⚠️ Vamos à segunda instância contra a Folha de S.Paulo — e você pode me ajudar nesta luta

Como bloquear o Threads no Mastodon

Agora que o Threads começou a federar com o fediverso (ainda de modo capenga), chegou a hora dos incomodados bloquearem a instância da Meta.

No Mastodon, dá para bloquear um domínio/instância inteiro apenas em sua conta, independentemente de quem administra a instância. (Por outro lado, uma instância bloqueada pelo administrador não pode ser liberada por um usuário desta.)

Se a sua instância não bloqueou o threads.net e você deseja fazer isso, siga estes passos:

  • Acesse um perfil de alguém de lá, como o do Zuckerberg (coloque @zuck@threads.net na busca);
  • Clique no ícone das reticências, no topo da tela; e,
  • No menu que se abre, clique em Bloquear domínio threads.net.

Caso se arrependa, é só seguir o mesmo caminho para desfazer o bloqueio. As relações anteriores ao rompimento (quem você seguia e quem te seguia), porém, não voltam automaticamente.

Atualização (10h40): Uma opção melhor para gerenciar instâncias bloqueadas é abrir o seu próprio perfil, tocara no botão de reticências (…) e, em seguida, em Domínios bloqueados. Obrigado pela dica, João!

Kindle sem Amazon

Foto de um Kindle de 11ª geração, mostrando informações do dispositivo, incluindo o “não registrado [na Amazon]”.

Mesmo eu, que prefiro livros de papel, não consigo negar as vantagens dos leitores digitais, ou e-readers, como o Kindle e… bem, o Kindle. No Brasil, você pode escolher qualquer leitor digital, desde que seja um Kindle.

A compra do dispositivo da Amazon é, na verdade, um contrato com o diabo, digo, com Jeff Bezos, digo, com a própria Amazon. Embora seja possível carregá-lo com livros e documentos não adquiridos na Amazon, esse tráfego de arquivos alternativos tem que passar pelos servidores da empresa.

Ou será que não?

(mais…)

Links organizados e leituras em dia com o Linkding

Logo do Linkding (espécie de clipe dentro de um círculo roxo) à frente de uma lista de links borrada em círculos.

Organizar as coisas que encontramos na internet nunca foi tarefa fácil. São infindáveis posts, artigos, vídeos legais, vídeos úteis, tutoriais, pendências… ufa. Com o Linkding consegui, enfim, centralizar, organizar e criar um fluxo estável para salvar links — e recuperá-los depois.

(mais…)

Guia simples e direto para usar (e curtir) o Mastodon

Para muita gente, o Mastodon foi uma promessa que não se realizou. Em novembro de 2022, quando o desmonte do Twitter começou, o Mastodon era a solução perfeita: estava pronto, era só pegar e usar.

Eu já usava o Mastodon havia três anos àquela altura. Fiquei empolgado com a perspectiva de uma migração em massa. Ela aconteceu, ainda que menor do que poderia ter sido e sem efeitos duradouros.

(mais…)

Como limitar o volume dos fones para não estragar seus ouvidos

Um estudo publicado no final de 2022 na revista científica BMJ Global Health soou o alerta: mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de perda de audição devido a fones de ouvido e ambientes com som muito alto.

Estudos anteriores analisados pelos pesquisadores descobriram que, com frequência, o volume em fones de ouvido chega a 105 dB, bem acima dos limites recomendados — 80 dB para adultos e 75 dB para crianças para intervalos curtos; até 70 dB para longa exposição, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Pode parecer um pequeno incremento, mas a escala de decibéis (dB) é logarítmica.

É difícil detectar de ouvido esses limites e a depender do ambiente ou da empolgação com a música ou podcast sendo ouvido, extrapolá-los.

Felizmente, existem maneiras de impedir que os fones de ouvido atinjam volumes danosos aos nossos ouvidos.

Tela de “Segurança de Fone de Ouvido” nas configurações/Ajustes do iOS.
Opção nativa no iOS.

O iOS tem um limitador nativo. Entre em Ajustes, depois em Som e Tato, role a tela até o final e toque em Segurança de Fone de Ouvido.

Na tela seguinte você verá a opção Limite de Volume. Ative-a e defina o volume máximo no “slider” imediatamente abaixo, que vai de 75 a 100 dB.

No Android, até onde sei, não existe um limitador nativo. (Ao menos, não no Android 13, versão que tenho instalada no meu celular de testes.)

