda dando rumos ruins para alguns aplicativos (como o Gmail que está cada vez mais parecido com o Hotmail de 2004, quando o Gmail fez a diferença.)

    Enfim, ótimo texto e ótimo exercício.

    1. Lendo esse comment de 8 meses atrás, já mudei um pouco minha opinião sobre uma coisa. Depois de ainda ser bombardeado com ad´s após pesquisas sobre assuntos que já foram resolvidos, estou pensando seriamente em usar o duck.

      o resto dos serviços google ainda é insubstituível para mim, mas sei lá, hora de mudar um pouco algumas coisas.

  20. Viver sem YouTube é difícil, mas se vc for fã de letsplays o twitch é ótimo. Also, podcasts!

    Podcasts podem ser outra mídia, mas como geração de conteúdo é excelente. Para virais existe o facebook/whatsapp. Única dificuldade é reviews mesmo que você precisa ver o produto (os falecidos blip.tv e revver tentaram, porém o youtube é invencível). Torcer para o netflix e o spotify darem uma ajuda.

    Mas interessante como o google nunca se preocupou com podcasts.

  21. O HERE Maps serve como substituto pra quem dirige, mas pra quem usa transporte público (e tem a sorte de morar em uma das cidades contempladas pelo app), o CityMapper é absolutamente fenomenal. É muito provavelmente o meu app favorito entre os que está atualmente no meu celular.

    Em alternativa ao Google Docs, há algumas opções boas que não foram citadas. A mais óbvia, acredito, seria o Medium. Eu uso ele como editor de texto web-based, mesmo para textos que não pretendo publicar por lá. Até mesmo para clientes. Ele só não oferece recursos de colaboração, para dois autores colocarem a mão no texto juntos. Pra isso, eu recomendo o Draftin.com. Não é melhor que o Google Docs e tem (acho) o entrave de exigir que as pessoas criem conta nele, mas oferece os recursos de colaboração que o Docs oferece — alguns até melhores.

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