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Krita 5, Darktable 3.8 e Pinta 2: Grandes atualizações de aplicativos de arte digital de código aberto

O fim de ano foi generoso para quem faz arte digital em aplicativos de código aberto. Os projetos Krita, Darktable e Pinta lançaram atualizações grandiosas. Abaixo, uma lista delas — os links levam aos anúncios oficiais, todos bem detalhados (e em inglês):

  • Krita 5.0, em 23 de dezembro: Classificada como uma das “maiores e mais significativas atualizações que o Krita já teve”, traz melhorias em todas as partes do aplicativo de desenho digital. Para dar uma ideia, sistemas básicos como gradientes, paletas de cores e pincéis foram refeitos do zero e estão mais rápidos e consumindo menos memória. O Krita é um aplicativo de desenho digital, uma espécie de “Photoshop de código aberto”. Para Android/ChromeOS (beta), Linux, macOS e Windows.
  • Darktable 3.8, em 24 de dezembro: A segunda atualização de recursos do ano do Darktable, uma espécie de “Lightroom de código aberto”, reformulou os atalhos do teclado (e acabou com a personalização), documentação atualizada, novos módulos de processamento e outras novidades menores. Para Linux, macOS e Windows.
  • Pinta 2.0, em 31 de dezembro: A grande novidade é de ordem técnica, a saber, a transição da base do aplicativo para o GTK 3 e .NET 6, mas isso trouxe melhorias práticas também, como suporte a monitores de alta resolução, caixas de diálogo em formato nativo do sistema e facilidades na instalação em macOS e Windows (as dependências vêm no mesmo pacote). A mudança mais drásticas é a reforma no painel de ferramentas, que agora usa um leiaute em coluna única. Para Linux, macOS e Windows.

Atualização altera a interface e muda comportamento do Kindle

O leitor Andre Nakano chamou a atenção à atualização 5.13.7 do software do Kindle, disponibilizada há poucos dias. Ela alterou o desenho da página inicial e do menu rápido, no topo do aparelho, aproximando a interface da dos aplicativos para celulares e tablets. Nessa, a setinha “Voltar”, que retrocedia à tela imediatamente anterior, sumiu.

Era assim:

Esquema do antigo menu no topo da página dos Kindle.
Imagem: Amazon/Reprodução.

Ficou assim (via r/kindle):

Print do novo menu no topo da página dos Kindle.
Imagem: Amazon/Reprodução.

Embora o ícone da seta tenha sido preservado, sua função não foi. Ele virou o que na interface anterior era o ícone da casa, ou seja, ao ser tocado, leva o usuário de volta à tela inicial do Kindle.

Andre conversou com o suporte da Amazon, que reconheceu o deslize: “Lamento informar que você tem razão, isso é parte da nova atualização em que a antiga opção de voltar à página/tela anterior não está mais disponível e [agora] te leva ao início/biblioteca.”

Em comunidades no Reddit, onde reclamações apareceram, alguém deu a dica de que arrastar o dedo de baixo para cima, no rodapé da tela, revela marcações do texto e permite navegar entre elas. Não é como o antigo botão “Voltar”, mas é algo similar.

Versão de testes do Windows 11 já pode ser baixada

Print do Windows Explorer no Windows 11.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

A Microsoft liberou, nesta segunda (28), a primeira versão pública de testes do Windows 11 (build 22000.51). Passe batido se você não tem um computador sobrando aí. Além de recursos ausentes (Teams integrado e aplicativos Android, por exemplo), ela está cheia de falhas conhecidas e deve conter outras tantas que, acredite, você não vai querer descobrir por conta própria. Via Microsoft (em inglês).

Apesar disso, este primeiro contato com o Windows 11 já traz as principais mudanças visuais. Chama a atenção os esforços da Microsoft em destacar o visual do seu sistema, com um site cheio de imagens, vídeos e designers chamados apenas pelo primeiro nome falando de tipografia, texturas e coisas do tipo. Imagens estáticas e vídeos promocionais só contam parte da história, mas essa parte está realmente agradável — o Windows Explorer, livre da barra lotada de ícones, está bonito, e o painel de configurações aparenta estar intuitivo.