Atualização (13h50): O leitor Victor K mencionou, nos comentários, que celulares Android da Samsung com a One UI oferecem um limitador de volume nativo. Este vídeo demonstra como configurá-lo.

Existem, porém, vários aplicativos de terceiros com essa funcionalidade. Dos que encontrei, o Voli parece o mais acertado. É gratuito e não exibe anúncios e, embora seja voltado a crianças, funciona ok com adultos também.

Para quem quiser maior controle, o Volume Lock permite configurar limites e travar volumes por tipo — mídia/música, ligações, notificações etc.

O aplicativo é gratuito e exibe anúncios. O Volume Lock Pro, versão paga, remove os anúncios por R$ 23.

YouTube, bloqueadores de anúncios e o bloqueador de bloqueadores de anúncios

Mensagem do YouTube avisando que “Bloqueadores de anúncios violam os Termos de Serviço do YouTube”, com efeitos de glitch.

Nas últimas semanas, aumentou o número de usuários do YouTube e de extensões que bloqueiam anúncios se deparando com uma mensagem do YouTube/Google, na plataforma de vídeos, pedindo ou exigindo a liberação de anúncios para continuar sendo usada.

A imagem varia de acordo com quatro estágios. Na mais branda, há um “X” para dispensar a mensagem e continuar assistindo aos vídeos como se nada tivesse acontecido. Na mais severa, o YouTube impede a visualização a menos que o bloqueador de anúncios seja desativado ou o YouTube Premium — o plano pago da plataforma (R$ 24,90/mês) — seja assinado.

Hmmm… obrigado, mas acho que não.

(mais…)

Importador do Obsidian liberta notas de aplicativos fechados

Um dos critérios que avalio antes de adotar um aplicativo é se consigo sair fácil dele. No caso de apps de anotações, se os textos são exportáveis ou — melhor ainda — ficam expostos no sistema de arquivos.

O Obsidian é um que trabalha com arquivos soltos, guardados em um diretório. Isso já seria bem legal por si só, pois apps assim são raros, mas existe um plugin que importa anotações de vários outros aplicativos.

O último que pintou no importador do Obsidian foi o Apple Notas. Além desse, ele também lida com Notion, Evernote, Google Keep, Microsoft OneNote e vários outros.

O plugin é de código aberto, o que explica a variedade de aplicativos compatíveis e a rapidez com que eles foram integrados — o plugin foi lançado há dois meses.

Mesmo quem não tem intenção de usar o Obsidian pode se beneficiar desse plugin. O resultado, como dito, são arquivos soltos no diretório apontado pelo usuário.

(Para quem estiver querendo sair do Apple Notes, o aplicativo Exporter também faz o serviço.)

Notícias para começar o dia

A velocidade mínima para o 4G, proposta pelo Ministério das Comunicações à Anatel via programa ConectaBR, é de 10 Mbps. Segundo a OpenSignal, 20% das conexões móveis no país não chegam a esse piso. Via G1, Convergência Digital.

Gentes das exatas e quem mexe com Excel, regozijai-vos: chegou a opção para desativar a conversão automática de números em datas. Via Microsoft (em inglês) / No Órbita.

O Tinder lançou um recurso para que amigos ajudem alguém a encontrar um bom “match”. Via Tinder (em inglês).

Como baixar vídeos do YouTube pelo Terminal (linha de comando)

Seja por hábito ou por uma necessidade pontual, todo mundo já quis baixar um vídeo do YouTube.

Existem inúmeros sites estranhos infestados de anúncios que prometem executar o trabalho, e aplicativos limitados que só liberam todo o potencial mediante pagamento.

E existe a linha de comando, que nos dá aplicativos super capazes que não custam um centavo sequer. Nesta dica rápida, mostrarei como baixar vídeos usando apenas um comando.

(mais…)

Uma hipótese para o consumo excessivo de bateria no iPhone

A capacidade de bateria ideal que um celular deve ter é sempre um pouco além da que ele tem. A gente se acostuma, cria estratégias para lidar com a autonomia média e no fim dá um jeito, exceto quando há algo errado.

Consumidores que compraram celulares da linha iPhone 14, lançados há menos de um ano, têm reclamado da rápida degradação da bateria.

Aconteceu também com meu singelo iPhone SE. De uma hora para outra, o consumo de energia enlouqueceu e em um intervalo de dois ou três meses, a “saúde” da bateria despencou para 93%.

No meu caso, era evidente que havia algo errado. O celular esquentava por nada e o consumo de energia era absurdo. Um dia, fiz um teste e deixei ele longe da tomada durante a noite, após recarregar a bateria até 100%. Na manhã seguinte, estava em 20%.

Acionei o atendimento da Apple. Após um teste remoto, os atendentes me disseram que não havia nada errado com o celular ou a bateria. Depois, incrédulo e um pouco frustrado, segui uma das orientações dadas por eles: desativar as notificações e as atualizações em segundo plano dos aplicativos de mensagens.

A essa altura, como medida desesperada, já havia feito uma limpa em muitos apps e deixado — dos de mensagens — somente Signal e WhatsApp. Desativei tudo de ambos. Nesse momento, também desativei as atualizações push (em tempo real) do e-mail. Quem precisa disso no celular? Eu, não.

E… veja, eu suspeitaria se alguém me contasse essa história, mas acredite em mim: resolveu. Tanto que, dias atrás, reativei as notificações e atualização em segundo plano do Signal, e o celular continuou fresco, ágil e sem desperdiçar energia. Parece um celular novo.

O que me leva a apontar dedos ao WhatsApp. Talvez? Só sei que saí de um sufoco. Caso você esteja passando pelo mesmo perrengue, e puder se dar o luxo de desativar as notificações do WhatsApp, vale a pena fazer um teste.

Entrando no Matrix

Enquanto a Europa tenta obrigar algumas das maiores empresas do mundo a tornarem seus aplicativos de mensagens interoperáveis para bilhões de pessoas, uma turma reduzida já vive no futuro.

Eles usam o Matrix, um protocolo de troca de mensagens em tempo real, descentralizado, de código aberto e com criptografia de ponta a ponta.

(mais…)

Dangerzone mitiga o risco de ataques via documentos ou imagens adulterados

Documentos e imagens podem ser vetores para a disseminação de vírus e outras pragas digitais. O aplicativo Dangerzone ajuda a mitigar esse risco.

Como? Com “sandboxes” isoladas do sistema operacional e uma ideia engenhosa de desconstrução e reconstrução dos arquivos suspeitos.

Transcrevo (e traduzo) a descrição do site oficial:

Você dá a ele um documento no qual não sabe se pode confiar (por exemplo, um anexo de e-mail). Dentro de uma “sandbox”, o Dangerzone converte o documento em um PDF (se ainda não for um) e, em seguida, converte o PDF em dados brutos de pixels: uma enorme lista de valores de cores RGB para cada página. Então, em uma “sandbox” separada, o Dangerzone pega esses dados de pixels e os converte de volta em um PDF.

O aplicativo lida com arquivos *.pdf, documentos do Microsoft Office e LibreOffice e alguns formatos de imagens.

Um projeto da Freedom of the Press Foundation, o Dangerzone é gratuito, tem o código aberto e versões para Linux, macOS e Windows. Baixe-o aqui.

TripMode limita o consumo de dados no macOS

O aplicativo TripMode é daquelas coisas que deviam ser nativas no sistema operacional.

Ele funciona como uma espécie de firewall simplificado, bloqueando aplicativos e partes do sistema de se conectar à internet. Não por segurança, como é o caso dos firewalls nativos de sistemas como macOS e Windows. O TripMode ajuda a controlar o gasto da franquia de dados.

Usar o celular como hotspot é uma maravilha, mas, a depender das tarefas pendentes no sistema, pode consumir rapidinho giga bytes de tráfego. Com o TripMode ativado, é possível bloquear por padrão toda a comunicação do computador com a internet e ir liberando, caso a caso, apps e funcionalidades.

Precisei de algo assim dia desses e funcionou bem aqui. A licença custa ~R$ 85, e é possível usá-lo por sete dias gratuitamente — foi o que eu fiz.

Existe uma versão para Windows do TripMode, mas ela está abandonada.

Procurei por alternativas, encontrei só outros para macOS: Radio Silence (~R$ 42) e LuLu (gratuito). Se alguém souber de aplicativos do tipo para Linux e Windows, sou todo ouvidos.

Bloquear JavaScript em sites selecionados torna a web mais rápida e agradável

Estou meio obcecado em tornar a web um lugar mais agradável — não num sentido amplo, mas aqui, no meu computador e celular.

Há anos uso e recomendo bloqueadores de anúncios. Eles tornam a web um lugar habitável. Muitos sites entraram numa briga de gato e rato e, de tempos em tempos, conseguem burlar os mecanismos mais simples usados para impedir o carregamento de elementos nocivos.

Quando esses sites ganham, eu perco. A derrota se materializa em lentidão, celulares e computadores quentes e baterias derretendo.

(mais…)