Doze anos depois de lançar o último Windows que alguém poderia achar bonito (Windows 7), já não era sem tempo.

Android 12 trará nova linguagem visual, a Material You

O Android 12 trará a maior reformulação visual dos últimos anos ao sistema do Google. Anunciado nesta terça (18), durante a sessão de abertura do Google I/O, o sistema traz uma nova linguagem visual, chamada Material You, uma “nova maneira radical de pensar o design”. A empresa diz que, nessa linguagem, a forma não segue apenas a função, mas também a sensação. Na prática, elementos visuais se adaptam à tela e as cores, ao papel de parede — um processo chamado de “extração de cores”. Parece bonito.

O Android 12 e o Material You chega primeiro aos celulares Pixel, no “outono” (lá; aqui, na primavera). Via Material.io (em inglês), Google (em inglês).

Os novos ícones das pastas especiais do Windows 10

Print do Explorador de Arquivos exibindo os novos ícones de pastas.
Novos ícones de pastas no Windows 10 build 21343. Imagem: Microsoft/Divulgação.

O Windows 10 vai ganhar novos ícones, em mais um esforço de atualizar e dar consistência à identidade visual do sistema. Os novos ícones das pastas especiais (acima), como as de fotos e vídeos, ficaram… esquisitos? Feios? O que você achou? Via Microsoft (em inglês).

Este é o novo visual do Firefox

Print de uma janela do Firefox, mostrando a nova interface Proton.
Imagem: OMG! Ubuntu/Reprodução.

O Firefox 89, previsto para ser lançado em maio, trará uma interface reformulada batizada Proton. Ela visa simplificar o navegador e dar uma repaginada geral em seu visual. Já é possível antecipá-la na versão atual do Firefox (87) e, embora a final deva trazer pequenas mudanças, é mais ou menos isso que todos os usuários terão em maio. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

Navegador Vivaldi exibe até duas linhas de abas

Porção superior de uma janela do Vivaldi, com duas linhas de abas em exibição.
Imagem: Vivaldi/Divulgação.

O Vivaldi, navegador baseado no Chromium e voltado a usuários avançados, tem a capacidade de exibir duas linhas de abas ao mesmo tempo. A segunda linha não é uma continuação da primeira. Em vez disso, ela aparece quando o usuário agrupou abas previamente e deseja vê-las e gerenciá-las com mais comodidade. (Este vídeo demonstra o recurso, chamado “Tab Stacks”.) A propósito, o Vivaldi tem uma tonelada de opções relacionadas a abas. Veja-as aqui.

Layout para 2021

Print do Safari com o site do Manual do Usuário aberto, já com o novo layout para 2021. Principais mudanças são o nome do site no topo, junto ao logo, e um menu aplicado abaixo dele, incluindo uma lupa de pesquisa.
Print: Manual do Usuário.

Só para avisar que o site está de cara (mais ou menos) nova. O título grandão e grudado nas bordas é assim mesmo — inspirei-me em capas de revista. O que achou dessa parte? Se encontrar algum erro, avise nos comentários ou por e-mail.

Consistência contra clareza nos novos ícones do Google

Duas fileiras de ícones do Google. Na de cima, os novos sob a inscrição "O que o Google vê'". Na de baixo, retângulos idênticos, com cores alteradas, com a inscrição "O que eu vejo".
Na linha de cima, “O que o Google vê”. Na de baixo, “O que eu vejo”. Imagem: r/google.

Os apps do Google Workspace (antigo G Suite, antigo-antigo Google Apps) ganharam novos ícones no início de outubro, todos eles com as mesmas quatro cores. Teve quem gostou do design devido à consistência, mas — e isso é só evidência anedótica, embora não só minha — sobram reclamações à dificuldade criada para distingui-los, algo que a brincadeira acima evidencia.

Segundo o Google, “a nossa nova marca do Google Workspace reflete essa experiência mais conectada, útil e flexível, e nossos ícones refletirão o mesmo”. Goste ou não, parece que esses ícones novos também serão usados nos apps dos usuários doméstico — o Gmail do iOS já o adotou. Via r/google.

O bom e o ruim no legado de Jony Ive no design da Apple

Jonathan Ive e Tim Cook observam o iPhone XR após evento que apresentou o aparelho.

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Quantos executivos de grandes empresas você conhece (no sentido de pelo menos saber o nome)? Tenho a impressão de que, com poucas exceções, esses profissionais acabam conhecidos apenas daqueles que acompanham mercados muito de perto. No da tecnologia de consumo, dá para contar nos dedos os que conseguiram romperam as conferências com analistas e investidores e as páginas dos jornais de negócios e alcançaram o imaginário popular: Bill Gates e Steve Jobs, cofundadores e por muito tempo CEOs da Microsoft e da Apple, e Mark Zuckerberg, o infame cofundador e CEO do Facebook. (Todos retratados em filmes; coincidência?)

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Quem precisa de “notch” quando se tem o entalhe?

Detalhe no entalhe do iPhone X.

O dicionário do meu computador define “entalhe” como:

2. corte, incisão, ranhura na madeira; entalha, entalhamento, entalhadura, entalho. 3. p.ext. esse mesmo tipo de corte feito em outros materiais (metal, cerâmica, vidro etc.)

Reconheça-se que não se trata de uma palavra muito popular fora de alguns meios, como a marcenaria e o artesanato, ainda assim é assimilável por qualquer um que fale e conheça minimamente o nosso português.

Nos últimos dois anos, “entalhe” ganhou um novo significado na tecnologia de consumo. O termo é usado também para se referir ao recorte — ou entalhe — no topo das telas de celulares que ocupam quase toda a área frontal do aparelho. O caso mais notório é o da linha iPhone X, da Apple, mas hoje praticamente toda a indústria faz uso do recurso.

Nesse período, vimos ocorrer um fenômeno linguístico curioso no Brasil. Puxado pela imprensa (inclua aí blogueiros e youtubers), o público mais aficionado por tecnologia resolveu ignorar o termo “entalhe”. Em vez dele, optaram pela sua tradução literal em inglês, o famigerado “notch”. (mais…)

Meu iPhone quebrado

iPhone com a tela quebrada sobre um banco de couro.

por Joanne McNeil

O dia em que me mudei para o Brooklyn foi o dia em que quebrei a tela do meu iPhone. Estava tentando pegar as chaves na bolsa enquanto um grupo de estudantes esperava na porta para que um amigo a abrisse para eles. Destrancando a porta meio lesada devido ao jetlag, segurei-a aberta para cada um deles enquanto equilibrava a minha bolsa com a outra mão. Depois que o último entrou no prédio, parei a porta com o pé enquanto tentava redistribuir o peso de meus pertences. Meu iPhone deslizou para fora do bolso de trás, caindo direto no concreto.

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6 vídeos para entender (e contemplar) o Material Design, a nova linguagem visual do Google

Ilustração do Material Design.

por J. P. Neto

Se você usa algum aplicativo próprio do Google talvez já tenha percebido que ele está de cara nova. Ou algum app de terceiro. Há algo diferente no ar, ou melhor, na palma da sua mão… Isso, amigos, amigo, é o Material Design em ação.

A nova linguagem visual do Google foi apresentada na conferência Google I/O desse ano. O Material Design é uma evolução do design de cartões, típico do Google Now e que se espalhou a outras áreas, mas agora com foco em profundidade e movimento, e amparado por cores chapadas.

Falando em sistema, é bom se acostumar ao Material Design: sua influência dentro do Google é tão grande que tudo está sendo feito dessa forma. Android 5.0, Android Wear, web apps e até aplicativos para outras plataformas, como o iOS, têm formas, cores e movimentos padronizados. O ideal do Google é manter a familiaridade dos seus produtos independentemente de onde eles sejam usados.

Como imagens falam mais que palavras, selecionamos alguns vídeos para demonstrar o que é, na prática, o Material Design. (mais…)